Você está usando a lixeira certa? Saiba escolher os melhores modelos e materiais

A lixeira pode parecer um detalhe pouco importante na hora de decorar a casa, mas o recipiente certo faz toda a diferença tanto na estética quanto na organização do dia a dia. “A lixeira é um dos itens mais usados e, ao mesmo tempo, um dos menos planejados”, aponta a personal organizer Nanda Denoni.
Para a especialista, essa pequena escolha tem grande impacto. “A sua função vai muito além de armazenar resíduos. Quando é bem escolhida, a rotina flui melhor, a higiene aumenta, os odores diminuem e o ambiente fica mais funcional e bonito”, ela destaca.
A seguir, confira dicas para escolher a melhor lixeira para sua casa!
No banheiro, a lixeira de fibra natural possui tampa, recurso essencial para o ambiente, pois ajuda a controlar odores
MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da arquiteta Mônica Gervásio
Principais tipos de lixeiras
Existem diversos tipos de lixeiras no mercado, que variam principalmente pelo sistema de abertura, formato e finalidade de uso. Entre os principais modelos estão:
Lixeira com tampa simples: é o tipo mais básico e mais econômico, com abertura manual;
Lixeira com pedal: mais higiênica, pois evita contato das mãos com germes e bactérias, sendo ideal para cozinhas;
Lixeira com tampa basculante: une praticidade e funcionalidade em ambientes de uso constante e contínuo, como cozinhas e áreas de serviço;
Lixeira com sensor automático: agrega praticidade e tecnologia, pois abre sem toque. Prioriza a higiene, pois evita o contato direto com germes e bactérias;
Lixeira embutida em móveis: visual discreto, estética limpa e otimização de espaço;
Lixeira dupla (separação de resíduos) ou lixeiras coloridas para coleta seletiva: servem para separação de resíduos recicláveis e orgânicos, ajudando na sustentabilidade;
Lixeira sem tampa: para resíduos secos e descartes rápidos, como papel e embalagens, em ambientes como escritórios e quartos;
Lixeira embutida na marcenaria: valoriza a estética, usada em projetos detalhados;
Caixas contêineres: para grandes volumes em área externa, mais usadas para casas.
Independentemente do modelo escolhido, Rafa de Oliveira, especialista do canal Organize sem Frescuras, indica lixeiras com tambor solto, que permitem lavar a parte em contato com o saco de lixo e reduzir odores no recipiente.
“Esse formato também evita que o saco fique visível, já que pode ser preso antes de ser colocado dentro do cesto. É um detalhe que faz a diferença”, ela afirma.
Neste quarto, a escrivaninha executada em peroba-do-campo pela marcenaria Cap Carioca harmoniza com a lixeira de couro marrom da Ekko Home
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da arquiteta Carolina Gouvea
Materiais mais comuns para lixeiras
Entre os materiais com que são feitas as lixeiras, há vantagens e desvantagens. Os mais comuns são:
Plástico: é leve, fácil de limpar, resistente à umidade, tem custo acessível e grande variedade de cores e tamanhos. Por outro lado, tem visual menos sofisticado, pode manchar com o tempo e reter odores;
Aço inox: tem alta durabilidade, é resistente à corrosão, não absorve odores, é de fácil higienização e tem aparência sofisticada. O custo é elevado e pode marcar dedos ao ser manuseado;
Alumínio: é leve, resistente e não enferruja facilmente, porém tem uso menos comum em residências. Podem ser encontradas com acabamentos escovados ou pintados coloridos para propostas minimalistas, já que o alumínio tem um ar mais leve que o inox;
Resina: une estética e funcionalidade, pois é produzida a partir de resinas sintéticas. É resistente à umidade, fácil de limpar e não enferruja, mas tem um custo elevado e é sensível a produtos abrasivos;
Madeira, bambu ou materiais decorativos: possuem apelo estético e visual aconchegante, mas, em geral, têm menor resistência à umidade e uso limitado.
Na cozinha, a lixeira foi embutida na bancada, ao lado da pia. O espaço, pensado para o uso diário do casal, conta com marcenaria minimalista em MDF preto e branco, da Guararapes. As bancadas da pia e da ilha são de quartzo Branco Zeus
Joana França/Divulgação | Produção de Luiza Ceruti e Isabela Suguimatsu/Divulgação | Projeto do escritório CODA Arquitetura
A lixeira ideal para cada ambiente
Cada cômodo tem uma necessidade diferente de lixeira. A arquiteta Paula Passos, do escritório Dantas & Passos Arquitetura, sugere, para cozinhas e áreas gourmet, uma lixeira de piso com capacidade maior, porque esses ambientes acomodam mais resíduos no dia a dia.
Na cozinha, também pode ser usada uma lixeira menor para descarte de restos orgânicos, que pode até ser embutida na bancada. “Para banheiros e lavabos, melhor pesquisar por modelos mais compactos, com tampa e materiais resistentes à umidade. Lavabos são cartões de visita da casa e merecem modelos mais sofisticados”, continua Paula.
Na cozinha, a bancada em Dekton abriga a lixeira embutida e a saboneteira, reforçando o design clean do ambiente. Os armários são da Ornare
Julia Herman/Divulgação | Projeto da arquiteta Sabrina Salles
Cozinha: pode ser utilizada uma lixeira menor para o descarte de restos orgânicos durante o preparo dos alimentos, que pode inclusive ser embutida na bancada.
