Erika Januza mostra a decoração da casa onde vive com quatro cachorros no RJ

Nascida em Contagem, Minas Gerais, a atriz e modelo Erika Januza adotou o Rio de Janeiro como lar há mais de uma década — e, há cerca de três anos, encontrou seu refúgio no bairro Recreio dos Bandeirantes: uma casa de 527,41 m², totalmente reformada para acomodar suas memórias, seu amor pela natureza e seus quatro cachorros — Luna, Neném, Preta Maria e Uilli Nelson.
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Quando entrou no imóvel pela primeira vez, logo se apaixonou pelo jardim. “O verde me pegou antes mesmo de eu conhecer os outros cômodos”, ela conta. Assim, a premissa da transformação foi tornar a natureza protagonista, bem como investir na arquitetura curva. “Desde o início, eu queria uma residência cheia de personalidade”, continua.
SALA | Sofá Connect, poltrona marrom Abraccio, de Pedro Mendes, e mesa de centro Ter, de Sérgio Batista, todos da Uultis. Almofadas da Galeria Hathi. Poltronas beges, mesas laterais e carrinho de chá Teca, de Jader Almeida, com vasos de barro, todos do Arquivo Contemporâneo. Ao fundo, lareira preta da Construflama
Estudio NY18/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Editora Globo
A mudança começou com a retirada do antigo telhado em estilo colonial para ampliar o terceiro pavimento e criar um estúdio, que hoje funciona como camarim, cenário de gravações e sala de TV.
ESTÚDIO | Localizado no terceiro andar da casa, o ambiente atende a diferentes funções. Ao fundo, na área gourmet, armários executados por Sebastião Pereira Marcenaria e bancada em quartzito Vermelho Xangô, da RP Mármores. Banquetas Grain, da Uultis. Na parte social, poltrona preta do designer Júnior Brandão. No camarim, poltrona marrom Air, da Uultis, e cortinas verdes da Sunlux. Piso Jatoba Mate, da Akafloor
Estudio NY18/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Editora Globo
RETRATO | No estúdio, com pintura verde Bosque Luminoso, da Suvinil, sofá curvo modelo Ruy, de Sérgio Batista, e mesinha lateral de madeira, todos da Uultis. Tapete da Elemensis
Estudio NY18/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Editora Globo
A piscina também foi demolida e substituída por uma nova, com formato orgânico, revestida com quartzito em tom esmeralda, extraído em Diamantina, MG.
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“A piscina é um dos meus cantinhos favoritos. À noite, quando ligo as luzes, ela parece um lago com seu tom esverdeado. É um espaço de descanso e contemplação”, revela Erika.
ÁREA EXTERNA | A piscina foi revestida com quartzito Maestro Green, extraído em Diamantina, MG, pela Acayaca Stones Mineração, transformado em chapas pela Angramar Granitos e Mármores, com beneficiamento da RP Mármores e instalação da Domingues Engenharia. Ombrelone da Webba Design. Espreguiçadeiras da Uultis. Ao fundo, maranta charuto e guaimbês
Estudio NY18/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Editora Globo
Ainda na área externa, o paisagismo ganhou atmosfera tropical e os espaços amplos permitem que os cães circulem livremente. “A casa foi pensada para que meus cachorros possam correr, brincar e viver ao meu lado”, diz a moradora.
RETRATO | No corredor lateral externo, as curvas da arquitetura são perceptíveis. Erika está com Preta Maria no colo. Ao lado, a dogue alemã Luna. Da esquerda para a direita, os shih tzus Neném e Uilli Nelson
Estudio NY18/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Editora Globo
Jardineiras suspensas acompanham a arquitetura curvilínea e fazem referência aos traços de Roberto Burle Marx, com vegetação que valoriza o movimento. “As curvas têm tudo a ver comigo. São orgânicas e livres. Eu queria que a casa tivesse esse movimento”, completa a atriz.
