Rita Batista abre o coração ao falar da casa da infância no subúrbio de Salvador

Nascida e criada em Salvador, Rita Batista passou a infância no bairro de Periperi, no subúrbio ferroviário da cidade. No quadro Berço de Memórias, a jornalista e apresentadora revisita a casa onde viveu até os 13 anos, relembrando histórias que marcaram sua formação.
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Assim como milhares de brasileiros, Rita não tem o nome do pai biológico em sua certidão de nascimento. Sua mãe, Joana Angélica, professora concursada, trabalhava em outro município e, por isso, ela passou a infância na casa dos avós maternos — dona Rosinha e seu Arlindo — ao lado do tio Paulo Afonso Batista, figura que Rita reconhece como seu pai de coração.
A professora Joana Angélica segura a pequena Rita Batista no colo na casa onde a jornalista viveu até os 13 anos
Arquivo Pessoal/Divulgação
O imóvel onde Rita viveu até os 13 anos tinha uma configuração singular: a casa começava em uma rua e terminava em outra. A circulação entre esses dois acessos fazia parte das brincadeiras da infância. “Eu brincava muito com isso de sair por uma rua e entrar por outra”, relembra.
Tio Paulo Afonso, pai de coração de Rita, segurando a jornalista no colo quando ela era bebê
Arquivo Pessoal
A fachada era marcada por uma grande grade branca. Na varanda, cadeiras e mesas de ferro compunham o cenário, e logo à frente havia um jardim que antecedia o muro de saída.
O imóvel contava com quatro salas, cada uma com uma função bem definida: a primeira era de estar; a segunda, dedicada à música e ao piano; a terceira, reservada à televisão; e a quarta, destinada às refeições.
Rita ao lado da avó, Dona Rosinha, na porta de entrada da casa da família
Arquivo Pessoal
Ao todo, a residência contava com quatro dormitórios, cozinha, área de serviço, varanda, jardim e um quintal enorme, que também funcionava como garagem. Era cheia de luz natural e espaço para as crianças brincarem.
“Uma casa grande, ensolarada, com muitos livros, discos, instrumentos, que entrava e saía por dois lugares”, resume Rita. As plantas ocupavam diversos cantos, enquanto o quintal se firmava como o principal ponto de encontro da família.
Rita com a avó Dona Rosinha ao lado da porta de entrada da casa
Arquivo Pessoal/Divulgação
Em dias de almoço, a mesa era montada do lado de fora para aproveitar o sol. As reuniões também se estendiam para a sala de TV e para a sala de música, onde a família se divertia intensamente. “A gente gostava muito de ouvir música, ver TV, cantar… eu brincava de baleado, de bicicleta, de fazer desfile”, conta a apresentadora.
Rita com a mã,e Joana Angélica, quando ainda era um bebê, na casa da família
Arquivo Pessoal/Divulgação
A casa estava sempre cheia de crianças: primos mais novos, o irmão, primas da mesma idade e amigas da rua e da escola circulavam livremente pelos ambientes.
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Além disso, a família adorava promover encontros regados a muita comida e momentos descontraídos. Todas as suas festas de aniversário aconteciam ali mesmo, e essas celebrações se tornaram algumas das memórias mais especiais que Rita guarda daquela época.
Rita com o irmão André na casa onde cresceu e viveu com os avós
Arquivo Pessoal
Entre os objetos que atravessaram o tempo, alguns seguem guardados com carinho especial — como um descansador de telefone e as louças da avó. Aos 13 anos, com a venda da casa de Periperi, Rita se mudou para o bairro de Brotas, ainda na capital baiana, onde viveu até os 21. Já na vida adulta, passou por diferentes endereços, acumulando mais de dez casas entre Salvador e São Paulo.
Rita Batista senta-se no antigo sofá com capitonê, garimpado como o mobiliário restante; na parede de fundo, a foto maior é de Amanda Tropicana
Gabriela Daltro/Editora Globo
Atualmente, a jornalista mora no bairro soteropolitano de Barris, em um sobrado de 220 m², onde vive com a mãe, o irmão André e o filho Martim, de seis anos. A decoração — com curadoria do arquiteto Roberto Leal Neto, sócio de Naissa Vieiralves no escritório NRArquitetura — é marcada por muita arte, cores e objetos carregados de afeto.

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