Tratar de cor é discutir estética, bem-estar e humor — principalmente no universo da casa. Por isso, institutos internacionais de pesquisa e marcas dedicadas ao segmento de casa e decoração investem, ano após ano, em estudos que buscam entender comportamentos, desejos e transformações sociais. Para 2026, muitas dessas leituras estão em sintonia: há uma busca clara por equilíbrio emocional, desaceleração e reconexão com o essencial.
Em um cenário marcado por instabilidades políticas, econômicas, ambientais e tecnológicas, as cores surgem como ferramenta de expressão e acolhimento. Nesse contexto, os neutros ganham protagonismo, o azul aparece como regulador de ritmo e os tons terrosos se consolidam como base segura para os interiores. Ainda que cada marca construa sua própria narrativa e eleja tonalidades únicas, o pano de fundo é comum: criar ambientes mais calmos, aconchegantes e alinhados aos nossos desejos do presente.
2026 pede um tom de off-white?
A Pantone escolheu o Cloud Dancer como Cor do Ano 2026. Por ser um off-white, a escolha dividiu opiniões. O instituto, no entanto, defende que o tom amplia a luminosidade, suaviza os espaços e dialoga com diferentes estilos de decoração. Na prática, se mostra uma escolha para uma base neutra criando ambientes visualmente limpos, silenciosos e flexíveis — adequados tanto para composições monocromáticas quanto para receber cores mais intensas em móveis, objetos e obras de arte.
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“Neste momento de transformação, quando estamos reimaginando nosso futuro e nosso lugar no mundo, PANTONE 11-4201 Cloud Dancer é um tom de branco discreto que nos traz a promessa da clareza”, afirma Leatrice Eiseman, diretora executiva do Pantone Color Institute. De acordo com ela, a simplicidade consciente da cor ajuda a reduzir a sensação de excesso e a restaurar o foco no essencial. “A cacofonia que nos rodeia tornou-se avassaladora, o que dificulta ouvir a voz do nosso ‘eu’ interior. Uma afirmação consciente de simplicidade, Cloud Dancer otimiza o nosso foco, proporcionando alívio da distração das influências externas.”
Azul para buscar serenidade
A Coral elegeu o Azul Puro como tom de 2026
Divulgação
Enquanto a Pantone aposta no neutro puro, outros estudos caminham em direção aos azuis. A WGSN, referência global em previsão de tendências de comportamento e consumo, destacou o Luminous Blue em suas pesquisas para a primavera/verão 2027. Trata-se de um azul vívido, inspirado no lápis-lazúli e no cobalto, que combina intensidade, atemporalidade e apelo emocional. “Além de deixar os ambientes visualmente impactantes, é uma cor que desperta otimismo, positividade e curiosidade”, explica Monica Levandoski, consultora sênior da WGSN Mindset.
Para a Coral, o Azul Puro funciona em diferentes composições que incluem tonalidades neutros e outras vibrantes
Divulgação
Esse movimento se aproxima da escolha da Coral para 2026. A marca elegeu o Azul Puro como Cor do Ano, um tom vibrante e versátil que simboliza equilíbrio, fluidez e clareza em tempos de excesso de estímulos. Inspirado pelo desejo coletivo de desacelerar e reencontrar o próprio ritmo, o estudo convida à criação de ambientes mais leves e autênticos. “As pessoas estão reagindo de maneiras diferentes ao momento atual: algumas desaceleram, outras buscam mais leveza e diversão. A cor precisa dar conta dessas múltiplas necessidades”, explica Heleen van Gent, diretora criativa do Centro de Estética Global da AkzoNobel.
Mais um exemplo de aplicação do Azul Puro com tonalidades terrosas na paleta Bossa Nova da Alma, da Coral
Divulgação
Ambiente colorido com a paleta Acordes silenciosos da Coral
Divulgação
Para traduzir esses estados de espírito, o estudo internacional da AkzoNobel, ColourFutures, propõe três paletas organizadas a partir de diferentes ritmos. Acordes Silenciosos aposta em neutros, marrons terrosos e azuis profundos, ideais para ambientes introspectivos e restauradores. Bossa Nova da Alma combina tons de argila, terracota, bege e rosa suave, criando espaços acolhedores e ligados ao fazer artesanal, indicados para áreas de convívio. Já Folia Tropical explora contrastes vibrantes, com azul, amarelo, verde, rosa e lilás, pensados para ambientes criativos e de experimentação. O Azul Puro aparece como fio condutor entre elas, reforçando seu papel de equilíbrio nas composições.
