Casa Vogue de fevereiro celebra o verão com casas de praia que convidam a desacelerar

O clima está estranho aí? Daqui de São Paulo, onde a maior parte da Casa Vogue é produzida, a sensação é a de atravessarmos um verão esquizofrênico, ora debaixo de um calor esmagador (que, ao contrário de anos anteriores, levou meses para dar as caras, já em meados de dezembro), ora sob temperaturas de um frescor raras vezes sentido a esta altura. Isso sobre o clima atmosférico, porque se for para falar do clima político do planeta… mas esse é outro assunto!
Os humores instáveis da estação, contudo, não são suficientes para nos desviar da missão recorrente da Casa Vogue de consagrar pelo menos uma edição à temática estival, em especial às moradas de praia, tão desejadas e apreciadas pelo público em geral. Porque o calor pode ter demorado a surgir, mas se há calor, quando enfim há calor, é bom estar perto da água.
Um casal de suecos apaixonado pelo Brasil constrói seu refúgio tropical em Itacaré, BA
Fran Parente
Nesse quesito, a revista que você segura em mãos oferece opções de sobra, residências nas quais a atual temporada pode ser vivida comme il faut. O exemplar mais monumental, acima das areias e da mata de Itacaré, BA, é o projeto primoroso de Eduardo Leite Ribeiro e Janice Miguel para uma família sueca (pág. 48 e capa), uma aula de como a arquitetura é capaz de incorporar todas as virtudes da paisagem natural (e cultural) em que se instala.
Algo muito similar pode ser dito das vivendas praianas desenhadas por Patricia Faragone no Guarujá, SP (pág. 88), Serge Castella e Jason Flinn na Catalunha (pág. 60) e Studio Gontijo em Trancoso (pág. 70) – de volta ao litoral baiano, onde, aliás, não parece haver muita incerteza acerca da vigência do verão, como em outros cantos do território nacional. Cada história, à sua maneira, dá contornos à ideia de que a estação pode durar para sempre, se assim o quisermos– inclusive o sobrado mais formalmente trajado (passeio completo? Esporte fino?) imaginado pelo ícone Luigi Caccia Dominioni na Riviera Francesa (pág. 78).
Casas mesmo, sabe? Nada contra os ótimos apartamentos de veraneio de que muita gente usufrui por aí, mas digamos que obstáculos como elevadores e portarias cortam o clima de quem sai em busca de sol na pele, vento no rosto, corpo à mostra e um bom mergulho.
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Se não for para aproveitar o verão em uma casa, melhor só mesmo abordo de um dos muitos iates apresentados na reportagem Navegar é preciso (pág. 26), de Vanessa D’Amaro. Ela mostra que a efervescência experimentada pelo mercado de embarcações de luxo nos últimos anos tem levado muitas estrelas globais da arquitetura a conceber seus interiores, ou até barcos inteiros. Nomes como Piero Lissoni, Patricia Urquiola, Yves Behar e outros, a serviço de tornar ainda mais confortável e esteticamente rica a experiência privilegiada de olhar a praia a partir do mar.
Na areia ou na água, o importante é aproveitar o clima. Antes que o tempo vire. Boa leitura!

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