Casa antiga com arcos e tijolinhos renasce como refúgio contemporâneo

Reformar uma casa antiga é sempre um exercício de escolhas: o que preservar, o que alterar, o que criar. Nesta residência em São Paulo, a arquiteta Ana Flavia Dal Fabbro, do escritório DalArqui, optou por respeitar a história sem abrir mão da vida contemporânea. “A inspiração surgiu do mesmo lugar de onde nascem todos os nossos projetos: saúde e bem-estar. Isso se traduz na presença abundante do verde, na ventilação natural cruzada, na entrada generosa de luz natural e no respeito à edificação e à sua história”, explica Ana Flavia.
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Os arcos emolduram a residência, da arquitetura aos interiores
Leila Viegas
A família buscava mais luz, integração e fluidez entre os espaços generosos divididos em dois pavimentos. Para tanto, as aberturas foram ampliadas para que o ar circulasse, as janelas da sala de estar ganharam projeção para fora e a varanda frontal, que teve seus ladrilhos hidráulicos restaurados, recebeu uma serralheria em arco que remete às casas antigas.
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Na varanda frontal, serralheria da Marquelon, luminárias da Labluz e da MarilenaG, e ladrilho hidráulico restaurado
Leila Viegas
Na sala de estar, sofá bege da Allez Móveis, sofá azul e mesas de centro de Fernando Jaeger, tapete de mesma autoria para a By Kami, poltronas da Desmobília, luminária de piso e abajur da Bali Express, e piso de granilite
Leila Viegas
A casa é permeada por artesanato brasileiro
Leila Viegas
A escada original foi restaurada, assim como os vitrais da sala e do banheiro, que agora filtram a luz em cores. No teto, as vigas de madeira descobertas durante a obra foram recuperadas e deixadas à mostra nas áreas de TV, jantar e cozinha. “Buscamos o aproveitamento de materiais que ‘falam’, que trazem aconchego, afeto e acolhimento, tanto para quem vive ali quanto para quem chega como visita”, conta a arquiteta. A parede de tijolinhos aparente e o painel de madeira ripada, por exemplo, fazem a transição suave entre sala e cozinha. No pavimento superior, uma extensão de laje acomodou a ampliação do quarto do casal, closet e banheiro.
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Na sala de jantar, mesa e cadeiras da Estar Móveis, banquetas de Fernando Jaeger, luminária pendente e fruteira de mesa da Annesso, luminárias da Labluz e da MarilenaG e marcenaria da Stratus Marcenaria, tudo sobre piso de madeira restaurado
Leila Viegas
Na cozinha, marcenaria da Stratus Marcenaria, serralheria da Marquelon, luminárias da Reka e da Labluz, e piso de granilite
Leila Viegas
No lavabo, os revestimentos criam uma geometria que emoldura a bancada
Leila Viegas
Uma das intervenções mais significativos foi na fachada. Ana Flavia conta que “no começo, eles queriam subir muro, fechar portão. Resolvemos fazer diferente: usamos grade, plantas e transparência, em vez de fechar tudo.” Os muros foram baixados, o desenho original da fachada preservado, e criou-se uma permeabilidade visual entre os lados de dentro e fora. “Quando você abre, oferece, cria relação. A casa passa a fazer parte da rua e da cidade, e esse pertencimento gera cuidado e proteção”, reflete a arquiteta.
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No quarto, marcenaria da Vitorin Móveis, luminárias da Reka, da Labluz e da MarilenaG, e objetos de arte e artesanato brasileiro da Annesso
Leila Viegas
Os ladrilhos hidráulicos dos banheiros são da Dalle Piagge
Leila Viegas
As materialidades da casa se destacam, dos tijolinhos à vista às estruturas de serralheria
Leila Viegas
Na varanda posterior, mesa da Taúna, cadeiras de Fernando Jaeger, serralheria da Marquelon e e piso de fulget
Leila Viegas
A conexão com o entorno é um dos pontos-chave da morada
Leila Viegas
Os vitrais coloridos, as aberturas estratégicas, o verde espalhado por diversos pontos e o diálogo com a cidade compõem um projeto equilibrado entre memória e atualidade. “Uma casa sem frescura, fácil de estar, onde você entra e já se sente à vontade”, arremata Ana Flavia.
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