Concreto, entulho de tijolos e argamassa descartados podem ganhar nova vida como mobiliário impresso em 3D, com desempenho cimentício. Essa é a proposta do projeto Inorganic Growth, desenvolvido pelo estúdio chinês Bentu Design.
A iniciativa já resultou em peças como cadeira e banco feitos com material reciclado. A execução é realizada localmente, evitando transporte e reduzindo a emissão de carbono.
Os resíduos de obras provenientes de demolições passam por um processo de reciclagem antes de se tornarem matéria-prima: concreto, tijolos e argamassa são triturados e separados por tamanho, para então serem utilizados na impressão 3D.
Móveis são produzidos por projeto chinês com material reciclado no próprio local da demolição, reduzindo emissões de transporte
Instagram/@bentudesign/Reprodução
As partículas mais finas — que representam cerca de um terço do material — são tratadas e misturadas a subprodutos industriais, como cinzas e pó de sílica, formando um tipo de cimento reciclado. Já os fragmentos maiores funcionam como a base estrutural do novo material usado na impressão.
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Para melhorar o desempenho da mistura, os especialistas aplicam tratamentos que reduzem a absorção de água e aumentam a resistência do material. A composição também é ajustada para garantir que o composto seja fluido o suficiente para ser extrudado pela impressora 3D, mas firme o bastante para manter a forma depois de depositado.
As peças do projeto Inorganic Growth são impressas em camadas, criando superfícies que lembram estratos geológicos
Instagram/@bentudesign/Reprodução
Com ajuda de inteligência artificial para calibrar a fórmula, o resultado é um material resistente e durável. Todo o processo é realizado no local da demolição – sem necessidade de transporte. Esse fator reduz as emissões de carbono relacionadas ao transporte em aproximadamente 70% e alcança uma taxa de utilização do material de 92%.
A aparência final das peças se inspira nas vilas urbanas onde os materiais foram coletados. Para recriar essa estética, a equipe analisou fotos de áreas demolidas e identificou as cores mais presentes no ambiente — como o vermelho dos tijolos, o cinza do concreto, o verde apagado de superfícies desgastadas e o azul de azulejos.
Projeto na China transforma entulho de demolições em mobiliário urbano com ajuda de IA e impressão 3D
Instagram/@bentudesign/Reprodução
Essas tonalidades surgem naturalmente na mistura de materiais reciclados: o pó de tijolo gera tons avermelhados, o concreto produz cinzas, e fragmentos de cerâmica acrescentam variações azul-esverdeadas.
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Durante a impressão 3D, as peças são construídas camada por camada, o que permite criar transições graduais de cor. O resultado lembra camadas geológicas, que revelam a passagem do tempo e a história do lugar de onde vieram os materiais.
A iniciativa já resultou em peças como cadeira e banco feitos com material reciclado. A execução é realizada localmente, evitando transporte e reduzindo a emissão de carbono.
Os resíduos de obras provenientes de demolições passam por um processo de reciclagem antes de se tornarem matéria-prima: concreto, tijolos e argamassa são triturados e separados por tamanho, para então serem utilizados na impressão 3D.
Móveis são produzidos por projeto chinês com material reciclado no próprio local da demolição, reduzindo emissões de transporte
Instagram/@bentudesign/Reprodução
As partículas mais finas — que representam cerca de um terço do material — são tratadas e misturadas a subprodutos industriais, como cinzas e pó de sílica, formando um tipo de cimento reciclado. Já os fragmentos maiores funcionam como a base estrutural do novo material usado na impressão.
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Para melhorar o desempenho da mistura, os especialistas aplicam tratamentos que reduzem a absorção de água e aumentam a resistência do material. A composição também é ajustada para garantir que o composto seja fluido o suficiente para ser extrudado pela impressora 3D, mas firme o bastante para manter a forma depois de depositado.
As peças do projeto Inorganic Growth são impressas em camadas, criando superfícies que lembram estratos geológicos
Instagram/@bentudesign/Reprodução
Com ajuda de inteligência artificial para calibrar a fórmula, o resultado é um material resistente e durável. Todo o processo é realizado no local da demolição – sem necessidade de transporte. Esse fator reduz as emissões de carbono relacionadas ao transporte em aproximadamente 70% e alcança uma taxa de utilização do material de 92%.
A aparência final das peças se inspira nas vilas urbanas onde os materiais foram coletados. Para recriar essa estética, a equipe analisou fotos de áreas demolidas e identificou as cores mais presentes no ambiente — como o vermelho dos tijolos, o cinza do concreto, o verde apagado de superfícies desgastadas e o azul de azulejos.
Projeto na China transforma entulho de demolições em mobiliário urbano com ajuda de IA e impressão 3D
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Essas tonalidades surgem naturalmente na mistura de materiais reciclados: o pó de tijolo gera tons avermelhados, o concreto produz cinzas, e fragmentos de cerâmica acrescentam variações azul-esverdeadas.
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