Em 2026, o paisagismo priorizará a sustentabilidade e uma forte conexão com a natureza, impulsionado por estilos como tropical e naturalista. Paralelo a isso, o relatório Pinterest Predicts aponta a tendência do “Lar Lúdico”, que, através de elementos circenses e vintages, pode ser incorporado em espaços verdes.
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“Provavelmente veremos jardins mais ousados com forte identidade visual, não literalmente ‘circo’, mas com menos rigor e controle, e ambientes aparentemente mais orgânicos. No contexto de jardins e lifestyle, há um movimento crescente de reconexão com a natureza, busca por bem-estar e espaços sensoriais menos artificiais”, acredita Liliane Ferrari, especialista em Pinterest e fundadora da agência Pin Expert.
O living exibe, na parede de fundo, tecido listrado da Entreposto e quadro azulado de Gerben Mulder. O sofá e as banquetas Mole são de Sergio Rodrigues. Banquinhos de artesãos revestidos de tecidos diversos. Destaque para o paisagismo de Anna Luiza Rothier, que plantou em vasos espécies como comigo-ninguém-pode, a preferida da moradora. Note os grandes vãos entre os ambientes
André Nazareth/Editora Globo | Projeto do arquiteto Beto Figueiredo, da Ouriço Arquitetura e Design
Essas novidades se unem a tendências já estabelecidas, como jardins verticais, hortas caseiras, uso de espécies nativas e iluminação inteligente. Confira abaixo as principais tendências de paisagismo para 2026:
1. Design biofílico
O design biofílico se estabelece como um princípio fundamental na arquitetura. Ele integra a natureza de forma funcional para promover bem-estar, saúde mental e uma conexão genuína com o ambiente.
O jardim vertical criado a partir de pequenos vasos com aspargo, lambari-roxo, véu-de-noiva e columeia para o chuveirão
Renato Navarro/Divulgação | Projeto do escritório Apó Arquitetura com a paisagista Bia Abreu
“A biofilia em ambientes internos ganhará força por meio de microflorestas em vasos, jardins verticais e hortas compactas. A integração direta com a natureza ocorrerá tanto pela presença da vegetação quanto pelo uso de materiais naturais, contribuindo para a redução do estresse e para a ampliação do bem-estar”, afirma Isabela Pessina, engenheira agrônoma e paisagista.
O verde deixou de ser um detalhe para se tornar parte estrutural do projeto. “Tudo isso indica que o design biofílico não é apenas uma tendência estética, é uma mudança de estilo de vida. As pessoas querem ambientes mais saudáveis, acolhedores e vivos, e o paisagismo é peça fundamental nesse movimento. Acredito que isso não vai mudar — pelo contrário, tende a se intensificar nos próximos anos”, garante Gabi Pileggi, paisagista e proprietária do Jardineiro Fiel.
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2. Uso de espécies nativas e de baixa manutenção
Nesse jardim, com paisagismo de Olivia Uliano, são exibidas espécies nativas como aroeira-pimenteira, pitangatuba, copaíba e pitangueira, além de vasos que formam a horta com diferentes temperos
Andréa Soares/Divulgação
O uso de espécies nativas no paisagismo também tende a aumentar, com benefícios ambientais, estéticos, funcionais e econômicos. “Por serem evolutivamente ajustadas às condições locais, essas espécies demandam menos recursos hídricos, menor frequência de adubação e menos intervenções de manejo. Também apresentam maior resiliência frente a estresses como ondas de calor, secas, pragas e doenças regionais, reduzindo significativamente os custos de manutenção a longo prazo”, explica Isabela.
“Inserir nativas nos projetos é crucial por dois motivos: primeiro, pela saúde e biodiversidade do jardim, já que plantas adaptadas ao ambiente são mais resilientes. E segundo, para estimular toda a cadeia produtiva. O caminho que considero mais equilibrado é trabalhar com uma composição inteligente combinando plantas nativas, perfeitamente adaptadas ao bioma e ao ecossistema onde o jardim será implantado, a espécies de biomas correlatos, que também se adaptem muito bem ao local. É a ecologia aplicada ao paisagismo”, opina Gabi.
