A moringa (Moringa oleifera) é uma planta originária da região noroeste da Índia, no sopé do Himalaia, mas hoje é cultivada ao redor do mundo, em regiões tropicais e subtropicais. Segundo o paisagista Arthur Depieri, do escritório Depieri Paisagismo, a espécie ornamental é interessante tanto para o paisagismo quanto para fins alimentares e medicinais.
“É uma árvore de crescimento muito rápido, com folhas compostas e ricas em nutrientes. As sementes podem ser usadas para a purificação de água. A moringa produz flores brancas perfumadas e vagens longas, é rústica e adaptável”, conta o especialista.
No paisagismo, a moringa pode ser usada como árvore solitária, criando um ponto focal no jardim. “Ela é adequada para quintais amplos, hortas agroflorestais e jardins produtivos. Suas folhas e flores trazem uma textura delicada ao paisagismo tropical. É excelente para quem deseja unir beleza, sombra e utilidade”, aponta Arthur.
O ideal é que a moringa seja plantada no solo, em uma área de sol pleno e com bastante ventilação
Forest & Kim Starr/Wikimedia Commons
A espécie pode ser plantada em vasos, mas apenas nos primeiros anos. “Por ser uma árvore de porte médio, após algum tempo precisará ser transplantada para o solo ou receber podas constantes para controle de tamanho”, indica o especialista.
Como plantar a moringa e cuidados
O ideal é que a moringa fique em uma área de sol pleno, com bastante ventilação e espaço. “Dentro de casa ela não se desenvolve bem. Em solo e condições adequadas, pode atingir de 6 a 12 metros de altura. Em vaso ou com podas, fica significativamente menor”, fala Arthur.
A moringa pode ser reproduzida por sementes, método mais comum, ou por estacas. O solo precisa ser leve, arenoso, rico em nutrientes e bem drenado. Ela também tolera solos pobres, desde que não sejam encharcados.
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A espécie suporta ventos moderados, mas, por conta do tronco relativamente frágil quando jovem, recomenda-se o uso de estacas de apoio nos primeiros meses de cultivo. “Após o plantio, regue regularmente até a muda enraizar. Quando estabelecida, a moringa é tolerante à seca e deve ser regada apenas quando o solo estiver totalmente seco”, ensina Arthur.
Além disso, o local deve ser bastante ensolarado com, no mínimo, 6 a 8 horas de luz direta por dia, pois a planta aprecia climas quentes, típicos do tropical e subtropical. Não tolera geadas.
Geralmente, a espécie floresce ao longo da primavera e do verão. Em regiões quentes, pode dar flores mais de uma vez ao ano. “A poda pode ser feita no final do período seco ou no início da estação chuvosa. A poda frequente ajuda a manter a árvore baixa e estimula maior produção de folhas”, conta Arthur.
A moringa floresce ao longo da primavera e do verão, e pode dar flores mais de uma vez ao ano
Dinesh Valke/Wikimedia Commons
Uma adubação leve, a cada 2 ou 3 meses, durante o período de crescimento, é suficiente para manter a planta saudável. Utilize adubo orgânico, como composto ou esterco curtido. Em geral, é uma planta rústica, que apresenta poucos problemas, mas pode sofrer com pulgões, cochonilhas e lagartas. Nesses casos, cuidados simples e caseiros tendem a ser suficientes.
Planta moringa: para que serve e benefícios
A Moringa oleifera é conhecida por ser uma planta nutritiva, rica em vitaminas, minerais e proteínas vegetais. Em várias culturas, ela também é usada como planta medicinal, principalmente para ajudar em casos de inflamação, colesterol e controle da glicose, informa Murillo Monteiro, nutrólogo e fundador do Instituto Mutare.
“É importante entender que muitos desses benefícios continuam sendo estudados. A moringa tem potencial, sim, mas não pode ser tratada como se fosse um medicamento comprovado”, alerta o médico.
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As folhas da moringa são ricas em vitaminas A, C, E, cálcio, ferro e potássio e antioxidantes naturais, que ajudam a combater os radicais livres, contribuem para reduzir os danos celulares e fortalecer as defesas do corpo.
