Um casal na faixa dos 60 anos, com quatro filhos casados e netos, desejava um lar de veraneio, porém que funcionasse como uma segunda moradia, para uso mais frequente de quinta a segunda-feira.
Valorizar o convívio familiar e o bem-estar foi o ponto de partida do projeto assinado pelo escritório Deborah Roig Arquitetos Associados (@deborahroig8). A residência de 1,9 mil m² foi implantada em um terreno de 7 mil m² no Condomínio Quinta da Baroneza, entre Itatiba e Bragança Paulista, no interior de São Paulo.
Sem referências rígidas de estilo, os proprietários pediram uma morada ampla, com nove suítes e espaços generosos para receber. O resultado é uma arquitetura pensada para acolher, integrar e aproveitar ao máximo a paisagem.
VISTA GERAL | Construída em um terreno em declive, a casa de 1,9 mil m² possui uma planta em “L” que organiza os fluxos e valoriza a vista do pôr do sol
Evelyn Müller/Divulgação
A história começou quando o proprietário — engenheiro civil e empresário à frente da construtora e incorporadora Zacharias Engenharia — conheceu a arquiteta Deborah Roig em um projeto executado por sua empresa. A afinidade profissional estabelecida abriu caminho para a parceria, cuja obra também foi realizada pela construtora do morador.
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Para lidar com o terreno em declive acentuado, localizado em uma esquina na parte mais alta do condomínio, a solução proposta pela arquiteta foi implantar a construção em um único platô, para garantir fluidez entre os ambientes e evitar desníveis internos.
ÁREA EXTERNA | No caminho para a casa, a árvore flamboyant faz sombra para o banco com assento de madeira ripada e base em serralheria, executado na obra pela BDesign. Nos canteiros, com paisagismo assinado por Roberto Riscala, há jabuticabeiras, azaleia-rosa, buxinho podado, caliandra, clusia e grama-esmeralda
Evelyn Müller/Divulgação
“O maior desafio foi lidar com o terreno em declive e o escopo amplo, garantindo que a casa não parecesse desproporcional”, explica Deborah.
A escolha por uma planta em “L” organiza os fluxos e valoriza a vista do pôr do sol, enquanto o subsolo — que abriga garagem para dez vagas e áreas de apoio — permanece praticamente imperceptível.
LATERAL | Painéis em muxarabi amadeirados criam um jogo dinâmico de luz e sombra nos interiores da casa ao longo do dia. Paisagismo de Roberto Riscala
Evelyn Müller/Divulgação
A fachada privilegia a transparência, com grandes panos de vidro que integram os cômodos internos à paisagem. A combinação entre alvenaria, estrutura metálica e painéis em muxarabi com acabamento amadeirado — ora fixos, ora articulados — cria um jogo dinâmico de luz e sombra ao longo do dia.
ÁTRIO | Logo na entrada feita por portas pivotantes, o pátio central é envolto por panos de vidro que permitem luz natural abundante. As rochas naturais são destaque, com pedra moledo nas paredes, da marmoraria Belas Artes, que também forneceu o mármore travertino navona do piso e da escada. Guarda-corpo da escada de vidro transparente, com execução da Vidros Queiroz
Evelyn Müller/Divulgação
O acesso principal acontece por três portas pivotantes. A entrada revela imediatamente a essência do projeto: um átrio com pé-direito duplo, inundado por luz natural e ventilação cruzada.
No centro desse espaço, uma árvore imponente se torna protagonista e reforça a conexão entre arquitetura e natureza, com paisagismo assinado por Roberto Riscala (@robertoriscala_paisagismo).
ÁTRIO | Com pé-direito duplo, o espaço ganhou uma imponente árvore central: um ipê-branco, com forração de arpargo-pluma, que reforça a conexão com o paisagismo assinado por Roberto Riscala. O painel de ripas de madeira tauari, que se estende ao forro do living, foi executado pela BDesign. Entre os ambientes sociais, lounge composto por poltronas giratórias e mesa de centro da Artefacto
Evelyn Müller/Divulgação
Esse pátio central se conecta a uma escada leve e escultural, que costura os pavimentos e reforça a fluidez espacial. Em sequência, a área social se organiza de maneira contínua, com lounge, living, sala de jantar, adega e home theater integrados, permeados por uma paleta neutra.
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Materiais naturais como madeira freijó, mármore travertino navona e pedra moledo aparecem em diferentes superfícies, o que gerou uma base atemporal. “Trabalhamos com poucos materiais, mas explorando ao máximo suas texturas e encontros”, afirma Deborah.
