Além do risco de contaminação cruzada e da proximidade com materiais inflamáveis, o Feng Shui aponta um conflito simbólico importante.
O fogão é o coração da cozinha
Segundo o arquiteto João Sebastião, especialista em Feng Shui e neuroarquitetura, sócio-fundador do Harqmonia, na técnica chinesa milenar o fogão é considerado o local de transmutação do Qi, a energia da vida, ou seja, onde o alimento cru se transforma em nutrição, vitalidade e prosperidade.
Na arquitetura, essa importância se reflete no chamado triângulo funcional, formado por fogão, pia e geladeira, que organiza o fluxo de preparo e garante a eficiência na cozinha. Quando esse fluxo é interrompido, o ambiente se torna mais estressante.
Qi x Sha: o conflito energético
No Feng Shui, resíduos representam a energia chamada Sha, associada ao que já perdeu vitalidade. Deixar o lixo e o fogão lado a lado cria, simbolicamente, uma incongruência entre a produção de vida e a energia de descarte. “É o Qi versus o Sha. Por isso, a lixeira nunca deve ser protagonista na cozinha”, afirma João.
No Feng Shui, o cuidado com o lixo é essencial na cozinha. Manter a lixeira limpa, fechada e esvaziada com frequência evita estagnação e preserva a energia do ambiente onde os alimentos são preparados
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Bruna Veiga, que comanda um canal sobre Feng Shui no Youtube, relata que pequenas mudanças podem gerar grandes impactos na percepção das pessoas sobre o ambiente: “Temos inúmeros casos de alunas que, ao simplesmente tirar o lixinho ao lado do fogão no dia seguinte, já percebem promoções, clientes quitando dívidas e novas oportunidades surgindo”, afirma.
Mas não basta apenas afastar a lixeira da chama: ela também não deve ficar na área direta de preparo, como ao lado da pia ou na bancada. Outro ponto de atenção é higienizar corretamente as mãos após descartar resíduos.
Além de higienizar os alimentos, lembre-se de lavar as mãos antes, durante e depois do preparo, já que micro-organismos podem passar dos alimentos para as mãos e das mãos para outros objetos
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Essas medidas simples, além de garantir o equilíbrio energético, evitam contaminação cruzada e reforçam a saúde no ambiente. A iluminação natural e a circulação de ar também evitam a estagnação energética e previnem problemas sanitários.
Na cozinha, os cobogós produzidos pela Premoldado Brasil replicam o padrão original da fachada do prédio e garantem iluminação e ventilação natural
Julia Tótoli/Divulgação | Projeto da arquiteta Maria Araujo



