Este quartzito lembra mármore, é mais forte que o aço e não risca de modo algum

Extraído de jazidas localizadas no sertão do Ceará, o quartzito Taj Mahal é uma rocha 100% nacional que ganhou fama mundial por sua beleza e durabilidade.
“É um orgulho da geologia brasileira. E diferente do que muitos pensam, não tem relação direta com o monumento indiano. Seu nome foi escolhido justamente para evocar a nobreza e a tonalidade clara do mármore utilizado naquela construção”, conta o especialista em pedras Felipe de Borba Pinto, do canal Marmorizar.
Segundo o designer de interiores Fhabricio Dias, sócio do escritório Rhenan e Fhabricio Arquitetura e Interiores, apesar de ser popularmente chamado de mármore, o Taj Mahal é um quartzito, uma rocha metamórfica de alto desempenho.
A ilha da área gourmet foi executada com quartzito Taj Mahal, pela Granart Revestimentos, e ganhou bancada de apoio feita em marcenaria de MDF, padrão carvalho americano, da Greenplac, por Móveis Zonta
Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto do escritório Lema Arquitetos
“Sua composição é dominada por uma concentração altíssima de quartzo, que pode chegar a 99% em algumas seleções. O resultado é uma estrutura cristalina extremamente densa e resistente”, explica Felipe. “Enquanto o mármore possui dureza entre 3 e 4 na escala Mohs, o Taj Mahal possui dureza 7. Isso significa que é mais duro que o aço e não risca com facilidade”, completa o especialista.
De acordo com Felipe, o Taj Mahal pertence a uma categoria de rochas superiores denominada “quartzitos cristalinos”. “Essas rochas se diferenciam pelo seu altíssimo grau de metamorfismo, processo que confere performance superior a outras rochas também classificadas comercialmente como quartzitos”, detalha.
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Pequenas variações minerais na rocha conferem nuances suaves de bege, creme e dourado. “As variações do Taj Mahal costumam ocorrer principalmente na tonalidade e no desenho dos veios. É possível encontrar versões claras e uniformes, outras com veios mais marcados e dourados”, aponta Fhabricio.
Em chapas com espessuras mais finas que os tradicionais 2 cm, pode apresentar translucidez, permitindo projetos com retroiluminação.
O espaço tem como protagonista a mesa com tampo de quartzito Taj Mahal, combinada com a madeira freijó das cadeiras Toá, de Sergio Fahrer, com assento e encosto de couro natural
Vitor Guilherme/Divulgação | Projeto do escritório Rhenan e Fhabricio Arquitetura e Interiores
Custos e cuidados
O Taj Mahal tem custo superior aos mármores nacionais tradicionais, posicionando-se como um material de alto padrão, conforme conta Fhabricio. “Seu valor reflete não apenas a estética diferenciada, mas também a resistência, durabilidade e exclusividade da pedra”, comenta.
Segundo Felipe, o valor do bloco pode alcançar US$ 1 mil a tonelada, sendo exportado para mercados exigentes como Estados Unidos, Itália, México e Emirados Árabes. “No varejo internacional, chapas polidas de 2 cm podem ser comercializadas entre US$ 450 e US$ 700 o metro quadrado”, coloca.
No lavabo, o quartzito Taj Mahal, da Guandu Marmoraria, desce do blacksplash para a pia esculpida em combinação com a marcenaria em folha de carvalho natural realizada pela Jocarvi
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Britto Velho e Pualani Di Giorgio | Projeto do Fato Estúdio
Apesar de resistente, a pedra precisa de cuidados, como impermeabilização para garantir proteção contra óleos e gorduras, e limpeza com produtos neutros — evite o uso de substâncias abrasivas ou ácidas. “Esses cuidados garantem a preservação do brilho e da integridade do material ao longo do tempo”, garante Fhabricio.
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Para Felipe, a grande vantagem do Taj Mahal é a união da beleza nobre do mármore com a resistência do granito. “O mármore é sensível a ácidos, como limão e vinagre, que causam corrosão imediata. O Taj Mahal é quimicamente inerte a esses agentes, o que o torna a escolha perfeita para cozinhas de alta performance”, avalia.
A ilha e as bancadas são de quartzito Taj Mahal, da Guandu Marmoraria, e compõem com armários de folha de carvalho natural executados pela Jocarvi Marcenaria
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Britto Velho e Pualani Di Giorgio | Projeto do Fato Estúdio
Além disso, sua porosidade é bem baixa, muito inferior à da maioria dos mármores, o que reduz o risco de manchas por absorção de líquidos.
Quando usar o quartzito Taj Mahal
O Taj Mahal é extremamente versátil e combina com estilos contemporâneo, moderno, minimalista, clássico atual, luxo discreto e até projetos com influência orgânica ou natural. “Sua neutralidade permite protagonismo ou atuação como base elegante no projeto”, indica Fhabricio.
Na cozinha, a bancada em quartzito Taj Mahal traz cuba esculpida, com frontão no mesmo material
Mariana Henriques/Divulgação | Projeto do escritório SS Arquitetura e Interiores
O Taj Mahal ainda se destaca pela aparência atemporal e refinada, com seus veios orgânicos e delicados. “É muito aplicado em projetos residenciais de alto padrão e em áreas comerciais sofisticadas. Sua estética neutra facilita combinações com diversos materiais e estilos”, aponta o designer.
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Por conta da alta resistência e durabilidade, esta pedra pode ser empregada em áreas de uso intenso, como bancadas de cozinhas e banheiros, ilhas gourmet, pisos e escadas, além de lavabos, painéis decorativos, lareiras, mesas e móveis.
