Todo tipo de cheiro afeta a energia da sua casa. O Feng Shui não se baseia apenas no que vemos: ele também é percebido por meio do som, da temperatura, da textura e, principalmente, do aroma. O olfato é um dos sentidos mais poderosos quando se trata de memória emocional e percepção energética. Um aroma pode confortar, abrir, relaxar… ou gerar tensão, estagnação e uma sensação de desconforto difícil de explicar.
Em muitas casas, os aromas se tornam parte do ambiente por hábito ou até por modismo, sem que se considere seu impacto energético. Para o Feng Shui, o cheiro de um lar é uma manifestação direta do seu chi: quando está em harmonia, é percebido como leve, natural e alinhado ao espaço; quando não está, pode interferir no descanso, na concentração e até nos relacionamentos.
Não se trata de eliminar aromas da sua casa, mas de compreender quais deles — por sua composição, intensidade ou simbolismo — podem estar perturbando o equilíbrio energético do lar.
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Uso excessivo de fragrâncias artificiais doces
Evite misturar muitos aromas dentro de casa
Getty Images
Aromas excessivamente doces e sintéticos, comuns em velas comerciais e aromatizadores industriais, tendem a gerar uma energia pesada e confusa. Embora possam agradar no primeiro momento, com o tempo saturam o ambiente e criam uma sensação de densidade que, no Feng Shui, está associada à estagnação emocional.
Essas fragrâncias ocupam muito espaço energético, deixando pouco espaço para que a energia circule de forma natural. Principalmente em salas de estar e quartos, podem interferir na clareza mental e na qualidade do sono, criando uma atmosfera abafada mesmo com boa ventilação.
Aromas intensos
Também evite a intensidade nos aromas
Pexels
No Feng Shui, a sutileza é essencial para um lar energeticamente equilibrado. Aromas que permanecem por horas sem se dissipar — vindos de velas, difusores elétricos ou incensos muito concentrados — acabam dominando o espaço em vez de complementá-lo. Quando o ambiente não “respira”, a energia se torna rígida.
Isso costuma acontecer com fragrâncias muito picantes, defumadas ou intensas quando usadas de forma constante. A casa precisa de variação energética, e um aroma persistente pode bloquear esse fluxo, afetando a atmosfera geral.
Cheiros de produtos químicos de limpeza ou desinfetantes
Apostar em aromas suaves que complementam um ambiente é uma das regras do Feng Shui
Pexels
Pode parecer contraditório, mas alguns produtos de limpeza impactam negativamente o Feng Shui. Aromas muito fortes de cloro, amônia ou produtos químicos industriais transmitem uma energia de tensão e alerta. Embora comuniquem limpeza do ponto de vista funcional, energeticamente podem gerar desconforto e distanciamento emocional.
O Feng Shui valoriza a limpeza consciente — aquela que remove a sujeira física e também cuida da atmosfera emocional. Quando o cheiro dos produtos é excessivo, o espaço perde acolhimento e se torna sensorialmente agressivo.
Aromas associados à tristeza
O Feng Shui observa não apenas o aroma em si, mas também a emoção que ele desperta. Alguns cheiros, mesmo naturais, podem estar ligados a memórias de perda, doença ou períodos difíceis. Usá-los sem perceber mantém ativa uma energia do passado, dificultando a renovação do lar.
Isso pode acontecer com flores secas, perfumes antigos ou aromas herdados que já não dialogam com a fase atual da vida. A casa deve refletir o presente — não permanecer emocionalmente ancorada ao que já ficou para trás.
Aromas desequilibrados
Na hora de apostar em um difusor de aromas, prefira essências suaves e leves
Pexels
Fragrâncias intensas com predominância de notas amadeiradas, muito doces ou excessivamente florais podem desequilibrar as energias yin e yang da casa. O Feng Shui busca harmonia, não polarização. Quando um aroma pende demais para um único extremo energético, o ambiente pode se tornar desconfortável para quem o habita.
Os aromas naturais das flores são ótimas opções para apostar dentro de casa
Getty Images
Isso é ainda mais relevante em espaços compartilhados, onde o aroma precisa ser inclusivo e neutro, sustentando diferentes energias sem se impor.
