A escolha do revestimento adequado para as escadas é um ponto importante do projeto de interiores. Precisa ser esteticamente bonito e de acordo com o contexto da decoração, mas também necessita ser seguro.
Um piso escorregadio pode causar graves acidentes, em especial em casas com idosos, crianças e animais.
“Os melhores revestimentos variam conforme cada situação. A escolha depende da localização da escada, se está em ambiente interno ou externo, e também do estilo da arquitetura e da decoração. Outro ponto importante é a integração com guarda-corpo e corrimão, já que todos os elementos precisam estar em harmonia”, fala a arquiteta Ana Rozenblit, do escritório Spaço Interior.
Esta escada tem corrimão embutido na chapa e degraus revestidos de espelhos de madeira
Evelyn Müller/Divulgação | Produção: Deborah Apsan/Divulgação | Projeto do escritório Shinagawa Arquitetura
As normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabelecem critérios relacionados à segurança em escadas, incluindo dimensões e altura dos degraus, largura do piso e necessidade de corrimãos.
“Embora não especifiquem marcas ou materiais, essas normas reforçam a importância do uso de superfícies antiderrapantes e seguras, principalmente em áreas de uso coletivo”, explica o engenheiro civil Otávio Henrique, à frente da Varg Engenharia.
A escada escultórica com estrutura metálica pintada de branco, executada pela ICC Escadas, tem degraus de madeira tauari maciça
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto de interiores do escritório Ester Monteiro Arquitetura | Projeto de arquitetura e paisagismo de Candido Chutorianscy Arquitetura
De acordo com ele, do ponto de vista técnico, os melhores revestimentos para escadas são aqueles que aliam resistência mecânica, aderência e estabilidade ao longo do tempo.
Destaque no projeto, a escada de tecnocimento é envolta por painéis de folha natural de nogueira, com execução da Basile Marcenaria. Os acabamentos frisado e liso trazem riqueza de texturas, enquanto os diferentes volumes se transformam em bases de apoio entre os degraus
Rafael Renzo/Divulgação | Produção: Guilherme Garcia/Divulgação | Projeto do arquiteto Renato Mendonça
“Porcelanatos com acabamento acetinado ou natural, granitos com tratamento antiderrapante, quartzitos, pedras naturais flameadas, cimento queimado com aditivo antiderrapante e madeira tratada com acabamento fosco são opções bastante seguras. Em áreas externas, pedras naturais rústicas e porcelanatos específicos para alto tráfego e uso externo são os mais indicados”, ele detalha.
Coração da casa, o mezanino com claraboia e jardim integrado faz a passagem do térreo para o último andar por meio da escada revestida de granito, assim como o piso
André Mortatti/Divulgação | Projeto do escritório Vanessa Féres Arquitetos Associados | Paisagismo assinado por Mauricio Prada
Segurança em primeiro lugar
Segundo Ana, o principal critério na hora da escolha do piso da escada é evitar superfícies escorregadias. “Esse cuidado é ainda mais importante em áreas externas”, destaca.
“Revestimentos muito lisos, como porcelanatos polidos ou cerâmicas brilhantes, devem ser evitados. Quanto mais brilho, maior o risco de escorregar, especialmente quando o piso estiver molhado”, continua a arquiteta.
A parede revestida de pedras Paleo Atacama, da Vivarte, na Casa Arquitetura, é o pano de fundo para a escada com degraus de quartzito Mont Blanc, da Carrara Marmoraria, ressaltados pelo guarda-corpo de vidro executado pela empresa Rey do Vidro
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório NN Delgado, da arquiteta Nádya Delgado e da designer de interiores Naná Delgado | Paisagismo de Carlos Delgado
Otávio lembra, ainda, que materiais frágeis ou que lascam facilmente são inadequados, pois podem comprometer a integridade do degrau ao longo do tempo.
“É fundamental avaliar o coeficiente de atrito do material, a resistência ao desgaste, a facilidade de limpeza e a compatibilidade com o ambiente onde a escada está inserida. Também é importante observar se o material aceita bem a instalação de frisos ou perfis antiderrapantes nos degraus, algo que aumenta muito a segurança”, ensina o engenheiro.
