Entre falésias avermelhadas, mata nativa e o azul intenso do litoral, uma casa de 750 m² em Outeiro das Brisas, no sul da Bahia, foi concebida para ser mais do que um endereço de férias: um verdadeiro refúgio de convivência.
Pensada para uma família de quatro pessoas que costuma reunir amigos e parentes com frequência, a residência foi projetada para favorecer encontros, descanso e conexão com a paisagem.
O projeto de interiores, assinado pela arquiteta Consuelo Jorge (@consuelojorge), buscou traduzir essa atmosfera calorosa e natural, com design brasileiro e artesanato local.
HALL | A brasilidade dá as boas-vindas a quem chega, com aparador desenvolvido pela Casa Pedro Baiano e o banco Mocho, de Sergio Rodrigues. A obra de arte do artista regional Rolen Dantas, desenvolvido especialmente para a moradora, interpreta as casinhas do Quadrado de Trancoso
Oka Fotografia/Divulgação
“Os proprietários queriam um lugar de pausa e reconexão, mas também generoso, capaz de receber com conforto”, conta a arquiteta. A solução foi apostar em ambientes integrados, materiais naturais, e móveis e objetos despretensiosos.
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A residência é caracterizada por um living integrado com a sala de estar, cuja proposta de acolhimento se revela. O espaço foi pensado para favorecer a ventilação cruzada e a entrada abundante de luz natural, enquanto a marcenaria em madeira peroba-rosa ajuda a criar continuidade entre os cômodos.
SALA DE JANTAR | A mesa autoral do escritório, executada pelo Studio N, estrutura o espaço e dialoga com as cadeiras Corcovado, da Ovoo. A porta de correr, também desenhada pelo escritório, isola a cozinha aberta quando necessário e incorporou palha local para reforçar a materialidade do projeto
Oka Fotografia/Divulgação
O hall que conduz à sala de jantar cria um momento de transição marcado por brasilidade. Logo na entrada, um quadro do artista local Rolen Dantas, desenvolvido especialmente para a moradora, estabelece um ponto focal vibrante.
A madeira, presente em diferentes elementos, imprime calor e permanência ao projeto. A estante da sala de estar, por exemplo, foi feita de peroba-rosa de reúso com propósito minimalista para contar histórias.
COZINHA | Desenhada pelo escritório e o centro do ambiente, a bancada é revestida com cerâmica Fiori, da Ladrilar, no tom azul, o preferido da moradora. Luminárias pendentes artesanais, produzidas na região pelo ateliê Cipó da Mata. A marcenaria em peroba-rosa amarra o conjunto, trazendo unidade visual
Oka Fotografia/Divulgação
Além disso, a coleção de potes sertanejos e panelas vindas do interior da Chapada Diamantina chama a atenção: originalmente usados no preparo de alimentos em fogões a lenha, os utensílios mantêm marcas do tempo e da chama, transformando memória e uso cotidiano em decoração.
Uma luminária criada a partir de um elemento resgatado de uma antiga fábrica de farinha de mandioca — com haste feita de parafuso de prensa e cúpula em juta — reforça o caráter artesanal da composição no home office, ao lado da sala de estar. Entre as peças afetivas, destaca-se também a poltrona Jangada, de Jean Gillon, que já fazia parte do acervo da moradora.
SUÍTE | O dossel foi incorporado como solução típica da região para o quarto com paleta que combina tons naturais e toques de azul, como a cômoda garimpada na Casarão Pedro Baiano, refletindo a preferência de cor da moradora. A peseira da Casa Ática, em palha, o tapete kilim, além de almofadas e manta, de Luana Ramalho, trazem texturas à composição
Oka Fotografia/Divulgação
A paleta de cores segue a lógica do entorno: o ocre das falésias inspira tons terrosos que aparecem em diferentes superfícies e tecidos.
Na sala de jantar, a atmosfera acolhedora se mantém, com uma composição que mistura mobiliário contemporâneo e peças garimpadas em fazendas do interior de Minas Gerais. “O garimpo foi essencial para construir a narrativa da casa. São peças que carregam história e dialogam naturalmente com o design brasileiro atual”, afirma Consuelo.
HOME OFFICE | O espaço de trabalho foi concebido como uma pausa dentro da casa, com bancada desenhada pelo escritório e integrada ao armário. A janela, com venezianas de madeira típicas da arquitetura local, dispensa o vidro e permite ventilação constante, além de filtrar a luz de maneira suave e criar conexão com o exterior. Elementos afetivos, como o abajur trazido de São Paulo, somam-se à cadeira de madeira com desenho da Casarão Pedro Baiano
Oka Fotografia/Divulgação
A cozinha aberta reforça o caráter social do projeto. Integrada à varanda, ela permite que quem comanda o fogão permaneça em contato com os convidados. O azul aparece como contraponto cromático — uma referência direta ao céu e ao mar da região, além de ser a cor favorita da moradora.
