A brisa do mar, os coqueiro sem balanço e o azul intenso do céu de Pernambuco formam o cenário desta casa de 500 m², de Cecília Lemos (@cecilialemosarq). Longe de ser apenas uma residência comum, o espaço é uma ode à paisagem recifense, concebida por quem mais entende das suas nuances: a própria arquiteta e moradora.
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Localizado na Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, com acesso privativo à praia, o imóvel, mesmo tendo sido concluído há apenas um ano, já se tornou o refúgio de paz e conexão da família – seu marido, os três filhos e Ricota, uma golden retriever – durante os fins de semana. “Toda a arquitetura nasceu da intenção de abrigar, receber e criar momentos de encontro”, diz a arquiteta.
RETRATO | No estar, Cecília está sentada na cadeira de balanço herdada do avô. A parede traz obras de artistas como Guita Charifker, Clemilton, Bajado, Francisco Brennand, Ploeg, Wellington Virgulino e José Cláudio. Ainda na parede, escultura Reisado de Gledson Cabral. No piso, escultura de Abelardo da Hora. Um vaso de cerâmica de Francisco Brennand e um abajur verde da Curiosa estão sobre a cômoda que pertenceu à avó de seu marido
Walter Dias/Editora Globo
Pensando nisso, a casa foi projetada com um total de seis suítes, aproveitando o sótão como um dormitório adicional, e áreas de lazer como varanda, jardim e rooftop.
VARANDA | Considerada o coração da casa, é o espaço onde os azulejos coloridos ganham nova vida na disposição projetada pela arquiteta. Os retangulares são do modelo Terralma, da Portobello, enquanto os quadrados são do Easy, da Ceusa. O sofá, que faz parte do acervo da família, compõe o ambiente com as cadeiras listradas da Tok&Stok. No piso, a arte se faz presente com a escultura de Abelardo da Hora e o cabideiro de chão amarelo de Vavan. Portas de correr envidraçadas com moldura de madeira criam uma transição fluida entre o espaço e a sala de TV, localizada ao fundo
Walter Dias/Editora Globo
Queríamos um espaço para respirar, sentir a arte e vivê-la de forma natural, acompanhando o ritmo da vida com calma, presença e conexão.”
VISTA PANORÂMICA | Um trecho do rooftop e do jardim do andar térreo, em níveis diferentes. No plano superior, o guarda-sol é uma recordação do Japão, enquanto o futon, com seus vibrantes padrões geométricos, é uma autêntica peça da Turquia
Walter Dias/Editora Globo
A combinação estratégica de desníveis no piso, o taco de madeira e pé-direito alto são elementos que trabalham em conjunto para criar uma experiência convidativa e sensorial no projeto.
DESNÍVEL | Dá acesso às salas de estar e de TV e estão itens do acervo de Cecília: escultura de galhos da Ilha do Ferro e escultura do Mestre Luiz Benício. O genuflexório, herança familiar, sustenta a escultura de pássaro do artista Sérgio Teófilo. Ao fundo, a parede exibe um colar de mesa de cerâmica de Tracunhaém, PE, além de cestarias do Mercado São José, no Recife
Walter Dias/Editora Globo
DETALHES | Esculturas Rezadeiras, de Simone Souza
Walter Dias/Editora Globo
A fluidez e a integração eram premissas fundamentais na concepção da casa. A ideia é que todos os ambientes se conectem de forma simples e intuitiva, sem percursos longos ou fechados, permitindo que as salas e a varanda funcionem como uma única e ampla extensão. “A casa precisava ser aberta, integrada e permitir que o verde entrasse e tudo acontecesse muito naturalmente”, reitera.
RETRATO | A arquiteta mostra a integração dos espaços de convivência, como a sala de estar e a sala de TV, que têm acesso à varanda por meio de amplas portas envidraçadas de correr com molduras de madeira. A peça de destaque é a cadeira artesanal vibrante em formato de cacto, de Vavan
Walter Dias/Editora Globo
O acabamento rústico do reboco baiano, predominante na residência, dialoga com a estrutura aparente, exposta em sua essência sem disfarces.