RETRATO | No painel de madeira da Formica, destaque para a escultura Coliseum Essence, do Studio Aguirre. Na mesa de centro, vaso de vidro Gema, de Carol Gay, no Arquivo Contemporâneo
Estudio NY18/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Editora Globo
RETRATO | Na sala, luminária Tcheko, de Sergio Rodrigues, e mesa lateral Olivia, de Maria Cândida Machado, ambas no Arquivo Contemporâneo. Piso de travertino da RP Mármores
Estudio NY18/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Editora Globo
Nos interiores, o conceito foi traduzir a essência mineira da moradora, e o ponto de partida foi a suíte máster. “A Erika quis estender o estilo do quarto para toda a casa. Usamos tons claros e neutros para transmitir leveza, conforto e otimismo”, fala o arquiteto Assis Humberto, sócio do arquiteto Marcus Vinícius no escritório Studio Arquitetônico.
QUARTO | Roupa de cama, manta e almofadas da Galeria Hathi. Sobre a cabeceira da Artefacto, quadros da Casa Ocre. Mesa de cabeceira Sol, de Maria Cândida Machado, na Arquivo Contemporâneo. Tapete da Elemensis. Poltrona Açu, de Sérgio Batista, na Uultis. Cortinas da Sunlux. Piso Jatoba Mate, da Akafloor
Estudio NY18/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Editora Globo
SUÍTE | Roupa de cama, manta e almofadas da Galeria Hathi. Sobre a cabeceira da Artefacto, quadros da Casa Ocre. Mesa de cabeceira Sol, de Maria Cândida Machado, na Arquivo Contemporâneo. Tapete da Elemensis. Piso Jatoba Mate, da Akafloor. Ao fundo, o banheiro é revestido com quartzito Perla Santana, mesmo material que serviu para esculpir as duas cubas, ambos da RP Mármores. Painel ripado de Sebastião Pereira Marcenaria
Estudio NY18/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Editora Globo
BANHEIRO | No ambiente revestido com quartzito Perla Santana, da RP Mármores, metais dourados da Fani. Ao lado da banheira da Artzzen, banquinho comprado em Tiradentes, MG
Estudio NY18/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Editora Globo
“Na pintura externa, a cor clara também contribui para refletir a luz do sol e reduzir a temperatura interna em dias quentes, minimizando o uso de climatização mecânica”, ele acrescenta.
ENTRADA | A dogue alemã Luna está na entrada da casa. Ao lado, sobre o rack executado por Sebastião Pereira Marcenaria, esculturas Cachorra Baleia, do artesão Marcos de Sertania, e Cabeça, da artesã Cida Lima. Na parede, quadro de J. Borges e máscara comprada na África do Sul
Estudio NY18/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Editora Globo
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SALA | Banco Leif e poltrona Tetê, ambos de Sergio Rodrigues, na Arquivo Contemporâneo. Quadro Crisálida, da artista Noemi Carpu, e vasos de barro, tudo da Casa Ocre. Na mesa de centro, escultura Coração Jabuticabeira, de Renan Florindo
Estudio NY18/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Editora Globo
A atriz participou ativamente da escolha dos móveis, obras de arte e objetos de decoração — muitos trazidos de viagens. Cada peça carrega uma história, como um colchão antigo que a acompanhou nos primeiros anos de carreira no Rio.
ESCRITÓRIO | No home office, na estante executada por Sebastião Pereira Marcenaria, filtro de barro comprado no Vale do Jequitinhonha, MG, livros, objetos pessoais e plantas, como jiboia e bambu-da-sorte. Tapete da Galeria Hathi. Revisteiro da Arquivo Contemporâneo. Escrivaninha Cloud, de Aciole Félix, e cadeira Vichi, ambas da Uultis
Estudio NY18/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Editora Globo
Outro destaque é a adega, cuja decoração rústica anterior foi mantida. “A rusticidade é o contraponto da leveza das curvas. Gosto de descer lá para pensar, ouvir música, ou simplesmente ficar em silêncio”, ela diz.
ÁREA GOURMET | Centro de mesa da Casa Ocre. Churrasqueira da Construflama. Banquetas Maru, da Uultis. Piso e bancada revestidos com mármore Bege Bahia, da RP Mármores
Estudio NY18/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Editora Globo
Mais do que um endereço, a casa é a expressão de sua personalidade. “Meu lar é um porta-joias de sonhos”, resume Erika. “Sou uma mulher preta que batalhou muito. Ter uma casa com minha história impressa em cada canto é uma forma de ocupar um lugar que por muito tempo não foi pensado para nós.”

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