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O tom surge no revestimento cerâmico da ilha e em detalhes têxteis, trazendo frescor à composição. As luminárias pendentes sobre a bancada foram produzidas por artesãos do vilarejo — mais uma proximidade do projeto com a cultura local.
VARANDA | O ambiente é composto por poltronas Rio Manso, de Carlos Motta, combinadas com mesas de centro da série Anunnaki, em madeira carbonizada, da Casa Atica, e de pequiá. As esquadrias piso-teto dissolvem os limites entre interior e exterior, uma ode ao modo de viver local
Oka Fotografia/Divulgação
Na suíte máster, a linguagem se torna mais serena, porém mantém a base material do imóvel. Dossel, texturas e madeira peroba-rosa criam uma atmosfera acolhedora. “Buscamos equilíbrio entre simplicidade e conforto, com materiais que envelhecem bem sem perder identidade”, comenta a arquiteta.
O home office segue a linha estética, com poucos elementos e forte presença de materiais naturais. O ambiente é tranquilo para momentos de trabalho ou leitura, sempre em diálogo com a paisagem da Bahia, a qual é demarcada pelas venezianas.
PISCINA | O espaço foi pensado como extensão da casa, articulando living, cozinha, pergolado e piscina em um único gesto contínuo. Enquanto no deque foram dispostas espreguiçadeiras Columbus, da Green House, a área gourmet, ao fundo, foi composta com sofá ‘surubão’, típico da região, e poltronas Pão de Açúcar da Tidelli
Oka Fotografia/Divulgação
Na área externa, a varanda consolida-se como o coração da morada. Ampla e integrada aos cômodos internos, ela concentra grande parte da vida cotidiana da família. Móveis generosos e confortável convidam a longas conversas e refeições ao ar livre, enquanto a relação direta com o verde marca a sensação de continuidade entre interior e exterior.
A piscina se abre para a natureza do condomínio, funcionando como extensão da área social. O conjunto traz a a ideia de que o quintal é, de fato, um dos espaços mais utilizados. “A casa foi pensada para valorizar o clima e o modo de viver da Bahia”, afirma Consuelo.
BANHEIRO | A base contínua em cimento branco, adotado em pisos e paredes, cria uma atmosfera leve e luminosa. Elementos garimpados, como o banco da Casarão Pedro Baiano, além de cabideiro rústico e tapete de palha, introduzem textura e autenticidade
Oka Fotografia/Divulgação
Os banheiros partem de uma base contínua em cimento branco, adotado em pisos e paredes, para criar uma atmosfera leve e luminosa, alinhada ao contexto local. Elementos garimpados introduzem textura e demonstram como a simplicidade pode ser tratada como identidade.
Pensada para uma família de quatro pessoas que costuma reunir amigos e parentes com frequência, a residência foi projetada para favorecer encontros, descanso e conexão com a paisagem.
O projeto de interiores, assinado pela arquiteta Consuelo Jorge (@consuelojorge), buscou traduzir essa atmosfera calorosa e natural, com design brasileiro e artesanato local.
HALL | A brasilidade dá as boas-vindas a quem chega, com aparador desenvolvido pela Casa Pedro Baiano e o banco Mocho, de Sergio Rodrigues. A obra de arte do artista regional Rolen Dantas, desenvolvido especialmente para a moradora, interpreta as casinhas do Quadrado de Trancoso
Oka Fotografia/Divulgação
“Os proprietários queriam um lugar de pausa e reconexão, mas também generoso, capaz de receber com conforto”, conta a arquiteta. A solução foi apostar em ambientes integrados, materiais naturais, e móveis e objetos despretensiosos.
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A residência é caracterizada por um living integrado com a sala de estar, cuja proposta de acolhimento se revela. O espaço foi pensado para favorecer a ventilação cruzada e a entrada abundante de luz natural, enquanto a marcenaria em madeira peroba-rosa ajuda a criar continuidade entre os cômodos.
SALA DE JANTAR | A mesa autoral do escritório, executada pelo Studio N, estrutura o espaço e dialoga com as cadeiras Corcovado, da Ovoo. A porta de correr, também desenhada pelo escritório, isola a cozinha aberta quando necessário e incorporou palha local para reforçar a materialidade do projeto
Oka Fotografia/Divulgação
O hall que conduz à sala de jantar cria um momento de transição marcado por brasilidade. Logo na entrada, um quadro do artista local Rolen Dantas, desenvolvido especialmente para a moradora, estabelece um ponto focal vibrante.
A madeira, presente em diferentes elementos, imprime calor e permanência ao projeto. A estante da sala de estar, por exemplo, foi feita de peroba-rosa de reúso com propósito minimalista para contar histórias.
COZINHA | Desenhada pelo escritório e o centro do ambiente, a bancada é revestida com cerâmica Fiori, da Ladrilar, no tom azul, o preferido da moradora. Luminárias pendentes artesanais, produzidas na região pelo ateliê Cipó da Mata. A marcenaria em peroba-rosa amarra o conjunto, trazendo unidade visual
Oka Fotografia/Divulgação
Além disso, a coleção de potes sertanejos e panelas vindas do interior da Chapada Diamantina chama a atenção: originalmente usados no preparo de alimentos em fogões a lenha, os utensílios mantêm marcas do tempo e da chama, transformando memória e uso cotidiano em decoração.