Dupla de contraste como forma de equilíbrio
Tempestade e Cipó da Amazônia são as duas tonalidades escolhidas pela equipe da Suvinil
Divulgação
A Suvinil também parte da leitura emocional do tempo presente, mas com um olhar vanguardista e profundamente conectado à cultura brasileira. Para 2026, a marca apresentou duas Cores do Ano que se complementam: Tempestade e Cipó da Amazônia. Tempestade é um rosa acinzentado intenso, associado à liberdade de sentir, à autenticidade e ao autoacolhimento. Já Cipó da Amazônia é um verde amarelado vibrante, que conecta o orgânico ao tecnológico e simboliza renovação e abertura ao novo.
A tonalidade Cipó da Amazônia, da Suvinil
Divulgação
Um exemplo de um ambiente coberto pela cor Tempestade, da Suvinil
Divulgação
Juntas, as nuances sintetizam o conceito Co(r)existir, que propõe o convívio entre opostos como caminho para o equilíbrio. “Vivemos um tempo complexo e plural, e seria impossível traduzir tudo isso em uma única cor. As duas Cores do Ano mostram que o contraste também pode ser harmonia”, resume Sylvia Gracia, gerente de Marketing, Cor e Conteúdo da Suvinil.
Tons terrosos seguem em alta
A Sherwin Williams elegeu o Cáqui Universal como cor de 2026
Divulgação
Em 2025, a Pantone elegeu o Mocha Mousse, um marrom chocolate rico e terroso. A escolha segue em alta no universo da casa e não há sinais de que vá perder força tão cedo, já que dialoga diretamente com o desejo de incluir texturas e materiais naturais nos interiores. Tanto a Sherwin-Williams quanto a Eucatex seguem apostando em tonalidades que derivam desse movimento.
A Sherwin-Williams escolheu o Cáqui Universal SW 6150 como Cor do Ano 2026, um neutro quente e sóbrio que propõe desacelerar e decorar com propósito. O tom funciona como base para diferentes estilos e dialoga com materiais naturais, como madeira, cerâmica, linho e fibras vegetais. “No Brasil, o Cáqui Universal representa um desejo coletivo de acolhimento e reconexão. É uma cor que fala do natural, do artesanal e do feito à mão”, explica Patrícia Fecci, gerente de color marketing da marca no país. A tonalidade integra a paleta Clássico e Atemporal do Colormix 2026, pensada para criar ambientes discretos, sofisticados e duradouros.
A Eucatex segue a mesma linha ao eleger Terra Rica 2896E e Porcelana 2709E como cores do ano. Enquanto Terra Rica evoca a memória ancestral do solo fértil e traz profundidade aos espaços, Porcelana atua como contraponto claro e leve, ampliando a luminosidade e equilibrando as composições. Para a marca, a dupla reforça a tendência de interiores mais sensoriais, acolhedores e conectados ao essencial.
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Em um cenário marcado por instabilidades políticas, econômicas, ambientais e tecnológicas, as cores surgem como ferramenta de expressão e acolhimento. Nesse contexto, os neutros ganham protagonismo, o azul aparece como regulador de ritmo e os tons terrosos se consolidam como base segura para os interiores. Ainda que cada marca construa sua própria narrativa e eleja tonalidades únicas, o pano de fundo é comum: criar ambientes mais calmos, aconchegantes e alinhados aos nossos desejos do presente.
2026 pede um tom de off-white?
A Pantone escolheu o Cloud Dancer como Cor do Ano 2026. Por ser um off-white, a escolha dividiu opiniões. O instituto, no entanto, defende que o tom amplia a luminosidade, suaviza os espaços e dialoga com diferentes estilos de decoração. Na prática, se mostra uma escolha para uma base neutra criando ambientes visualmente limpos, silenciosos e flexíveis — adequados tanto para composições monocromáticas quanto para receber cores mais intensas em móveis, objetos e obras de arte.
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“Neste momento de transformação, quando estamos reimaginando nosso futuro e nosso lugar no mundo, PANTONE 11-4201 Cloud Dancer é um tom de branco discreto que nos traz a promessa da clareza”, afirma Leatrice Eiseman, diretora executiva do Pantone Color Institute. De acordo com ela, a simplicidade consciente da cor ajuda a reduzir a sensação de excesso e a restaurar o foco no essencial. “A cacofonia que nos rodeia tornou-se avassaladora, o que dificulta ouvir a voz do nosso ‘eu’ interior. Uma afirmação consciente de simplicidade, Cloud Dancer otimiza o nosso foco, proporcionando alívio da distração das influências externas.”
Azul para buscar serenidade
A Coral elegeu o Azul Puro como tom de 2026
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Enquanto a Pantone aposta no neutro puro, outros estudos caminham em direção aos azuis. A WGSN, referência global em previsão de tendências de comportamento e consumo, destacou o Luminous Blue em suas pesquisas para a primavera/verão 2027. Trata-se de um azul vívido, inspirado no lápis-lazúli e no cobalto, que combina intensidade, atemporalidade e apelo emocional. “Além de deixar os ambientes visualmente impactantes, é uma cor que desperta otimismo, positividade e curiosidade”, explica Monica Levandoski, consultora sênior da WGSN Mindset.
