A marcenaria curva é uma solução simples, que agrega personalidade aos projetos de interiores, mas exige cuidado em sua execução. Diferente das peças retas, a curva expõe qualquer pequeno desvio.
Para ficar bem acabado, o móvel precisa ser bem detalhado e demanda maior tempo de fabricação, além de uma mão de obra altamente especializada.
“Enquanto o móvel reto se apoia em uma lógica objetiva, com medidas lineares, cortes precisos e encaixes previsíveis, o desenho curvo exige um olhar sensível. O projeto deixa de ser apenas técnico e passa a ser gestual”, destaca a arquiteta Pati Cillo.
O home theater tem painel para a TV e estante curva, para suavizar o espaço; sofá Composé, de Petter Skogstad, na Cremme, e pufes Tato e Tatino, de Enrico Baleri e Denis Santachiara para a Baleri, na Firma Casa
Victor Affaro/Editora Globo | Projeto do escritório Flipê Arquitetura
Os melhores materiais para a marcenaria curva
A definição do material certo é outro ponto que merece atenção. “Alguns materiais respondem com mais eficiência à curvatura, como MDF flexível ou preparado para usinagem, compensado multilaminado, madeira maciça com técnicas específicas, lâminas naturais e laminados, e superfícies sólidas, como Corian”, aponta Pati.
A lâmina de madeira natural e a laca permitem um acabamento uniforme, enquanto o laminado decorativo também pode ser utilizado, mas com resultado limitado.
Com copa, a cozinha recebeu marcenaria arredondada de MDF laminado, padrão amadeirado Alba, executada pela Bontempo Ipanema. Bancada feita de Corian Rice Paper, da Delfino Bancadas, com misturadores da Docol, adquiridos na loja Empporium Frei Caneca
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Daniel Andrade/Divulgação | Projeto do escritório MRG Arquitetura
Entre as principais técnicas para fazer móveis curvos, a arquiteta lista a laminação, indicada para acabamentos sofisticados; a usinagem em MDF e o uso de compensado flexível, que funcionam bem para curvas simples; e estruturas moldadas com apoio de máquinas computadorizadas, ideais para curvas complexas.
O arquiteto Ricardo Abreu lembra que a escolha de uma marcenaria curva exclui, automaticamente, todos os MDFs prontos coloridos ou amadeirados. “O MDF cru pode ser filetado em um dos lados para permitir a curvatura, mas precisa ser laminado com melamínico artificial ou com folha natural de madeira”, afirma.
A mesa de cabeceira verde é da Tok&Stok, enquanto a laranja é uma extensão da marcenaria curva, executada pela Jackson Marcenaria. A cama, com enxoval da Casa Riachuelo, é ‘abraçada’ pela pintura laranja-terracota Pote de Argila, da Coral, bem como a cabeceira revestida com a cerâmica verde GN, da Portinari, também presente no piso
Alessandro Gruetzmacher/Divulgação | Projeto do arquiteto Ricardo Abreu
A marcenaria curva é mais cara?
Por ser um trabalho bastante artesanal, é preciso contratar profissionais especializados para esse serviço. “Não é tão simples achar bons marceneiros que trabalhem bem a curva. O trabalho realmente precisa ser de colagem manual da lâmina sobre um MDF cru. Esse serviço acaba sendo mais caro e demorado. Há um grande risco de a lâmina não dar boa aderência, formar bolhas ou descolar”, relata Ricardo.
Em geral, os móveis curvos podem representar um acréscimo entre 20% e 60% no valor final da marcenaria, variando conforme complexidade, técnica e acabamento, aponta Pati.
Um painel contínuo de madeira percorre toda a parede do quarto e integra a cabeceira estofada da cama, desenhada pelo escritório e executada pela marcenaria Linear Móveis
Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto da arquiteta Letícia Medeiros
“As curvas aumentam o custo, mas o que tornará, de fato, muito mais caro o móvel é se o acabamento é com folha sintética, pintura tipo laca ou lâmina de madeira natural, que ainda permite tingimento, laqueamento ou verniz”, analisa Ricardo.
Onde e quando usar a marcenaria curva
A marcenaria curva pode ser aplicada em praticamente qualquer ambiente, como cozinhas, closets, bancadas e ilhas. Ela se encaixa bem em painéis e revestimentos, bancadas, ilhas, mobiliário solto, cabeceiras e armários.
