Nas festas de fim de ano, o consumo de lichia (Litchi chinensis Sonn.) aumenta consideravelmente. Aos curiosos ou entusiastas de jardinagem, sim, é possível cultivar a espécie pelo caroço, mas essa não é a melhor estratégia para quem visa os frutos.
“Para quem deseja apenas uma planta em seu quintal, o método se justifica se o objetivo for paisagístico. Como a lichia possui uma folhagem perene, densa e de um verde vibrante, ela serve como excelente árvore de sombreamento, independentemente da produção de frutos”, explica Marcelo Silva, professor de Fruticultura da Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (UNESP).
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“A propagação por sementes pode ser útil para a produção de novas variedades e melhoramento genético. No entanto, as lichias cultivadas por sementes podem não manter as características da planta-mãe” complementa Julia Scholten, produtora de lichias da Frutas JHS, em campos de Holambra, SP.
Quando semear o caroço de lichia
O momento ideal para semear o caroço de lichia é logo após o consumo, aproveitando o período do final da primavera ao início do verão ou no início da estação chuvosa no Brasil, quando há umidade e temperaturas amenas
TopTropicals.com/Wikimedia Commons
O cultivo bem-sucedido da lichia por semente exige semeadura imediata após o consumo do fruto. “Diferente de sementes que toleram o armazenamento, a lichia perde sua viabilidade de forma acelerada conforme a semente perde umidade. Sendo assim, a semeadura deve ser realizada imediatamente após o consumo do fruto, de novembro a fevereiro, período de colheita dos frutos no Brasil”, esclarece Marcelo.
“Para a instalação definitiva da muda no pomar doméstico, recomenda-se o período que compreende a primavera e o início do verão. Esta escolha estratégica aproveita a combinação de altas temperaturas e pluviosidade elevada, fatores que favorecem o estabelecimento do sistema radicular e a emissão de novos fluxos foliares”, acrescenta. O atraso no plantio oxida e resseca o caroço, impedindo a germinação.
Como preparar o caroço da lichia para a germinação
É necessário remover toda a polpa do caroço da lichia, garantindo que a semente tenha um contato direto e uniforme com a umidade do solo para ativar o processo de germinação
Wikipedia/Ivar Leidus/Wikimedia Commons
Preparar o caroço da lichia envolve limpá-lo bem da polpa e deixá-lo secar por alguns dias. “Escolha sementes frescas. Retire-as dos frutos, lave bem e coloque em substrato úmido, mantido em ambiente quente e sombreado”, orienta Julia.
“Os principais cuidados estão associados à retirada de toda a polpa, o arilo carnoso que envolve a semente, e à lavagem em água corrente. O passo crucial é a hidratação: submergir a semente em água potável por 24 horas antes da semeadura pode acelerar a germinação”, enfatiza Marcelo.
Como cuidar da lichia
Quando uma lichia germina e desenvolve os primeiros brotos e folhas jovens, é muito comum que eles exibam tons de vermelho, rosa ou bronzeado
Cruzeiro/Wikimedia Commons
Para cultivar a lichia do zero, foque em garantir as condições ideais para a germinação e o crescimento inicial das plantas jovens. “Para a produção de mudas por sementes, é necessário um viveiro sombreado, substrato de boa qualidade, como casca de pinus e turfa, e um sistema de irrigação eficiente. A adubação pode ser realizada via água de irrigação (fertirrigação)”, pontua Julia.
Confira as recomendações de cuidado:
Solo: rico em matéria orgânica, levemente ácido (pH 5.5 a 6.5) e com excelente drenagem;
Temperatura: subtropical, em climas quente e úmido, com temperaturas inferiores a 15 ºC no inverno para estimular a indução floral e maturação dos frutos;
Luz: sol pleno após a fase de muda (que exige sombreamento parcial de 50%);
Substrato: misturas de terra vegetal, areia e esterco curtido;
Rega: mantenha o substrato sempre úmido, mas nunca encharcado;
Poda: apenas de formação nos primeiros anos, para garantir uma copa arejada. Em plantas adultas, também se realiza a poda de limpeza.
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Vaso ideal para lichia
Para a germinação, recomenda-se recipiente pequeno, como vaso tamanho 11 para flores ou saquinhos plásticos pretos. Já para o desenvolvimento inicial, Marcelo indica vasos de 20 a 40 litros, preferencialmente de material isolante térmico, como cerâmica ou polietileno de parede dupla, com furos de drenagem eficientes.
O cultivo da lichieira em vaso, especialmente a partir de sementes, requer atenção especial à luz solar, à rega e ao tipo de solo. “A planta pode atingir um porte controlável com podas, mas a frutificação é demorada”, enfatiza Marcelo.
