Construir sobre a água significa abrir mão de uma parte da construção que é, literalmente, a base da maior parte do nosso ambiente construído: a própria fundação. Em um ambiente cercado por água, as correntes e a oscilação do nível da superfície são variáveis que simplesmente não podem ser ignoradas, e justamente por isso a característica mais emblemática comum a esses projetos é a sua adaptabilidade.
Em vez de bases robustas e profundas — como estacas ou tubulões — , responsáveis por fincar a arquitetura no chão, arquiteturas flutuantes frequentemente utilizam soluções como pontões de concreto e tonéis plásticos para impedir que o edifício afunde, usualmente somados a elementos de ancoragem para “fixá-las”, mesmo que temporariamente, a determinado local.