Arredondada, a cuba esculpida em quartzito Perla Santana escovado, da Hiper Pedras, recebeu acabamento feito em marcenaria de MDF, com aplicação de folha de madeira natural, executado pelo marceneiro Osvaldo, responsável também pelo espelho com moldura no mesmo material. Torneira da Deca
Guilherme Pucci/Divulgação | Projeto do escritório Conectarq
Segundo os profissionais, os móveis arredondados se encaixam bem em projetos contemporâneos, propostas autorais, espaços com linguagem orgânica e cômodos que valorizam a leveza e a fluidez. Também representam maior segurança em espaços com crianças e idosos por conta da eliminação das perigosas quinas.
“A escolha de ser curvo ou reto dependerá da linguagem do projeto. Nem sempre a curva é bem-vinda. Quando opto por marcenarias curvas, há uma correlação com materiais que também estarão curvos no projeto, como as paredes, bancadas e mobiliários”, argumenta o arquiteto.
A marcenaria curva ajuda a delimitar os espaços, enquanto as texturas transformam o ambiente em refúgio, como as paredes e o teto pintados com massa para efeitos, da Suvinil, cor Tapete de Juta. Cama com cabeceira em palha natural e mesas laterais orgânicas, ambas adquiridas na loja Zoom Decor. Roupa de cama e almofadas da Decor Window. Cabideiro feito de um galho natural envernizado promove um efeito escultórico. Execução da obra de Carlos Peixoto
Morgana Pizzi/Divulgação | Projeto do escritório Craft Espaço de Arquitetura
Para Pati, mais do que uma escolha estética, as curvas transformam a percepção do espaço. “Elas suavizam a circulação, eliminam arestas rígidas e criam continuidade visual. O resultado é fluido, acolhedor e sofisticado. O mobiliário parece fazer parte da arquitetura, e não apenas ocupá-la”, comenta.
Entre os pontos negativos, além do já citado custo elevado, estão a produção mais lenta, a manutenção mais complexa e a dependência de mão de obra qualificada.
A ilha de linhas arredondadas se destaca em meio aos armários que camuflam a geladeira e embutem forno e micro-ondas na torre quente, com execução da Bontempo. Bancadas de Dekton Danae, executadas pela Polipedras. Banquetas altas Joy, de Jader Almeida, na Lilia Casa. Misturadores de bancada da Deca. Piso de porcelanato da Linha Via Durini, da Portobello
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da arquiteta Vangii Guerra
Projetos com marcenaria curva em diversos ambientes
O painel ripado executado sobre a parede com fitas autocolantes e pintura na cor Azul Astral, da Coral, ganha o contraste da mesa de cabeceira arredondada de laminado de madeira desenhada pelas arquitetas do escritório, com execução da Holz Planejados. Sobre ela, arandela Sole Esfera, da Metaldomado, na Inspire Home. A cama Viena, com cabeceira em palhinha indiana, da Westwing. Roupa de cama da R&R Atelier
Ana Medina/Divulgação | Produção: José Leonardo Afonso/Divulgação | Projeto do Studio Due
O ambiente traz o contraste de volumes em preto e branco, com ilha central arredondada para facilitar a circulação. A divisória separa a cozinha aberta da área de trabalho, convidando a luz natural a adentrar pelo espaço
Tina Kulic/Divulgação | Projeto da designer de interiores Sha Wang, do Atelier Fēn
A ilha arredondada, com cooktop e coifa, reflete a paixão do morador por gastronomia e convida à convivência. Na parede, obras de arte, como os dois quadros (brancos), de Carla Chaim, na Galeria Raquel Arnaud, e duas fotografias feitas por Tiago Izidio. Na bancada, vasos Bubble Vertical e Horizontal, assinados por Claudia Issa para Konsepta, na Five Senses Home
Daniela Magario/Divulgação | Projeto do escritório FCstudio
A cama recebeu cabeceira curva executada por marceneiro local e enxoval da Buddemeyer, com almofadas da Boho Casa. Luminária de parede da Lamp Store. O banheiro é dividido por portas de correr ripadas e vazadas, executadas com MDF Nude, da Berneck, pela Moveria, mesmo modelo usado no armário atrás da cama
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório NLPX Arquitetura