A escada recebeu degraus em madeira ipê natural, que faz par com o piso em porcelanato Home AC, 120 x 120 cm, da Decortiles, disponível na Mundial Mix Acabamentos, inspirado no clássico travertino romano
Marcus Camargo/Divulgação | Produção: Casa Ogawa/Divulgação | Projeto do escritório Rogoski Arquitetura
O piso errado para a escada pode se tornar extremamente perigoso. A ausência de corrimão e guarda-corpo também aumenta a probabilidade de quedas, assim como ambientes com iluminação insuficiente, que dificultam a percepção da profundidade dos degraus.
A escada de acesso ao segundo pavimento recebeu piso no tom fendi, de porcelanato Dansk Cement Rope, da Portobello, o mesmo usado em todo o interior
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do Studio Gabriel Bordin
“O risco se intensifica quando ele tem superfície lisa, quando a escada é usada com frequência ou quando há presença de água, poeira ou gordura. Com o tempo, o desgaste natural do material inadequado pode tornar a escada ainda mais escorregadia”, alerta Otávio.
Remodelada, a escada ganhou mármore travertino romano bruto em sua estrutura, executada pela empresa Basalto Santo Antônio. Os degraus são de madeira grapia maciça produzidos pela Hug Engenharia, responsável também pelo corrimão metálico com pintura eletrostática branca
Joana França/Divulgação | Produção: Mariana Alessi/Divulgação | Projeto do escritório 0E1 Arquitetos
Em casas com crianças, idosos ou pets, a escolha do piso precisa priorizar ainda mais a segurança. Materiais antiderrapantes, com textura leve e acabamento fosco, são indispensáveis.
“É recomendável o uso de frisos antiderrapantes, corrimãos bem posicionados e iluminação adequada. Para pets, pisos que não fiquem escorregadios com o desgaste das unhas são importantes para evitar quedas e lesões”, pontua Otávio.
No corredor, a escada se destaca com estrutura do tipo cascata em concreto e pisadas de madeira cumaru. O corrimão desenhado pela arquiteta foi executado de ferro e cabo de aço
Tuca Reinés/Divulgação | Projeto do escritório Sandra Sayeg Arquitetura, com curadoria de móveis assinada pelo escritório Bossa Arquitetura
Melhor custo-benefício
O melhor custo-benefício entre os revestimentos de escadas costumam ser os porcelanatos técnicos ou acetinados, que oferecem boa resistência, variedade estética e manutenção simples.
“Já as pedras naturais se destacam pela estética sofisticada, apesar de terem custo elevado. A madeira também é muito valorizada por trazer aconchego, principalmente quando acompanha o piso dos quartos, podendo variar entre tons claros e escuros”, indica a arquiteta.
Destaque no living, a escada em estilo arquibancada traz mais segurança às crianças. Executada em alvenaria, foi rebocada e recebeu um trabalho manual de alisamento do concreto e resina acetinada para finalizar. O piso de toda a área social é de porcelanato Munari Cimento, da Eliane
Ver.so Duo/Divulgação | Projeto da arquiteta Rachel Strehl
Otávio sugere os granitos nacionais como opção com boa durabilidade e preço competitivo. “Em termos estéticos, pedras naturais, como mármore e quartzito, além de escadas em madeira natural, costumam ser consideradas mais elegantes, porém exigem maior cuidado e investimento, especialmente quando se pensa em segurança e manutenção”, diz o engenheiro.
Existente da construção, a escada teve o piso de madeira restaurado e troca do guarda-corpo, agora em vidro
Favaro Jr./Divulgação | Projeto do escritório Volar Interiores
A escada traz guarda-corpo de chapa metálica, feita pela Icc Escadas, e o piso de mármore travertino romano bruto, executado pela NPK. Um degrau de pedra setoriza melhor a circulação no entorno da escada
Evelyn Muller/Divulgação | Projeto do arquiteto Rogério Shinagawa
Cuidado extra com escadas externas
Para áreas externas, escolha sempre revestimentos rugosos, sem polimento e sem brilho. “Em muitos casos, também é recomendado utilizar faixas ou soluções antiderrapantes para aumentar a segurança no uso diário”, orienta Ana.
A escada externa tem degraus feitos de granito Branco Siena escovado e guarda-corpo de vidro da SJL/CLC. O elemento é acompanhado de uma jardineira lateral executada em alvenaria durante a obra, que contou com a construtora Aberdeen Engenharia
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório BF+ Arquitetos
O ideal é utilizar materiais naturalmente antiderrapantes ou com tratamento específico para esse fim. “Pedras naturais como granito flameado, ardósia, basalto e quartzito são boas opções. Porcelanatos externos com alta resistência e superfície antiderrapante também funcionam. O principal critério é garantir que o material mantenha a aderência mesmo molhado e seja resistente às variações climáticas”, aponta Otávio.