Aromas usados para mascarar problemas
Um erro comum é usar fragrâncias para disfarçar problemas como umidade, ar viciado ou falta de ventilação. Para o Feng Shui, isso não resolve a questão — pelo contrário, tende a agravá-la. A energia não flui corretamente enquanto a causa do odor permanece.
Aposte em aromas naturais e deixe a casa ventilar
Pexels
Mascarar um problema energético cria apenas uma camada superficial que impede a verdadeira renovação do espaço. A recomendação é tratar a raiz: ventilar, reparar e limpar profundamente antes de introduzir qualquer fragrância.
Excesso de incenso
Embora o incenso seja uma ferramenta tradicional do Feng Shui, seu uso excessivo ou sem intenção pode ter efeito contrário ao desejado. Defumações frequentes, sem propósito claro ou com misturas muito densas, acabam perturbando o equilíbrio energético em vez de harmonizá-lo.
A fumaça constante pode gerar sensação de saturação, principalmente em casas pequenas ou com pouca ventilação. A defumação deve ser um ato consciente, pontual e respeitoso com o espaço.
Aromas incompatíveis com diferentes ambientes
Os perfumes que vem e vão deixam a energia fluir dentro de casa, segundo o Feng Shui
Getty Images
Por fim, um erro mais sutil é usar o mesmo aroma em toda a casa sem considerar a função de cada cômodo. Fragrâncias estimulantes nos quartos, aromas excessivamente relaxantes em áreas de trabalho ou misturas intensas em locais de grande circulação quebram o ritmo natural do lar.
O Feng Shui entende que cada ambiente tem uma intenção energética específica — e o aroma deve reforçá-la, nunca contradizê-la.
Uma casa com bom Feng Shui não tem cheiro de nada em particular. Ela cheira a limpeza verdadeira, a ar em movimento, a clareza. Os aromas ideais são sutis: aparecem e desaparecem, acompanham o espaço sem se sobrepor a ele.
Observar os cheiros da sua casa é uma forma profunda de avaliar sua energia. Muitas vezes, melhorar o Feng Shui não significa acrescentar algo novo, mas retirar o que, sem perceber, está saturando a atmosfera. Quando o aroma está em harmonia com o espaço, a casa se torna mais leve, viva e naturalmente acolhedora.
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest México y Latinoamérica
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Em muitas casas, os aromas se tornam parte do ambiente por hábito ou até por modismo, sem que se considere seu impacto energético. Para o Feng Shui, o cheiro de um lar é uma manifestação direta do seu chi: quando está em harmonia, é percebido como leve, natural e alinhado ao espaço; quando não está, pode interferir no descanso, na concentração e até nos relacionamentos.
Não se trata de eliminar aromas da sua casa, mas de compreender quais deles — por sua composição, intensidade ou simbolismo — podem estar perturbando o equilíbrio energético do lar.
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Uso excessivo de fragrâncias artificiais doces
Evite misturar muitos aromas dentro de casa
Getty Images
Aromas excessivamente doces e sintéticos, comuns em velas comerciais e aromatizadores industriais, tendem a gerar uma energia pesada e confusa. Embora possam agradar no primeiro momento, com o tempo saturam o ambiente e criam uma sensação de densidade que, no Feng Shui, está associada à estagnação emocional.
Essas fragrâncias ocupam muito espaço energético, deixando pouco espaço para que a energia circule de forma natural. Principalmente em salas de estar e quartos, podem interferir na clareza mental e na qualidade do sono, criando uma atmosfera abafada mesmo com boa ventilação.
Aromas intensos
Também evite a intensidade nos aromas
Pexels
No Feng Shui, a sutileza é essencial para um lar energeticamente equilibrado. Aromas que permanecem por horas sem se dissipar — vindos de velas, difusores elétricos ou incensos muito concentrados — acabam dominando o espaço em vez de complementá-lo. Quando o ambiente não “respira”, a energia se torna rígida.
Isso costuma acontecer com fragrâncias muito picantes, defumadas ou intensas quando usadas de forma constante. A casa precisa de variação energética, e um aroma persistente pode bloquear esse fluxo, afetando a atmosfera geral.