Para a Coral, o Azul Puro funciona em diferentes composições que incluem tonalidades neutros e outras vibrantes
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Esse movimento se aproxima da escolha da Coral para 2026. A marca elegeu o Azul Puro como Cor do Ano, um tom vibrante e versátil que simboliza equilíbrio, fluidez e clareza em tempos de excesso de estímulos. Inspirado pelo desejo coletivo de desacelerar e reencontrar o próprio ritmo, o estudo convida à criação de ambientes mais leves e autênticos. “As pessoas estão reagindo de maneiras diferentes ao momento atual: algumas desaceleram, outras buscam mais leveza e diversão. A cor precisa dar conta dessas múltiplas necessidades”, explica Heleen van Gent, diretora criativa do Centro de Estética Global da AkzoNobel.
Mais um exemplo de aplicação do Azul Puro com tonalidades terrosas na paleta Bossa Nova da Alma, da Coral
Divulgação
Ambiente colorido com a paleta Acordes silenciosos da Coral
Divulgação
Para traduzir esses estados de espírito, o estudo internacional da AkzoNobel, ColourFutures, propõe três paletas organizadas a partir de diferentes ritmos. Acordes Silenciosos aposta em neutros, marrons terrosos e azuis profundos, ideais para ambientes introspectivos e restauradores. Bossa Nova da Alma combina tons de argila, terracota, bege e rosa suave, criando espaços acolhedores e ligados ao fazer artesanal, indicados para áreas de convívio. Já Folia Tropical explora contrastes vibrantes, com azul, amarelo, verde, rosa e lilás, pensados para ambientes criativos e de experimentação. O Azul Puro aparece como fio condutor entre elas, reforçando seu papel de equilíbrio nas composições.
Dupla de contraste como forma de equilíbrio
Tempestade e Cipó da Amazônia são as duas tonalidades escolhidas pela equipe da Suvinil
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A Suvinil também parte da leitura emocional do tempo presente, mas com um olhar vanguardista e profundamente conectado à cultura brasileira. Para 2026, a marca apresentou duas Cores do Ano que se complementam: Tempestade e Cipó da Amazônia. Tempestade é um rosa acinzentado intenso, associado à liberdade de sentir, à autenticidade e ao autoacolhimento. Já Cipó da Amazônia é um verde amarelado vibrante, que conecta o orgânico ao tecnológico e simboliza renovação e abertura ao novo.
A tonalidade Cipó da Amazônia, da Suvinil
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Um exemplo de um ambiente coberto pela cor Tempestade, da Suvinil
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Juntas, as nuances sintetizam o conceito Co(r)existir, que propõe o convívio entre opostos como caminho para o equilíbrio. “Vivemos um tempo complexo e plural, e seria impossível traduzir tudo isso em uma única cor. As duas Cores do Ano mostram que o contraste também pode ser harmonia”, resume Sylvia Gracia, gerente de Marketing, Cor e Conteúdo da Suvinil.
Tons terrosos seguem em alta
A Sherwin Williams elegeu o Cáqui Universal como cor de 2026
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Em 2025, a Pantone elegeu o Mocha Mousse, um marrom chocolate rico e terroso. A escolha segue em alta no universo da casa e não há sinais de que vá perder força tão cedo, já que dialoga diretamente com o desejo de incluir texturas e materiais naturais nos interiores. Tanto a Sherwin-Williams quanto a Eucatex seguem apostando em tonalidades que derivam desse movimento.
A Sherwin-Williams escolheu o Cáqui Universal SW 6150 como Cor do Ano 2026, um neutro quente e sóbrio que propõe desacelerar e decorar com propósito. O tom funciona como base para diferentes estilos e dialoga com materiais naturais, como madeira, cerâmica, linho e fibras vegetais. “No Brasil, o Cáqui Universal representa um desejo coletivo de acolhimento e reconexão. É uma cor que fala do natural, do artesanal e do feito à mão”, explica Patrícia Fecci, gerente de color marketing da marca no país. A tonalidade integra a paleta Clássico e Atemporal do Colormix 2026, pensada para criar ambientes discretos, sofisticados e duradouros.
A Eucatex segue a mesma linha ao eleger Terra Rica 2896E e Porcelana 2709E como cores do ano. Enquanto Terra Rica evoca a memória ancestral do solo fértil e traz profundidade aos espaços, Porcelana atua como contraponto claro e leve, ampliando a luminosidade e equilibrando as composições. Para a marca, a dupla reforça a tendência de interiores mais sensoriais, acolhedores e conectados ao essencial.
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