O calor intenso do mês de janeiro marca a temporada das ninféias. Se você deseja aproveitar este espetáculo da natureza, planeje uma visita ao Jardim Botânico de São Paulo. No Lago das Ninféias podem ser vistas as espécies ninféia-amarela (Nymphaea mexicana), azul (Nymphaea caerulea) e rosa (Nymphaea odorata).
O gênero Nymphaea reúne plantas aquáticas flutuantes, nativas de regiões tropicais e subtropicais em todo o mundo, incluindo a América do Sul e o Brasil. Entre as características marcantes, estão as folhas arredondadas, repelentes à água e protegidas contra fungos; e as flores coloridas que se abrem durante o dia ou à noite, a depender da espécie.
As ninféias podem florir em diversas cores, como branco, azul, rosa, amarelo, vermelho ou lilás. As flores duram de três a quatro dias e emergem de rizomas submersos, com pétalas dispostas radialmente. No Brasil, há cerca de 16 espécies nativas.
As ninféias são plantas aquáticas que vivem sobre a água e florescem com mais intensidade no verão
Zoo São Paulo/Divulgação
“O verão, período de temperaturas elevadas, maior incidência de luz solar e abundância de água, tem as condições ideais para o crescimento e a floração intensa dessas espécies. Nessa época, elas concentram seu pico reprodutivo, com maior número de flores abertas e maior atividade de polinizadores”, explica o biólogo Fellipe Moutinho.
As ninféias precisam de sol pleno, água constante e substrato rico no fundo do lago para seu desenvolvimento. Isso porque elas não crescem para fora da água, mas vivem sobre ela. Sem caule, desenvolvem-se a partir de rizomas — caules subterrâneos ou horizontais que armazenam nutrientes e permitem a reprodução — submersos.
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“Após a fecundação, o fruto se desenvolve debaixo d’água e libera sementes, enquanto o rizoma permanece vivo e garante a renovação da planta ao longo dos anos. Muitas espécies abrem e fecham suas flores em horários específicos, algumas durante o dia e outras à noite, funcionando como um verdadeiro relógio natural”, explica Fellipe.
As ninféias são espécies nativas de regiões tropicais e temperadas da África, Ásia, Américas e Europa
Freepik/Creative Commons
Curiosidades
O pintor francês Claude Monet dedicou sua carreira à reprodução da natureza em seus quadros impressionistas, pintados a óleo. Parte de seu acervo inclui cerca de 250 pinturas de ninféias, cultivadas em seu jardim em Giverny, na França, entre 1890 e 1926.
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Durante esse período, Monet produziu obsessivamente essas obras, focando em variações diárias de luz e atmosfera, como em O Lago das Ninféias (1899). Em 1922, doou 22 painéis monumentais ao estado francês em homenagem à Primeira Guerra, instalados nos salões ovais do Musée de l’Orangerie em Paris, na França, onde permanecem como imersão panorâmica.
O gênero Nymphaea reúne plantas aquáticas flutuantes, nativas de regiões tropicais e subtropicais em todo o mundo, incluindo a América do Sul e o Brasil. Entre as características marcantes, estão as folhas arredondadas, repelentes à água e protegidas contra fungos; e as flores coloridas que se abrem durante o dia ou à noite, a depender da espécie.
As ninféias podem florir em diversas cores, como branco, azul, rosa, amarelo, vermelho ou lilás. As flores duram de três a quatro dias e emergem de rizomas submersos, com pétalas dispostas radialmente. No Brasil, há cerca de 16 espécies nativas.
As ninféias são plantas aquáticas que vivem sobre a água e florescem com mais intensidade no verão
Zoo São Paulo/Divulgação
“O verão, período de temperaturas elevadas, maior incidência de luz solar e abundância de água, tem as condições ideais para o crescimento e a floração intensa dessas espécies. Nessa época, elas concentram seu pico reprodutivo, com maior número de flores abertas e maior atividade de polinizadores”, explica o biólogo Fellipe Moutinho.
As ninféias precisam de sol pleno, água constante e substrato rico no fundo do lago para seu desenvolvimento. Isso porque elas não crescem para fora da água, mas vivem sobre ela. Sem caule, desenvolvem-se a partir de rizomas — caules subterrâneos ou horizontais que armazenam nutrientes e permitem a reprodução — submersos.
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“Após a fecundação, o fruto se desenvolve debaixo d’água e libera sementes, enquanto o rizoma permanece vivo e garante a renovação da planta ao longo dos anos. Muitas espécies abrem e fecham suas flores em horários específicos, algumas durante o dia e outras à noite, funcionando como um verdadeiro relógio natural”, explica Fellipe.
As ninféias são espécies nativas de regiões tropicais e temperadas da África, Ásia, Américas e Europa
Freepik/Creative Commons
Curiosidades
O pintor francês Claude Monet dedicou sua carreira à reprodução da natureza em seus quadros impressionistas, pintados a óleo. Parte de seu acervo inclui cerca de 250 pinturas de ninféias, cultivadas em seu jardim em Giverny, na França, entre 1890 e 1926.
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Durante esse período, Monet produziu obsessivamente essas obras, focando em variações diárias de luz e atmosfera, como em O Lago das Ninféias (1899). Em 1922, doou 22 painéis monumentais ao estado francês em homenagem à Primeira Guerra, instalados nos salões ovais do Musée de l’Orangerie em Paris, na França, onde permanecem como imersão panorâmica.