Uma luminária criada a partir de um elemento resgatado de uma antiga fábrica de farinha de mandioca — com haste feita de parafuso de prensa e cúpula em juta — reforça o caráter artesanal da composição no home office, ao lado da sala de estar. Entre as peças afetivas, destaca-se também a poltrona Jangada, de Jean Gillon, que já fazia parte do acervo da moradora.
SUÍTE | O dossel foi incorporado como solução típica da região para o quarto com paleta que combina tons naturais e toques de azul, como a cômoda garimpada na Casarão Pedro Baiano, refletindo a preferência de cor da moradora. A peseira da Casa Ática, em palha, o tapete kilim, além de almofadas e manta, de Luana Ramalho, trazem texturas à composição
Oka Fotografia/Divulgação
A paleta de cores segue a lógica do entorno: o ocre das falésias inspira tons terrosos que aparecem em diferentes superfícies e tecidos.
Na sala de jantar, a atmosfera acolhedora se mantém, com uma composição que mistura mobiliário contemporâneo e peças garimpadas em fazendas do interior de Minas Gerais. “O garimpo foi essencial para construir a narrativa da casa. São peças que carregam história e dialogam naturalmente com o design brasileiro atual”, afirma Consuelo.
HOME OFFICE | O espaço de trabalho foi concebido como uma pausa dentro da casa, com bancada desenhada pelo escritório e integrada ao armário. A janela, com venezianas de madeira típicas da arquitetura local, dispensa o vidro e permite ventilação constante, além de filtrar a luz de maneira suave e criar conexão com o exterior. Elementos afetivos, como o abajur trazido de São Paulo, somam-se à cadeira de madeira com desenho da Casarão Pedro Baiano
Oka Fotografia/Divulgação
A cozinha aberta reforça o caráter social do projeto. Integrada à varanda, ela permite que quem comanda o fogão permaneça em contato com os convidados. O azul aparece como contraponto cromático — uma referência direta ao céu e ao mar da região, além de ser a cor favorita da moradora.
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O tom surge no revestimento cerâmico da ilha e em detalhes têxteis, trazendo frescor à composição. As luminárias pendentes sobre a bancada foram produzidas por artesãos do vilarejo — mais uma proximidade do projeto com a cultura local.
VARANDA | O ambiente é composto por poltronas Rio Manso, de Carlos Motta, combinadas com mesas de centro da série Anunnaki, em madeira carbonizada, da Casa Atica, e de pequiá. As esquadrias piso-teto dissolvem os limites entre interior e exterior, uma ode ao modo de viver local
Oka Fotografia/Divulgação
Na suíte máster, a linguagem se torna mais serena, porém mantém a base material do imóvel. Dossel, texturas e madeira peroba-rosa criam uma atmosfera acolhedora. “Buscamos equilíbrio entre simplicidade e conforto, com materiais que envelhecem bem sem perder identidade”, comenta a arquiteta.
O home office segue a linha estética, com poucos elementos e forte presença de materiais naturais. O ambiente é tranquilo para momentos de trabalho ou leitura, sempre em diálogo com a paisagem da Bahia, a qual é demarcada pelas venezianas.
PISCINA | O espaço foi pensado como extensão da casa, articulando living, cozinha, pergolado e piscina em um único gesto contínuo. Enquanto no deque foram dispostas espreguiçadeiras Columbus, da Green House, a área gourmet, ao fundo, foi composta com sofá ‘surubão’, típico da região, e poltronas Pão de Açúcar da Tidelli
Oka Fotografia/Divulgação
Na área externa, a varanda consolida-se como o coração da morada. Ampla e integrada aos cômodos internos, ela concentra grande parte da vida cotidiana da família. Móveis generosos e confortável convidam a longas conversas e refeições ao ar livre, enquanto a relação direta com o verde marca a sensação de continuidade entre interior e exterior.
A piscina se abre para a natureza do condomínio, funcionando como extensão da área social. O conjunto traz a a ideia de que o quintal é, de fato, um dos espaços mais utilizados. “A casa foi pensada para valorizar o clima e o modo de viver da Bahia”, afirma Consuelo.
BANHEIRO | A base contínua em cimento branco, adotado em pisos e paredes, cria uma atmosfera leve e luminosa. Elementos garimpados, como o banco da Casarão Pedro Baiano, além de cabideiro rústico e tapete de palha, introduzem textura e autenticidade
Oka Fotografia/Divulgação
Os banheiros partem de uma base contínua em cimento branco, adotado em pisos e paredes, para criar uma atmosfera leve e luminosa, alinhada ao contexto local. Elementos garimpados introduzem textura e demonstram como a simplicidade pode ser tratada como identidade.