“A moringa tem ação antioxidante e anti-inflamatória, porque os compostos naturais da planta parecem reduzir processos inflamatórios e o dano celular causado pelos radicais livres, o que pode favorecer o bem-estar geral e ajudar na prevenção de doenças crônicas. Mas é importante reforçar que a maioria dessas pesquisas ainda está em fase inicial, ou seja, os indícios são promissores, mas ainda não temos provas definitivas”, comenta Murillo.
Na área do coração e do metabolismo, estudos indicam que o uso regular da moringa pode contribuir para controlar a pressão arterial e melhorar o perfil de colesterol, embora esses resultados ainda não sejam conclusivos, segundo o médico.
As folhas da moringa são ricas em vitaminas A, C, E, cálcio, ferro e potássio e antioxidantes naturais
Flickr/Mauricio Mercadante/Creative Commons
Outras pesquisas mostram, ainda, que a planta pode auxiliar a reduzir picos de açúcar no sangue. “Ela poderia ser usada como apoio, mas não substitui o tratamento com reeducação alimentar e medicamentos”, afirma Letícia Alves, nutricionista da Rede Casa. Segundo a especialista, a moringa pode atuar na melhora da digestão, já que as folhas têm fibras que ajudam no funcionamento intestinal.
“Ela também é uma ótima fonte de proteínas vegetais, o que não é comum quando falamos de folhas verdes. Além disso, concentra compostos bioativos, como flavonoides e polifenóis, que são as mesmas substâncias protetoras que encontramos no chá-verde e na cúrcuma. Esses compostos ajudam a reduzir o estresse oxidativo, que está relacionado tanto ao processo de envelhecimento quanto ao desenvolvimento de várias doenças crônicas”, detalha Murillo.
Como consumir a moringa
Embora seja consumida em outros países, no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 2019, a fabricação, a importação, a comercialização e a distribuição de todos os alimentos que contenham Moringa oleifera, pois não há comprovação da segurança do seu consumo.
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Segundo os especialistas, a medida foi uma precaução contra o uso indiscriminado da planta. “A Anvisa proibiu o uso da moringa porque muitos produtos eram comercializados como terapêuticos e prometendo a cura de doenças. A agência considera essas práticas irregulares e uma violação da legislação sanitária”, afirma Letícia.
“O ponto central é que ainda não existem estudos suficientes que comprovem a segurança do consumo humano a longo prazo. Isso não quer dizer que a planta seja perigosa, mas que faltam evidências fortes que permitam garantir sua segurança e eficácia. Então, enquanto essas pesquisas não avançarem, a moringa não pode ser vendida no Brasil como alimento, chá ou suplemento”, completa Murillo.
Para quem deseja plantar a sua própria moringa e consumir as folhas como alimento, o recomendado é começar aos poucos, mantendo a cautela e observando as reações do organismo.
A Anvisa proibiu, em 2019, a fabricação e a comercialização de alimentos que contenham ‘Moringa oleifera’
Venkatx5/Wikimedia Commons
A moringa pode ser consumida de várias formas, dependendo da parte da planta e do objetivo do uso. Letícia lista as mais comuns:
Folhas frescas: podem ser usadas em saladas, sopas e refogados. Têm sabor suave, parecido com espinafre. Consumir um punhado pequeno, de 10 a 20 g, por vez;
Chá ou infusão: feito com folhas secas ou trituradas, na medida de uma colher de chá para 200 ml de água quente. A concentração de nutrientes costuma ser maior do que nas folhas frescas;
Pó de moringa: pode ser colocado em vitaminas, sucos, iogurtes ou água. É uma das formas mais populares, pois é fácil de dosar. Começar com 1 grama na primeira semana para avaliar a tolerância. O ideal é não ultrapassar 3 g por dia;
Sementes: podem ser comidas cruas ou torradas, no máximo na porção de 1 a 2 sementes por dia. Têm sabor amargo e podem causar irritação na boca ou enjoo, quando ingeridas em excesso;
Óleo de moringa (óleo de ben): extraído das sementes. Mais utilizado em cosméticos para pele e cabelo, ou na culinária, em pequenas quantidades.