3. Jardins sensoriais
Fartura e diversidade marcam presença nesta horta elevada, um jardim sensorial onde os moradores cultivam alface, agrião, cebolinha, cenoura, couve, repolho e rúcula. Projeto do escritório TRIA Arquitetura”
Julia Ribeiro/Divulgação
A demanda por espaços verdes que estimulem os cinco sentidos – visão, olfato, tato, audição e paladar – está em ascensão. Essa tendência reflete diretamente na crescente inclusão dos jardins sensoriais nos projetos de paisagismo para 2026.
“Quando ativamos múltiplos sentidos, o bem-estar proporcionado pelo jardim se multiplica. Texturas diferentes de folhagens, perfumes naturais, sons da água ou do vento, cores que despertam emoções, sabores de ervas e frutas, tudo isso cria uma experiência muito mais rica e reconfortante”, diz Gabi. “Esses elementos promovem relaxamento, conexão emocional e saúde mental, ampliando a função terapêutica dos jardins”, complementa Isabela.
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4. Materiais naturais
Em meio ao paisagismo tropical de Rodrigo Oliveira, a área para vestiários foi construída com os materiais usados nos outros blocos, como madeira peroba de demolição aparelhada e lixada e telha taubilha
Evelyn Müller/Divulgação | Projeto de aquitetura: Daniel Fromer | Projeto de interiores: Marina Linhares | Paisagismo: Rodrigo Oliveira
A chave para um design de jardins contemporâneo é priorizar materiais autênticos e duradouros. “Madeiras de reflorestamento tratadas, pedras naturais, bambus, fibras vegetais, seixos e granitos escovados ganham força por sua durabilidade, conforto visual e menor impacto ambiental. Acabamentos foscos e táteis substituem o excesso de superfícies polidas”, revela Isabela.
Além da pedra e da madeira, protagonistas no paisagismo há algum tempo, Gabi reforça também uma valorização crescente de elementos que reforçam a estética naturalista, como:
Pedras brutas ou minimamente lapidadas, reforçando o aspecto orgânico do jardim;
Madeiras de demolição ou reutilizadas, com maior apelo sustentável;
Argila e cerâmica artesanal, principalmente em vasos, cachepôs e elementos decorativos;
Áridos naturais, como seixos, pedriscos e britas em tons terrosos, adicionando texturas;
Fibras naturais, como bambu, rattan, sisal, palha e junco aplicadas em mobiliário e acessórios.
5. Paleta de cores inspirada na natureza
A combinação de terracota e verde é clássica e infalível no jardim, pois o verde das plantas traz vida e frescor, enquanto o terracota adiciona aconchego, conexão com a terra e sofisticação, criando um contraste natural e harmonioso
Manuel Sá/Divulgação | Projeto de Raquel Rangel e Julio de Luca, do escritório Sertão Arquitetos
A paleta de cores estará conectada aos tons naturais. “O terracota, em todas as suas nuances, deve continuar em destaque, porque cria um diálogo muito rico com o verde das plantas e reforça essa estética mais orgânica em ascensão. Os tons de pedra, que vão do off-white às variações de areia, cinzas mais frios e grafite também devem aparecer bastante”, argumenta Gabi.
“A estética buscará ser calma, orgânica e reconfortante no próximo ano, através do uso de tons terrosos como ocre, terracota e argila; verdes profundos e nuanceados; tons neutros quentes como areia, creme e carvão suave; e pontos de cor pontuais com flores sazonais, evitando excesso de contrastes artificiais”, acrescenta Isabela.
A versatilidade dessas cores permite sua aplicação em pisos, vasos, revestimentos e móveis externos, resultando em espaços sofisticados, mas que mantêm uma forte conexão com a natureza.
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6. Mobiliário e acessórios artesanais
Rodeada pelo paisagismo existente no condomínio, realizado por Benedito Abbud, esta parte da varanda tem sofá, poltrona tramada de corda náutica em tom terracota e mesas de centro, todos da Desconexo Design. Sobre o baú de madeira do acervo dos moradores, vasos cerâmicos da Terra Brasilis. No canto, ao fundo, escultura pendente do Atelier Roberto Dias
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório NLPX Arquitetura
A valorização do artesanal e natural permanecerá em alta. “A ideia é garantir aconchego e personalidade, sem comprometer a funcionalidade das áreas externas, por meio de vasos de cerâmica, cimento queimado e terracota; cestos e tramas naturais; peças esculturais de pedra ou metal oxidado; tapetes outdoor que imitam fibras naturais; e mobiliário com linhas limpas, madeira sustentável e tecidos tecnológicos resistentes ao tempo”, comenta a engenheira agrônoma e paisagista.
