Plantas pendentes: espécies indicadas e 22 formas de incluí-las na decoração

A falta de espaço para um jardim é uma das justificativas mais utilizadas por quem não possui plantas em casa. Neste contexto, o uso de vasos suspensos na decoração surge como uma alternativa para trazer um toque natural ao lar, e aproveitar ao máximo o espaço vertical.
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Além de otimizarem o espaço disponível, ao deixarem de ocupar área útil do piso, as plantas pendentes contribuem para a sensação de frescor e bem-estar, criando uma atmosfera acolhedora. As folhagens em formato de cascata conferem um charme sofisticado a qualquer cômodo.
“Funcionalmente, elas melhoram a qualidade do ar, contribuem com a umidade natural dos espaços e aproveitam áreas onde vasos tradicionais não caberiam, como cantos altos, prateleiras ou pontos estreitos da casa. Há ainda o benefício emocional da conexão com a natureza: plantas reduzem o estresse, aumentam a sensação de bem-estar e transformam o ambiente em um espaço mais vivo, equilibrado e aconchegante”, informa Cristhine Digiácomo, arquiteta e urbanista à frente do Studio di Giácomo.
As plantas pendentes ganham ainda mais destaque em varandas, com luz natural abundante. A estante de ferro abriga jiboia, chifre-de-veado e columeias. Projeto do Studio Ro+Ca e Wabi-Sabi Ateliê
André Nazareth/Editora Globo
Como incluir plantas suspensas em casa
Os vasos podem ser dispostos em prateleiras altas, ganchos no teto, suportes de parede ou nichos vazados que permitam que as folhas pendam com naturalidade. Posicione-as em diferentes alturas para criar a sensação de movimento. Para uma composição equilibrada, coloque as plantas pendentes nas áreas mais altas, para que caiam naturalmente, e use plantas de porte-médio ou eretas em pontos opostos.
Outra dica é misturar espécies, cores e volumes diferentes. Porém, é importante deixar algumas áreas sem vegetação, oferecendo pequenas pausas ao olhar e garantindo um conjunto leve. O segredo está em escolher alguns pontos de destaque ao invés de espalhar diversas plantas pela casa.
Para isso, observe o tamanho do ambiente: espaços pequenos exigem quedas delicadas e em menor quantidade, enquanto cômodos maiores suportam mais combinações. Outra estratégia é optar por quedas suaves em áreas mais calmas e espécies marcantes em espaços sociais.
O uso de plantas em casa traz diversos benefícios além da estética, impactando na qualidade de vida do morador. Entre as espécies estão ficus lyrata, samambaias, bambu da sorte, monstera, jiboia, pau d’água e pata de elefante. Projeto do escritório Urbanode Arquitetura
Marcelo Donadussi/Divulgação
Vasos e suportes mais indicados para plantas pendentes
“Escolha vasos que valorizam a queda das folhas e se integram bem à decoração. Vasos de cerâmica funcionam muito bem nessas situações porque ficam apoiados e não pendurados, trazendo peso visual e uma textura bonita sem risco na fixação. Já cachepôs de fibra natural, vasos de cimento leve ou de plástico de boa qualidade também são ótimas opções, dependendo do estilo do ambiente. O essencial é escolher um vaso que combine com o estilo da casa e permita boa drenagem; e um suporte firme, que deixe a planta crescer com liberdade e movimento”, destaca Cristhine.
O uso de suportes metálicos é interessante para quem deseja um acabamento sofisticado. Outra sugestão é o uso das espécies como divisórias entre os espaços, por meio de estantes vazadas, que não bloqueiem a luz, nem prejudicam a ventilação natural.
Para ambientes internos, prefira as espécies que toleram iluminação indireta. A jiboia cai da prateleira acima da TV. Projeto da arquiteta Marina Carvalho
JP Image/Divulgação | Produção: Mayra Navarro/Divulgação
Como harmonizar plantas pendentes na decoração
O jardim vertical é uma das opções mais populares para quem deseja ter plantas pendentes nos em casa. O resultado é um painel verde que se transforma em elemento de destaque no cômodo.
“É possível combinar cores, com objetos em tons de verde ou em tons semelhantes aos do vaso, ou do cachepot usado. Ou até mesmo em cores opostas, complementares. Ao posicionar a planta, atente-se para que as folhas dela não tampem outros elementos de destaque, como quadros ou esculturas altas”, pontua Roberta Zatz, arquiteta e paisagista e sócia-fundadora do escritório Estúdio Rôza.
Existem espécies mais indicadas para o uso suspenso pela facilidade do cultivo e pela resistência, como a samambaia, a jiboia, o dinheiro-em-penca, o filodendro, a peperômia e a hera. Na escolha, garanta que o arranjo combine com a proposta estética do ambiente em que será inserido.
“O principal benefício é a praticidade de manutenção e limpeza do local. Por serem plantas em vasos menores, são mais leves, e se encaixam em qualquer estante, prateleira ou mobiliário próximo à iluminação natural”, destaca Roberta.
As plantas para espaços internos exigem resistência e tolerância à meia-sombra. Projeto do escritório Balsa Arquitetura
Studio Tertúlia/Editora Globo
Iluminação ideal para plantas pendentes
Em ambientes internos, é necessário considerar a exposição à luz solar. Procure posicionar os vasos próximos a janelas e ajuste conforme necessário.