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Efeitos colaterais da moringa
A moringa pode causar efeitos indesejáveis quando consumida em excesso ou quando partes inadequadas da planta são utilizadas. Os relatos mais comuns incluem desconforto gastrointestinal, como náuseas, diarreia, gases e dor abdominal, devido ao teor de fibras das folhas.
A moringa pode ser consumida de várias formas, dependendo da parte da planta e do objetivo do uso
Crops for the Future/Wikimedia Commons
“Existe até um risco teórico de excesso de ferro, já que a planta é muito rica nesse mineral. Além disso, é importante reforçar que o uso das raízes e das cascas é considerado perigoso. Há relatos de efeito abortivo em doses altas, então essas partes não devem ser usadas de forma alguma. No geral, as folhas são a parte mais segura da planta, mas mesmo assim o consumo precisa ser feito com cautela”, indica Murillo.
Outro efeito possível, ainda que menos comum, é a redução excessiva da glicemia. “A moringa pode diminuir a glicose no sangue. Pessoas que usam remédios para diabetes podem ter hipoglicemia, se combinarem os tratamentos sem a orientação de um profissional”, alerta Letícia.
Já quem usa medicação para hipertensão pode sentir a pressão ainda mais baixa, aumentando o risco de tonturas e desmaios. O consumo de moringa também pode aumentar a vontade de urinar em algumas pessoas e causar reações alérgicas, como manchas, coceira ou irritação.
A moringa pode causar efeitos colaterais indesejáveis quando consumida em excesso
PxHere/Creative Commons
“Pessoas que usam anticoagulantes devem evitar a moringa, pois a planta pode interferir na ação do medicamento por conter vitamina K e outros compostos que afetam agregação plaquetária”, informa Letícia.
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O consumo deve ser evitado por grávidas, pois estimula contrações uterinas; por lactantes, pela possível alteração no sabor do leite; e por pessoas com problemas renais, hepáticos e gastrointestinais, como gastrite, colite e síndrome do intestino irritável. “É uma planta interessante, mas que precisa ser usada com bastante cautela e sempre com supervisão profissional”, analisa o médico.
“É uma árvore de crescimento muito rápido, com folhas compostas e ricas em nutrientes. As sementes podem ser usadas para a purificação de água. A moringa produz flores brancas perfumadas e vagens longas, é rústica e adaptável”, conta o especialista.
No paisagismo, a moringa pode ser usada como árvore solitária, criando um ponto focal no jardim. “Ela é adequada para quintais amplos, hortas agroflorestais e jardins produtivos. Suas folhas e flores trazem uma textura delicada ao paisagismo tropical. É excelente para quem deseja unir beleza, sombra e utilidade”, aponta Arthur.
O ideal é que a moringa seja plantada no solo, em uma área de sol pleno e com bastante ventilação
Forest & Kim Starr/Wikimedia Commons
A espécie pode ser plantada em vasos, mas apenas nos primeiros anos. “Por ser uma árvore de porte médio, após algum tempo precisará ser transplantada para o solo ou receber podas constantes para controle de tamanho”, indica o especialista.
Como plantar a moringa e cuidados
O ideal é que a moringa fique em uma área de sol pleno, com bastante ventilação e espaço. “Dentro de casa ela não se desenvolve bem. Em solo e condições adequadas, pode atingir de 6 a 12 metros de altura. Em vaso ou com podas, fica significativamente menor”, fala Arthur.
A moringa pode ser reproduzida por sementes, método mais comum, ou por estacas. O solo precisa ser leve, arenoso, rico em nutrientes e bem drenado. Ela também tolera solos pobres, desde que não sejam encharcados.
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A espécie suporta ventos moderados, mas, por conta do tronco relativamente frágil quando jovem, recomenda-se o uso de estacas de apoio nos primeiros meses de cultivo. “Após o plantio, regue regularmente até a muda enraizar. Quando estabelecida, a moringa é tolerante à seca e deve ser regada apenas quando o solo estiver totalmente seco”, ensina Arthur.