“No mobiliário, vemos crescer o uso da fibra de carbono com pintura eletrostática, um material leve, extremamente durável e que permite criar ambientes de estar externos muito versáteis. Um destaque especial para os vasos e mobiliários em polietileno, queridinhos do mercado pela leveza, resistência ao tempo e facilidade de movimentação, o que permite reorganizar os ambientes externos com muito mais liberdade”, conta Gabi.
7. Linhas orgânicas
O caminho desenhado com linhas orgânicas pelo paisagismo de Isabel Zaidan, do Bioma Lab, traz fluidez e leveza. A paisagista usou espécies como xanadu, justicia, guaimbê, filodendro-ondulato e costela-de-Adão, além das árvores jasmim-manga e jabuticabeira. O projeto de interiores é de Ana Flávia Dal Fabbro
Leila Viegas/Divulgação
As linhas orgânicas continuarão muito fortes em 2026 por dialogarem diretamente com o design biofílico. “As formas orgânicas — curvas suaves, bordas naturais e circulação fluida — se destacam por aproximarem o jardim da estética natural. Esse design promove bem-estar, harmonia visual e sustentabilidade no uso dos espaço e na manutenção das áreas verdes”, expõe Isabela.
“Vejo que os elementos geométricos também terão um papel importante, especialmente quando combinados ao paisagismo. Quando inserimos formas mais retas e estruturadas em meio ao verde — seja em mobiliário, pisos, pergolados ou elementos arquitetônicos — criamos um contraste que valoriza ainda mais o caráter espontâneo e orgânico do jardim”, inclui Gabi.
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8. Iluminação cênica
A iluminação cênica tem uma importância absoluta na transformação do jardim. “Em 2026, devemos ver um aumento do uso de luz quente, equipamentos LED de baixo consumo, uplights direcionados para copas e texturas, e caminhos balizados. A luz passa a desenhar o jardim nos fins de tarde e à noite, criando profundidade, segurança, funcionalidade e valorização de volumes arquitetônicos e vegetais”, destaca Isabela.
No projeto do Doma Arquitetura, a iluminação indireta valoriza o jardim da área externa com foco na criação de experiências, valorização de detalhes e integração com a natureza de forma sutil e sustentável
Mariana Orsi/Divulgação
“Um bom projeto luminotécnico é capaz de elevar o paisagismo, porque revela o jardim em um segundo momento — muitas vezes até mais encantador do que durante o dia. A iluminação cria atmosfera, direciona o olhar, valoriza volumes, texturas e caminhos, e transforma a experiência do espaço. A luz correta destaca o que tem de mais especial, cria profundidade e dramatiza de maneira elegante”, enfatiza Gabi.
A automação da iluminação do jardim, que permite o controle total de intensidade e horários via smartphone, também transformará a experiência noturna do espaço.
9. Inovações em tecnologia
(NÃO ENCONTREI OS CRÉDITOS DESSE PROJETO) A irrigação automática do jardim vertical é fundamental para a saúde das plantas e dá liberdade para que os moradores viajem
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação
A tecnologia será aliada para reduzir desperdícios e permitir que mesmo os jardins complexos se mantenham com baixo custo e alta eficiência. A tendência é que o jardim de 2026 seja cada vez mais conectado, eficiente e autônomo, permitindo que as pessoas aproveitem o espaço com mais praticidade e menos preocupação com as tarefas técnicas do dia a dia.
As especialistas listam as principais inovações e tendências tecnológicas no paisagismo:
Irrigação inteligente com sensores climáticos e monitoramento remoto em tempo real;
Iluminação automatizada com fotocélulas e temporizadores;
Substratos avançados com controle de umidade;
Drones ou câmeras para inspeção de áreas e telhados verdes de difícil acesso;
Fertilização de liberação controlada e biotecnologias para aumento de resistência das plantas a pragas e doenças;
Ferramentas elétricas mais leves e silenciosas;
Avanço de soluções como luminárias, bombas d’água, sistemas de irrigação e sensores movidos à energia solar;
Tecnologias de monitoramento por sensores, que leem dados do solo, da luminosidade, da umidade e alertam sobre carências nutricionais das plantas.
