Os mármores rosa imprimem personalidade aos projetos e, dependendo da intensidade do tom, podem ser um ponto focal nos espaços. A cor quente também ajuda a quebrar a frieza de composições neutras e minimalistas, conferindo acolhimento e aconchego aos ambientes.
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“O mármore rosa agrega sensação de exclusividade sem recorrer ao óbvio. Funciona como uma assinatura estética memorável — é o tipo de material que permanece na memória mesmo depois que se sai do espaço”, afirma a arquiteta Gabriella Mello Alves, do escritório Studio LAK.
“São pedras menos comuns no mercado tradicional e, justamente por isso, carregam um caráter mais singular e expressivo, valorizando a autenticidade do projeto”, aponta a arquiteta Juliana Fabrizzi.
Na copa, a mesa desenhada pelo escritório recebeu tampo de mármore rosa esplêndido da Di Ponta Marmoraria. Cadeiras Medalhinha, de Lucas Bond, na Arquivo Contemporâneo
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do Studio LAK
Entre os mármores rosa importados mais conhecidos e utilizados no Brasil estão o Rosa Portugal, o Rosa Estremoz e o Rosa Aurora, de Portugal; o Rosa Verona, Rosa Tea e o Rosa Perlino, da Itália; Rosa Egeo, da Grécia); e o Rosa Valência, da Espanha.
“Cada um apresenta nuances próprias, que vão do rosa mais suave e cremoso aos tons mais intensos, com veios marcados ou superfície mais uniforme. Essa variedade de tonalidades permite adaptar o material a diferentes estilos de projeto, desde ambientes contemporâneos a composições clássicas”, fala a arquiteta Sabrina Salles.
No Brasil, jazidas nacionais também possuem materiais nesta cor, como os mármores Rosato e o Calacatta Rosé, da Michelangelo Mármores do Brasil.
“Formadas ao longo de milhões de anos pela ação da natureza, essas rochas apresentam coloração única, resultado da presença da rodocrosita, um mineral constituído por carbonato de manganês, responsável pelos delicados tons rosé”, conta Priscila Fleischfresser, CEO da Michelangelo Mármores do Brasil.
Minimalista e funcional, a cozinha tem bancada de mármore Royal Rosa e pode ser isolada do living por uma cortina de tecido
Mikhail Loskutov/Divulgação | Produção: Daria Ishkaraeva/Yes We May/Divulgação | Projeto do aquiteto Nikita Kostik, do A01.Studio
Há também o mármore Paraná Lótus Rosa, uma variação rosa suave da famosa pedra branca brasileira, extraído em pedreiras próximas a Curitiba, no Paraná.
“Trata-se de um mármore dolomítico, que contém magnésio além do cálcio presente nos mármores tradicionais, o que lhe confere maior resistência quando comparado a outros mármores. A coloração rosada está associada principalmente à oxidação dos minerais presentes na composição da rocha”, fala Sergio Sigaud, sócio da AMLesec.
Na sala de estar, a lareira recebeu revestimento de mármore Rosa Paraná levigado, da Pedras Bellas Artes
Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório Kiko Castello Branco Arquitetura em parceria com o arquiteto Lucas Cunha
Os mármores rosa costumam apresentar veios acinzentados, alaranjados ou brancos, uma composição visual única que traz autenticidade ao projeto. “Ele costuma ter menor intensidade de veios do que os mármores brancos tradicionais, o que traz uma leitura suave e sofisticada da superfície”, explica Sabrina.
Segundo Gabriella, o polimento intensifica o tom rosado, enquanto o acabamento acetinado deixa a cor mais suave e sofisticada. “Quando bem cuidado, o material envelhece muito bem”, destaca a arquiteta.
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No entanto, como qualquer mármore, os rosas demandam atenção à porosidade e são sensíveis a ácidos, manchas e produtos abrasivos. “Por ser um material mais sensível, o mármore rosa funciona melhor em usos onde não há agressão constante ou contato direto frequente com água e produtos químicos”, alerta.
É um bom material para compor lavabos, mesas de jantar, mesas laterais, mesas de centro, tampos de apoio, lareiras, elementos arquitetônicos de destaque, painéis, nichos, detalhes esculturais, peças decorativas, revestimentos verticais, ilhas de cozinha gourmet, peitoris e mobiliários sob medida.
Na suíte, a pia do banheiro e o detalhe atrás da cabeceira da cama foram desenhadas pelo escritório e executadas em mármore Royal Rosa
Mikhail Loskutov/Divulgação | Produção: Daria Ishkaraeva/Yes We May/Divulgação | Projeto do aquiteto Nikita Kostik, do A01.Studio
“Quando utilizado em áreas funcionais, como bancadas de cozinha e banheiros, é fundamental prever a impermeabilização adequada e a manutenção periódica, respeitando os cuidados que a pedra natural exige”, orienta Juliana. Especialmente em cozinhas, o mármore rosa deve ser aplicado apenas em espaços de uso moderado, pela sensibilidade a manchas e ácidos.