Além disso, o local deve ser bastante ensolarado com, no mínimo, 6 a 8 horas de luz direta por dia, pois a planta aprecia climas quentes, típicos do tropical e subtropical. Não tolera geadas.
Geralmente, a espécie floresce ao longo da primavera e do verão. Em regiões quentes, pode dar flores mais de uma vez ao ano. “A poda pode ser feita no final do período seco ou no início da estação chuvosa. A poda frequente ajuda a manter a árvore baixa e estimula maior produção de folhas”, conta Arthur.
A moringa floresce ao longo da primavera e do verão, e pode dar flores mais de uma vez ao ano
Dinesh Valke/Wikimedia Commons
Uma adubação leve, a cada 2 ou 3 meses, durante o período de crescimento, é suficiente para manter a planta saudável. Utilize adubo orgânico, como composto ou esterco curtido. Em geral, é uma planta rústica, que apresenta poucos problemas, mas pode sofrer com pulgões, cochonilhas e lagartas. Nesses casos, cuidados simples e caseiros tendem a ser suficientes.
Planta moringa: para que serve e benefícios
A Moringa oleifera é conhecida por ser uma planta nutritiva, rica em vitaminas, minerais e proteínas vegetais. Em várias culturas, ela também é usada como planta medicinal, principalmente para ajudar em casos de inflamação, colesterol e controle da glicose, informa Murillo Monteiro, nutrólogo e fundador do Instituto Mutare.
“É importante entender que muitos desses benefícios continuam sendo estudados. A moringa tem potencial, sim, mas não pode ser tratada como se fosse um medicamento comprovado”, alerta o médico.
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As folhas da moringa são ricas em vitaminas A, C, E, cálcio, ferro e potássio e antioxidantes naturais, que ajudam a combater os radicais livres, contribuem para reduzir os danos celulares e fortalecer as defesas do corpo.
“A moringa tem ação antioxidante e anti-inflamatória, porque os compostos naturais da planta parecem reduzir processos inflamatórios e o dano celular causado pelos radicais livres, o que pode favorecer o bem-estar geral e ajudar na prevenção de doenças crônicas. Mas é importante reforçar que a maioria dessas pesquisas ainda está em fase inicial, ou seja, os indícios são promissores, mas ainda não temos provas definitivas”, comenta Murillo.
Na área do coração e do metabolismo, estudos indicam que o uso regular da moringa pode contribuir para controlar a pressão arterial e melhorar o perfil de colesterol, embora esses resultados ainda não sejam conclusivos, segundo o médico.
As folhas da moringa são ricas em vitaminas A, C, E, cálcio, ferro e potássio e antioxidantes naturais
Flickr/Mauricio Mercadante/Creative Commons
Outras pesquisas mostram, ainda, que a planta pode auxiliar a reduzir picos de açúcar no sangue. “Ela poderia ser usada como apoio, mas não substitui o tratamento com reeducação alimentar e medicamentos”, afirma Letícia Alves, nutricionista da Rede Casa. Segundo a especialista, a moringa pode atuar na melhora da digestão, já que as folhas têm fibras que ajudam no funcionamento intestinal.
“Ela também é uma ótima fonte de proteínas vegetais, o que não é comum quando falamos de folhas verdes. Além disso, concentra compostos bioativos, como flavonoides e polifenóis, que são as mesmas substâncias protetoras que encontramos no chá-verde e na cúrcuma. Esses compostos ajudam a reduzir o estresse oxidativo, que está relacionado tanto ao processo de envelhecimento quanto ao desenvolvimento de várias doenças crônicas”, detalha Murillo.
Como consumir a moringa
Embora seja consumida em outros países, no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 2019, a fabricação, a importação, a comercialização e a distribuição de todos os alimentos que contenham Moringa oleifera, pois não há comprovação da segurança do seu consumo.
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Segundo os especialistas, a medida foi uma precaução contra o uso indiscriminado da planta. “A Anvisa proibiu o uso da moringa porque muitos produtos eram comercializados como terapêuticos e prometendo a cura de doenças. A agência considera essas práticas irregulares e uma violação da legislação sanitária”, afirma Letícia.