Enquanto o painel curvo foi executado de MDF no padrão pau-ferro, da Duratex, os armários receberam MDF no tom de areia, da Arauco. Bancadas de granito Branco Siena. Ao redor da mesa redonda, cadeiras Farofa, assinadas pelo escritório FGMF em parceria com o designer Paulo Alves. Luminária pendente Zettel’z 5, de Ingo Maurer
Carolina Mossin/Divulgação | Projeto do escriório Navarro Arquitetura, do arquiteto José Carlos Navarro
O elemento curvo foi usado no limite das paredes para criar uma marcenaria e cabeceira contínuas. Cama e mesa de cabeceira da Casa Pronta. Roupa de cama da Branco Casa. Luminária da Dpot Objeto. Vaso da Loi Cerâmica. Almofada da Codex Home. Marcenaria da Novaes Ferreira
Evelyn Muller/Divulgação | Projeto do escritório Shinagawa Arquitetura
A ilha demarca a área da cozinha com marcenaria de linhas curvas, executada pela Linear Móveis, que reforça a ideia de fluidez entre os ambientes integrados. Bancada de pedra ultracompacta Fokos Sale, da Laminam. Objetos decorativos da loja Nandi Cortinas & Decor
Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto da arquiteta Letícia Medeiros
O desenho curvo amarra e dá espírito ao projeto de reforma que eliminou todas as paredes entre os ambientes na área social. No amplo living, ele aparece em vários elementos, como o bufê da sala de jantar e o painel ripado de freijó lavado do volume que abriga a cozinha e apoia a longa caixa junto à laje. Até o tapete da Phenicia Concept ganhou cantos arredondados para manter a linguagem coesa
Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório Pascali Semerdjian
A prumada pluvial apoia o bufê com tampo de mármore calacata e ripado curvo de carvalho-europeu, da Marcenaria Carpero. Pendentes da Lumini. Tela de Mai-Britt Wolthers, da Galeria Eduardo Fernandes
Fran Parente/Divulgação | Projeto da arquiteta Marilia Pellegrini
A adega executada pela Frio Service integra a área de jantar na passagem para a cozinha, que tem marcenaria curva. O piso laminado Impressive, da Quick Step, contém madeira recuperada
Leila Viegas/Divulgação | Projeto do Studio Julliana Camargo
Banco de marcenaria fixado na parede, desenhado pela arquiteta e executado em MDF Pinho Chileno, da Pertech, pela Mace Marcenaria. Bar de MDF Cru, também feito pela Mace Marcenaria, e texturizado em Stucco Veneziano pela I Colori Di Venezia, com tampo em pedra Onix Cristal, fornecida pela Dameg Marmoraria
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto da arquiteta Julia Violante
Seguindo as curvas do Copan, a mesa orgânica, executada em compensado naval com laminado melamínico, abraça o pilar encontrado durante as demolições da reforma, o que permite acomodar visitas com conforto. Execução da Made Marchi Marcenaria. Cadeiras e luminária do acervo das proprietárias
Andrea Soares/Divulgação | Projeto do escritório Arkitito Arquitetura
O painel curvo foi feito de MDF no padrão carvalho, Arauco, com execução Enio Móveis Sob Medida. Cama e cabeceira de palhinha da Formosa Cabeceiras. Arandelas Petra, de mármore travertino romano bruto, com design de Waldir Júnior para a Bella Italia. Abajur dourado da loja Acervo Dal Bosco, que também forneceu as almofadas e a peseira com trabalho artesanal
Ver.so Duo/Divulgação | Projeto da arquiteta Jakelline Munero
A cama possui cabeceira arredondada e estofada em tecido bouclé, trazendo textura e a sensação de aconchego. Luminária Copa, de Guilherme Wentz. Manta da MMartan. Decorações da loja Nandi
Fábio Jr. Severo/Divulgação | Projeto da arquiteta Letícia Medeiros
As linhas curvas conferem suavidade ao ambiente, com espelho executado em vidraçaria do bairro, a cuba da Docol e a bancada de quartzo branco executada pelo marmorista Itamar. Igualmente arredondada, a marcenaria com acabamento em laca verde oliva, executada pelo marceneiro Fabiano, faz belo contraste com a parede listrada, feita com pintura artesanal, e o azulejo da linha Gouache, da Portobello Shop. Vaso sanitário da Roca. Chuveiro de teto da Deca
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto do Studio Pipa Arquitetura
