A preservação da memória da construção original de 1938 e o reaproveitamento de materiais na obra orientaram o projeto de reforma da casa de 140 m² em rua tranquila do bairro Sumaré, em São Paulo.
“Eu adoro trabalhar com o existente e trazê-lo para o modo de vida atual, sem excessos, apenas com o essencial”, diz a arquiteta Ana Luiza Sawaia (@anasawaia), que criou em 2024 o projeto para o casal Raquel e Sergio Escamilla.
“Temos interesse em patrimônio arquitetônico. Gostamos desse perfil de casa que tem história e é abraçada pelo paisagismo”, diz Sergio, que é produtor cultural.
INTEGRAÇÃO | Os pórticos de concreto têm painéis de vidro e esquadrias de ferro, da Artefatos, que recolhem na lateral. No alto, as vigas invertidas formam prateleiras que embutem a iluminação indireta. Poltrona Cuiabá, de Sergio Rodrigues, na Dpot. Vasos de Bruno Moreno. Cortina de gaze de linho da A Morada. No jardim, poltrona do artesão Leno, de Alagoas
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
Como a casa era toda compartimentada, as paredes internas foram demolidas para ampliar, integrar e redistribuir os ambientes.
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“Coloquei a sala única de estar e jantar nos fundos e criei três grandes pórticos de concreto para maior conexão entre o interior e o exterior”, explica a arquiteta, que assim garantiu fluidez, luz natural e ventilição cruzada.
ENTRADA DA CASA | Pelo pórtico na cozinha aberta para a sala. Banco ripado de Paulo Alves. Mesa de centro de Isamu Noguchi. Recamier Bardô Curvo, de Fernando Jaeger Atelier. Tapete da Zarif
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
A área íntima foi para a frente, onde a fachada foi mantida com a porta de ferro em arco restaurada. “Ela é a cara da casa e recebeu a mesma tinta das novas esquadrias”, diz Ana.
A circulação foi colocada na fachada lateral e a cozinha aberta ocupou o miolo da casa com marcenaria especial: o fundo do armário é divisório e vira estante no corredor para a área íntima.
RETRATO | Os moradores Raquel e Sergio estão na ilha da cozinha, que tem piso de granilite da Santana Pisos, marcenaria de freijó da Casarte, bancadas de quartzito Dakar, da Tom Mármores, e luminária linear da Reka Iluminação. Banquetas Girafa,de Lina Bo Bardi,Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki, na Marcenaria Baraúna
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
Além da suíte do casal, a arquiteta projetou o escritório/quarto de hóspede. “Escolhemos o freijó para toda a marcenaria e a mesma pedra para as bancadas, o que dá unidade visual e evita ruídos”, afirma. Os tijolos das paredes demolidas foram usados nas novas paredes e deixados aparentes.
CORREDOR | O pórtico de concreto avança 40 centímetros para o jardim lateral. Escultura de Cícero Alves dos Santos, o Véio
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
O telhado teve a estrutura de madeira recuperada e reforçada com nova tesoura central, apoiada na viga de concreto, entre a sala e a cozinha. “Removemos o forro de estuque para ampliar o pé-direito na área social que tem 4,20 metros até a cumeeira”, diz Ana.
CORREDOR | A entrada lateral tem porta de vidro aramado para a área íntima e estante como divisória que não chega ao teto
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
“Colocamos o forro de gesso acartonado, que acompanha a inclinação do telhado, em contraste com o piso de tacos e inserimos nova claraboia”, explica. Prateleiras de concreto foram criadas na altura de 2,20 metros na extensão da viga invertida, que, no pórtico voltado para os fundos, se estende pelo vão de 6,35 metros. “Em cima das prateleiras, instalei a iluminação indireta que rebate no forro.”
