Maturidade, design e memória marcam a Mostra Artefacto 2026 em São Paulo

Com 50 anos de história, a Artefacto apresenta o tema Maturidade para a sua mostra de 2026. A proposta é refletir sobre o tempo e sobre o olhar que se transforma.
Com duração de 11 meses, a Mostra Artefacto 2026 começa a ser realizada no flagship da marca, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, em São Paulo.
A marca convidou arquitetos e designers de interiores a explorar narrativas espaciais voltadas a escolhas conscientes, qualidade estética e dimensão emocional — aspectos que dialogam com as transformações do morar contemporâneo.
Na Galeria dos Encontros, Leonardo Junqueira aposta em materiais de linguagem brutalista e mobiliário de linhas contidas para criar um espaço onde o tempo, as relações e a permanência orientam o projeto
Raphael Briest/Divulgação
Neste ano de celebração, a marca também adiciona 600 m² à área expositiva e lança a Artefacto Edition 2026, coleção assinada por Patricia Anastassiadis, intitulada Cosmos. São 17 peças com linhas precisas e equilíbrio entre forma, técnica e função, privilegiando materiais como pedra, vidro martelado, metal, couro e camurça.
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São 10 ambientes que equilibram a ideia de mudança e crescimento idealizados pelos arquitetos e escritórios: Ana Maria Vieira Santos, Armentano Arquitetura, Christina Hamoui, Dado Castelo Branco Arquitetura & Interiores, Debora Aguiar, Denise Barreto Arquitetos, Fabio Morozini, Leonardo Junqueira, Marilia Veiga e Patricia Penna Arquitetura.
No ambiente da arquiteta Patrícia Penna, o mobiliário de linhas versáteis, com referências ao design modernista, contribui para a construção de um espaço que articula conforto e continuidade estética.
Raphael Briest/Divulgação
O arquiteto Leonardo Junqueira assina a Galeria dos Encontros, uma sala de jantar de inspiração brutalista, com uso de concreto, madeira e pedra, além de cores como cinza, preto e marrom.
No Loft Arte, assinado pela arquiteta Patrícia Penna, o mármore estrutura a proposta ao simbolizar permanência e transformação, com destaque para a estante com nichos no material, que organiza e expõe o acervo. A paleta em cinza, rosado e dourado, aliada à iluminação intimista e ao mobiliário que transita entre o clássico e o contemporâneo, reforça a leitura do espaço como uma síntese entre arquitetura, arte e memória.
No projeto de Denise Barreto, o mobiliário, com peças como o módulo Maddox, a poltrona Papillon e a mesa Versa, reforça a proposta de atemporalidade e articula a composição do espaço
Marco Antonio/Divulgação
Denise Barreto reúne jantar com bar, sala de refeições e uma pequena biblioteca. Cores e elementos definem usos e significados — o dourado marca a área de refeições, o vermelho caracteriza o living com lareira e a biblioteca assume caráter mais intimista.
Peças como a mesa Minos e o sofá Harrison organizam a composição e reforçam a proposta de durabilidade e uso contínuo do ambiente de Marília de Campos Veiga
Marco Antonio/Divulgação
Inspirado no conceito italiano dolce far niente, o ambiente de Marília de Campos Veiga integra living, sala de jantar e área de vinhos, estruturados por uma paleta sóbria — fendi, marrom, cinza e vinho — e materiais como pedra natural, madeira, vidro e metal.
Assinado por João Armentano, o escritório valoriza a luz natural e a organização do mobiliário para criar um ambiente de permanência, com referências ao design brasileiro e foco em uso cotidiano
Marco Antonio/Divulgação
No escritório de Albino Bacchi, assinado por João Armentano, o projeto articula referências ao legado da Artefacto e à obra de Jorge Zalszupin em um ambiente que valoriza permanência e atualização, com composição livre de excessos e foco na funcionalidade. A disposição do mobiliário, aliada à iluminação natural proveniente da claraboia e das aberturas para o jardim, estrutura um espaço voltado a encontros e uso cotidiano.

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