No coração de Manhattan, no cruzamento da Quinta Avenida com a Broadway, ergue-se um dos edifícios mais fotografados do mundo: o Flatiron Building. Com seu inconfundível design triangular, esse arranha-céu acumula mais de 120 anos de história. Agora, porém, o Flatiron inicia um novo capítulo.
Depois de décadas como espaço de escritórios e após superar um período de incerteza sobre seu futuro, o edifício será transformado em um empreendimento residencial de alto padrão — uma tentativa ambiciosa de reativar seu legado e adaptá-lo às necessidades da cidade do século XXI.
Um ícone com mais de um século de história
Inaugurado em 1902 e originalmente conhecido como Edifício Fuller, o Flatiron Building foi projetado pelo arquiteto Daniel Burnham como um “palácio renascentista vertical”, dentro do estilo Beaux-Arts. Com 22 pavimentos e 86,9 metros de altura, sua estrutura de 3.500 toneladas de aço representou uma grande façanha da engenharia para a época, capaz de resistir aos fortes ventos de Nova York.
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Durante décadas, o edifício foi um centro de atividades comerciais, equipado com seis elevadores hidráulicos rápidos e sistemas próprios de vapor e eletricidade. Sua silhueta singular, semelhante a um ferro de passar, transformou-se em um símbolo arquitetônico da cidade, além de uma referência cultural que inspirou fotógrafos, cineastas e visitantes de todo o mundo.
De escritórios a residências exclusivas
O Flatiron Building possuía andares cheios de escritórios até 2020
Getty Images
A mudança de uso do Flatiron Building reflete uma transformação no mercado imobiliário de Nova York. Com a saída do último ocupante corporativo, a Macmillan Publishers, antes da pandemia, o edifício ficou praticamente vazio. Jeff Gural, empresário do setor imobiliário, chegou a considerar a manutenção de espaços para escritórios, mas as condições econômicas e a demanda real da cidade direcionaram o projeto para o uso residencial.
A Organização Brodsky lidera a iniciativa do retrofit, que prevê cerca de 40 residências distribuídas em múltiplas unidades por andar. Os pisos mais baixos manterão uso comercial, com contrato vigente para a loja da T-Mobile. O leilão que garantiu o controle do edifício alcançou US$ 161 milhões — um investimento que reflete a confiança na recuperação de Manhattan.
Arquitetura e luxo no coração de Manhattan
Mais uma vista do Flatiron Building que apelidou toda essa região de Manhattan
Getty Images
O projeto busca preservar a essência arquitetônica do Flatiron, integrando acabamentos de luxo e tecnologia contemporânea para atrair um público que valoriza tanto o patrimônio histórico quanto o conforto atual. A combinação de ambientes iluminados, vistas privilegiadas e localização estratégica no Flatiron District o torna um destino residencial único.
O plano inclui unidades tanto para venda quanto para locação, oferecendo flexibilidade em um mercado competitivo como o de Nova York. A primeira fase pode ser concluída em 2026, caso sejam obtidas as aprovações necessárias do Departamento de Planejamento Urbano — um processo que pode levar cerca de um ano antes do início das obras, estimadas em dois anos.
Um monumento da cultura pop
O edifício Flatiron não é apenas um símbolo arquitetônico: ele também faz parte do imaginário coletivo graças à sua presença na cultura pop. Entre suas aparições mais famosas está a trilogia Homem-Aranha, dirigida por Sam Raimi, na qual o prédio representou a sede fictícia do Clarim Diário (Daily Bugle). Esse tipo de referência ajudou a consolidar seu status como um dos edifícios mais reconhecíveis do planeta.
A transformação residencial não diminui o apelo do Flatiron — pelo contrário, reforça o atrativo do novo projeto. Viver no edifício significa habitar um cenário cinematográfico, caminhar por corredores carregados de história e desfrutar de uma localização privilegiada no coração cultural e comercial de Nova York.
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest México y Latinoamérica
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Depois de décadas como espaço de escritórios e após superar um período de incerteza sobre seu futuro, o edifício será transformado em um empreendimento residencial de alto padrão — uma tentativa ambiciosa de reativar seu legado e adaptá-lo às necessidades da cidade do século XXI.
Um ícone com mais de um século de história
Inaugurado em 1902 e originalmente conhecido como Edifício Fuller, o Flatiron Building foi projetado pelo arquiteto Daniel Burnham como um “palácio renascentista vertical”, dentro do estilo Beaux-Arts. Com 22 pavimentos e 86,9 metros de altura, sua estrutura de 3.500 toneladas de aço representou uma grande façanha da engenharia para a época, capaz de resistir aos fortes ventos de Nova York.
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Durante décadas, o edifício foi um centro de atividades comerciais, equipado com seis elevadores hidráulicos rápidos e sistemas próprios de vapor e eletricidade. Sua silhueta singular, semelhante a um ferro de passar, transformou-se em um símbolo arquitetônico da cidade, além de uma referência cultural que inspirou fotógrafos, cineastas e visitantes de todo o mundo.
De escritórios a residências exclusivas
O Flatiron Building possuía andares cheios de escritórios até 2020
Getty Images
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A Organização Brodsky lidera a iniciativa do retrofit, que prevê cerca de 40 residências distribuídas em múltiplas unidades por andar. Os pisos mais baixos manterão uso comercial, com contrato vigente para a loja da T-Mobile. O leilão que garantiu o controle do edifício alcançou US$ 161 milhões — um investimento que reflete a confiança na recuperação de Manhattan.
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A transformação residencial não diminui o apelo do Flatiron — pelo contrário, reforça o atrativo do novo projeto. Viver no edifício significa habitar um cenário cinematográfico, caminhar por corredores carregados de história e desfrutar de uma localização privilegiada no coração cultural e comercial de Nova York.
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest México y Latinoamérica
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