JARDIM | O pórtico avança 1,10 metro para o jardim dos fundos. Beiral com réguas de cedrinho. Poltronas da Casa Ática
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
Para ampliar a área de jardim no terreno de 415 m², Ana demoliu a edícula nos fundos e redesenhou a escada da entrada. “Como o lote tem 13 metros de frente e é elevado três metros da rua, refizemos a escada com degraus mais largos, como um passeio. O recuo de seis metros virou praça”, afirma a arquiteta.
FACHADA | Tem porta em arco restaurada na obra executada em 2024 pela RGPlan. Guarda-corpo de ferro, da Artefatos. Degraus e muro com fulget, da Santana Pisos. Paisagismo de Daniela Vieira, do Estúdio Oh!, realizado pela Ekoa
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
O casal ficou feliz com o resultado. “Ana manteve as linhas originais da casa, nos padrões da época, e modernizou os interiores com muito conforto”, diz Sergio.
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“Admiramos o design moderno brasileiro e temos peças na casa que dialogam com as prateleiras de concreto armado que remetem ao nosso modernismo”, conclui o morador.
JARDIM | Junto ao muro, banco feito com viga de aço, caixa de pedra e ladrilho hidráulico da linha Pausa, da Ladrilar, criado por Ana Sawaia
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
O projeto respeitou o tempo da construção, mas a atualizou para o modo de viver atual, sem excessos.”
QUARTO | Tem tacos restaurados pela Ipê Pisos e janela com esquadrias de ferro, da Artefatos, sobre chapa metálica que serve de banco. Cama de freijó com cabeceira e mesas de apoio da Casarte. Abajures da Reka Iluminação. Quadros de Carlos Cruz-Diez, da galeria Papel Assinado.Tapete da Phenicia Concept
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
Ana manteve as linhas originais da casa, nos padrões da época, e modernizou os interiores trazendo muito conforto.”
BANHEIRO | Tem bancada de quartzito Dakar, da Tom Mármores, arandelas Bolinha, de Marilena G, e espelho, da Oficina 1 Molduras. No boxe, pastilhas da Atlas
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
A marcenaria e o mobiliário de designers brasileiros reforçam a harmonia entre memória e uso atual.”
“Eu adoro trabalhar com o existente e trazê-lo para o modo de vida atual, sem excessos, apenas com o essencial”, diz a arquiteta Ana Luiza Sawaia (@anasawaia), que criou em 2024 o projeto para o casal Raquel e Sergio Escamilla.
“Temos interesse em patrimônio arquitetônico. Gostamos desse perfil de casa que tem história e é abraçada pelo paisagismo”, diz Sergio, que é produtor cultural.
INTEGRAÇÃO | Os pórticos de concreto têm painéis de vidro e esquadrias de ferro, da Artefatos, que recolhem na lateral. No alto, as vigas invertidas formam prateleiras que embutem a iluminação indireta. Poltrona Cuiabá, de Sergio Rodrigues, na Dpot. Vasos de Bruno Moreno. Cortina de gaze de linho da A Morada. No jardim, poltrona do artesão Leno, de Alagoas
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
Como a casa era toda compartimentada, as paredes internas foram demolidas para ampliar, integrar e redistribuir os ambientes.
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“Coloquei a sala única de estar e jantar nos fundos e criei três grandes pórticos de concreto para maior conexão entre o interior e o exterior”, explica a arquiteta, que assim garantiu fluidez, luz natural e ventilição cruzada.
ENTRADA DA CASA | Pelo pórtico na cozinha aberta para a sala. Banco ripado de Paulo Alves. Mesa de centro de Isamu Noguchi. Recamier Bardô Curvo, de Fernando Jaeger Atelier. Tapete da Zarif
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
A área íntima foi para a frente, onde a fachada foi mantida com a porta de ferro em arco restaurada. “Ela é a cara da casa e recebeu a mesma tinta das novas esquadrias”, diz Ana.
A circulação foi colocada na fachada lateral e a cozinha aberta ocupou o miolo da casa com marcenaria especial: o fundo do armário é divisório e vira estante no corredor para a área íntima.