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“Provavelmente veremos jardins mais ousados com forte identidade visual, não literalmente ‘circo’, mas com menos rigor e controle, e ambientes aparentemente mais orgânicos. No contexto de jardins e lifestyle, há um movimento crescente de reconexão com a natureza, busca por bem-estar e espaços sensoriais menos artificiais”, acredita Liliane Ferrari, especialista em Pinterest e fundadora da agência Pin Expert.
O living exibe, na parede de fundo, tecido listrado da Entreposto e quadro azulado de Gerben Mulder. O sofá e as banquetas Mole são de Sergio Rodrigues. Banquinhos de artesãos revestidos de tecidos diversos. Destaque para o paisagismo de Anna Luiza Rothier, que plantou em vasos espécies como comigo-ninguém-pode, a preferida da moradora. Note os grandes vãos entre os ambientes
André Nazareth/Editora Globo | Projeto do arquiteto Beto Figueiredo, da Ouriço Arquitetura e Design
Essas novidades se unem a tendências já estabelecidas, como jardins verticais, hortas caseiras, uso de espécies nativas e iluminação inteligente. Confira abaixo as principais tendências de paisagismo para 2026:
1. Design biofílico
O design biofílico se estabelece como um princípio fundamental na arquitetura. Ele integra a natureza de forma funcional para promover bem-estar, saúde mental e uma conexão genuína com o ambiente.
O jardim vertical criado a partir de pequenos vasos com aspargo, lambari-roxo, véu-de-noiva e columeia para o chuveirão
Renato Navarro/Divulgação | Projeto do escritório Apó Arquitetura com a paisagista Bia Abreu
“A biofilia em ambientes internos ganhará força por meio de microflorestas em vasos, jardins verticais e hortas compactas. A integração direta com a natureza ocorrerá tanto pela presença da vegetação quanto pelo uso de materiais naturais, contribuindo para a redução do estresse e para a ampliação do bem-estar”, afirma Isabela Pessina, engenheira agrônoma e paisagista.
O verde deixou de ser um detalhe para se tornar parte estrutural do projeto. “Tudo isso indica que o design biofílico não é apenas uma tendência estética, é uma mudança de estilo de vida. As pessoas querem ambientes mais saudáveis, acolhedores e vivos, e o paisagismo é peça fundamental nesse movimento. Acredito que isso não vai mudar — pelo contrário, tende a se intensificar nos próximos anos”, garante Gabi Pileggi, paisagista e proprietária do Jardineiro Fiel.
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2. Uso de espécies nativas e de baixa manutenção
Nesse jardim, com paisagismo de Olivia Uliano, são exibidas espécies nativas como aroeira-pimenteira, pitangatuba, copaíba e pitangueira, além de vasos que formam a horta com diferentes temperos
Andréa Soares/Divulgação
O uso de espécies nativas no paisagismo também tende a aumentar, com benefícios ambientais, estéticos, funcionais e econômicos. “Por serem evolutivamente ajustadas às condições locais, essas espécies demandam menos recursos hídricos, menor frequência de adubação e menos intervenções de manejo. Também apresentam maior resiliência frente a estresses como ondas de calor, secas, pragas e doenças regionais, reduzindo significativamente os custos de manutenção a longo prazo”, explica Isabela.
“Inserir nativas nos projetos é crucial por dois motivos: primeiro, pela saúde e biodiversidade do jardim, já que plantas adaptadas ao ambiente são mais resilientes. E segundo, para estimular toda a cadeia produtiva. O caminho que considero mais equilibrado é trabalhar com uma composição inteligente combinando plantas nativas, perfeitamente adaptadas ao bioma e ao ecossistema onde o jardim será implantado, a espécies de biomas correlatos, que também se adaptem muito bem ao local. É a ecologia aplicada ao paisagismo”, opina Gabi.
3. Jardins sensoriais
Fartura e diversidade marcam presença nesta horta elevada, um jardim sensorial onde os moradores cultivam alface, agrião, cebolinha, cenoura, couve, repolho e rúcula. Projeto do escritório TRIA Arquitetura”
Julia Ribeiro/Divulgação
A demanda por espaços verdes que estimulem os cinco sentidos – visão, olfato, tato, audição e paladar – está em ascensão. Essa tendência reflete diretamente na crescente inclusão dos jardins sensoriais nos projetos de paisagismo para 2026.