BANHEIRO DA SUÍTE | De concreto aparente, traz bancada com duas pias integradas e prateleira com cestarias do Mercado São José
Walter Dias/Editora Globo
O reboco baiano está presente em todos os ambientes – dos banheiros aos quartos, dos corredores às áreas sociais – aplicado com uma técnica própria que traz textura, calor e verdade.”
A paleta de cores vibrantes dos azulejos artesanais, das listras no teto da cozinha e dos objetos decorativos harmonizam com a simplicidade dos materiais naturais.
RETRATO | Cecília posa na cozinha, onde o charme está no teto com pintura listrada e nas cortinas dos armários de concreto. O gaveteiro de pau-ferro foi embutido na estrutura de concreto. O quadro colorido na prateleira é de Iza do Amparo. A estrutura de treliça é da casa da avó da arquiteta
Walter Dias/Editora Globo
O piso de taco de madeira maciça, que forma delicados “tapetes” pelos cômodos, junto com o cimento queimado e o ladrilho hidráulico, proporcionam a sensação de conforto desejada. “São detalhes que costuram a alma e são marcantes no projeto”, destaca.
SALA DE TV | A sala de TV tem piso de tacos de madeira e paredes de reboco baiano. Ao lado da janela, tapeçaria trazida de viagem à Marrakech. As mesas laterais são da Ilha do Ferro. O abajur de globo de luz, uma peça de design herdada da família, é de Janete Costa. No canto direito, escultura de madeira da artista Cristina Renda
Walter Dias/Editora Globo
O interior da casa não é ‘decoração’; é um pedaço da nossa história ocupando as paredes.”
RETRATO | Cecília está no clássico sofá modular Togo, de Michel Ducaroy, móvel herdado da avó do marido da arquiteta que foi restaurado e ganhou novo tecido. Na parede, há tapeçarias de Lagoa do Carro, cidade pernambucana conhecida por seu artesanato tradicional, e o quadro de frutas é de Iza do Amparo
Walter Dias/Editora Globo
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O design autêntico, que exalta a brasilidade, transforma a decoração em um espetáculo à parte. A sala de estar, seu lugar preferido da casa, abriga a maior parte da coleção de arte da proprietária, que mistura obras eruditas, contemporâneas e populares.
RETRATO | Na sala de estar, a arquiteta abre o janelão com vista para o jardim. Poltrona Jangada, de Jean Gillon, e banco em tapeçaria da Lagoa do Carro. A escultura de pássaro é de Vavan
Walter Dias/Editora Globo
A curadoria do ambiente foi se moldando à medida que Cecília trazia peças e móveis de seu acervo pessoal, tanto de sua antiga residência quanto do escritório.
DETALHES | Mini zebra trazida do Japão, além de miniaturas de Gledson Cabral sobre os livros
Walter Dias/Editora Globo
Outros itens foram garimpados em feiras, como a Fenearte, enquanto muitos carregam significados especiais, como heranças de família, presentes de amigos artistas ou aquisições feitas em viagens pelo mundo.
DETALHES | Cadeira de madeira maciça desenhada pela arquiteta e banquinho esculpido e pintado à mão por Zé Crente
Walter Dias/Editora Globo
“No fim, o acervo que habita a casa é um conjunto de raízes, encontros e memórias que foram se somando ao longo do caminho”, ela conclui.
ÁREA GOURMET | É valorizada pela bancada revestida de azulejos Easy, da Ceusa. Sobre ela, peças de cerâmica de Francisco Brennand. Na parede, o trio de miniaturas de casas é de Nil Moraes
Walter Dias/Editora Globo
A área gourmet foi uma ideia do meu marido. Ele queria um espaço para cozinhar ao ar livre, especialmente nas noites de lua cheia, que adoramos contemplar.”
SUÍTE MASTER | O ambiente que compõe a suíte master ganhou um toque pessoal com uma mesa e uma cadeira de família, utilizadas como escrivaninha. O par de tapeçarias com desenhos geométricos e acabamento em franjas foi adquirido em viagem à Turquia
Walter Dias/Editora Globo
SUÍTE MASTER | Detalhe com cama e cabeceira desenhadas pela arquiteta, com execução da Espaço Casa de Recife. A mesa de cabeceira é herança de família. Na parede, tapeçarias da Lagoa do Carro. A escultura de madeira no piso é uma obra de Mestre Fida
Walter Dias/Editora Globo
RETRATO | Cecília no jardim reclinada no sofá da Casa Pronta, onde também foi adquirido o conjunto de cadeiras. O banco de zebra é do Mestre Leno
Walter Dias/Editora Globo
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Localizado na Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, com acesso privativo à praia, o imóvel, mesmo tendo sido concluído há apenas um ano, já se tornou o refúgio de paz e conexão da família – seu marido, os três filhos e Ricota, uma golden retriever – durante os fins de semana. “Toda a arquitetura nasceu da intenção de abrigar, receber e criar momentos de encontro”, diz a arquiteta.
