Villa Pisani, labirinto. Image Cortesia de Martins Fontes
A arquitetura costuma ser narrada a partir de princípios como ordem, clareza e funcionalidade. Em O Livro dos Labirintos, Francesco Perrotta-Bosch propõe outra entrada possível: pensar a disciplina a partir do labirinto — uma estrutura que, desde sua origem mítica, opera por meio do desvio, da ambiguidade e da perda de orientação.
Partindo do Labirinto de Creta, atribuído a Dédalo na mitologia grega, o autor desloca a discussão sobre a origem da arquitetura para um campo menos associado à racionalidade construtiva e mais próximo da experiência espacial. A questão que orienta o livro é direta: por que a arquitetura teria começado com uma forma que subverte linearidade e legibilidade?