“Quando ativamos múltiplos sentidos, o bem-estar proporcionado pelo jardim se multiplica. Texturas diferentes de folhagens, perfumes naturais, sons da água ou do vento, cores que despertam emoções, sabores de ervas e frutas, tudo isso cria uma experiência muito mais rica e reconfortante”, diz Gabi. “Esses elementos promovem relaxamento, conexão emocional e saúde mental, ampliando a função terapêutica dos jardins”, complementa Isabela.
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4. Materiais naturais
Em meio ao paisagismo tropical de Rodrigo Oliveira, a área para vestiários foi construída com os materiais usados nos outros blocos, como madeira peroba de demolição aparelhada e lixada e telha taubilha
Evelyn Müller/Divulgação | Projeto de aquitetura: Daniel Fromer | Projeto de interiores: Marina Linhares | Paisagismo: Rodrigo Oliveira
A chave para um design de jardins contemporâneo é priorizar materiais autênticos e duradouros. “Madeiras de reflorestamento tratadas, pedras naturais, bambus, fibras vegetais, seixos e granitos escovados ganham força por sua durabilidade, conforto visual e menor impacto ambiental. Acabamentos foscos e táteis substituem o excesso de superfícies polidas”, revela Isabela.
Além da pedra e da madeira, protagonistas no paisagismo há algum tempo, Gabi reforça também uma valorização crescente de elementos que reforçam a estética naturalista, como:
Pedras brutas ou minimamente lapidadas, reforçando o aspecto orgânico do jardim;
Madeiras de demolição ou reutilizadas, com maior apelo sustentável;
Argila e cerâmica artesanal, principalmente em vasos, cachepôs e elementos decorativos;
Áridos naturais, como seixos, pedriscos e britas em tons terrosos, adicionando texturas;
Fibras naturais, como bambu, rattan, sisal, palha e junco aplicadas em mobiliário e acessórios.
5. Paleta de cores inspirada na natureza
A combinação de terracota e verde é clássica e infalível no jardim, pois o verde das plantas traz vida e frescor, enquanto o terracota adiciona aconchego, conexão com a terra e sofisticação, criando um contraste natural e harmonioso
Manuel Sá/Divulgação | Projeto de Raquel Rangel e Julio de Luca, do escritório Sertão Arquitetos
A paleta de cores estará conectada aos tons naturais. “O terracota, em todas as suas nuances, deve continuar em destaque, porque cria um diálogo muito rico com o verde das plantas e reforça essa estética mais orgânica em ascensão. Os tons de pedra, que vão do off-white às variações de areia, cinzas mais frios e grafite também devem aparecer bastante”, argumenta Gabi.
“A estética buscará ser calma, orgânica e reconfortante no próximo ano, através do uso de tons terrosos como ocre, terracota e argila; verdes profundos e nuanceados; tons neutros quentes como areia, creme e carvão suave; e pontos de cor pontuais com flores sazonais, evitando excesso de contrastes artificiais”, acrescenta Isabela.
A versatilidade dessas cores permite sua aplicação em pisos, vasos, revestimentos e móveis externos, resultando em espaços sofisticados, mas que mantêm uma forte conexão com a natureza.
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6. Mobiliário e acessórios artesanais
Rodeada pelo paisagismo existente no condomínio, realizado por Benedito Abbud, esta parte da varanda tem sofá, poltrona tramada de corda náutica em tom terracota e mesas de centro, todos da Desconexo Design. Sobre o baú de madeira do acervo dos moradores, vasos cerâmicos da Terra Brasilis. No canto, ao fundo, escultura pendente do Atelier Roberto Dias
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório NLPX Arquitetura
A valorização do artesanal e natural permanecerá em alta. “A ideia é garantir aconchego e personalidade, sem comprometer a funcionalidade das áreas externas, por meio de vasos de cerâmica, cimento queimado e terracota; cestos e tramas naturais; peças esculturais de pedra ou metal oxidado; tapetes outdoor que imitam fibras naturais; e mobiliário com linhas limpas, madeira sustentável e tecidos tecnológicos resistentes ao tempo”, comenta a engenheira agrônoma e paisagista.
