As texturas de parede são uma boa solução para agregar valor estético tanto em áreas internas quanto externas. “Elas trazem profundidade, identidade e personalidade aos ambientes, e contribuem para criar diferentes sensações, como aconchego, modernidade ou rusticidade, dependendo do acabamento escolhido”, fala Jaine Aparecida De Lima, analista técnica do Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil.
Além do valor estético, as texturas também têm um aspecto funcional, ajudando a disfarçar pequenas imperfeições das paredes. Em fachadas e muros, são uma solução resistente e durável. “Elas podem ser utilizadas para proteger superfícies contra mofo, umidade, variações climáticas, entre outras intempéries”, descreve a arquiteta Cinthia Claro.
As paredes ganharam textura de cimento queimado na cor prata, da Ibratin. Rack feito sob medida em MFF branco e prateleira em MDF Freijó Puro, da Duratex, pela Lira Móveis Especiais. Sobre o rack, elemento decorativo adquirido na loja Minutia. Sofá da Kasa do Sofá. Tapete da Westwing. A porta de entrada ganhou a cor Cacto, da Suvinil
Flavio Dias/Divulgação | Projeto da arquiteta Natalia Salla Arquitetura e Interiores
Segundo Camila Pimenta, diretora de unidade do Senai-SP, as texturas têm um papel importante na construção para agilizar o processo de acabamento. “Com isso, a finalização da obra se torna mais rápida e assertiva”, aponta.
Entre as vantagens estão a redução das intervenções na obra, com menos resíduos e impactos ambientais; a não sobrecarga à estrutura; e a possibilidade de criar superfícies contínuas, sem juntas ou cortes.
Nos interiores, as texturas permitem criar paredes de destaque, agregando interesse visual sem sobrecarregar o espaço. Elas trazem o conceito de “casa com alma”, quebrando a frieza das superfícies lisas e trazendo um toque mais artesanal e acolhedor. “Uma parede com textura reage à luz de forma diferente ao longo do dia, criando jogos de sombra que dão movimento ao lar”, destaca Camila.
A estética monolítica permeia a área social, com teto, paredes e piso revestidos com textura Cimento Queimado Rústico, no tom Algodão Egípcio, da Decor Colors Niterói. O banco sob a janela, feito de madeira natural cumaru pela marcenaria RSNespoli, é um convite para apreciar a vista do Aterro do Flamengo. Cortina dupla com blackout branco e voal de viscolinho, executada pela Natan Decorações. Sofá Igarapé, da Soho Home Design. Mesa de centro do acervo dos moradores
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Pualani di Giorgio/Divulgação | Projeto do escritório Sensum Arquitetura
A combinação de praticidade, custo inferior e versatilidade de cores e acabamentos fazem das texturas uma opção a ser considerada nos projetos arquitetônicos e de interiores.
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“Além disso, permite futuras alterações com mais facilidade, acompanhando mudanças de gosto ou de estilo ao longo do tempo”, diz Camila.
Tipos de texturas de parede
O mercado atual oferece opções variadas de texturas, que podem ter relevo baixo, médio ou alto, e acabamentos que vão do liso ao rústico.
Entre as principais estão o grafiato, a ranhura, o bico de jaca, o chapiscado, além dos efeitos decorativos, como o cimento queimado e as texturas acrílicas. “Cada uma apresenta um tipo de relevo e um impacto visual diferente, o que permite atender a propostas variadas de projeto”, explica Jaine.
A textura manual, com execução da equipe do escritório, traz aconchego ao dormitório, assim como a cabeceira arredondada desenhada pelo arquiteto e executada com bouclé pela Inventare Alta Movelaria, responsável pela mesa de cabeceira, também desenhada por ele, produzida com rocha Ocean Blue, da Cajugram, e pintura em laca. A estátua de buda foi trazida de viagem. Roupa de cama da Luri Decorações, com colcha de crochê feita pela mãe do morador. Tapete de fibra natural da Wiler-K
Renato Navarro/Divulgação | Projeto do escritório BS Arquitetos
Também é possível criar diversos efeitos decorativos com texturas, como mármore, madeira, aço corten, tijolinho, areia, rocha e pedras naturais, ampliando o leque de opções.
Veja a seguir os principais tipos de texturas:
Grafiato
Características: granulado, relevo marcado;
Onde usar: fachadas e muros;
Estilo de projeto: contemporâneo, urbano;
Durabilidade: alta;
Custo relativo: médio.
Ranhura
Características: linhas contínuas e elegantes;
Onde usar: fachadas e paredes internas;
Estilo de projeto: moderno, minimalista;
Durabilidade: alta;
Custo relativo: médio.
Bico de jaca
Características: relevo rústico e artesanal;
Onde usar: áreas externas e muros;
Estilo de projeto: rústico, colonial;
Durabilidade: alta;
Custo relativo: médio.