Cheiros de produtos químicos de limpeza ou desinfetantes
Apostar em aromas suaves que complementam um ambiente é uma das regras do Feng Shui
Pexels
Pode parecer contraditório, mas alguns produtos de limpeza impactam negativamente o Feng Shui. Aromas muito fortes de cloro, amônia ou produtos químicos industriais transmitem uma energia de tensão e alerta. Embora comuniquem limpeza do ponto de vista funcional, energeticamente podem gerar desconforto e distanciamento emocional.
O Feng Shui valoriza a limpeza consciente — aquela que remove a sujeira física e também cuida da atmosfera emocional. Quando o cheiro dos produtos é excessivo, o espaço perde acolhimento e se torna sensorialmente agressivo.
Aromas associados à tristeza
O Feng Shui observa não apenas o aroma em si, mas também a emoção que ele desperta. Alguns cheiros, mesmo naturais, podem estar ligados a memórias de perda, doença ou períodos difíceis. Usá-los sem perceber mantém ativa uma energia do passado, dificultando a renovação do lar.
Isso pode acontecer com flores secas, perfumes antigos ou aromas herdados que já não dialogam com a fase atual da vida. A casa deve refletir o presente — não permanecer emocionalmente ancorada ao que já ficou para trás.
Aromas desequilibrados
Na hora de apostar em um difusor de aromas, prefira essências suaves e leves
Pexels
Fragrâncias intensas com predominância de notas amadeiradas, muito doces ou excessivamente florais podem desequilibrar as energias yin e yang da casa. O Feng Shui busca harmonia, não polarização. Quando um aroma pende demais para um único extremo energético, o ambiente pode se tornar desconfortável para quem o habita.
Os aromas naturais das flores são ótimas opções para apostar dentro de casa
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Isso é ainda mais relevante em espaços compartilhados, onde o aroma precisa ser inclusivo e neutro, sustentando diferentes energias sem se impor.
Aromas usados para mascarar problemas
Um erro comum é usar fragrâncias para disfarçar problemas como umidade, ar viciado ou falta de ventilação. Para o Feng Shui, isso não resolve a questão — pelo contrário, tende a agravá-la. A energia não flui corretamente enquanto a causa do odor permanece.
Aposte em aromas naturais e deixe a casa ventilar
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Mascarar um problema energético cria apenas uma camada superficial que impede a verdadeira renovação do espaço. A recomendação é tratar a raiz: ventilar, reparar e limpar profundamente antes de introduzir qualquer fragrância.
Excesso de incenso
Embora o incenso seja uma ferramenta tradicional do Feng Shui, seu uso excessivo ou sem intenção pode ter efeito contrário ao desejado. Defumações frequentes, sem propósito claro ou com misturas muito densas, acabam perturbando o equilíbrio energético em vez de harmonizá-lo.
A fumaça constante pode gerar sensação de saturação, principalmente em casas pequenas ou com pouca ventilação. A defumação deve ser um ato consciente, pontual e respeitoso com o espaço.
Aromas incompatíveis com diferentes ambientes
Os perfumes que vem e vão deixam a energia fluir dentro de casa, segundo o Feng Shui
Getty Images
Por fim, um erro mais sutil é usar o mesmo aroma em toda a casa sem considerar a função de cada cômodo. Fragrâncias estimulantes nos quartos, aromas excessivamente relaxantes em áreas de trabalho ou misturas intensas em locais de grande circulação quebram o ritmo natural do lar.
O Feng Shui entende que cada ambiente tem uma intenção energética específica — e o aroma deve reforçá-la, nunca contradizê-la.
Uma casa com bom Feng Shui não tem cheiro de nada em particular. Ela cheira a limpeza verdadeira, a ar em movimento, a clareza. Os aromas ideais são sutis: aparecem e desaparecem, acompanham o espaço sem se sobrepor a ele.
Observar os cheiros da sua casa é uma forma profunda de avaliar sua energia. Muitas vezes, melhorar o Feng Shui não significa acrescentar algo novo, mas retirar o que, sem perceber, está saturando a atmosfera. Quando o aroma está em harmonia com o espaço, a casa se torna mais leve, viva e naturalmente acolhedora.
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest México y Latinoamérica
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