Confira a seguir mais projetos para te inspirar a usar o Taj Mahal!
Bancadas de cozinhas e banheiros com Taj Mahal
O quatzito Taj Mahal, da Montblanc Mármores, é o destaque do ambiente, onde foi usado no nicho da bancada da cuba, que permeia a marcenaria, e na ilha central
Rafael Renzo/Divulgação | Projeto do escritório AD|VP Arquitetura com colaboração de Paula Pigatto
Ao fundo, a área gourmet traz bancada de quartzito Taj Mahal lustrado, executada pela Guandu, e marcenaria da Florense, feita com materiais da Linha Acqua, na cor Nocciola
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do Studio 021 Arquitetura
O ambiente recebeu marcenaria da Linha Bistrot, na cor Oliva, madeira de carvalho, feita pela Florense, e bancadas de quartzito Taj Mahal, executada pela Guandu Marmoraria
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do Studio 021 Arquitetura
A bancada de quartzito Taj Mahal, executado pela construtora Matos Guimarães, ganhou banquetas da LZ Studio
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto da arquiteta Renata Lemos
As bancadas de quartzito Taj Mahal da cozinha foram executado pela construtora Matos Guimarães
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto da arquiteta Renata Lemos
A área gourmet com churrasqueira e adega tem aparador multiúso executado em quartzito Taj Mahal
Carolina Lacaz/Divulgação | Projeto do escritório TRIZ Arquitetura
No espaço, armários da Florense ganharam companhia do quartzito Taj Mahal nas bancadas nos backsplashs, da Guandu Marmoraria
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Britto Velho e Pualani Di Giorgio | Projeto do Fato Estúdio
As pedras – mármore travertino bruto no piso e quartzito Taj Mahal nas bancadas -, da Simonato Marmoraria, conferem sofisticação ao projeto
Evelyn Müller/Divulgação | Produção: Andrezza Alencar e Ambienta Casa/Divulgação | Projeto da designer de interiores Andrezza Alencar
A bancada em quartzito Taj Mahal executada pela Neogran, juntamente com os armários, formam uma paleta de tons neutros que dialoga com a área social
Julia Herman/Divulgação | Projeto dos escritórios w.arquitetura e Studio TH
Os móveis planejados da Criare Floripa – Boutique House faz par com a bancada de quartzito Taj Mahal escovado, executada pela Marmoraria Biguaçu
Fabio Severo Junior/Divulgação | Projeto do escritório Onno Arq
A sala de banho máster tem bancada executada em quartzito Taj Mahal e cuba e misturador da Deca
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do arquiteto Gabriel Fernandes
Ao fundo da suíte máster, o projeto traz cuba esculpida de quartzito Taj Mahal, executada pela MS Superfícies
Rafael Ribeiro/Divulgação | Projeto do escritório Beatriz Zeglin Arquitetura
As bancadas da cozinha foram executadas em quartzito Taj Mahal pela Marmoraria Helomar. A obra do imóvel foi feita pela RRS Engenharia
Renata Freitas/Divulgação | Projeto do escritório Marini Arquitetura
O quartzito Taj Mahal da bancada é o destaque do ambiente integrado ao jantar neste projeto
Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto do escritório Santin Arquitetos
O quartzito Taj Mahal da cozinha segue para a área gourmet, que tem churrasqueira e uma grande mesa de jantar para receber amigos e família
Rafael Renzo / Divulgação | Projeto do escritório AD|VP Arquitetura com colaboração de Paula Pigatto | Paisagismo da Ideia Verde
Móveis e detalhes decorativos com Taj Mahal
Na área da cama, painel do tipo lambri, fornecido pelo marceneiro Fabiano, responsável também pelo armário baixo em MDF Titanio, da Duratex, com tampo de quartzito Taj Mahal, fornecido pelo marmorista Itamar
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto do Studio Pipa Arquitetura
No mezanino, o escritório tem mesa de quartzito Taj Mahal, com execução da Granipedras, que atua como elemento central do projeto
Vitor Guilherme/Divulgação | Projeto do escritório Rhenan e Fhabricio Arquitetura e Interiores
Ao fundo da sala de jantar, o nicho do bar feito de quartzito Taj Mahal, da Ardomarmo Marmoraria, abriga bebidas e adornos de Rosa Kochen
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Beta Arquitetura
À frente do painel de filete demolição de bambu, da Neobambu, está a cama com desenho autoral do escritório, assim como as mesas de cabeceira de quartzito Taj Mahal, executadas pela MS Superfícies
Rafael Ribeiro/Divulgação | Projeto do escritório Beatriz Zeglin Arquitetura
A mesa desenhada pelo escritório e executada de quartzito Taj Mahal, com banquetas Joy, de Jader Almeida, atendem a adega, cujas frentes e moldura são de madeira natural cumaru, enquanto os fundos são executados no mesmo material da mesa
Rafael Ribeiro/Divulgação | Projeto do escritório Beatriz Zeglin Arquitetura
A ilha de quartzito Taj Mahal, da Montblanc Mármores, e partes em marcenaria faz a conexão dos ambientes sociais. Pendentes da Lumini
Rafael Renzo/Divulgação | Projeto do escritório AD|VP Arquitetura com colaboração de Paula Pigatto
No projeto, o aparador foi feito de quartzito Taj Mahal, com execução do Estúdio Mármores
Miti Sameshima/Divulgação | Projeto do Studio Matuti
A mesa de reuniões (maior) tem tampo de quartzito Taj Mahal escovado, da Marmoraria Ecomarmi, com cadeiras da linha Snow fornecidas pela On Mob
Juliana M Deeke/Divulgação | Projeto do escritório Rawi Arquitetura

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