Um novo conceito de moradia desenvolvido para as ilhas Fiji propõe que a arquitetura vá além da função de abrigo e passe a atuar como infraestrutura ativa de energia e água. Batizado de Dual-Axis Concave Mirror Living System, o projeto criado pelo escritório MASK Architects parte da ideia de integrar, no próprio edifício, soluções normalmente tratadas como sistemas externos.
No conjunto habitacional concebido pela MASK Architects em Fiji, espelhos solares móveis acompanham o sol e transformam as moradias em uma infraestrutura autônoma de energia e água
MASK Architects/Divulgação
O projeto se organiza a partir de grandes espelhos parabólicos côncavos instalados no ponto mais alto de cada unidade. Com movimento em dois eixos, esses elementos acompanham a trajetória do sol ao longo do dia, concentrando energia solar e, ao mesmo tempo, contribuindo para o sombreamento, a ventilação natural e a regulação do microclima dos espaços abaixo. A estrutura também pode atuar na captação de água por condensação.
De acordo com a proposta conceitual, os conjuntos podem gerar cerca de 210.000 kWh de energia por ano, volume suficiente para sustentar o funcionamento autônomo de uma vila sem conexão a redes centralizadas.
Caminhos públicos em níveis atravessam o terreno e conectam as unidades habitacionais do projeto em Fiji, criando um ecossistema arquitetônico que produz energia solar sem alterar a topografia da floresta
MASK Architects/Divulgação
O sistema foi desenvolvido em parceria com a empresa de engenharia TesserianTech como resposta aos desafios enfrentados pelo arquipélago, como a dependência de diesel importado, a instabilidade no fornecimento de energia, a escassez de água potável e os efeitos da salinização do solo e das mudanças climáticas.
Perspectiva interna de uma das estruturas do sistema habitacional do MASK Architects, onde grandes aberturas enquadram a vegetação e outras unidades do condomínio
MASK Architects/Divulgação
As unidades habitacionais são organizadas a partir de três módulos diferentes, com 3, 5 e 7 metros de diâmetro, que podem ser combinados conforme a topografia, a densidade da vegetação e a exposição solar. Essa flexibilidade permite que as construções se adaptem à encosta e à floresta tropical sem necessidade de terraplenagem, preservando o solo natural.
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Os espelhos solares ajustam sua orientação acompanhando os diferentes ângulos do sol ao longo do dia para otimizar a geração de energia
MASK Architects/Divulgação
Na proposta idealizada pela MASK Architects, caminhos públicos em níveis costuram o conjunto e conectam áreas residenciais, espaços comunitários e espelhos solares, formando um ecossistema arquitetônico integrado à paisagem.
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À noite, a energia solar armazenada durante o dia alimenta uma iluminação suave, transformando o condomínio em uma paisagem noturna discreta e funcional. Materiais como bambu laminado, madeiras locais e concreto geopolimérico reforçam a proposta sustentável.
O edifício comunitário central do projeto em Fiji reúne áreas de convivência com ventilação passiva, controle de iluminação natural e coleta de água integrados à arquitetura
MASK Architects/Divulgação
No conjunto habitacional concebido pela MASK Architects em Fiji, espelhos solares móveis acompanham o sol e transformam as moradias em uma infraestrutura autônoma de energia e água
MASK Architects/Divulgação
O projeto se organiza a partir de grandes espelhos parabólicos côncavos instalados no ponto mais alto de cada unidade. Com movimento em dois eixos, esses elementos acompanham a trajetória do sol ao longo do dia, concentrando energia solar e, ao mesmo tempo, contribuindo para o sombreamento, a ventilação natural e a regulação do microclima dos espaços abaixo. A estrutura também pode atuar na captação de água por condensação.
De acordo com a proposta conceitual, os conjuntos podem gerar cerca de 210.000 kWh de energia por ano, volume suficiente para sustentar o funcionamento autônomo de uma vila sem conexão a redes centralizadas.
Caminhos públicos em níveis atravessam o terreno e conectam as unidades habitacionais do projeto em Fiji, criando um ecossistema arquitetônico que produz energia solar sem alterar a topografia da floresta
MASK Architects/Divulgação
O sistema foi desenvolvido em parceria com a empresa de engenharia TesserianTech como resposta aos desafios enfrentados pelo arquipélago, como a dependência de diesel importado, a instabilidade no fornecimento de energia, a escassez de água potável e os efeitos da salinização do solo e das mudanças climáticas.
Perspectiva interna de uma das estruturas do sistema habitacional do MASK Architects, onde grandes aberturas enquadram a vegetação e outras unidades do condomínio
MASK Architects/Divulgação
As unidades habitacionais são organizadas a partir de três módulos diferentes, com 3, 5 e 7 metros de diâmetro, que podem ser combinados conforme a topografia, a densidade da vegetação e a exposição solar. Essa flexibilidade permite que as construções se adaptem à encosta e à floresta tropical sem necessidade de terraplenagem, preservando o solo natural.
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Os espelhos solares ajustam sua orientação acompanhando os diferentes ângulos do sol ao longo do dia para otimizar a geração de energia
MASK Architects/Divulgação
Na proposta idealizada pela MASK Architects, caminhos públicos em níveis costuram o conjunto e conectam áreas residenciais, espaços comunitários e espelhos solares, formando um ecossistema arquitetônico integrado à paisagem.
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À noite, a energia solar armazenada durante o dia alimenta uma iluminação suave, transformando o condomínio em uma paisagem noturna discreta e funcional. Materiais como bambu laminado, madeiras locais e concreto geopolimérico reforçam a proposta sustentável.
O edifício comunitário central do projeto em Fiji reúne áreas de convivência com ventilação passiva, controle de iluminação natural e coleta de água integrados à arquitetura
MASK Architects/Divulgação