O rack arredondado possui baús para guardar brinquedos e abraça o pilar virando um cachepô na varanda, integrando os espaços. A parede de tijolos Rustic Neve da Gauss Revestimentos, na Diferenzza, traz um ar de casa pretendido pelos moradores
Guilherme Pucci/Divulgação | Produção: Deborah Apsan | Projeto da arquiteta Jac Ferreira
A estante com quina arredondada, revestida de pau-ferro e com prateleiras de aço inox escovado, fica no escritório do marido
Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório Pascali Semerdjian
O espelho feito sob medida com moldura de serralheria foi criado para ampliar a cozinha, que acolhe armários de freijó arredondados, executados pela ARM Marcenaria. As banquetas pretas ebanizadas são da Casa Ocre, e os vasos, do Horto Girassol. A prateleira atenua as divisões e insere o toque da madeira junto ao acabamento curvo da bancada de quartzo branco
Lilia Mendel/Divulgação | Projeto da arquiteta Isabella Lucena
A marcenaria arredondada e o teto rebaixado curvo são destaques do ambiente. Piso de porcelanato Posto 12, da PortobelloPiso de porcelanato Posto 12, da Portobello
Renato Navarro/Divulgação | Projeto do arquiteto Ricardo Abreu
O gabinete curvo da ilha tem acabamento ripado em laca, execução da Marcenaria Proforma. O tampo foi feito de quartzstone pure white pela Marmoraria Valor e Arte. Piso de porcelanato Via Durini Grey, da Portobello. Cooktop Rangetop, da Bertazzoni. Adega da Métier Adegas Climatizadas. Fruteira de madeira, cerâmicas e boleira da Casa Muñoz. Vasos na prateleira com jiboias
Maura Mello/Divulgação | Projeto do Estúdio Minke
Ao lado da cabeceira estofada em ripas verticais, as formas curvas dão leveza, como a mesa de cabeceira executada em MDF com lâmina de madeira freijó natural pela marcenaria Schuster Móveis. A arandela de madeira natural é da Accord Iluminação, na Frazzon Iluminação
Emílio Rothfuchs/Divulgação | Projeto da arquiteta Camila Cavalheiro
A marcenaria curva representa todo o espaço de armazenamento do estúdio e ainda esconde os eletrodomésticos
Carolina Lacaz/Divulgação | Projeto do escritório Apó Arquitetura
Para ficar bem acabado, o móvel precisa ser bem detalhado e demanda maior tempo de fabricação, além de uma mão de obra altamente especializada.
“Enquanto o móvel reto se apoia em uma lógica objetiva, com medidas lineares, cortes precisos e encaixes previsíveis, o desenho curvo exige um olhar sensível. O projeto deixa de ser apenas técnico e passa a ser gestual”, destaca a arquiteta Pati Cillo.
O home theater tem painel para a TV e estante curva, para suavizar o espaço; sofá Composé, de Petter Skogstad, na Cremme, e pufes Tato e Tatino, de Enrico Baleri e Denis Santachiara para a Baleri, na Firma Casa
Victor Affaro/Editora Globo | Projeto do escritório Flipê Arquitetura
Os melhores materiais para a marcenaria curva
A definição do material certo é outro ponto que merece atenção. “Alguns materiais respondem com mais eficiência à curvatura, como MDF flexível ou preparado para usinagem, compensado multilaminado, madeira maciça com técnicas específicas, lâminas naturais e laminados, e superfícies sólidas, como Corian”, aponta Pati.
A lâmina de madeira natural e a laca permitem um acabamento uniforme, enquanto o laminado decorativo também pode ser utilizado, mas com resultado limitado.
Com copa, a cozinha recebeu marcenaria arredondada de MDF laminado, padrão amadeirado Alba, executada pela Bontempo Ipanema. Bancada feita de Corian Rice Paper, da Delfino Bancadas, com misturadores da Docol, adquiridos na loja Empporium Frei Caneca
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Daniel Andrade/Divulgação | Projeto do escritório MRG Arquitetura
Entre as principais técnicas para fazer móveis curvos, a arquiteta lista a laminação, indicada para acabamentos sofisticados; a usinagem em MDF e o uso de compensado flexível, que funcionam bem para curvas simples; e estruturas moldadas com apoio de máquinas computadorizadas, ideais para curvas complexas.