Como combinar o mármore rosa
O mármore rosa combina com todos os estilos, desde que bem aplicado. “Por ser um material natural e atemporal, transita com facilidade entre projetos clássicos e contemporâneos”, aponta Gabriella.
“Usamos o mármore Paraná Lótus Rosa principalmente em bancadas e objetos decorativos. Ele também tem aparecido com frequência nas referências que os clientes trazem ao escritório nas fases iniciais do projeto. Sua tonalidade suave e quente, que foge do mármore comum, faz com que seja sempre um elemento de destaque nos ambientes em que é aplicado”, conta o arquiteto Kiko Castello Branco.
A sala de jantar abriga mesa desenhada pelo arquiteto com tampo de mármore Michelangelo rosa, que faz par com as cadeiras Standard, de Jean Prouvè, na Micasa
André Mortatti/Divulgação | Projeto do arquiteto Cyro Neto
Em projetos contemporâneos, as nuances de rosa trazem um toque de cor sofisticado e atual. “No minimalismo, funciona como ponto focal suave, sem romper a harmonia estética. Em ambientes de linguagem clássica, conversa diretamente com a paleta quente e com elementos dourados ou amadeirados. Já no estilo escandinavo e orgânico, ele se integra com naturalidade aos tons neutros e texturas naturais. Assim, o mármore rosa se adapta a diferentes linguagens visuais”, detalha.
Para Juliana, mais do que seguir um estilo fechado, ele combina com projetos que valorizam identidade, escolhas conscientes e autenticidade. “Nos projetos clássicos, reforça elegância e atemporalidade. Nos ecléticos e autorais, traz personalidade e contraste. Em espaços autênticos e artísticos, o material funciona quase como uma obra de arte”, aponta a profissional.
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d
Custo do mármore rosa
O valor varia conforme a origem, o bloco, a espessura e a seleção, mas geralmente é mais caro do que os mármores tradicionais.
“Esse tipo de material possui um valor mais elevado quando comparado a mármores mais populares, como o Branco Nacional ou o Branco Paraná. O preço varia conforme a origem, as características da chapa e a disponibilidade no mercado, mas ele costuma se posicionar na faixa de materiais intermediários a premium”, pontua Sabrina.
Segundo Sergio, o valor do mármore Paraná Lótus Rosa gira em torno de R$ 650 a chapa quando comercializado por distribuidores tradicionais. “Em comparação com outros tipos de mármores nacionais, cujas chapas variam entre R$ 350 e R$ 800, o mármore rosa se posiciona na faixa superior de preço entre os materiais nacionais, ficando abaixo apenas das opções importadas, cujos valores podem ultrapassar R$ 2.000”, revela.
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“O mármore rosa agrega sensação de exclusividade sem recorrer ao óbvio. Funciona como uma assinatura estética memorável — é o tipo de material que permanece na memória mesmo depois que se sai do espaço”, afirma a arquiteta Gabriella Mello Alves, do escritório Studio LAK.
“São pedras menos comuns no mercado tradicional e, justamente por isso, carregam um caráter mais singular e expressivo, valorizando a autenticidade do projeto”, aponta a arquiteta Juliana Fabrizzi.
Na copa, a mesa desenhada pelo escritório recebeu tampo de mármore rosa esplêndido da Di Ponta Marmoraria. Cadeiras Medalhinha, de Lucas Bond, na Arquivo Contemporâneo
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do Studio LAK
Entre os mármores rosa importados mais conhecidos e utilizados no Brasil estão o Rosa Portugal, o Rosa Estremoz e o Rosa Aurora, de Portugal; o Rosa Verona, Rosa Tea e o Rosa Perlino, da Itália; Rosa Egeo, da Grécia); e o Rosa Valência, da Espanha.
“Cada um apresenta nuances próprias, que vão do rosa mais suave e cremoso aos tons mais intensos, com veios marcados ou superfície mais uniforme. Essa variedade de tonalidades permite adaptar o material a diferentes estilos de projeto, desde ambientes contemporâneos a composições clássicas”, fala a arquiteta Sabrina Salles.
No Brasil, jazidas nacionais também possuem materiais nesta cor, como os mármores Rosato e o Calacatta Rosé, da Michelangelo Mármores do Brasil.
“Formadas ao longo de milhões de anos pela ação da natureza, essas rochas apresentam coloração única, resultado da presença da rodocrosita, um mineral constituído por carbonato de manganês, responsável pelos delicados tons rosé”, conta Priscila Fleischfresser, CEO da Michelangelo Mármores do Brasil.
Minimalista e funcional, a cozinha tem bancada de mármore Royal Rosa e pode ser isolada do living por uma cortina de tecido
Mikhail Loskutov/Divulgação | Produção: Daria Ishkaraeva/Yes We May/Divulgação | Projeto do aquiteto Nikita Kostik, do A01.Studio
Há também o mármore Paraná Lótus Rosa, uma variação rosa suave da famosa pedra branca brasileira, extraído em pedreiras próximas a Curitiba, no Paraná.