“O ponto central é que ainda não existem estudos suficientes que comprovem a segurança do consumo humano a longo prazo. Isso não quer dizer que a planta seja perigosa, mas que faltam evidências fortes que permitam garantir sua segurança e eficácia. Então, enquanto essas pesquisas não avançarem, a moringa não pode ser vendida no Brasil como alimento, chá ou suplemento”, completa Murillo.
Para quem deseja plantar a sua própria moringa e consumir as folhas como alimento, o recomendado é começar aos poucos, mantendo a cautela e observando as reações do organismo.
A Anvisa proibiu, em 2019, a fabricação e a comercialização de alimentos que contenham ‘Moringa oleifera’
Venkatx5/Wikimedia Commons
A moringa pode ser consumida de várias formas, dependendo da parte da planta e do objetivo do uso. Letícia lista as mais comuns:
Folhas frescas: podem ser usadas em saladas, sopas e refogados. Têm sabor suave, parecido com espinafre. Consumir um punhado pequeno, de 10 a 20 g, por vez;
Chá ou infusão: feito com folhas secas ou trituradas, na medida de uma colher de chá para 200 ml de água quente. A concentração de nutrientes costuma ser maior do que nas folhas frescas;
Pó de moringa: pode ser colocado em vitaminas, sucos, iogurtes ou água. É uma das formas mais populares, pois é fácil de dosar. Começar com 1 grama na primeira semana para avaliar a tolerância. O ideal é não ultrapassar 3 g por dia;
Sementes: podem ser comidas cruas ou torradas, no máximo na porção de 1 a 2 sementes por dia. Têm sabor amargo e podem causar irritação na boca ou enjoo, quando ingeridas em excesso;
Óleo de moringa (óleo de ben): extraído das sementes. Mais utilizado em cosméticos para pele e cabelo, ou na culinária, em pequenas quantidades.
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Adicionar Link
Efeitos colaterais da moringa
A moringa pode causar efeitos indesejáveis quando consumida em excesso ou quando partes inadequadas da planta são utilizadas. Os relatos mais comuns incluem desconforto gastrointestinal, como náuseas, diarreia, gases e dor abdominal, devido ao teor de fibras das folhas.
A moringa pode ser consumida de várias formas, dependendo da parte da planta e do objetivo do uso
Crops for the Future/Wikimedia Commons
“Existe até um risco teórico de excesso de ferro, já que a planta é muito rica nesse mineral. Além disso, é importante reforçar que o uso das raízes e das cascas é considerado perigoso. Há relatos de efeito abortivo em doses altas, então essas partes não devem ser usadas de forma alguma. No geral, as folhas são a parte mais segura da planta, mas mesmo assim o consumo precisa ser feito com cautela”, indica Murillo.
Outro efeito possível, ainda que menos comum, é a redução excessiva da glicemia. “A moringa pode diminuir a glicose no sangue. Pessoas que usam remédios para diabetes podem ter hipoglicemia, se combinarem os tratamentos sem a orientação de um profissional”, alerta Letícia.
Já quem usa medicação para hipertensão pode sentir a pressão ainda mais baixa, aumentando o risco de tonturas e desmaios. O consumo de moringa também pode aumentar a vontade de urinar em algumas pessoas e causar reações alérgicas, como manchas, coceira ou irritação.
A moringa pode causar efeitos colaterais indesejáveis quando consumida em excesso
PxHere/Creative Commons
“Pessoas que usam anticoagulantes devem evitar a moringa, pois a planta pode interferir na ação do medicamento por conter vitamina K e outros compostos que afetam agregação plaquetária”, informa Letícia.
Leia mais
O consumo deve ser evitado por grávidas, pois estimula contrações uterinas; por lactantes, pela possível alteração no sabor do leite; e por pessoas com problemas renais, hepáticos e gastrointestinais, como gastrite, colite e síndrome do intestino irritável. “É uma planta interessante, mas que precisa ser usada com bastante cautela e sempre com supervisão profissional”, analisa o médico.



