Cores para pintar sala de estar: dicas infalíveis para acertar na escolha!

A sala de estar deixou de ser apenas um espaço de receber. Cada vez mais, assume o papel de refúgio cotidiano, onde conforto visual, bem-estar e personalidade caminham juntos. Mas, afinal, quais cores são adequadas para o ambiente? A resposta passa tanto por combinações cromáticas quanto pela forma como elas são aplicadas no espaço.

Para a arquiteta Tássia Pereira, do escritório TT Interiores, a tendência não é mais criar cômodos que apenas impressionem, mas que acolham. “Hoje, as pessoas buscam ambientes que transmitam calma, pensados a partir das necessidades de cada morador”, afirma.
A tinta Azul Realidade Virtural, da Coral, foi utilizada na parede da sala, garantindo leveza e harmonia visual
André Nazareth/Divulgação | Projeto das arquitetas Marcia Müller e Manu Müller
Em salas pequenas, os tons claros continuam sendo uma escolha segura. “Sugerimos paletas que remetam à luz, como verdes suaves e tonalidades de cinza claro”, explica Tássia. Essas cores refletem melhor a iluminação natural e artificial, ampliando a sensação de espaço.
A arquiteta reforça que ampliar um ambiente vai além da escolha da cor da parede. Pintar portas, rodapés e paredes na mesma tonalidade, por exemplo, cria continuidade visual e reduz recortes — um truque simples que faz o recinto parecer maior, independentemente da cartela adotada.
Cores frias, quentes e o equilíbrio possível
Cores escuras não devem ser descartadas para pintar a sala, pois podem funcionar muito bem quando pensadas dentro do projeto como um todo
Felipe Araújo/Divulgação | Projeto do escritório Ricardo Abreu Arquitetos
Existe a ideia de que cores frias “recuam” visualmente as paredes, o que é verdade, segundo Tássia. “Tons mais frios oferecem realmente a sensação de distância. Ao utilizá‑los junto a uma iluminação quente, é possível criar equilíbrio e tornar o espaço mais acolhedor”, comenta.
Nesta sala, a base neutra permitiu ousar em algumas paredes, que foram pintadas com tinta Verde Selva, da Suvinil
Carolina Mossin/Divulgação | Projeto da arquiteta Carolina Gava
A arquiteta Lucie Socrate propõe um olhar menos técnico e mais sensível sobre o tema. Para ela, a cor está ligada à percepção pessoal e à história dos moradores. “Não acredito em verdades do tipo ‘essa cor faz isso’. As pessoas querem interiores singulares, que se pareçam com elas, e não espaços genéricos”, fala.
As pinturas coloridas nas paredes dão um toque lúdico e moderno ao ambiente
Wesley Diego/Divulgação | Projeto da designer de interiores Lucie Socrate
Pintar tudo da mesma cor funciona?
Uma estratégia é pintar paredes e teto na mesma cor. Para Tássia, esse recurso tende a ampliar a sensação de espaço, desde que haja boa iluminação — especialmente quando se opta por tons mais escuros.
Tons claros, como brancos, beges e neutros ainda dominam a escolha de alguns moradores na hora de decidir a cor da sala de estar
Daniel Del Santo/Divulgação | Projeto do arquiteto Gustavo Marasca
Lucie concorda, mas acrescenta uma camada emocional à escolha. “O efeito all over cria uma atmosfera envolvente e muito intensa. Não amplia necessariamente o espaço, mas produz um impacto tão marcante que a sensação de pequenez quase desaparece”, explica. Para ela, o sucesso está mais na experiência sensorial do que na ilusão de mais metros quadrados.
Na parede, a tinta Carvão, da Suvinil. Tonalidades escuras e sóbrias também funcionam bem em uma sala de estar
Maura Mello/Divulgação | Projeto do Estúdio Minke
Cores escuras também podem ser calmas
Embora muitas pessoas associem tranquilidade a tons claros, as duas arquitetas reforçam que as cores escuras não devem ser descartadas. O segredo está no projeto na totalidade. Além disso, essas tonalidades funcionam bem em detalhes e objetos decorativos.
O sofá azul da loja Micasa faz contraste com o painel de boiserie de EVA, modelo RM610, da marca Meu Rodapé, pintado com a mesma tinta das paredes, na cor Gruta, da Suvinil
Emílio Rothfuchs/Divulgação | Projeto da arquiteta Vivian Zanotto
Lucie vai além e defende que tons profundos podem ser extremamente acolhedores. “Uma sala de TV ou um canto de leitura pode se tornar muito apaziguador com paredes e teto escuros. Cores profundas criam um efeito envolvente e reconfortante”, diz.

Nesse caso, a iluminação indireta é fundamental, pois ela suaviza o ambiente e evita que fique pesado. O acabamento da tinta também faz diferença: superfícies mais brilhantes refletem luz, enquanto acabamentos foscos absorvem, alterando completamente a percepção da cor.
Uma paleta “coringa” para não errar
O acabamento da tinta também faz diferença: superfícies mais brilhantes refletem luz e aumentam a sensação de espaço
Favaro Jr./Divulgação | Projeto do escritório Volar Interiores
Para quem busca uma solução versátil, Tássia sugere apostar em uma base neutra, como uma paleta acinzentada. “Funciona bem com luz natural e artificial e permite ousar na decoração, com móveis, tapetes e almofadas em tons mais quentes.”
Tons claros são frequentemente usados na sala de estar, pois transmitem calma e tranquilidade
André Scarpa/Divulgação | Reforma assinada pelo escritório Tacoa Arquitetos
No fim, como resume Lucie, não se trata de encontrar a cor perfeita, mas de criar um ambiente coerente com quem vive ali. “O verdadeiro conforto nasce do equilíbrio entre luz, volumes, materiais e sensibilidade.”

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