Templo do Burning Man 2026 se inspira em flor que desabrocha uma vez por ano

Uma planta do deserto conhecida como rainha-da-noite inspira o templo do festival artístico Burning Man 2026, batizado de Templo da Lua. O projeto é assinado pelo artista estadunidense James Gwertzman e parte da forma da Epiphyllum oxypetalum, espécie de cacto cuja floração ocorre apenas uma vez ao ano.
A escolha da referência dialoga com a dinâmica do evento, realizado anualmente no deserto e marcado pela duração limitada de suas estruturas.
Com duração de uma semana, o Burning Man culmina na queima de diversas instalações, incluindo o próprio templo e o pavilhão principal com a efígie que dá nome ao festival.
Vista de cima, a imagem da flor rainha-da-noite (Epiphyllum oxypetalum) torna-se mais nítida
Annie Locke Scherer/Reprodução
Para desenvolver o projeto, James trabalhou em parceria com a designer Annie Locke Scherer. A dupla adotou uma abordagem paramétrica, utilizando algoritmos para definir a geometria da construção.
Leia mais
O método permite criar curvas complexas a partir de peças retas de madeira, ampliando as possibilidades formais com precisão construtiva.
O artista estadunidense James Gwertzman foi selecionado para projetar o templo do Burning Man 2026
Annie Locke Scherer/Reprodução
No interior, o espaço central é organizado a partir de uma estrutura em forma de ampulheta que envolve uma coluna principal. No topo, o volume se expande em elementos pontiagudos que remetem a pétalas, acompanhados por peças que evocam os estames da flor.
A estrutura de madeira vazada permitirá a entrada de luz e criará padrões de sombra variados durante o festival
Annie Locke Scherer/Reprodução
Ao redor do volume principal, estruturas de madeira semelhantes a pétalas irradiam em um padrão circular a partir do centro, com assentos acoplados a cada uma delas. Uma cerca de madeira ripada circundará toda a estrutura, com oito entradas representando as diferentes fases do ciclo lunar.
Leia mais
O Burning Man de 2026 será realizado entre 30 de agosto e 6 de setembro, no estado de Nevada, nos Estados Unidos.
O design apresenta uma série de pétalas recortadas que irradiam de uma estrutura central, de modo que, visto do ar, se assemelha muito a uma flor
Annie Locke Scherer/Reprodução
Em edições anteriores, o templo assumiu diferentes referências: em 2025, o arquiteto espanhol Miguel Arraiz desenvolveu uma proposta monolítica inspirada em rochas vulcânicas e na técnica japonesa kintsugi; enquanto, em 2024, a artista estadunidense Caroline Ghosn apresentou uma leitura que combinava linguagem de catedrais com padrões têxteis libaneses.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima