Cores e peças esculturais criam decoração vibrante em apê “sem graça” na Suíça

Quando a designer russa Olimpiada Arefieva, à frente do escritório Well Done Interiors (@well_done_interiors), viu pela primeira vez este apartamento de 130 m² , em Genebra, Suíça, percebeu que carecia de personalidade, o que era ao mesmo tempo sua força e fraqueza. “Sem expressão, era uma ‘tela em branco’, quase beirando o completo silêncio”, ela define.
O projeto de interiores, portanto, transformou o imóvel inteiramente por meio da decoração, com móveis, tecidos, cores e arte, para refletir o estilo de vida e a sensibilidade artística da moradora.
A base arquitetônica calma foi aproveitada como princípio de contraste e combinada com objetos expressivos e esculturais, tons vibrantes e padrões sobrepostos. “O resultado é um interior contemporâneo e luminoso, em que a decoração se torna a principal ferramenta de narrativa”, pontua Olimpiada.
SALA DE ESTAR | Sobre o aparador da USM Haller, em verde vibrante, está o tapete Pipeline, desenhado por Patricia Urquiola para CC-Tapis
Kristina Nikishina/Divulgação
A sala de estar inaugura esse conceito ao combinar sua base neutra com peças marcantes e contrastes visuais. O destaque é o divã de Josef Frank, revestido com estampa botânica, que dialoga com listras amplas na poltrona, nas cortinas e nas almofadas.
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No centro, uma mesa escultural em madeira e vitral reforça o caráter artístico do ambiente, enquanto um tapete de Patricia Urquiola, disposto na parede como obra de arte acima de um aparador verde, reúne as nuances que permeiam todo o projeto. “Criamos um jogo de padrões e texturas que traz dinamismo e profundidade ao espaço”, afirma a designer.
SALA DE JANTAR | Peça central do ambiente, a mesa redonda Meltingpot, do estúdio Kooij, feita de plástico reciclado, parece uma pintura tridimensional e segue o teto circular da arquitetura existente. Cadeiras Burra, de Normann Copenhagen. A iluminação reúne a luminária de teto Poppins, da Royal Stranger, e a arandela Bit 4, da Foscarini, na parede, onde também está a peça do Nortstudio. Tapete redondo da marca belga Limited Edition
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Na sala de jantar, a composição parte da arquitetura existente — um teto circular com caixotões — para orientar a escolha do mobiliário.
Assim, a mesa redonda do estúdio Kooij, feita de plástico reciclado, funciona como peça central e artística, com cores vibrantes que se repetem em cadeiras e luminárias. “Ela é praticamente uma pintura tridimensional, única e irrepetível”, diz a profissional.
COZINHA | Integrada à área social, a cozinha é delimitada pela ilha em pedra, com banquetas Chubby, da Kooij, no tom lavanda. Par de quadros bordados do artista ucraniano Ivan Semesuk
Kristina Nikishina/Divulgação
Conectada à área social, a cozinha mantém a linguagem contemporânea. Banquetas em tom lavanda reforçam a continuidade visual com a sala de jantar, enquanto a composição privilegia funcionalidade sem abdicar da expressividade. “A cor aqui não é apenas decorativa, ela estrutura o espaço”, destaca Olimpiada.
TERRAÇO | Extensão da área social, o espaço tem mesa de jantar Inout, da Gervasoni, com design de Paola Navone, combinada com cadeiras Topless, de Thomas Defour para 13Desserts. O grandes vasos são da Plust
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O terraço, com mesa de jantar, é usado durante todo o ano como extensão da área social interna. “Consideramos o terraço como um ambiente essencial, não apenas complementar”, explica a designer.
HALL | Com base neutra, a passagem se torna interessante pela escolha das peças, como o carrinho Boby, da B-line, desenhado por Joe Colombo, e tapete Leo, do espanhol Andrey Budko
Kristina Nikishina/Divulgação
Discreto, um pequeno hall de entrada amarra os cômodos internos, com mistura entre base neutra e peças marcantes, como o carrinho amarelo Boby, da B-line, desenhado por Joe Colombo, e o tapete lúdico Leo, do espanhol Andrey Budko.
SUÍTE PRINCIPAL | No quarto, a cama Origami, de Filippo Di Lecce, recebeu colcha executada com tecido da Dedar. As mesas de cabeceira Nerolab, da italiana Cerasa, em metal, abrigam os abajures da marca dinamarquesa HAY. Tapete feito sob medida pela Dovlet House
Kristina Nikishina/Divulgação
Na suíte principal, a proposta privilegia conforto e expressão por meio de tecidos desenhados sob medida e sobreposição de tapetes, solução que adiciona camadas visuais ao quarto.
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“Optamos por trabalhar com diferentes escalas de estampas, mantendo a coerência com o restante do projeto”, diz a profissional. Dessa forma, a atmosfera é mais íntima, sem perder a identidade vibrante que marca o apartamento.
BANHEIRO | Em contraste com o restante do apartamento, o banheiro tem marcenaria branca e revestimentos em tons de areia
Kristina Nikishina/Divulgação
Os quartos de hóspedes seguem essa linha, com tecidos personalizados e combinações de padrões que reforçam a unidade visual. Com isso, cada cômodo tem sua própria leitura, mas todos fazem parte da mesma história.
QUARTO DE HÓSPEDES | A cama no tom de creme, de Berto Salotti, traz neutralidade para as cores da mesa de cabeceira Space da HKLiving, e a composição de obras de arte de Andy Blank. Luminária de mesa Arch Chrome, da Zuiver, que também forneceu o tapete
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“Este projeto demonstra como uma base arquitetônica neutra pode ser transformada em um interior altamente pessoal e expressivo com o poder da decoração, da cor e do design para criar identidade e ressonância emocional”, ela resume.
QUARTO DE HÓSPEDES | Tons mais frios, porém não menos vibrantes, marcam o ambiente com cama cinza de Berto Salotti. Mesa de cabeceira da USM Haller, com luminária Wonders Table Lamp Shiny Lilac, da Zuiver, que também forneceu o tapete
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