Escritório de arquitetura mexicano vai projetar o pavilhão Serpentine de 2026

O estúdio de arquitetura LANZA atelier, sediado na Cidade do México, foi escolhido para assinar o Serpentine Pavilion de 2026. Intitulado A serpentine (em tradução literal, uma serpentina), o pavilhão será inaugurado em 6 de junho de 2026 na galeria Serpentine South, localizada nos Kensington Gardens, em Londres, no Reino Unido.
Inspirado na parede serpentina de tijolos em zigue-zague, o Serpentine Pavilion 2026, projetado pelo LANZA atelier, une tradição construtiva e experimentação contemporânea
© LANZA atelier/Cortesia Serpentine
O coração do projeto é uma parede curva de tijolos, coroada por um telhado translúcido apoiado em colunas do mesmo material. A intenção é lembrar a sensação de caminhar por um bosque.
“Situado em um jardim, como evocação do mundo natural, o pavilhão assume a forma de uma parede serpenteante, concebida como um dispositivo que tanto revela quanto oculta: moldando o movimento, modulando o ritmo e enquadrando limiares de proximidade, orientação e pausa”, afirmaram os arquitetos em comunicado.
O formato serpenteante do Serpentine Pavilion 2026 se apropria dos limiares de proximidade, orientação e pausa, conduzindo o visitante por uma experiência espacial marcada pelo ritmo e pela fluidez
© LANZA atelier/Cortesia de Serpentine
O tijolo foi eleito como material principal, em referência à tradição dos jardins ingleses e em diálogo com a fachada de tijolos da Serpentine South Gallery — originalmente concebida como um pavilhão de chá.
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A parede serpentina, ou em zigue-zague, é a inspiração central do pavilhão proposto pelo estúdio. Com origem no antigo Egito e posteriormente introduzida na Inglaterra por engenheiros holandeses, esse tipo de construção alcança estabilidade estrutural por meio da curvatura, permitindo que uma superfície com a largura de apenas um tijolo utilize menos material do que uma parede reta equivalente.
O Serpentine Pavilion 2026, assinado pelo LANZA atelier, destaca-se pelas formas sinuosas que dialogam com a paisagem dos jardins da Serpentine Gallery. O esboço conceitual, em vista de baixo para cima, revela a proposta
© LANZA atelier/Cortesia de Serpentine
Formado por curvas alternadas, o design se mostra eficiente ao assentar os tijolos em padrão zigue-zague, criando uma forma singular que remete a uma serpente. A proposta busca evocar a figura simbólica da serpente como força geradora e protetora, em diálogo com os históricos muros ingleses dos séculos 18 e 19 — outra referência essencial para o pavilhão concebido pelo LANZA atelier.
“Dessa ideia emerge um pavilhão construído com simples tijolos de argila, colocando em primeiro plano o artesanato vernacular e a capacidade elementar da arquitetura de reunir pessoas”, destacaram os arquitetos.
O projeto do Serpentine Pavilion 2026 apresenta um teto que conecta interior e exterior, reforçando a integração espacial
© LANZA atelier/Cortesia de Serpentine
A forma do pavilhão também remete ao lago Serpentine, vizinho ao local da instalação e cujo nome deriva de seu contorno sinuoso.
Fundado em 2015 por Isabel Abascal e Alessandro Arienzo, o LANZA atelier é um estúdio de arquitetura sediado na Cidade do México. Sua prática colaborativa se enraíza no cotidiano e na experiência coletiva, explorando como tecnologia, artesanato e inteligência espacial podem emergir em condições inesperadas.
Os arquitetos Isabel Abascal e Alessandro Arienzo, do estúdio LANZA atelier, foram escolhidos para assinar o Serpentine Pavilion de 2026
Serpentine Gallery/© Pia Riverola/Divulgação
Entre 6 de junho e 25 de outubro de 2026, o Serpentine Pavilion sediará uma programação de eventos ao vivo que percorrem música, cinema, teatro, dança, literatura, filosofia, moda e tecnologia. Cada obra será encomendada especialmente para dialogar com as condições arquitetônicas do projeto.
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Assim como em 2025, a Serpentine contará com a colaboração da Fundação Zaha Hadid. Para celebrar o legado da arquiteta que assinou o primeiro pavilhão em 2000, será realizado na galeria um programa dedicado à arquitetura, refletindo sobre a obra de Zaha, a trajetória do pavilhão e os caminhos futuros da prática arquitetônica.

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