Os vasos e suportes precisam conversar com o restante da decoração para manter a unidade visual. Projeto do escritório Tatiane Waileman Arquitetura
Leila Viegas/Divulgação
Frequência de regas para plantas pendentes
Verifique a umidade do solo antes de regar novamente. O encharcamento é uma das principais causas do apodrecimento das raízes das plantas.
As plantas pendentes trazem vida, leveza e movimento sem ocupar espaço no piso ou nos móveis. A jiboia suspensa foi escolhida por Studio Floē. Projeto do Studio Mariana Kripka
Cláudio Fonseca/Archi Image/Divulgação
Cuidados com plantas pendentes
Além dos cuidados específicos de cada espécie, realize a poda com certa frequência, eliminando folhas danificadas, para estimular o crescimento saudável da espécie.
As plantas pendentes preenchem áreas vazias, criam uma estética natural e geram sensação de aconchego. Projeto do escritório Interni Arquitetura
Thiago Travesso/Divulgação
Decoração com plantas pendentes na sala
As plantas pendentes funcionam em qualquer cômodo, desde que recebam os cuidados adequados. Na sala, criam aconchego e ajudam a preencher os cantos vazios.
A estante de MDF Pau Ferro, da Arauco, com execução da pela SGS Móveis, abarca objetos pessoais, vitrola e coleção de vinis, além de plantas, como Filodendro scandens, à esquerda, e jiboia, à direita, da Botânica Urbana. Projeto do escritório Paraviva Arquitetura
Studio Tertúlia/Divulgação
O efeito visual de cascata funciona como uma obra de arte natural. Plantas das espécies samambaia, jiboia, dinheiro-em-penca e costela-de-adão. Projeto do escritório Allure Arquitetura e Construção
Gisele Rampazzo/Divulgação
Na sala de estar, arte, design e plantas vivem em harmonia. Entre as plantas, estão jiboia, cróton e clúsia. Projeto do escritório Pro.a Arquitetos
Gisele Rampazzo/Divulgação
Misturar diferentes formatos de folhas e tonalidades de verde deixa o conjunto mais interessante. Ficus no canto esquerdo; bambu da sorte à direita; e, mais à frente, a jiboia cai como pendente da prateleira. Projeto do Studio di Giácomo
Rafael Ribeiro/Divulgação
As plantas pendentes preenchem áreas vazias com leveza e movimento, tornando os ambientes mais acolhedores. Projeto do escritório Manarelli Guimarães
Felipe Cuine/Divulgação
Visualmente, as plantas pendentes criam camadas e adicionam textura à decoração. Projeto do escritório Teto Arquitetura
Carolina Mossin/Divulgação
O pé-direito alto faz o espaço parecer maior e mais iluminado. No mezanino, o paredão de jiboias traz um toque de verde. Projeto do escritório Gurgel D’Alfonso
Renato Navarro/Divulgação
A área social ampla e integrada une sala de estar, de jantar e cozinha. A planta jiboia pende saudável da prateleira. Projeto do Studio di Giácomo
Rafael Ribeiro/Divulgação
Decoração com plantas pendentes na cozinha
Neste cômodo, as espécies podem estar presentes em nichos, bancadas e armários, trazendo frescor ao espaço.
Variar as alturas e comprimentos das plantas ajuda a criar harmonia visual. A estante metálica traz prateleiras preenchidas por jiboia, além da floreira com costelas-de-adão, maranta-zebrina, filodendro, xanadu e maranta-melancia. Projeto do escritório Península Arquitetura
Maíra Acayaba/Editora Globo
Executada pela Celmar, a marcenaria em verde musgo, com prateleiras altas em vez de armários, deixa o espaço mais leve — e ainda abriga a planta pendente jiboia. Projeto do escritório Forma 011 Arquitetura, com paisagismo do Jardineiro Fiel, e execução de Helena Paisagismo
Maura Mello/Divulgação
Decoração com plantas pendentes na sala de jantar
As plantas pendentes podem ser inseridas na área de jantar, desde que o local tenha ventilação e luminosidade suficientes para o cultivo.
Nas prateleiras junto à coifa, plantas pendentes trazem leveza à área funcional da cozinha. Projeto do escritório Conectarq
Guilherme Pucci/Divulgação
A estante vazada permite permeabilidade da luz natural, enquanto as plantas pendentes garantem um toque de frescor ao cômodo. Projeto da arquiteta Patricia Martinez
Salvador Cordaro/Divulgação
A estante verde vazada foi pensada para dividir as áreas social e íntima, sem barreiras visuais e expõe objetos afetivos, livros e plantas pendentes. Projeto do escritório FIGO Interiores
Matheus Bonafé/Divulgação
Decoração com plantas pendentes no quarto
Em quartos, as plantas pendentes contribuem para uma atmosfera ainda mais acolhedora e relaxante.
A cômoda e a planta pendente dão um toque de verde ao cômodo. Espelho da Zara Home. Projeto do escritório Macaxá Arquitetura
Ana Helena Lima/Divulgação
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A melhor forma de combinar plantas pendentes com outras espécies é criando variação de alturas, volumes e texturas. Jiboia e filodendro-brasil trazem cor e frescor à composição. Projeto do escritório Patty Coelho Arquitetura
Lília Mendel/Divulgação | Produção: Studio Jefferson Stünner/Divulgação

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