Maior capacidade (15L a 30L);
Tampa com vedação;
Preferencialmente com pedal;
Material resistente e fácil de limpar.
Banheiros e lavabos: a recomendação é buscar modelos compactos, com tampa e materiais resistentes à umidade.
Compacta (3L a 12L);
Tampa obrigatória;
Preferência por pedal ou sensor;
Fácil higienização.
Escritórios e quartos: como nestes cômodos o volume de resíduos costuma ser reduzido, lixeiras menores e simples, sem tampa, são suficientes.
Sem tampa ou com abertura simples;
Tamanho médio;
Ideal para papéis e resíduos secos;
Design discreto.
No escritório, a lixeira de fibra natural da Ubud foi posicionada ao lado da planta jiboia. O modelo possui tampa, mas em home office esse recurso não é essencial, já que o descarte costuma ser de resíduos secos. Nesses casos, também não há necessidade de utilizar saco plástico
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto da arquiteta Renata Lemos
Como escolher o melhor modelo e tamanho da lixeira?
Para escolher a melhor lixeira, deve-se avaliar, primeiramente, o volume de resíduos gerado em cada ambiente, o que definirá a capacidade necessária. “Uma lixeira pequena demais gera acúmulo. Uma muito grande ocupa espaço desnecessário. O equilíbrio é a chave”, destaca Nanda.
Outros pontos a serem considerados são a frequência de descarte (maior ou menor volume no dia a dia); o espaço disponível, para que ela não atrapalhe a circulação; e o tipo de resíduo (orgânico, seco ou reciclável).
A lixeira redonda de couro, da Olho Móveis, é um detalhe sutil neste quarto minimalista
Carolina Lacaz/Divulgação | Produção: Miú Interiores/Divulgação | Projeto dos arquitetos Kiko Castello Branco e Lucas Cunha
“Importante também avaliar a facilidade de limpeza e o sistema de abertura, sempre buscando soluções para favorecer a higiene e o uso no dia a dia”, recomenda a arquiteta Danielle Dantas, do escritório Dantas & Passos Arquitetura.
Para Nanda, o recipiente correto impacta diretamente na rotina: evita odores; reduz proliferação de bactérias; facilita a limpeza; melhora a organização; ajuda na separação de resíduos; mantém a estética. “Uma escolha errada pode gerar mau cheiro, acúmulo de lixo e até problemas de higiene”, pontua.
Neste banheiro dominado pelo branco, a pequena lixeira preta com tampa cria um contraste discreto e funcional. A tampa do acessório é essencial para manter o ambiente livre de odores
Pedro Gaspar/Divulgação | Projeto do escritório Sadala & Gomide Arquitetura
A lixeira deve combinar com a decoração?
Hoje a lixeira também faz parte da composição visual. “Principalmente em cozinhas, banheiros e áreas visíveis, deve ser funcional e harmonizar com o espaço. Existem modelos modernos, discretos e elegantes que se integram perfeitamente à decoração. Organização também é estética”, avalia Nanda.
Segundo Danielle, as lixeiras atualmente são cada vez mais pensadas como parte importante do projeto de interiores. “Acabamentos neutros ou modernos, ou soluções embutidas, irão ajudar a integrar a lixeira de forma discreta e elegante. Lixeira boa é aquela que é funcional sem aparecer demais”, coloca.
No lavabo, o cesto de fibra com tampo funciona como lixeira, unindo praticidade e estética natural
Junior Favaro/Divulgação | Projeto do escritório Cris Furlan Arquitetura
Entre os acabamentos disponíveis, o inox é associado a projetos de estilo moderno; o branco, a propostas neutras e minimalistas; e o preto, a ambientes com referências industriais ou contemporâneas. Já as lixeiras embutidas tendem a se integrar ao cômodo, ficando menos visíveis no conjunto final.
Cuidados essenciais de limpeza e conservação das lixeiras
A limpeza deve ser frequente, em especial as lixeiras de cozinhas e banheiros. O indicado é lavar com água e detergente neutro, no mínimo, duas vezes na semana os recipientes que recebem resíduos orgânicos. Se necessário, a higienização pode ser feita com desinfetantes leves ou álcool, desde que o material permita.
Bem equipada, a cozinha mostra o potencial de revestir com marcenaria, com lixeira inserida no tampo, microondas embutido, armários para armazenamento, fogão italiano e bancada espaçosa
Rafael Renzo/Divulgação | Produção: Deborah Apsan/Divulgação | Projeto da arquiteta Beatriz Quinelato
“Seque bem antes de colocar um novo saco de lixo para evitar o acúmulo de líquidos no fundo”, comenta Paula. Para evitar odores, Rafa sugere polvilhar bicarbonato de sódio no fundo do cesto, antes da colocação do saco. Outra alternativa indicada é o uso de algodão com essência.
Nanda ainda recomenda o uso de sacos em todas as lixeiras, exceto nas de escritórios e quartos, destinadas a resíduos secos. Quando necessário, a orientação é optar por versões biodegradáveis ou adotar um uso consciente, considerando o impacto ambiental.

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