COZINHA | Com uma ilha central, o espaço tem marcenaria em freijó natural e laca verde executada pela Florense. Misturador de bancada da Deca. Fogão e coifa adquiridos na UD House. Piso de porcelanato da Colormix
Evelyn Müller/Divulgação
A cozinha, equipada com ilha central, segue a linguagem contemporânea e funcional. Integrada aos espaços de convivência, ela foi pensada para atender tanto ao uso cotidiano quanto às ocasiões de recepção, com marcenaria feita com madeira freijó e laca verde.
SUÍTE | No quarto, a marcenaria segue a materialidade da casa, executada com madeira freijó pela BDesign. Roupa de cama da Trousseau. Piso de tauari da Neo Bambu, com tapete do acervo dos moradores
Evelyn Müller/Divulgação
Na ala íntima, as nove suítes ocupam o segundo nível, com destaque para a máster, que conta com sala íntima e áreas independentes para o casal. Todos os quartos se abrem para uma varanda superior contínua, que amplia a relação com o exterior e proporciona vista privilegiada do entorno.
Na decoração, a escolha de cores reforça o caráter acolhedor: tons terrosos, off-white e verdes aparecem em harmonia com a madeira e a luz natural.
VARANDA SUPERIOR | As suítes se abrem para uma varanda contínua, que estreita a relação com a vista natural do entorno. Seguindo a linguagem arquitetônica do projeto, as portas são em muxarabi amadeirado
Evelyn Müller/Divulgação
A piscina, posicionada estrategicamente na ponta do “L”, integra-se aos espaços de convivência externos e internos. Revestida em mármore travertino, para dar continuidade visual vinda dos interiores, ela reflete a arquitetura e ajuda a criar um microclima mais agradável.
PISCINA | Localizada na extremidade do “L” da planta, a piscina com hidromassagem, revestida de mármore travertino navona, da marmoraria Belas Artes, integra-se ao spa e à área gourmet. Espreguiçadeiras e estofados do acervo dos moradores
Evelyn Müller/Divulgação
“A casa foi pensada como um refúgio de bem-estar, onde cada elemento — da água ao paisagismo — contribui para a experiência de morar”, comenta Deborah.
Valorizar o convívio familiar e o bem-estar foi o ponto de partida do projeto assinado pelo escritório Deborah Roig Arquitetos Associados (@deborahroig8). A residência de 1,9 mil m² foi implantada em um terreno de 7 mil m² no Condomínio Quinta da Baroneza, entre Itatiba e Bragança Paulista, no interior de São Paulo.
Sem referências rígidas de estilo, os proprietários pediram uma morada ampla, com nove suítes e espaços generosos para receber. O resultado é uma arquitetura pensada para acolher, integrar e aproveitar ao máximo a paisagem.
VISTA GERAL | Construída em um terreno em declive, a casa de 1,9 mil m² possui uma planta em “L” que organiza os fluxos e valoriza a vista do pôr do sol
Evelyn Müller/Divulgação
A história começou quando o proprietário — engenheiro civil e empresário à frente da construtora e incorporadora Zacharias Engenharia — conheceu a arquiteta Deborah Roig em um projeto executado por sua empresa. A afinidade profissional estabelecida abriu caminho para a parceria, cuja obra também foi realizada pela construtora do morador.
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Para lidar com o terreno em declive acentuado, localizado em uma esquina na parte mais alta do condomínio, a solução proposta pela arquiteta foi implantar a construção em um único platô, para garantir fluidez entre os ambientes e evitar desníveis internos.
ÁREA EXTERNA | No caminho para a casa, a árvore flamboyant faz sombra para o banco com assento de madeira ripada e base em serralheria, executado na obra pela BDesign. Nos canteiros, com paisagismo assinado por Roberto Riscala, há jabuticabeiras, azaleia-rosa, buxinho podado, caliandra, clusia e grama-esmeralda
Evelyn Müller/Divulgação
“O maior desafio foi lidar com o terreno em declive e o escopo amplo, garantindo que a casa não parecesse desproporcional”, explica Deborah.
A escolha por uma planta em “L” organiza os fluxos e valoriza a vista do pôr do sol, enquanto o subsolo — que abriga garagem para dez vagas e áreas de apoio — permanece praticamente imperceptível.
