Na região central de São Paulo, um espigão com fachada deteriorada chama a atenção de quem passa pela esquina das ruas General Osório e Santa Ifigênia. Trata-se do Edifício Júlia Cristianini, um residencial que data da primeira metade do século 20.
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Seu projeto foi iniciado em 1940 pela construtora A.Giglio, mas não chegou a ser concluído. Apesar de inacabado, o prédio de 243 apartamentos começou a ser ocupado a partir de 1946.
Partes do reboco da fachada se desprenderam ao longo dos anos de abandono do Edifício Júlia Cristianini
Facebook/São Paulo Antiga/Reprodução
O nome do edifício é uma homenagem à empresária Júlia Cristianini, dona do terreno e financiadora do empreendimento. Famosa na região da Santa Efigênia à época, ela administrou diversos prédios no centro da capital paulista no início do século passado.
No mesmo local da torre inacabada, a empresária havia erguido, em 1939, o famoso Cine Astoria. O local não fez sucesso entre a elite paulistana e entrou em decadência, sendo demolido no início dos anos 1940 para dar lugar ao condomínio.
Apesar da aparência de ocupação irregular, o Edifício Júlia Cristianini é legalmente habitado
Facebook/São Paulo Antiga/Reprodução
Hoje, em péssimo estado de conservação, o prédio traz uma fachada com pedaços de reboco faltando, vegetação saindo pelas fendas e janelas com esquadrias diferentes. O último andar segue totalmente inacabado, com aberturas expostas e sem esquadrias de fechamento.
Para evitar que fragmentos externos caíssem sobre os pedestres que passam pelas calçadas ao redor, foram instaladas barreiras de madeira no primeiro andar, semelhantes as dos prédios em construção.
Por conta da degradação, que lembra um cortiço ou um local abandonado, a torre recebeu o apelido de Sarajevo — capital da Bósnia e Herzegovina destruída durante a trágica Guerra da Bósnia (1992-1995).
Apesar de parecer uma ocupação irregular, o condomínio é legalmente habitado, segundo a Prefeitura de São Paulo. Cerca de mil pessoas vivem no local, entre proprietários e inquilinos.
Anúncio de venda de apartamentos do Edifício Júlia Cristianini, em São Paulo, em 1944
A. Giglio LTDA/Wikimedia Commons
“A Prefeitura informa que o imóvel em questão é de propriedade particular. Assim, eventuais informações sobre sua história e ocupação devem ser solicitadas diretamente aos proprietários do edifício Júlia Cristianini”, aponta em nota o órgão público.
A história de como o prédio foi habitado sem ser concluído é incerta. O relato mais conhecido é de que as unidades teriam sido vendidas sem a construção finalizada.
A fachada deteriorada do Edifício Júlia Cristianini tem diferentes tipos de esquadrias
Facebook/São Paulo Antiga/Reprodução
A empresária Júlia alegava que a falta de cimento no mercado impedia o fim das obras, mas, ao que tudo indica, a paralisação aconteceu por falta de recursos financeiros. Cansados de esperar, os proprietários mudaram-se assim mesmo para não perder o investimento.
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Com a falta de reformas ao longo das décadas subsequentes, o edifício se tornou um decrépito na região central de São Paulo. Há relatos de crimes, roubos, tráfico de drogas e até homicídios no local. Por isso, as portas dos apartamentos possuem grades de segurança.
O último andar do Edifício Júlia Cristianini permanece inacabado desde a década de 1940
Facebook/São Paulo Antiga/Reprodução
Apesar disso, ele não oferece risco estrutural. “A Subprefeitura Sé destaca que o edifício foi vistoriado em abril de 2022 e em outubro de 2024, ocasiões em que foi constatado que não há risco iminente de ruína. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SIURB) segue acompanhando as ações de recuperação do prédio”, declara a Prefeitura em nota.
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Seu projeto foi iniciado em 1940 pela construtora A.Giglio, mas não chegou a ser concluído. Apesar de inacabado, o prédio de 243 apartamentos começou a ser ocupado a partir de 1946.
Partes do reboco da fachada se desprenderam ao longo dos anos de abandono do Edifício Júlia Cristianini
Facebook/São Paulo Antiga/Reprodução
O nome do edifício é uma homenagem à empresária Júlia Cristianini, dona do terreno e financiadora do empreendimento. Famosa na região da Santa Efigênia à época, ela administrou diversos prédios no centro da capital paulista no início do século passado.
No mesmo local da torre inacabada, a empresária havia erguido, em 1939, o famoso Cine Astoria. O local não fez sucesso entre a elite paulistana e entrou em decadência, sendo demolido no início dos anos 1940 para dar lugar ao condomínio.
Apesar da aparência de ocupação irregular, o Edifício Júlia Cristianini é legalmente habitado
Facebook/São Paulo Antiga/Reprodução
Hoje, em péssimo estado de conservação, o prédio traz uma fachada com pedaços de reboco faltando, vegetação saindo pelas fendas e janelas com esquadrias diferentes. O último andar segue totalmente inacabado, com aberturas expostas e sem esquadrias de fechamento.
Para evitar que fragmentos externos caíssem sobre os pedestres que passam pelas calçadas ao redor, foram instaladas barreiras de madeira no primeiro andar, semelhantes as dos prédios em construção.
Por conta da degradação, que lembra um cortiço ou um local abandonado, a torre recebeu o apelido de Sarajevo — capital da Bósnia e Herzegovina destruída durante a trágica Guerra da Bósnia (1992-1995).
Apesar de parecer uma ocupação irregular, o condomínio é legalmente habitado, segundo a Prefeitura de São Paulo. Cerca de mil pessoas vivem no local, entre proprietários e inquilinos.
Anúncio de venda de apartamentos do Edifício Júlia Cristianini, em São Paulo, em 1944
A. Giglio LTDA/Wikimedia Commons
“A Prefeitura informa que o imóvel em questão é de propriedade particular. Assim, eventuais informações sobre sua história e ocupação devem ser solicitadas diretamente aos proprietários do edifício Júlia Cristianini”, aponta em nota o órgão público.
A história de como o prédio foi habitado sem ser concluído é incerta. O relato mais conhecido é de que as unidades teriam sido vendidas sem a construção finalizada.
A fachada deteriorada do Edifício Júlia Cristianini tem diferentes tipos de esquadrias
Facebook/São Paulo Antiga/Reprodução
A empresária Júlia alegava que a falta de cimento no mercado impedia o fim das obras, mas, ao que tudo indica, a paralisação aconteceu por falta de recursos financeiros. Cansados de esperar, os proprietários mudaram-se assim mesmo para não perder o investimento.
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Com a falta de reformas ao longo das décadas subsequentes, o edifício se tornou um decrépito na região central de São Paulo. Há relatos de crimes, roubos, tráfico de drogas e até homicídios no local. Por isso, as portas dos apartamentos possuem grades de segurança.
O último andar do Edifício Júlia Cristianini permanece inacabado desde a década de 1940
Facebook/São Paulo Antiga/Reprodução
Apesar disso, ele não oferece risco estrutural. “A Subprefeitura Sé destaca que o edifício foi vistoriado em abril de 2022 e em outubro de 2024, ocasiões em que foi constatado que não há risco iminente de ruína. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SIURB) segue acompanhando as ações de recuperação do prédio”, declara a Prefeitura em nota.