RETRATO | No estar, Cecília está sentada na cadeira de balanço herdada do avô. A parede traz obras de artistas como Guita Charifker, Clemilton, Bajado, Francisco Brennand, Ploeg, Wellington Virgulino e José Cláudio. Ainda na parede, escultura Reisado de Gledson Cabral. No piso, escultura de Abelardo da Hora. Um vaso de cerâmica de Francisco Brennand e um abajur verde da Curiosa estão sobre a cômoda que pertenceu à avó de seu marido
Walter Dias/Editora Globo
Pensando nisso, a casa foi projetada com um total de seis suítes, aproveitando o sótão como um dormitório adicional, e áreas de lazer como varanda, jardim e rooftop.
VARANDA | Considerada o coração da casa, é o espaço onde os azulejos coloridos ganham nova vida na disposição projetada pela arquiteta. Os retangulares são do modelo Terralma, da Portobello, enquanto os quadrados são do Easy, da Ceusa. O sofá, que faz parte do acervo da família, compõe o ambiente com as cadeiras listradas da Tok&Stok. No piso, a arte se faz presente com a escultura de Abelardo da Hora e o cabideiro de chão amarelo de Vavan. Portas de correr envidraçadas com moldura de madeira criam uma transição fluida entre o espaço e a sala de TV, localizada ao fundo
Walter Dias/Editora Globo
Queríamos um espaço para respirar, sentir a arte e vivê-la de forma natural, acompanhando o ritmo da vida com calma, presença e conexão.”
VISTA PANORÂMICA | Um trecho do rooftop e do jardim do andar térreo, em níveis diferentes. No plano superior, o guarda-sol é uma recordação do Japão, enquanto o futon, com seus vibrantes padrões geométricos, é uma autêntica peça da Turquia
Walter Dias/Editora Globo
A combinação estratégica de desníveis no piso, o taco de madeira e pé-direito alto são elementos que trabalham em conjunto para criar uma experiência convidativa e sensorial no projeto.
DESNÍVEL | Dá acesso às salas de estar e de TV e estão itens do acervo de Cecília: escultura de galhos da Ilha do Ferro e escultura do Mestre Luiz Benício. O genuflexório, herança familiar, sustenta a escultura de pássaro do artista Sérgio Teófilo. Ao fundo, a parede exibe um colar de mesa de cerâmica de Tracunhaém, PE, além de cestarias do Mercado São José, no Recife
Walter Dias/Editora Globo
DETALHES | Esculturas Rezadeiras, de Simone Souza
Walter Dias/Editora Globo
A fluidez e a integração eram premissas fundamentais na concepção da casa. A ideia é que todos os ambientes se conectem de forma simples e intuitiva, sem percursos longos ou fechados, permitindo que as salas e a varanda funcionem como uma única e ampla extensão. “A casa precisava ser aberta, integrada e permitir que o verde entrasse e tudo acontecesse muito naturalmente”, reitera.
RETRATO | A arquiteta mostra a integração dos espaços de convivência, como a sala de estar e a sala de TV, que têm acesso à varanda por meio de amplas portas envidraçadas de correr com molduras de madeira. A peça de destaque é a cadeira artesanal vibrante em formato de cacto, de Vavan
Walter Dias/Editora Globo
O acabamento rústico do reboco baiano, predominante na residência, dialoga com a estrutura aparente, exposta em sua essência sem disfarces.
BANHEIRO DA SUÍTE | De concreto aparente, traz bancada com duas pias integradas e prateleira com cestarias do Mercado São José
Walter Dias/Editora Globo
O reboco baiano está presente em todos os ambientes – dos banheiros aos quartos, dos corredores às áreas sociais – aplicado com uma técnica própria que traz textura, calor e verdade.”
