Casa Vogue de dezembro/janeiro aponta para a mudança de ritmo na arquitetura e decoração

“Na arquitetura, a gente tem muita sorte de poder se transformar a cada projeto.” Despretensiosa, a frase foi dita, assim de passa- gem, por Renata Furlanetto, arquiteta do Studio MK27, durante um talk sobre hotelaria e hospitalidade no Casa Vogue Experience 2025. Ressaltava, porém, um dos maiores encantos e privilégios de exercer a profissão escolhida por aqueles que protagonizam as histórias publicadas pela Casa Vogue.
A sala de jantar do Casa Vogue Experience 2025
André Klotz
Não que seja uma vantagem exclusiva dos arquitetos, claro, mas trata-se de um atributo com o qual nós, jornalistas, conseguimos facilmente nos identificar. Cada história que contamos, fonte que entrevistamos ou projeto que retratamos é também uma oportunidade de transformação pessoal e profissional. Não fazer tudo sempre igual é uma virtude que segue atraindo milhares de jovens para o ramo da comunicação. No avançado da hora desta primeira metade de séc. 21, veja só, as possibilidades para um jornalista só aumentam. Os da Casa Vogue, por exemplo, podem até se transformar em arquitetos uma vez por ano…
Exagero, lógico. Mas é um pouco como nos sentimos aqui na redação quando chega a época do Casa Vogue Experience, evento que materializa numa casa real o conteúdo que publicamos na revista e em diversas outras plataformas. Afinal, há dez anos essa casa é concebida e decorada por nós mesmos, sob a batuta da maestra e diretora de estilo Adriana Frattini (este ano com a participação crucial do arquiteto – esse, sim! – Flavio Miranda).
Cerca de 2 mil pessoas passaram por lá entre o fim de outubro e o começo de novembro. Para elas, para os outros milhões que nos acompanham nas redes, e para você, esta edição impressa revela em detalhes, na capa e em um longo editorial, como nossos jornalistas, produtores e designers gráficos brincam (com muita seriedade!) de serem arquitetos e decoradores. Tudo para depois voltarmos a ser repórteres, e entrevistar, dentro desse cenário, ao vivo, diante do público, as verdadeiras estrelas do nosso meio: Sig Bergamin, Maurício Arruda, Patricia Anastassiadis e outros 55 convidados que abrilhantaram o evento.
Casa Vogue 50: os arquitetos, designers de interiores e paisagistas mais influentes do Brasil em 2026
Casa Vogue
Estrelas, aliás, cuja atuação é mais uma vez enaltecida na lista Casa Vogue 50, o outro “calhamaço” deste número, que elege e reconhece, pela segunda vez, os 50 arquitetos, paisagistas e designers de interiores mais influentes do país no ano. Com 24 novos nomes em comparação à versão passada, o especial atesta a abrangência, a diversidade e a riqueza do mercado nacional. São muitos olhares diferentes em busca de desvendar os hábitos domésticos de uma parte significativa dos brasileiros para traduzi-los em novas formas de morar.
Nessa busca, arquitetos e designers também se mostram um pouco (ou demasiadamente?) jornalistas. Estão sempre atrás “daquilo que está escondido, não declarado”, como disse Humberto Campana em uma das entrevistas do CVE. “Isso me interessa e muito me inspira.” A Humberto e a todos nós. Boa leitura!

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