Coliseu de Verona: anfiteatro de 2 mil anos vira palco de encerramento das Olimpíadas de Inverno

Neste domingo (22/2), a cidade conhecida por ser a casa de Romeu e Julieta ganha um ar olímpico. A Arena di Verona, anfiteatro italiano construído originalmente para abrigar batalhas de gladiadores, receberá, às 16h30 (horário de Brasília), a cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Inverno 2026.
Segundo o site oficial do evento, o local histórico deve receber mais de 12 mil espectadores, com o tema Beleza em Ação. “Vamos retratar a beleza sob uma perspectiva diferente, ligada à grande cultura italiana da ópera, do esporte, do atletismo e do território”, afirma o Comitê Organizador de Milano Cortina 2026.
Inspirado nas origens e na cultura italiana, o espetáculo dialoga com a história e a arquitetura do terceiro maior “Coliseu” da Itália.
O interior do anfiteatro romano mantém a organização funcional típica da Roma Antiga, com arena central e arquibancadas em níveis circulares
Son of Groucho/Wikimedia Commons
Não é possível precisar a data exata de sua construção, mas acredita-se que ela tenha ocorrido na primeira metade do século I d.C. A estrutura se destaca pela coloração bicolor, em tons de branco e rosado, garantida pelo uso do mármore Rosso Ammonitico.
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A Arena tem formato oval. Primeiro, foi desenhado o espaço central e, a partir dele, surgiram dois anéis: um interno e outro externo, maior, que hoje não existe mais. Por isso, o edifício visto atualmente não corresponde exatamente à sua configuração original, já que a fachada externa se perdeu ao longo dos séculos.
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Os arcos localizados na parte superior da construção também foram afetados pela ação do tempo: dos 72 originais, apenas quatro permanecem de pé.
O interior da Arena di Verona é organizado de forma simples e funcional. No centro fica a arena, onde acontecem os espetáculos, cercada pelas arquibancadas destinadas ao público. Quando foi inaugurada, um pequeno muro separava o espaço central das áreas de assento, com a função de proteger os espectadores.
No anfiteatro de Verona, na Itália, dos 72 arcos originais que coroavam a fachada monumental da Arena, apenas quatro permanecem preservados até hoje
Garonzi Stefania/Wikimedia Commons
As arquibancadas eram distribuídas em níveis circulares, organizados em três faixas principais, que juntas formavam quatro setores. Entre eles, corredores circulares ajudavam na circulação do público — elementos que foram removidos durante reformas realizadas no período do Renascimento.
O local, que começou como palco de batalhas de gladiadores, hoje é conhecido por sediar óperas e grandes espetáculos. Neste domingo, abre espaço para o esporte.
A Arena di Verona, que sediará o encerramento das Olímpiadas de Inverno, tem 31 metros de altura e mede 140 por 100 metros
Claconvr/Wikimedia Commons
O palco da cerimônia de encerramento foi inspirado em uma gota d’água, pensada para unir simbolicamente os locais olímpicos nas montanhas ao Vale do Rio Pó, situado no norte da Itália, além de servir como lembrete de que os Jogos de Inverno estão sendo moldados pelas mudanças climáticas.
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