Primeiros frutos
O plantio de lichia a partir do caroço demora muito para dar os primeiros frutos. “Enquanto uma muda clonada por alporquia pode frutificar em apenas três anos, uma árvore originada de semente pode levar de 10 a 15 anos para iniciar sua produção”, compara o professor.
Os primeiros frutos podem ser verdes ou demorar para amadurecer, dependendo da variedade e das condições de cultivo
Mk2010/Wikimedia Commons
A juvenilidade da lichia refere-se ao período de crescimento vegetativo da planta, durante o qual ela não produz frutos. A duração dessa fase varia significativamente dependendo do método de propagação utilizado. Além disso, existe o risco da incerteza genética.
“Devido à alta heterozigose da espécie, a planta resultante da semente raramente preserva as características de sabor, doçura e tamanho da ‘fruta-mãe’, resultando, frequentemente, em frutos pequenos e com sementes grandes. Outro fator crítico no pomar doméstico é o vigor excessivo”, avisa Marcelo.
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Sinais de maturação e colheita
A mudança de cor é um indicador visual de que a fruta está no ponto certo para ser colhida e apreciada, mas a cor exata varia. “No início da maturação, o fruto da lichia muda de coloração, passando do verde para amarelo, rosa ou vermelho, a depender da variedade”, aponta Julia.
A polpa branca, translúcida, suculenta e que se solta fácil da casca são sinais clássicos de uma lichia madura, doce e pronta para consumo
Freepik/jcomp/Creative Commons
Quando finalmente amadurecem, os frutos exibem uma coloração vermelho uniforme. “Normalmente apresentam casca com coloração vermelho-viva, sem traços verdes, e as protuberâncias (rugosidade) da casca tornam-se mais planas e lisas. O sabor deve estar doce, com baixa acidez”, ele descreve.
Para colher lichia, use tesouras de poda e corte os cachos inteiros quando as frutas estiverem com a casca vermelha intensa e levemente macias
Freepik/jcomp/Creative Commons
Para garantir a qualidade, a colheita deve ser feita em cachos, cortando o ramo com tesoura de poda, incluindo algumas folhas. “Isso ajuda a preservar a durabilidade do fruto pós-colheita, que é altamente perecível. Esse manejo também auxilia no estímulo a novas brotações, que garantirão novas colheitas”, argumenta o professor.
Plantio de lichia por mudas
Caso deseje colheitas rápidas e de qualidade, o plantio de lichia por mudas é significativamente mais eficiente que por sementes. “As mudas, geralmente feitas por alporquia, são clones de uma planta adulta. Elas já saem do viveiro com a idade fisiológica da “planta-mãe”, pulando a fase de juvenilidade”, justifica Marcelo. “Lichias propagadas por mudas iniciam a produção entre o terceiro e o quarto ano após o plantio”, observa Júlia.
A escolha de mudas em viveiros certificados é fundamental para assegurar a qualidade genética e o bom desenvolvimento da plantação. “A muda ideal deve ter entre 50 cm e 80 cm, caule com diâmetro superior ao de um lápis, folhas verde-escuras e brilhantes, sem sinais de pragas (como o ácaro da lichia) e um sistema radicular bem formado no torrão”, indica Marcelo.
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Os profissionais ensinam como realizar o método da alporquia:
Escolha um ramo saudável de uma árvore produtiva com 1,5 a 2 cm de diâmetro;
Realize o anelamento do ramo, removendo um anel da casca com aproximadamente 2 cm de largura;
Envolva a área com substrato úmido, como o musgo Sphagnum ou terra rica em matéria orgânica;
Cubra esse substrato com plástico transparente e amarre firmemente as extremidades, evitando a perda de água do substrato;
Mantenha coberto até que o processo de enraizamento esteja completo.
“Após 90 a 120 dias, raízes surgirão no plástico. O ramo deve ser cortado abaixo das raízes e plantado em um saco de muda para aclimatação antes de ir para o campo”, destaca o professor.
Desafios no plantio de lichia
O ácaro-da-erinose (Aceria litchii) deforma as folhas da lichia com galhas marrom-avermelhadas, prejudicando a fotossíntese e os frutos, o que gera perdas severas na colheita
Floresta e Kim Starr/Wikimedia Commons
Os problemas principais que podem prejudicar o desenvolvimento e a frutificação da lichia incluem doenças, pragas e falhas no manejo, como excesso ou falta de água, solo inadequado e falta de poda. “A principal praga da cultura da lichia é o ácaro-da-erinose. Os métodos de controle incluem produtos químicos específicos, produtos biológicos e manejo adequado da planta”, finaliza a produtora de lichias da Frutas JHS.
“Plantas de semente tendem a atingir portes muito elevados, o que dificulta a colheita manual e as podas de manutenção em espaços limitados. Sem o manejo adequado e a genética correta de uma muda selecionada, a árvore pode tornar-se apenas um gigante verde sem frutos”, acrescenta e conclui o professor de Fruticultura da Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP.
