Há poucas residências artísticas como a Casa Wabi. Em um terreno de 250 mil m² em Puerto Escondido, no litoral pacífico do México, a fundação do artista Bosco Sodi recebe desde 2014 artistas de todo mundo com projetos que envolvam e beneficiem as comunidades locais. Inspirada no wabi-sabi, a filosofia japonesa que valoriza a beleza e a harmonia no simples, imperfeito e não-convencional, sua sede foi desenhada por Tadao Ando e ao longo dos anos o terreno recebeu novos espaços assinados por Álvaro Siza, Kengo Kuma e Alberto Kalach, entre outros. São estruturas funcionais, como fornos de queima, pavilhões de cerâmica e galinheiro experimental, que ajudam no desenvolvimento artístico e também atendem às comunidades do entorno.
O formato oval escolhido para a construção minimiza o contato do pavilhão com o solo, preservando ao máximo a paisagem natural e a vegetação rasteira
Rafael Gamo
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A iniciativa mais recente é o Mushroom Pavillion – ou Pavilhão dos Cogumelos -, um projeto de Shohei Shiquematsu, head da filial nova-iorquina do OMA. “Sempre fui fã do OMA e conheci Sho por meio de um amigo em comum, logo estávamos trocando ideias sobre o projeto e ele adorou o conceito. Quatro anos depois, aqui estamos”, conta Sodi. O formato oval escolhido para a construção minimiza o contato do pavilhão com o solo, preservando ao máximo a paisagem natural e a vegetação rasteira. Feita de concreto, recebeu uma “selagem” externa de juta para retenção de umidade. Tal como parte do ambiente, o pavilhão sofrerá oxidação por conta da água rica em ferro do local, mudando sua aparência com o tempo.
Feita de concreto, recebeu uma “selagem” externa de juta para retenção de umidade. Tal como parte do ambiente, o pavilhão sofrerá oxidação por conta da água rica em ferro do local, mudando sua aparência com o tempo
Rafael Gamo
Vista aérea do Mushroom Pavillion, um projeto de Shohei Shiquematsu, head da filial nova-iorquina do OMA
Rafael Gamo
Já os ambientes internos foram organizados especificamente para o cultivo de cogumelos. O espaço central é o núcleo de um anfiteatro, cujas arquibancadas receberam vasos de argila para o cultivo dos fungos e as laterais foram compartimentadas para abrigar as diferentes fases do processo. Os degraus e o formato elíptico permitem observação panorâmica, tornando o processo de cultivo visível em sua totalidade. “Apesar do pavilhão ter sido concebido para a finalidade especifica de cultivo, oferece também um espaço para interações pessoais. O resultado final é um incubador tanto para o alimento como para a comunidade, espacialmente apto a apoiar todos os tipos de atividade para os moradores, visitantes e a fundação”, diz Shiguematsu.
O formato oval escolhido para a construção minimiza o contato do pavilhão com o solo, preservando ao máximo a paisagem natural e a vegetação rasteira
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A iniciativa mais recente é o Mushroom Pavillion – ou Pavilhão dos Cogumelos -, um projeto de Shohei Shiquematsu, head da filial nova-iorquina do OMA. “Sempre fui fã do OMA e conheci Sho por meio de um amigo em comum, logo estávamos trocando ideias sobre o projeto e ele adorou o conceito. Quatro anos depois, aqui estamos”, conta Sodi. O formato oval escolhido para a construção minimiza o contato do pavilhão com o solo, preservando ao máximo a paisagem natural e a vegetação rasteira. Feita de concreto, recebeu uma “selagem” externa de juta para retenção de umidade. Tal como parte do ambiente, o pavilhão sofrerá oxidação por conta da água rica em ferro do local, mudando sua aparência com o tempo.
Feita de concreto, recebeu uma “selagem” externa de juta para retenção de umidade. Tal como parte do ambiente, o pavilhão sofrerá oxidação por conta da água rica em ferro do local, mudando sua aparência com o tempo
Rafael Gamo
Vista aérea do Mushroom Pavillion, um projeto de Shohei Shiquematsu, head da filial nova-iorquina do OMA
Rafael Gamo
Já os ambientes internos foram organizados especificamente para o cultivo de cogumelos. O espaço central é o núcleo de um anfiteatro, cujas arquibancadas receberam vasos de argila para o cultivo dos fungos e as laterais foram compartimentadas para abrigar as diferentes fases do processo. Os degraus e o formato elíptico permitem observação panorâmica, tornando o processo de cultivo visível em sua totalidade. “Apesar do pavilhão ter sido concebido para a finalidade especifica de cultivo, oferece também um espaço para interações pessoais. O resultado final é um incubador tanto para o alimento como para a comunidade, espacialmente apto a apoiar todos os tipos de atividade para os moradores, visitantes e a fundação”, diz Shiguematsu.