“Trata-se de um mármore dolomítico, que contém magnésio além do cálcio presente nos mármores tradicionais, o que lhe confere maior resistência quando comparado a outros mármores. A coloração rosada está associada principalmente à oxidação dos minerais presentes na composição da rocha”, fala Sergio Sigaud, sócio da AMLesec.
Na sala de estar, a lareira recebeu revestimento de mármore Rosa Paraná levigado, da Pedras Bellas Artes
Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório Kiko Castello Branco Arquitetura em parceria com o arquiteto Lucas Cunha
Os mármores rosa costumam apresentar veios acinzentados, alaranjados ou brancos, uma composição visual única que traz autenticidade ao projeto. “Ele costuma ter menor intensidade de veios do que os mármores brancos tradicionais, o que traz uma leitura suave e sofisticada da superfície”, explica Sabrina.
Segundo Gabriella, o polimento intensifica o tom rosado, enquanto o acabamento acetinado deixa a cor mais suave e sofisticada. “Quando bem cuidado, o material envelhece muito bem”, destaca a arquiteta.
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No entanto, como qualquer mármore, os rosas demandam atenção à porosidade e são sensíveis a ácidos, manchas e produtos abrasivos. “Por ser um material mais sensível, o mármore rosa funciona melhor em usos onde não há agressão constante ou contato direto frequente com água e produtos químicos”, alerta.
É um bom material para compor lavabos, mesas de jantar, mesas laterais, mesas de centro, tampos de apoio, lareiras, elementos arquitetônicos de destaque, painéis, nichos, detalhes esculturais, peças decorativas, revestimentos verticais, ilhas de cozinha gourmet, peitoris e mobiliários sob medida.
Na suíte, a pia do banheiro e o detalhe atrás da cabeceira da cama foram desenhadas pelo escritório e executadas em mármore Royal Rosa
Mikhail Loskutov/Divulgação | Produção: Daria Ishkaraeva/Yes We May/Divulgação | Projeto do aquiteto Nikita Kostik, do A01.Studio
“Quando utilizado em áreas funcionais, como bancadas de cozinha e banheiros, é fundamental prever a impermeabilização adequada e a manutenção periódica, respeitando os cuidados que a pedra natural exige”, orienta Juliana. Especialmente em cozinhas, o mármore rosa deve ser aplicado apenas em espaços de uso moderado, pela sensibilidade a manchas e ácidos.
Como combinar o mármore rosa
O mármore rosa combina com todos os estilos, desde que bem aplicado. “Por ser um material natural e atemporal, transita com facilidade entre projetos clássicos e contemporâneos”, aponta Gabriella.
“Usamos o mármore Paraná Lótus Rosa principalmente em bancadas e objetos decorativos. Ele também tem aparecido com frequência nas referências que os clientes trazem ao escritório nas fases iniciais do projeto. Sua tonalidade suave e quente, que foge do mármore comum, faz com que seja sempre um elemento de destaque nos ambientes em que é aplicado”, conta o arquiteto Kiko Castello Branco.
A sala de jantar abriga mesa desenhada pelo arquiteto com tampo de mármore Michelangelo rosa, que faz par com as cadeiras Standard, de Jean Prouvè, na Micasa
André Mortatti/Divulgação | Projeto do arquiteto Cyro Neto
Em projetos contemporâneos, as nuances de rosa trazem um toque de cor sofisticado e atual. “No minimalismo, funciona como ponto focal suave, sem romper a harmonia estética. Em ambientes de linguagem clássica, conversa diretamente com a paleta quente e com elementos dourados ou amadeirados. Já no estilo escandinavo e orgânico, ele se integra com naturalidade aos tons neutros e texturas naturais. Assim, o mármore rosa se adapta a diferentes linguagens visuais”, detalha.
Para Juliana, mais do que seguir um estilo fechado, ele combina com projetos que valorizam identidade, escolhas conscientes e autenticidade. “Nos projetos clássicos, reforça elegância e atemporalidade. Nos ecléticos e autorais, traz personalidade e contraste. Em espaços autênticos e artísticos, o material funciona quase como uma obra de arte”, aponta a profissional.
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d
Custo do mármore rosa
O valor varia conforme a origem, o bloco, a espessura e a seleção, mas geralmente é mais caro do que os mármores tradicionais.
“Esse tipo de material possui um valor mais elevado quando comparado a mármores mais populares, como o Branco Nacional ou o Branco Paraná. O preço varia conforme a origem, as características da chapa e a disponibilidade no mercado, mas ele costuma se posicionar na faixa de materiais intermediários a premium”, pontua Sabrina.
Segundo Sergio, o valor do mármore Paraná Lótus Rosa gira em torno de R$ 650 a chapa quando comercializado por distribuidores tradicionais. “Em comparação com outros tipos de mármores nacionais, cujas chapas variam entre R$ 350 e R$ 800, o mármore rosa se posiciona na faixa superior de preço entre os materiais nacionais, ficando abaixo apenas das opções importadas, cujos valores podem ultrapassar R$ 2.000”, revela.