Um piso escorregadio pode causar graves acidentes, em especial em casas com idosos, crianças e animais.
“Os melhores revestimentos variam conforme cada situação. A escolha depende da localização da escada, se está em ambiente interno ou externo, e também do estilo da arquitetura e da decoração. Outro ponto importante é a integração com guarda-corpo e corrimão, já que todos os elementos precisam estar em harmonia”, fala a arquiteta Ana Rozenblit, do escritório Spaço Interior.
Esta escada tem corrimão embutido na chapa e degraus revestidos de espelhos de madeira
Evelyn Müller/Divulgação | Produção: Deborah Apsan/Divulgação | Projeto do escritório Shinagawa Arquitetura
As normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabelecem critérios relacionados à segurança em escadas, incluindo dimensões e altura dos degraus, largura do piso e necessidade de corrimãos.
“Embora não especifiquem marcas ou materiais, essas normas reforçam a importância do uso de superfícies antiderrapantes e seguras, principalmente em áreas de uso coletivo”, explica o engenheiro civil Otávio Henrique, à frente da Varg Engenharia.
A escada escultórica com estrutura metálica pintada de branco, executada pela ICC Escadas, tem degraus de madeira tauari maciça
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto de interiores do escritório Ester Monteiro Arquitetura | Projeto de arquitetura e paisagismo de Candido Chutorianscy Arquitetura
De acordo com ele, do ponto de vista técnico, os melhores revestimentos para escadas são aqueles que aliam resistência mecânica, aderência e estabilidade ao longo do tempo.
Destaque no projeto, a escada de tecnocimento é envolta por painéis de folha natural de nogueira, com execução da Basile Marcenaria. Os acabamentos frisado e liso trazem riqueza de texturas, enquanto os diferentes volumes se transformam em bases de apoio entre os degraus
Rafael Renzo/Divulgação | Produção: Guilherme Garcia/Divulgação | Projeto do arquiteto Renato Mendonça
“Porcelanatos com acabamento acetinado ou natural, granitos com tratamento antiderrapante, quartzitos, pedras naturais flameadas, cimento queimado com aditivo antiderrapante e madeira tratada com acabamento fosco são opções bastante seguras. Em áreas externas, pedras naturais rústicas e porcelanatos específicos para alto tráfego e uso externo são os mais indicados”, ele detalha.
Coração da casa, o mezanino com claraboia e jardim integrado faz a passagem do térreo para o último andar por meio da escada revestida de granito, assim como o piso
André Mortatti/Divulgação | Projeto do escritório Vanessa Féres Arquitetos Associados | Paisagismo assinado por Mauricio Prada
Segurança em primeiro lugar
Segundo Ana, o principal critério na hora da escolha do piso da escada é evitar superfícies escorregadias. “Esse cuidado é ainda mais importante em áreas externas”, destaca.
“Revestimentos muito lisos, como porcelanatos polidos ou cerâmicas brilhantes, devem ser evitados. Quanto mais brilho, maior o risco de escorregar, especialmente quando o piso estiver molhado”, continua a arquiteta.
A parede revestida de pedras Paleo Atacama, da Vivarte, na Casa Arquitetura, é o pano de fundo para a escada com degraus de quartzito Mont Blanc, da Carrara Marmoraria, ressaltados pelo guarda-corpo de vidro executado pela empresa Rey do Vidro
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório NN Delgado, da arquiteta Nádya Delgado e da designer de interiores Naná Delgado | Paisagismo de Carlos Delgado
Otávio lembra, ainda, que materiais frágeis ou que lascam facilmente são inadequados, pois podem comprometer a integridade do degrau ao longo do tempo.
“É fundamental avaliar o coeficiente de atrito do material, a resistência ao desgaste, a facilidade de limpeza e a compatibilidade com o ambiente onde a escada está inserida. Também é importante observar se o material aceita bem a instalação de frisos ou perfis antiderrapantes nos degraus, algo que aumenta muito a segurança”, ensina o engenheiro.
A escada recebeu degraus em madeira ipê natural, que faz par com o piso em porcelanato Home AC, 120 x 120 cm, da Decortiles, disponível na Mundial Mix Acabamentos, inspirado no clássico travertino romano
Marcus Camargo/Divulgação | Produção: Casa Ogawa/Divulgação | Projeto do escritório Rogoski Arquitetura
O piso errado para a escada pode se tornar extremamente perigoso. A ausência de corrimão e guarda-corpo também aumenta a probabilidade de quedas, assim como ambientes com iluminação insuficiente, que dificultam a percepção da profundidade dos degraus.