O arquiteto Ricardo Abreu lembra que a escolha de uma marcenaria curva exclui, automaticamente, todos os MDFs prontos coloridos ou amadeirados. “O MDF cru pode ser filetado em um dos lados para permitir a curvatura, mas precisa ser laminado com melamínico artificial ou com folha natural de madeira”, afirma.
A mesa de cabeceira verde é da Tok&Stok, enquanto a laranja é uma extensão da marcenaria curva, executada pela Jackson Marcenaria. A cama, com enxoval da Casa Riachuelo, é ‘abraçada’ pela pintura laranja-terracota Pote de Argila, da Coral, bem como a cabeceira revestida com a cerâmica verde GN, da Portinari, também presente no piso
Alessandro Gruetzmacher/Divulgação | Projeto do arquiteto Ricardo Abreu
A marcenaria curva é mais cara?
Por ser um trabalho bastante artesanal, é preciso contratar profissionais especializados para esse serviço. “Não é tão simples achar bons marceneiros que trabalhem bem a curva. O trabalho realmente precisa ser de colagem manual da lâmina sobre um MDF cru. Esse serviço acaba sendo mais caro e demorado. Há um grande risco de a lâmina não dar boa aderência, formar bolhas ou descolar”, relata Ricardo.
Em geral, os móveis curvos podem representar um acréscimo entre 20% e 60% no valor final da marcenaria, variando conforme complexidade, técnica e acabamento, aponta Pati.
Um painel contínuo de madeira percorre toda a parede do quarto e integra a cabeceira estofada da cama, desenhada pelo escritório e executada pela marcenaria Linear Móveis
Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto da arquiteta Letícia Medeiros
“As curvas aumentam o custo, mas o que tornará, de fato, muito mais caro o móvel é se o acabamento é com folha sintética, pintura tipo laca ou lâmina de madeira natural, que ainda permite tingimento, laqueamento ou verniz”, analisa Ricardo.
Onde e quando usar a marcenaria curva
A marcenaria curva pode ser aplicada em praticamente qualquer ambiente, como cozinhas, closets, bancadas e ilhas. Ela se encaixa bem em painéis e revestimentos, bancadas, ilhas, mobiliário solto, cabeceiras e armários.
Arredondada, a cuba esculpida em quartzito Perla Santana escovado, da Hiper Pedras, recebeu acabamento feito em marcenaria de MDF, com aplicação de folha de madeira natural, executado pelo marceneiro Osvaldo, responsável também pelo espelho com moldura no mesmo material. Torneira da Deca
Guilherme Pucci/Divulgação | Projeto do escritório Conectarq
Segundo os profissionais, os móveis arredondados se encaixam bem em projetos contemporâneos, propostas autorais, espaços com linguagem orgânica e cômodos que valorizam a leveza e a fluidez. Também representam maior segurança em espaços com crianças e idosos por conta da eliminação das perigosas quinas.
“A escolha de ser curvo ou reto dependerá da linguagem do projeto. Nem sempre a curva é bem-vinda. Quando opto por marcenarias curvas, há uma correlação com materiais que também estarão curvos no projeto, como as paredes, bancadas e mobiliários”, argumenta o arquiteto.
A marcenaria curva ajuda a delimitar os espaços, enquanto as texturas transformam o ambiente em refúgio, como as paredes e o teto pintados com massa para efeitos, da Suvinil, cor Tapete de Juta. Cama com cabeceira em palha natural e mesas laterais orgânicas, ambas adquiridas na loja Zoom Decor. Roupa de cama e almofadas da Decor Window. Cabideiro feito de um galho natural envernizado promove um efeito escultórico. Execução da obra de Carlos Peixoto
Morgana Pizzi/Divulgação | Projeto do escritório Craft Espaço de Arquitetura
Para Pati, mais do que uma escolha estética, as curvas transformam a percepção do espaço. “Elas suavizam a circulação, eliminam arestas rígidas e criam continuidade visual. O resultado é fluido, acolhedor e sofisticado. O mobiliário parece fazer parte da arquitetura, e não apenas ocupá-la”, comenta.
Entre os pontos negativos, além do já citado custo elevado, estão a produção mais lenta, a manutenção mais complexa e a dependência de mão de obra qualificada.