LATERAL | Painéis em muxarabi amadeirados criam um jogo dinâmico de luz e sombra nos interiores da casa ao longo do dia. Paisagismo de Roberto Riscala
Evelyn Müller/Divulgação
A fachada privilegia a transparência, com grandes panos de vidro que integram os cômodos internos à paisagem. A combinação entre alvenaria, estrutura metálica e painéis em muxarabi com acabamento amadeirado — ora fixos, ora articulados — cria um jogo dinâmico de luz e sombra ao longo do dia.
ÁTRIO | Logo na entrada feita por portas pivotantes, o pátio central é envolto por panos de vidro que permitem luz natural abundante. As rochas naturais são destaque, com pedra moledo nas paredes, da marmoraria Belas Artes, que também forneceu o mármore travertino navona do piso e da escada. Guarda-corpo da escada de vidro transparente, com execução da Vidros Queiroz
Evelyn Müller/Divulgação
O acesso principal acontece por três portas pivotantes. A entrada revela imediatamente a essência do projeto: um átrio com pé-direito duplo, inundado por luz natural e ventilação cruzada.
No centro desse espaço, uma árvore imponente se torna protagonista e reforça a conexão entre arquitetura e natureza, com paisagismo assinado por Roberto Riscala (@robertoriscala_paisagismo).
ÁTRIO | Com pé-direito duplo, o espaço ganhou uma imponente árvore central: um ipê-branco, com forração de arpargo-pluma, que reforça a conexão com o paisagismo assinado por Roberto Riscala. O painel de ripas de madeira tauari, que se estende ao forro do living, foi executado pela BDesign. Entre os ambientes sociais, lounge composto por poltronas giratórias e mesa de centro da Artefacto
Evelyn Müller/Divulgação
Esse pátio central se conecta a uma escada leve e escultural, que costura os pavimentos e reforça a fluidez espacial. Em sequência, a área social se organiza de maneira contínua, com lounge, living, sala de jantar, adega e home theater integrados, permeados por uma paleta neutra.
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Materiais naturais como madeira freijó, mármore travertino navona e pedra moledo aparecem em diferentes superfícies, o que gerou uma base atemporal. “Trabalhamos com poucos materiais, mas explorando ao máximo suas texturas e encontros”, afirma Deborah.
COZINHA | Com uma ilha central, o espaço tem marcenaria em freijó natural e laca verde executada pela Florense. Misturador de bancada da Deca. Fogão e coifa adquiridos na UD House. Piso de porcelanato da Colormix
Evelyn Müller/Divulgação
A cozinha, equipada com ilha central, segue a linguagem contemporânea e funcional. Integrada aos espaços de convivência, ela foi pensada para atender tanto ao uso cotidiano quanto às ocasiões de recepção, com marcenaria feita com madeira freijó e laca verde.
SUÍTE | No quarto, a marcenaria segue a materialidade da casa, executada com madeira freijó pela BDesign. Roupa de cama da Trousseau. Piso de tauari da Neo Bambu, com tapete do acervo dos moradores
Evelyn Müller/Divulgação
Na ala íntima, as nove suítes ocupam o segundo nível, com destaque para a máster, que conta com sala íntima e áreas independentes para o casal. Todos os quartos se abrem para uma varanda superior contínua, que amplia a relação com o exterior e proporciona vista privilegiada do entorno.
Na decoração, a escolha de cores reforça o caráter acolhedor: tons terrosos, off-white e verdes aparecem em harmonia com a madeira e a luz natural.
VARANDA SUPERIOR | As suítes se abrem para uma varanda contínua, que estreita a relação com a vista natural do entorno. Seguindo a linguagem arquitetônica do projeto, as portas são em muxarabi amadeirado
Evelyn Müller/Divulgação
A piscina, posicionada estrategicamente na ponta do “L”, integra-se aos espaços de convivência externos e internos. Revestida em mármore travertino, para dar continuidade visual vinda dos interiores, ela reflete a arquitetura e ajuda a criar um microclima mais agradável.
PISCINA | Localizada na extremidade do “L” da planta, a piscina com hidromassagem, revestida de mármore travertino navona, da marmoraria Belas Artes, integra-se ao spa e à área gourmet. Espreguiçadeiras e estofados do acervo dos moradores
Evelyn Müller/Divulgação
“A casa foi pensada como um refúgio de bem-estar, onde cada elemento — da água ao paisagismo — contribui para a experiência de morar”, comenta Deborah.