A escada de acesso ao segundo pavimento recebeu piso no tom fendi, de porcelanato Dansk Cement Rope, da Portobello, o mesmo usado em todo o interior
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do Studio Gabriel Bordin
“O risco se intensifica quando ele tem superfície lisa, quando a escada é usada com frequência ou quando há presença de água, poeira ou gordura. Com o tempo, o desgaste natural do material inadequado pode tornar a escada ainda mais escorregadia”, alerta Otávio.
Remodelada, a escada ganhou mármore travertino romano bruto em sua estrutura, executada pela empresa Basalto Santo Antônio. Os degraus são de madeira grapia maciça produzidos pela Hug Engenharia, responsável também pelo corrimão metálico com pintura eletrostática branca
Joana França/Divulgação | Produção: Mariana Alessi/Divulgação | Projeto do escritório 0E1 Arquitetos
Em casas com crianças, idosos ou pets, a escolha do piso precisa priorizar ainda mais a segurança. Materiais antiderrapantes, com textura leve e acabamento fosco, são indispensáveis.
“É recomendável o uso de frisos antiderrapantes, corrimãos bem posicionados e iluminação adequada. Para pets, pisos que não fiquem escorregadios com o desgaste das unhas são importantes para evitar quedas e lesões”, pontua Otávio.
No corredor, a escada se destaca com estrutura do tipo cascata em concreto e pisadas de madeira cumaru. O corrimão desenhado pela arquiteta foi executado de ferro e cabo de aço
Tuca Reinés/Divulgação | Projeto do escritório Sandra Sayeg Arquitetura, com curadoria de móveis assinada pelo escritório Bossa Arquitetura
Melhor custo-benefício
O melhor custo-benefício entre os revestimentos de escadas costumam ser os porcelanatos técnicos ou acetinados, que oferecem boa resistência, variedade estética e manutenção simples.
“Já as pedras naturais se destacam pela estética sofisticada, apesar de terem custo elevado. A madeira também é muito valorizada por trazer aconchego, principalmente quando acompanha o piso dos quartos, podendo variar entre tons claros e escuros”, indica a arquiteta.
Destaque no living, a escada em estilo arquibancada traz mais segurança às crianças. Executada em alvenaria, foi rebocada e recebeu um trabalho manual de alisamento do concreto e resina acetinada para finalizar. O piso de toda a área social é de porcelanato Munari Cimento, da Eliane
Ver.so Duo/Divulgação | Projeto da arquiteta Rachel Strehl
Otávio sugere os granitos nacionais como opção com boa durabilidade e preço competitivo. “Em termos estéticos, pedras naturais, como mármore e quartzito, além de escadas em madeira natural, costumam ser consideradas mais elegantes, porém exigem maior cuidado e investimento, especialmente quando se pensa em segurança e manutenção”, diz o engenheiro.
Existente da construção, a escada teve o piso de madeira restaurado e troca do guarda-corpo, agora em vidro
Favaro Jr./Divulgação | Projeto do escritório Volar Interiores
A escada traz guarda-corpo de chapa metálica, feita pela Icc Escadas, e o piso de mármore travertino romano bruto, executado pela NPK. Um degrau de pedra setoriza melhor a circulação no entorno da escada
Evelyn Muller/Divulgação | Projeto do arquiteto Rogério Shinagawa
Cuidado extra com escadas externas
Para áreas externas, escolha sempre revestimentos rugosos, sem polimento e sem brilho. “Em muitos casos, também é recomendado utilizar faixas ou soluções antiderrapantes para aumentar a segurança no uso diário”, orienta Ana.
A escada externa tem degraus feitos de granito Branco Siena escovado e guarda-corpo de vidro da SJL/CLC. O elemento é acompanhado de uma jardineira lateral executada em alvenaria durante a obra, que contou com a construtora Aberdeen Engenharia
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório BF+ Arquitetos
O ideal é utilizar materiais naturalmente antiderrapantes ou com tratamento específico para esse fim. “Pedras naturais como granito flameado, ardósia, basalto e quartzito são boas opções. Porcelanatos externos com alta resistência e superfície antiderrapante também funcionam. O principal critério é garantir que o material mantenha a aderência mesmo molhado e seja resistente às variações climáticas”, aponta Otávio.