“Para quem deseja apenas uma planta em seu quintal, o método se justifica se o objetivo for paisagístico. Como a lichia possui uma folhagem perene, densa e de um verde vibrante, ela serve como excelente árvore de sombreamento, independentemente da produção de frutos”, explica Marcelo Silva, professor de Fruticultura da Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (UNESP).
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“A propagação por sementes pode ser útil para a produção de novas variedades e melhoramento genético. No entanto, as lichias cultivadas por sementes podem não manter as características da planta-mãe” complementa Julia Scholten, produtora de lichias da Frutas JHS, em campos de Holambra, SP.
Quando semear o caroço de lichia
O momento ideal para semear o caroço de lichia é logo após o consumo, aproveitando o período do final da primavera ao início do verão ou no início da estação chuvosa no Brasil, quando há umidade e temperaturas amenas
TopTropicals.com/Wikimedia Commons
O cultivo bem-sucedido da lichia por semente exige semeadura imediata após o consumo do fruto. “Diferente de sementes que toleram o armazenamento, a lichia perde sua viabilidade de forma acelerada conforme a semente perde umidade. Sendo assim, a semeadura deve ser realizada imediatamente após o consumo do fruto, de novembro a fevereiro, período de colheita dos frutos no Brasil”, esclarece Marcelo.
“Para a instalação definitiva da muda no pomar doméstico, recomenda-se o período que compreende a primavera e o início do verão. Esta escolha estratégica aproveita a combinação de altas temperaturas e pluviosidade elevada, fatores que favorecem o estabelecimento do sistema radicular e a emissão de novos fluxos foliares”, acrescenta. O atraso no plantio oxida e resseca o caroço, impedindo a germinação.
Como preparar o caroço da lichia para a germinação
É necessário remover toda a polpa do caroço da lichia, garantindo que a semente tenha um contato direto e uniforme com a umidade do solo para ativar o processo de germinação
Wikipedia/Ivar Leidus/Wikimedia Commons
Preparar o caroço da lichia envolve limpá-lo bem da polpa e deixá-lo secar por alguns dias. “Escolha sementes frescas. Retire-as dos frutos, lave bem e coloque em substrato úmido, mantido em ambiente quente e sombreado”, orienta Julia.
“Os principais cuidados estão associados à retirada de toda a polpa, o arilo carnoso que envolve a semente, e à lavagem em água corrente. O passo crucial é a hidratação: submergir a semente em água potável por 24 horas antes da semeadura pode acelerar a germinação”, enfatiza Marcelo.
Como cuidar da lichia
Quando uma lichia germina e desenvolve os primeiros brotos e folhas jovens, é muito comum que eles exibam tons de vermelho, rosa ou bronzeado
Cruzeiro/Wikimedia Commons
Para cultivar a lichia do zero, foque em garantir as condições ideais para a germinação e o crescimento inicial das plantas jovens. “Para a produção de mudas por sementes, é necessário um viveiro sombreado, substrato de boa qualidade, como casca de pinus e turfa, e um sistema de irrigação eficiente. A adubação pode ser realizada via água de irrigação (fertirrigação)”, pontua Julia.
Confira as recomendações de cuidado:
Solo: rico em matéria orgânica, levemente ácido (pH 5.5 a 6.5) e com excelente drenagem;
Temperatura: subtropical, em climas quente e úmido, com temperaturas inferiores a 15 ºC no inverno para estimular a indução floral e maturação dos frutos;
Luz: sol pleno após a fase de muda (que exige sombreamento parcial de 50%);
Substrato: misturas de terra vegetal, areia e esterco curtido;
Rega: mantenha o substrato sempre úmido, mas nunca encharcado;
Poda: apenas de formação nos primeiros anos, para garantir uma copa arejada. Em plantas adultas, também se realiza a poda de limpeza.
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Vaso ideal para lichia
Para a germinação, recomenda-se recipiente pequeno, como vaso tamanho 11 para flores ou saquinhos plásticos pretos. Já para o desenvolvimento inicial, Marcelo indica vasos de 20 a 40 litros, preferencialmente de material isolante térmico, como cerâmica ou polietileno de parede dupla, com furos de drenagem eficientes.
O cultivo da lichieira em vaso, especialmente a partir de sementes, requer atenção especial à luz solar, à rega e ao tipo de solo. “A planta pode atingir um porte controlável com podas, mas a frutificação é demorada”, enfatiza Marcelo.
Primeiros frutos
O plantio de lichia a partir do caroço demora muito para dar os primeiros frutos. “Enquanto uma muda clonada por alporquia pode frutificar em apenas três anos, uma árvore originada de semente pode levar de 10 a 15 anos para iniciar sua produção”, compara o professor.