RETRATO | Os moradores Raquel e Sergio estão na ilha da cozinha, que tem piso de granilite da Santana Pisos, marcenaria de freijó da Casarte, bancadas de quartzito Dakar, da Tom Mármores, e luminária linear da Reka Iluminação. Banquetas Girafa,de Lina Bo Bardi,Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki, na Marcenaria Baraúna
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
Além da suíte do casal, a arquiteta projetou o escritório/quarto de hóspede. “Escolhemos o freijó para toda a marcenaria e a mesma pedra para as bancadas, o que dá unidade visual e evita ruídos”, afirma. Os tijolos das paredes demolidas foram usados nas novas paredes e deixados aparentes.
CORREDOR | O pórtico de concreto avança 40 centímetros para o jardim lateral. Escultura de Cícero Alves dos Santos, o Véio
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
O telhado teve a estrutura de madeira recuperada e reforçada com nova tesoura central, apoiada na viga de concreto, entre a sala e a cozinha. “Removemos o forro de estuque para ampliar o pé-direito na área social que tem 4,20 metros até a cumeeira”, diz Ana.
CORREDOR | A entrada lateral tem porta de vidro aramado para a área íntima e estante como divisória que não chega ao teto
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
“Colocamos o forro de gesso acartonado, que acompanha a inclinação do telhado, em contraste com o piso de tacos e inserimos nova claraboia”, explica. Prateleiras de concreto foram criadas na altura de 2,20 metros na extensão da viga invertida, que, no pórtico voltado para os fundos, se estende pelo vão de 6,35 metros. “Em cima das prateleiras, instalei a iluminação indireta que rebate no forro.”
JARDIM | O pórtico avança 1,10 metro para o jardim dos fundos. Beiral com réguas de cedrinho. Poltronas da Casa Ática
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
Para ampliar a área de jardim no terreno de 415 m², Ana demoliu a edícula nos fundos e redesenhou a escada da entrada. “Como o lote tem 13 metros de frente e é elevado três metros da rua, refizemos a escada com degraus mais largos, como um passeio. O recuo de seis metros virou praça”, afirma a arquiteta.
FACHADA | Tem porta em arco restaurada na obra executada em 2024 pela RGPlan. Guarda-corpo de ferro, da Artefatos. Degraus e muro com fulget, da Santana Pisos. Paisagismo de Daniela Vieira, do Estúdio Oh!, realizado pela Ekoa
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
O casal ficou feliz com o resultado. “Ana manteve as linhas originais da casa, nos padrões da época, e modernizou os interiores com muito conforto”, diz Sergio.
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“Admiramos o design moderno brasileiro e temos peças na casa que dialogam com as prateleiras de concreto armado que remetem ao nosso modernismo”, conclui o morador.
JARDIM | Junto ao muro, banco feito com viga de aço, caixa de pedra e ladrilho hidráulico da linha Pausa, da Ladrilar, criado por Ana Sawaia
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
O projeto respeitou o tempo da construção, mas a atualizou para o modo de viver atual, sem excessos.”
QUARTO | Tem tacos restaurados pela Ipê Pisos e janela com esquadrias de ferro, da Artefatos, sobre chapa metálica que serve de banco. Cama de freijó com cabeceira e mesas de apoio da Casarte. Abajures da Reka Iluminação. Quadros de Carlos Cruz-Diez, da galeria Papel Assinado.Tapete da Phenicia Concept
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
Ana manteve as linhas originais da casa, nos padrões da época, e modernizou os interiores trazendo muito conforto.”
BANHEIRO | Tem bancada de quartzito Dakar, da Tom Mármores, arandelas Bolinha, de Marilena G, e espelho, da Oficina 1 Molduras. No boxe, pastilhas da Atlas
André Scarpa/Divulgação | Produção: Tiago Capri/Divulgação
A marcenaria e o mobiliário de designers brasileiros reforçam a harmonia entre memória e uso atual.”



