Esse é o conselho de Marie Kondo sobre tirar (ou não) as etiquetas de roupas novas

Ao comprar uma roupa nova, muitas pessoas deixam a etiqueta da loja na peça por algum tempo, às vezes por dias, outras por meses. O gesto parece simples, mas pode indicar algo sobre a relação com o próprio guarda-roupa.
Segundo o método KonMari, criado pela consultora japonesa Marie Kondo, pequenas atitudes como essa fazem parte de uma filosofia mais ampla de organização e consumo consciente.
O conceito propõe organizar a casa por categorias de itens e não por ambientes. “A ideia é manter apenas aquilo que ‘desperta alegria’ e faz sentido para a vida atual do morador”, explica Karina Lara, personal organizer. Esse processo também incentiva uma relação mais consciente com o que já existe dentro de casa.
A permanência de etiquetas em peças no guarda-roupa muito tempo após a compra pode revelar um padrão de consumo excessivo, que ultrapassa as necessidades reais da pessoa
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A especialista japonesa é também autora de livros sobre organização, como A Mágica da Arrumação (Editora Sextante), e apresenta produções na Netflix, como Ordem na Casa com Marie Kondo e A Magia do Dia a Dia com Marie Kondo. Nessas obras, ela mostra na prática como aplicar os princípios do seu método no cotidiano.
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Embora as etiquetas não sejam um tema central do KonMari, sua lógica também pode ser aplicada a esse detalhe. “A consultora não trata especificamente das etiquetas como parte do método, mas sua filosofia sugere eliminar elementos desnecessários que não agregam valor à experiência de uso da peça”, explica Natálya Duhart Figueiredo, coordenadora e professora de Moda no Senac Novo Hamburgo.
As etiquetas, principalmente as externas, não são essenciais para as peças. Por isso, dentro da lógica do método KonMari, é indicado retirá-las
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O que fazer com as etiquetas das roupas
No caso das etiquetas externas, como tags de preço ou identificação da loja, a recomendação prática é removê-las logo após a compra. Essa atitude também carrega um significado simbólico dentro do método da consultora japonesa.
“A ideia é que, a partir do momento em que a vestimenta entra para o guarda-roupa, ela deixa de ser um item recém-comprado e passa a fazer parte da rotina”, diz Karina.
A etiqueta externa tem uma função acessória na peça, destinada apenas a informações de compra ou identificação da marca. Por isso, dentro da lógica do método KonMari, ela não é considerada essencial
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Diferença entre etiquetas internas e externas
Ao falar sobre etiquetas, é importante diferenciar os dois principais tipos e entender quais realmente devem ser retirados. As externas, como tags de preço ou identificação da loja, são usadas apenas para a comercialização da peça e, por isso, costumam ser removidas antes do primeiro uso, já que não têm função prática após a compra.
As internas têm outra função: elas trazem informações importantes como a composição do tecido e as orientações de lavagem, essenciais para a manutenção da roupa. Por isso, devem permanecer, ajudando na conservação do vestuário. A remoção só é indicada quando causam incômodo ao vestir e, nesse caso, o ideal é registrar previamente as instruções de cuidado.
As etiquetas internas das roupas fornecem informações essenciais sobre cada peça, como a composição do tecido e as instruções de lavagem. Esses dados são fundamentais para garantir a conservação adequada do vestuário
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“O foco do método está sempre em preservar o que contribui para a funcionalidade, o conforto e a durabilidade dos itens no guarda-roupa”, afirma Natálya.
O que fazer com a roupa esquecida no armário com a etiqueta
Encontrar uma peça ainda com etiqueta meses ou anos após a compra pode servir como alerta sobre os hábitos de consumo. “Uma roupa nova guardada por muito tempo pode indicar que ela ainda não encontrou espaço real no guarda-roupa ou na rotina da pessoa”, ressalta Karina.
A setorização proposta por Marie Kondo sugere uma organização que substitui as tradicionais pilhas de roupas dobradas. A recomendação é dobrar as peças em pequenos retângulos e armazená-las na posição vertical
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Para esses casos, o KonMari sugere um procedimento de reavaliação da necessidade. “Marie Kondo recomenda segurar a peça nas mãos e refletir se ela realmente desperta alegria ou se faz sentido no estilo de vida atual”, pontua Natálya. Quando a resposta é negativa, o método propõe agradecer ao item e encaminhá-lo para doação ou descarte responsável.
O que fazer após comprar uma roupa nova, segundo Marie Kondo
A consultora japonesa também recomenda alguns cuidados simples ao incorporar uma nova peça ao closet. Ao chegar em casa com a roupa nova, a orientação é retirar as etiquetas externas, reconhecer a aquisição e definir imediatamente o lugar da peça no armário. Esse gesto simboliza a integração do item à rotina e evita que ele fique esquecido.
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“A roupa deve ser dobrada ou pendurada seguindo o padrão de organização já existente no armário”, orienta Karina. Uma das técnicas mais conhecidas do KonMari é dobrar as peças e posicioná-las de forma vertical — em pequenos retângulos que ficam “em pé” dentro das gavetas. Essa prática facilita a visualização de todas as vestimentas.
Outra recomendação é a setorização, organizando as peças por categorias e tipos. “A proposta não é apenas organizar visualmente, mas criar um sistema prático que torne o dia a dia mais funcional”, destaca Natálya.

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