A ilha de linhas arredondadas se destaca em meio aos armários que camuflam a geladeira e embutem forno e micro-ondas na torre quente, com execução da Bontempo. Bancadas de Dekton Danae, executadas pela Polipedras. Banquetas altas Joy, de Jader Almeida, na Lilia Casa. Misturadores de bancada da Deca. Piso de porcelanato da Linha Via Durini, da Portobello
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da arquiteta Vangii Guerra
Projetos com marcenaria curva em diversos ambientes
O painel ripado executado sobre a parede com fitas autocolantes e pintura na cor Azul Astral, da Coral, ganha o contraste da mesa de cabeceira arredondada de laminado de madeira desenhada pelas arquitetas do escritório, com execução da Holz Planejados. Sobre ela, arandela Sole Esfera, da Metaldomado, na Inspire Home. A cama Viena, com cabeceira em palhinha indiana, da Westwing. Roupa de cama da R&R Atelier
Ana Medina/Divulgação | Produção: José Leonardo Afonso/Divulgação | Projeto do Studio Due
O ambiente traz o contraste de volumes em preto e branco, com ilha central arredondada para facilitar a circulação. A divisória separa a cozinha aberta da área de trabalho, convidando a luz natural a adentrar pelo espaço
Tina Kulic/Divulgação | Projeto da designer de interiores Sha Wang, do Atelier Fēn
A ilha arredondada, com cooktop e coifa, reflete a paixão do morador por gastronomia e convida à convivência. Na parede, obras de arte, como os dois quadros (brancos), de Carla Chaim, na Galeria Raquel Arnaud, e duas fotografias feitas por Tiago Izidio. Na bancada, vasos Bubble Vertical e Horizontal, assinados por Claudia Issa para Konsepta, na Five Senses Home
Daniela Magario/Divulgação | Projeto do escritório FCstudio
A cama recebeu cabeceira curva executada por marceneiro local e enxoval da Buddemeyer, com almofadas da Boho Casa. Luminária de parede da Lamp Store. O banheiro é dividido por portas de correr ripadas e vazadas, executadas com MDF Nude, da Berneck, pela Moveria, mesmo modelo usado no armário atrás da cama
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório NLPX Arquitetura
Enquanto o painel curvo foi executado de MDF no padrão pau-ferro, da Duratex, os armários receberam MDF no tom de areia, da Arauco. Bancadas de granito Branco Siena. Ao redor da mesa redonda, cadeiras Farofa, assinadas pelo escritório FGMF em parceria com o designer Paulo Alves. Luminária pendente Zettel’z 5, de Ingo Maurer
Carolina Mossin/Divulgação | Projeto do escriório Navarro Arquitetura, do arquiteto José Carlos Navarro
O elemento curvo foi usado no limite das paredes para criar uma marcenaria e cabeceira contínuas. Cama e mesa de cabeceira da Casa Pronta. Roupa de cama da Branco Casa. Luminária da Dpot Objeto. Vaso da Loi Cerâmica. Almofada da Codex Home. Marcenaria da Novaes Ferreira
Evelyn Muller/Divulgação | Projeto do escritório Shinagawa Arquitetura
A ilha demarca a área da cozinha com marcenaria de linhas curvas, executada pela Linear Móveis, que reforça a ideia de fluidez entre os ambientes integrados. Bancada de pedra ultracompacta Fokos Sale, da Laminam. Objetos decorativos da loja Nandi Cortinas & Decor
Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto da arquiteta Letícia Medeiros
O desenho curvo amarra e dá espírito ao projeto de reforma que eliminou todas as paredes entre os ambientes na área social. No amplo living, ele aparece em vários elementos, como o bufê da sala de jantar e o painel ripado de freijó lavado do volume que abriga a cozinha e apoia a longa caixa junto à laje. Até o tapete da Phenicia Concept ganhou cantos arredondados para manter a linguagem coesa
Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório Pascali Semerdjian
A prumada pluvial apoia o bufê com tampo de mármore calacata e ripado curvo de carvalho-europeu, da Marcenaria Carpero. Pendentes da Lumini. Tela de Mai-Britt Wolthers, da Galeria Eduardo Fernandes
Fran Parente/Divulgação | Projeto da arquiteta Marilia Pellegrini
A adega executada pela Frio Service integra a área de jantar na passagem para a cozinha, que tem marcenaria curva. O piso laminado Impressive, da Quick Step, contém madeira recuperada