A paleta de cores vibrantes dos azulejos artesanais, das listras no teto da cozinha e dos objetos decorativos harmonizam com a simplicidade dos materiais naturais.
RETRATO | Cecília posa na cozinha, onde o charme está no teto com pintura listrada e nas cortinas dos armários de concreto. O gaveteiro de pau-ferro foi embutido na estrutura de concreto. O quadro colorido na prateleira é de Iza do Amparo. A estrutura de treliça é da casa da avó da arquiteta
Walter Dias/Editora Globo
O piso de taco de madeira maciça, que forma delicados “tapetes” pelos cômodos, junto com o cimento queimado e o ladrilho hidráulico, proporcionam a sensação de conforto desejada. “São detalhes que costuram a alma e são marcantes no projeto”, destaca.
SALA DE TV | A sala de TV tem piso de tacos de madeira e paredes de reboco baiano. Ao lado da janela, tapeçaria trazida de viagem à Marrakech. As mesas laterais são da Ilha do Ferro. O abajur de globo de luz, uma peça de design herdada da família, é de Janete Costa. No canto direito, escultura de madeira da artista Cristina Renda
Walter Dias/Editora Globo
O interior da casa não é ‘decoração’; é um pedaço da nossa história ocupando as paredes.”
RETRATO | Cecília está no clássico sofá modular Togo, de Michel Ducaroy, móvel herdado da avó do marido da arquiteta que foi restaurado e ganhou novo tecido. Na parede, há tapeçarias de Lagoa do Carro, cidade pernambucana conhecida por seu artesanato tradicional, e o quadro de frutas é de Iza do Amparo
Walter Dias/Editora Globo
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O design autêntico, que exalta a brasilidade, transforma a decoração em um espetáculo à parte. A sala de estar, seu lugar preferido da casa, abriga a maior parte da coleção de arte da proprietária, que mistura obras eruditas, contemporâneas e populares.
RETRATO | Na sala de estar, a arquiteta abre o janelão com vista para o jardim. Poltrona Jangada, de Jean Gillon, e banco em tapeçaria da Lagoa do Carro. A escultura de pássaro é de Vavan
Walter Dias/Editora Globo
A curadoria do ambiente foi se moldando à medida que Cecília trazia peças e móveis de seu acervo pessoal, tanto de sua antiga residência quanto do escritório.
DETALHES | Mini zebra trazida do Japão, além de miniaturas de Gledson Cabral sobre os livros
Walter Dias/Editora Globo
Outros itens foram garimpados em feiras, como a Fenearte, enquanto muitos carregam significados especiais, como heranças de família, presentes de amigos artistas ou aquisições feitas em viagens pelo mundo.
DETALHES | Cadeira de madeira maciça desenhada pela arquiteta e banquinho esculpido e pintado à mão por Zé Crente
Walter Dias/Editora Globo
“No fim, o acervo que habita a casa é um conjunto de raízes, encontros e memórias que foram se somando ao longo do caminho”, ela conclui.
ÁREA GOURMET | É valorizada pela bancada revestida de azulejos Easy, da Ceusa. Sobre ela, peças de cerâmica de Francisco Brennand. Na parede, o trio de miniaturas de casas é de Nil Moraes
Walter Dias/Editora Globo
A área gourmet foi uma ideia do meu marido. Ele queria um espaço para cozinhar ao ar livre, especialmente nas noites de lua cheia, que adoramos contemplar.”
SUÍTE MASTER | O ambiente que compõe a suíte master ganhou um toque pessoal com uma mesa e uma cadeira de família, utilizadas como escrivaninha. O par de tapeçarias com desenhos geométricos e acabamento em franjas foi adquirido em viagem à Turquia
Walter Dias/Editora Globo
SUÍTE MASTER | Detalhe com cama e cabeceira desenhadas pela arquiteta, com execução da Espaço Casa de Recife. A mesa de cabeceira é herança de família. Na parede, tapeçarias da Lagoa do Carro. A escultura de madeira no piso é uma obra de Mestre Fida
Walter Dias/Editora Globo
RETRATO | Cecília no jardim reclinada no sofá da Casa Pronta, onde também foi adquirido o conjunto de cadeiras. O banco de zebra é do Mestre Leno
Walter Dias/Editora Globo