Os primeiros frutos podem ser verdes ou demorar para amadurecer, dependendo da variedade e das condições de cultivo
Mk2010/Wikimedia Commons
A juvenilidade da lichia refere-se ao período de crescimento vegetativo da planta, durante o qual ela não produz frutos. A duração dessa fase varia significativamente dependendo do método de propagação utilizado. Além disso, existe o risco da incerteza genética.
“Devido à alta heterozigose da espécie, a planta resultante da semente raramente preserva as características de sabor, doçura e tamanho da ‘fruta-mãe’, resultando, frequentemente, em frutos pequenos e com sementes grandes. Outro fator crítico no pomar doméstico é o vigor excessivo”, avisa Marcelo.
Leia mais
Sinais de maturação e colheita
A mudança de cor é um indicador visual de que a fruta está no ponto certo para ser colhida e apreciada, mas a cor exata varia. “No início da maturação, o fruto da lichia muda de coloração, passando do verde para amarelo, rosa ou vermelho, a depender da variedade”, aponta Julia.
A polpa branca, translúcida, suculenta e que se solta fácil da casca são sinais clássicos de uma lichia madura, doce e pronta para consumo
Freepik/jcomp/Creative Commons
Quando finalmente amadurecem, os frutos exibem uma coloração vermelho uniforme. “Normalmente apresentam casca com coloração vermelho-viva, sem traços verdes, e as protuberâncias (rugosidade) da casca tornam-se mais planas e lisas. O sabor deve estar doce, com baixa acidez”, ele descreve.
Para colher lichia, use tesouras de poda e corte os cachos inteiros quando as frutas estiverem com a casca vermelha intensa e levemente macias
Freepik/jcomp/Creative Commons
Para garantir a qualidade, a colheita deve ser feita em cachos, cortando o ramo com tesoura de poda, incluindo algumas folhas. “Isso ajuda a preservar a durabilidade do fruto pós-colheita, que é altamente perecível. Esse manejo também auxilia no estímulo a novas brotações, que garantirão novas colheitas”, argumenta o professor.
Plantio de lichia por mudas
Caso deseje colheitas rápidas e de qualidade, o plantio de lichia por mudas é significativamente mais eficiente que por sementes. “As mudas, geralmente feitas por alporquia, são clones de uma planta adulta. Elas já saem do viveiro com a idade fisiológica da “planta-mãe”, pulando a fase de juvenilidade”, justifica Marcelo. “Lichias propagadas por mudas iniciam a produção entre o terceiro e o quarto ano após o plantio”, observa Júlia.
A escolha de mudas em viveiros certificados é fundamental para assegurar a qualidade genética e o bom desenvolvimento da plantação. “A muda ideal deve ter entre 50 cm e 80 cm, caule com diâmetro superior ao de um lápis, folhas verde-escuras e brilhantes, sem sinais de pragas (como o ácaro da lichia) e um sistema radicular bem formado no torrão”, indica Marcelo.
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Os profissionais ensinam como realizar o método da alporquia:
Escolha um ramo saudável de uma árvore produtiva com 1,5 a 2 cm de diâmetro;
Realize o anelamento do ramo, removendo um anel da casca com aproximadamente 2 cm de largura;
Envolva a área com substrato úmido, como o musgo Sphagnum ou terra rica em matéria orgânica;
Cubra esse substrato com plástico transparente e amarre firmemente as extremidades, evitando a perda de água do substrato;
Mantenha coberto até que o processo de enraizamento esteja completo.
“Após 90 a 120 dias, raízes surgirão no plástico. O ramo deve ser cortado abaixo das raízes e plantado em um saco de muda para aclimatação antes de ir para o campo”, destaca o professor.
Desafios no plantio de lichia
O ácaro-da-erinose (Aceria litchii) deforma as folhas da lichia com galhas marrom-avermelhadas, prejudicando a fotossíntese e os frutos, o que gera perdas severas na colheita
Floresta e Kim Starr/Wikimedia Commons
Os problemas principais que podem prejudicar o desenvolvimento e a frutificação da lichia incluem doenças, pragas e falhas no manejo, como excesso ou falta de água, solo inadequado e falta de poda. “A principal praga da cultura da lichia é o ácaro-da-erinose. Os métodos de controle incluem produtos químicos específicos, produtos biológicos e manejo adequado da planta”, finaliza a produtora de lichias da Frutas JHS.
“Plantas de semente tendem a atingir portes muito elevados, o que dificulta a colheita manual e as podas de manutenção em espaços limitados. Sem o manejo adequado e a genética correta de uma muda selecionada, a árvore pode tornar-se apenas um gigante verde sem frutos”, acrescenta e conclui o professor de Fruticultura da Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP.