Leila Viegas/Divulgação | Projeto do Studio Julliana Camargo
Banco de marcenaria fixado na parede, desenhado pela arquiteta e executado em MDF Pinho Chileno, da Pertech, pela Mace Marcenaria. Bar de MDF Cru, também feito pela Mace Marcenaria, e texturizado em Stucco Veneziano pela I Colori Di Venezia, com tampo em pedra Onix Cristal, fornecida pela Dameg Marmoraria
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto da arquiteta Julia Violante
Seguindo as curvas do Copan, a mesa orgânica, executada em compensado naval com laminado melamínico, abraça o pilar encontrado durante as demolições da reforma, o que permite acomodar visitas com conforto. Execução da Made Marchi Marcenaria. Cadeiras e luminária do acervo das proprietárias
Andrea Soares/Divulgação | Projeto do escritório Arkitito Arquitetura
O painel curvo foi feito de MDF no padrão carvalho, Arauco, com execução Enio Móveis Sob Medida. Cama e cabeceira de palhinha da Formosa Cabeceiras. Arandelas Petra, de mármore travertino romano bruto, com design de Waldir Júnior para a Bella Italia. Abajur dourado da loja Acervo Dal Bosco, que também forneceu as almofadas e a peseira com trabalho artesanal
Ver.so Duo/Divulgação | Projeto da arquiteta Jakelline Munero
A cama possui cabeceira arredondada e estofada em tecido bouclé, trazendo textura e a sensação de aconchego. Luminária Copa, de Guilherme Wentz. Manta da MMartan. Decorações da loja Nandi
Fábio Jr. Severo/Divulgação | Projeto da arquiteta Letícia Medeiros
As linhas curvas conferem suavidade ao ambiente, com espelho executado em vidraçaria do bairro, a cuba da Docol e a bancada de quartzo branco executada pelo marmorista Itamar. Igualmente arredondada, a marcenaria com acabamento em laca verde oliva, executada pelo marceneiro Fabiano, faz belo contraste com a parede listrada, feita com pintura artesanal, e o azulejo da linha Gouache, da Portobello Shop. Vaso sanitário da Roca. Chuveiro de teto da Deca
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto do Studio Pipa Arquitetura
O rack arredondado possui baús para guardar brinquedos e abraça o pilar virando um cachepô na varanda, integrando os espaços. A parede de tijolos Rustic Neve da Gauss Revestimentos, na Diferenzza, traz um ar de casa pretendido pelos moradores
Guilherme Pucci/Divulgação | Produção: Deborah Apsan | Projeto da arquiteta Jac Ferreira
A estante com quina arredondada, revestida de pau-ferro e com prateleiras de aço inox escovado, fica no escritório do marido
Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório Pascali Semerdjian
O espelho feito sob medida com moldura de serralheria foi criado para ampliar a cozinha, que acolhe armários de freijó arredondados, executados pela ARM Marcenaria. As banquetas pretas ebanizadas são da Casa Ocre, e os vasos, do Horto Girassol. A prateleira atenua as divisões e insere o toque da madeira junto ao acabamento curvo da bancada de quartzo branco
Lilia Mendel/Divulgação | Projeto da arquiteta Isabella Lucena
A marcenaria arredondada e o teto rebaixado curvo são destaques do ambiente. Piso de porcelanato Posto 12, da PortobelloPiso de porcelanato Posto 12, da Portobello
Renato Navarro/Divulgação | Projeto do arquiteto Ricardo Abreu
O gabinete curvo da ilha tem acabamento ripado em laca, execução da Marcenaria Proforma. O tampo foi feito de quartzstone pure white pela Marmoraria Valor e Arte. Piso de porcelanato Via Durini Grey, da Portobello. Cooktop Rangetop, da Bertazzoni. Adega da Métier Adegas Climatizadas. Fruteira de madeira, cerâmicas e boleira da Casa Muñoz. Vasos na prateleira com jiboias
Maura Mello/Divulgação | Projeto do Estúdio Minke
Ao lado da cabeceira estofada em ripas verticais, as formas curvas dão leveza, como a mesa de cabeceira executada em MDF com lâmina de madeira freijó natural pela marcenaria Schuster Móveis. A arandela de madeira natural é da Accord Iluminação, na Frazzon Iluminação
Emílio Rothfuchs/Divulgação | Projeto da arquiteta Camila Cavalheiro
A marcenaria curva representa todo o espaço de armazenamento do estúdio e ainda esconde os eletrodomésticos
Carolina Lacaz/Divulgação | Projeto do escritório Apó Arquitetura



