Como escolher cortinas para salas pequenas

Em salas pequenas, a cortina tem um papel estratégico: controlar a luz, trazer aconchego e até ampliar visualmente o ambiente. Para isso, precisa ser escolhida com cuidado. A seguir, os arquitetos Ana Sawaia, Cláudia Lopes, do Studio Canto, e Leandro Neves revelam os segredos para acertar na escolha da cortina para uma sala menor, da proporção ao caimento.
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Um consenso é que, em ambientes compactos, a cortina não deve se limitar ao tamanho do vão. Ana recomenda deixar de 10 a 15 cm de sobra de cada lado da janela, evitando que o tecido pareça espremido.
Já Leandro reforça que a proporção é determinante para um resultado equilibrado. “Em ambientes pequenos, evite volumes pesados. O ideal é que a cortina transcenda o vão e ocupe a parede de forma mais generosa”, explica.
Sala pequena e janela pequena
Materiais claros e translúcidos nas cortinas valorizam a sensação de amplitude em salas pequenas. Projeto do escritório Shinagawa Arquitetura
Caca Bratke/Divulgação
Janelas pequenas tendem a reforçar a sensação de espaço reduzido, mas aumentar a largura da cortina em relação à janela já ajuda a corrigir a proporção. “O segredo é enganar o olhar: esticar o trilho de fora a fora, e descer a cortina até o piso. Assim, a janela parece maior e a sala, mais equilibrada”, afirma Claudia.
Salas pequenas pedem leveza
No apartamento de 30 m², o escritório Manore Arquitetura e Urbanismo optou pela cortina de rolo
Maíra Acayaba/Divulgação
Em ambientes compactos, a leveza é indispensável. Os dois principais critérios para garanti-la são o tecido e o acabamento da cortina.
Tecido: sempre leve, translúcido ou difusor. Eles filtram a luz suavemente, garantem privacidade e mantêm a sensação de espaço aberto;
Acabamento: prefira cortinas que vão até o piso, especialmente se forem de tecido. Cortinas curtas quebram a verticalidade e deixam o ambiente com cara de improviso.
Cortinas não dimensionadas para a janela, que param no meio da parede, por exemplo, deixam a decoração com aspecto de reaproveitamento. “Cortina comprida, tecido leve e trilho no alto. É o trio que mais alonga e deixa tudo elegante sem pesar”, reforça Claudia.
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Melhores modelos para salas pequenas
A combinação de trilho alto, cortina comprida e tecido leve é ideal para salas pequenas. Projeto do escritório Estúdio Zargos
Studio Tertulia/Divulgação
A escolha do modelo dependerá do estilo do ambiente e do tipo de abertura, mas os arquitetos recomendam alguns modelos para ambientes pequenos:
Trilho suíço com prega macho: discreto, elegante e com dobras para a parte de trás, ideal para quem busca sobriedade;
Rolo: versátil e democrático, pode ser usado sozinho ou combinado a cortina de tecido para criar camadas;
Romana: perfeita para ambientes mais delicados ou clássicos;
Wave ou trilho tradicional: ótima opção para quem deseja leveza e movimento;
Painel: funciona bem, mas exige cautela, já que sempre possui uma folha fixa que pode limitar o layout.

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