“No mobiliário, vemos crescer o uso da fibra de carbono com pintura eletrostática, um material leve, extremamente durável e que permite criar ambientes de estar externos muito versáteis. Um destaque especial para os vasos e mobiliários em polietileno, queridinhos do mercado pela leveza, resistência ao tempo e facilidade de movimentação, o que permite reorganizar os ambientes externos com muito mais liberdade”, conta Gabi.
7. Linhas orgânicas
O caminho desenhado com linhas orgânicas pelo paisagismo de Isabel Zaidan, do Bioma Lab, traz fluidez e leveza. A paisagista usou espécies como xanadu, justicia, guaimbê, filodendro-ondulato e costela-de-Adão, além das árvores jasmim-manga e jabuticabeira. O projeto de interiores é de Ana Flávia Dal Fabbro
Leila Viegas/Divulgação
As linhas orgânicas continuarão muito fortes em 2026 por dialogarem diretamente com o design biofílico. “As formas orgânicas — curvas suaves, bordas naturais e circulação fluida — se destacam por aproximarem o jardim da estética natural. Esse design promove bem-estar, harmonia visual e sustentabilidade no uso dos espaço e na manutenção das áreas verdes”, expõe Isabela.
“Vejo que os elementos geométricos também terão um papel importante, especialmente quando combinados ao paisagismo. Quando inserimos formas mais retas e estruturadas em meio ao verde — seja em mobiliário, pisos, pergolados ou elementos arquitetônicos — criamos um contraste que valoriza ainda mais o caráter espontâneo e orgânico do jardim”, inclui Gabi.
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8. Iluminação cênica
A iluminação cênica tem uma importância absoluta na transformação do jardim. “Em 2026, devemos ver um aumento do uso de luz quente, equipamentos LED de baixo consumo, uplights direcionados para copas e texturas, e caminhos balizados. A luz passa a desenhar o jardim nos fins de tarde e à noite, criando profundidade, segurança, funcionalidade e valorização de volumes arquitetônicos e vegetais”, destaca Isabela.
No projeto do Doma Arquitetura, a iluminação indireta valoriza o jardim da área externa com foco na criação de experiências, valorização de detalhes e integração com a natureza de forma sutil e sustentável
Mariana Orsi/Divulgação
“Um bom projeto luminotécnico é capaz de elevar o paisagismo, porque revela o jardim em um segundo momento — muitas vezes até mais encantador do que durante o dia. A iluminação cria atmosfera, direciona o olhar, valoriza volumes, texturas e caminhos, e transforma a experiência do espaço. A luz correta destaca o que tem de mais especial, cria profundidade e dramatiza de maneira elegante”, enfatiza Gabi.
A automação da iluminação do jardim, que permite o controle total de intensidade e horários via smartphone, também transformará a experiência noturna do espaço.
9. Inovações em tecnologia
(NÃO ENCONTREI OS CRÉDITOS DESSE PROJETO) A irrigação automática do jardim vertical é fundamental para a saúde das plantas e dá liberdade para que os moradores viajem
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação
A tecnologia será aliada para reduzir desperdícios e permitir que mesmo os jardins complexos se mantenham com baixo custo e alta eficiência. A tendência é que o jardim de 2026 seja cada vez mais conectado, eficiente e autônomo, permitindo que as pessoas aproveitem o espaço com mais praticidade e menos preocupação com as tarefas técnicas do dia a dia.
As especialistas listam as principais inovações e tendências tecnológicas no paisagismo:
Irrigação inteligente com sensores climáticos e monitoramento remoto em tempo real;
Iluminação automatizada com fotocélulas e temporizadores;
Substratos avançados com controle de umidade;
Drones ou câmeras para inspeção de áreas e telhados verdes de difícil acesso;
Fertilização de liberação controlada e biotecnologias para aumento de resistência das plantas a pragas e doenças;
Ferramentas elétricas mais leves e silenciosas;
Avanço de soluções como luminárias, bombas d’água, sistemas de irrigação e sensores movidos à energia solar;
Tecnologias de monitoramento por sensores, que leem dados do solo, da luminosidade, da umidade e alertam sobre carências nutricionais das plantas.



