Dormir bem é essencial para a saúde, para ter um bom rendimento escolar e no trabalho. Entretanto, muitos fatores podem interferir na qualidade do sono, inclusive se a porta está aberta ou fechada.
Segundo estudo realizado pela Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda, o dióxido de carbono acumulado em um ambiente pode afetar diretamente a qualidade do sono. Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores monitoraram voluntários em duas situações: dormindo com as janelas abertas ou em um local totalmente fechado. No segundo cenário, eles observaram que, com o passar das horas, a concentração de CO2 saltou de 717 partes por milhão (ppm) para 1150 ppm, o que dificultava o corpo de atingir as fases mais restauradoras de descanso.
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Para o neurologista Edson Issamu, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a concentração de CO2 realmente pode impactar a qualidade do sono, mas é preciso observar outras variantes. “O aumento da concentração de dióxido de carbono (CO2) no ambiente destinado ao sono pode comprometer a qualidade do descanso. Entre os efeitos observados nessa situação, estão a diminuição do sono profundo (N3 e REM), prejudicando a recuperação física e mental e a consolidação da memória; a inércia do sono causando sensação de lentidão ao acordar e a cefaleia matinal, visto que a elevação do CO2 ambiental aumenta o CO2 sanguíneo, levando à vasodilatação e dor de cabeça ao despertar ou durante a noite. A renovação do ar é a única solução para o problema. Assim, abrir uma fresta pela porta ou janela pode ajudar, mas luz e ruídos podem prejudicar o sono ao entrar no ambiente”, explica o profissional.
De acordo com Edson, a iluminação no ambiente pode prejudicar o sono por reduzir a liberação de melatonina, interferindo no ciclo fisiológico do sono e atrapalhando o horário de dormir e acordar. Assim como a falta de ventilação adequada, ela também causa perturbações nas fases do sono, diminuindo sua eficiência, além de afetar a frequência cardíaca e aumentar a resistência à insulina. Dessa forma, uma alternativa, diz o médico, “é deixar a abertura exposta e usar protetores para os olhos, como as máscaras de dormir”.
O que mais pode impactar a qualidade do sono
Além da falta de ventilação adequada e da ocorrência de luz no ambiente, temperatura elevada e ruídos também podem resultar em uma noite mal dormida
Getty Images
Temperatura elevada e ruídos também podem resultar em uma noite mal dormida. “Dormir com TV ou som ligados pode induzir o sono inicialmente, mas se não desligados, prejudicam o descanso. Além disso, o uso de telas no quarto reduz a liberação de melatonina. No que diz respeito à temperatura, o ideal para dormir bem é entre 18 e 22°C. Porém, pessoas idosas podem tolerar uma boa qualidade do sono até 25°C”, explica Edson.
Para além do ambiente, evitar álcool por quatro horas e cafeína por oito horas antes de dormir, finalizar exercícios intensos até quatro horas antes de se deitar, bem como não ler e-mails profissionais, nem se envolver em discussões e situações polêmicas, não consultar notícias negativas ou redes sociais, a partir de três horas antes de dormir, também ajudam a ter um sono reparador.
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Segundo estudo realizado pela Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda, o dióxido de carbono acumulado em um ambiente pode afetar diretamente a qualidade do sono. Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores monitoraram voluntários em duas situações: dormindo com as janelas abertas ou em um local totalmente fechado. No segundo cenário, eles observaram que, com o passar das horas, a concentração de CO2 saltou de 717 partes por milhão (ppm) para 1150 ppm, o que dificultava o corpo de atingir as fases mais restauradoras de descanso.
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Para o neurologista Edson Issamu, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a concentração de CO2 realmente pode impactar a qualidade do sono, mas é preciso observar outras variantes. “O aumento da concentração de dióxido de carbono (CO2) no ambiente destinado ao sono pode comprometer a qualidade do descanso. Entre os efeitos observados nessa situação, estão a diminuição do sono profundo (N3 e REM), prejudicando a recuperação física e mental e a consolidação da memória; a inércia do sono causando sensação de lentidão ao acordar e a cefaleia matinal, visto que a elevação do CO2 ambiental aumenta o CO2 sanguíneo, levando à vasodilatação e dor de cabeça ao despertar ou durante a noite. A renovação do ar é a única solução para o problema. Assim, abrir uma fresta pela porta ou janela pode ajudar, mas luz e ruídos podem prejudicar o sono ao entrar no ambiente”, explica o profissional.
De acordo com Edson, a iluminação no ambiente pode prejudicar o sono por reduzir a liberação de melatonina, interferindo no ciclo fisiológico do sono e atrapalhando o horário de dormir e acordar. Assim como a falta de ventilação adequada, ela também causa perturbações nas fases do sono, diminuindo sua eficiência, além de afetar a frequência cardíaca e aumentar a resistência à insulina. Dessa forma, uma alternativa, diz o médico, “é deixar a abertura exposta e usar protetores para os olhos, como as máscaras de dormir”.
O que mais pode impactar a qualidade do sono
Além da falta de ventilação adequada e da ocorrência de luz no ambiente, temperatura elevada e ruídos também podem resultar em uma noite mal dormida
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Temperatura elevada e ruídos também podem resultar em uma noite mal dormida. “Dormir com TV ou som ligados pode induzir o sono inicialmente, mas se não desligados, prejudicam o descanso. Além disso, o uso de telas no quarto reduz a liberação de melatonina. No que diz respeito à temperatura, o ideal para dormir bem é entre 18 e 22°C. Porém, pessoas idosas podem tolerar uma boa qualidade do sono até 25°C”, explica Edson.
Para além do ambiente, evitar álcool por quatro horas e cafeína por oito horas antes de dormir, finalizar exercícios intensos até quatro horas antes de se deitar, bem como não ler e-mails profissionais, nem se envolver em discussões e situações polêmicas, não consultar notícias negativas ou redes sociais, a partir de três horas antes de dormir, também ajudam a ter um sono reparador.
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