Chapiscado
Características: textura irregular e simples;
Onde usar: fachadas e áreas externas;
Estilo de projeto: funcional, popular;
Durabilidade: alta;
Custo relativo: baixo.
Cimento queimado (efeito)
Características: superfície lisa e uniforme;
Onde usar: ambientes internos;
Estilo de projeto: industrial, contemporâneo;
Durabilidade: média/alta;
Custo relativo: médio.
Textura acrílica lisa
Características: discreta, acabamento suave;
Onde usar: internos e externos;
Estilo de projeto: versátil;
Durabilidade: alta;
Custo relativo: baixo a médio.
Pensado como um refúgio de acolhimento, o quarto é marcado por tons terrosos e texturas. À frente da parede pintada com textura Terracal, cor 511, da Terracor, que traz um toque artesanal, o painel de muxarabi em MDF Maraú, da Arauco, feito para Artífice Atelier do Móvel, envolve todo o espaço e confere unidade. Cabeceira de tecido estofada pela Life Cabeceiras e Estofados. Luminária do acervo pessoal
Everson Martins/Divulgação | Projeto do escritório Térreo Arquitetos
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Aplicação das texturas de parede
A preparação da parede é o principal para que a textura seja bem aplicada e tenha durabilidade máxima. A área a ser pintada deve estar limpa, seca e livre de contaminantes como graxa ou gordura. Em muitos casos, o ideal é usar um fundo preparador ou selador. “Além disso, infiltrações devem ser totalmente sanadas antes de iniciar o acabamento”, frisa Camila.
Em seguida, a textura é aplicada com desempenadeira, rolo, espátula ou ferramentas específicas, como sistemas de compressores e pistolas, que são responsáveis por criar o efeito desejado. O efeito final é construído enquanto o material ainda está úmido, respeitando o tempo de secagem indicado.
Após a secagem, algumas texturas já recebem a cor final na própria massa, enquanto outras precisam ser pintadas posteriormente.
A pedra madeira cinza, da Artec Design, faz par com a textura emboçada e pintada no tom Inverno Seco, da Suvinil, que confere um toque rústico ao visual. Sofá da Abstracto, loja que também forneceu a mesa de centro e a poltrona Cozy, de Eduardo Trevisan. Almofadas da Codex Home. Vasos da Ekko Home. Tapete da Galeria Hathi
Anita Soares/Divulgação | Projeto do arquiteto Hiago Santos
“Também é importante utilizar produtos de qualidade e contar com mão de obra especializada, especialmente em texturas com desenho mais marcado, como grafiato e ranhura”, orienta Jaine.
Vale ainda testar a textura antes da aplicação definitiva, principalmente em áreas internas, para garantir que o resultado esteja alinhado ao projeto. “Em áreas externas, deve-se respeitar as condições climáticas, evitando aplicação em dias de chuva ou sol intenso, o que pode comprometer a aderência e a durabilidade do material”, destaca Cinthia.
Grafiato
Utiliza desempenadeira para aplicar e moldar a massa texturizada. Resistente, é muito utilizado em áreas externas como muros e fachadas. “Perfeito para ocultar imperfeições e proteger as superfícies contra umidade e variações climáticas”, indica Cinthia.
Textura projetada
Feita com o suporte de uma pistola de alta compressão. Decora e protege, podendo ser utilizada em superfícies internas e externas. “Mas prevalece o uso externo, devido à capacidade de cobrir imperfeições e proteção hidrorrepelente, que ajuda na prevenção contra mofos e umidade. É lavável e não exige pintura, pois já vem pigmentada. A textura projetada pode ter efeito travertino, chapisco ou flocada”, detalha a arquiteta.;
Textura rolada
Tipo de textura aplicada com rolos especiais, muito resistente e durável.
Estuque
Aplica-se a camada de argamassa composta por cal, cimento, areia e água sobre a superfície, manualmente ou projetada. O estuque caracteriza-se por rugosidades e efeitos orgânicos, com acabamento liso, texturizado ou marmorizado. “Repassa sofisticação e elegância, com visual de profundidade na superfície. Pode ser aplicada em paredes, fachadas e tetos. Resistente a intempéries, umidade e impactos”, aponta Cinthia.
O cômodo minimalista tem cuba de piso executada de mármore travertino romano bruto, com acabamento arranhado rústico, pela Casa Nova Marmoraria, e, as paredes, textura Chapisco, na cor 823, da Decorcril. Porta de chapa de aço com pintura eletrostática realizada por Matheus Furlan
Estúdio NY18/Divulgação | Projeto da arquiteta Mariane Rios
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Custo-benefício
As texturas são uma boa solução para quem busca impacto visual com um investimento menor, já que conseguem transformar o ambiente sem a necessidade de revestimentos caros ou complexos, além de terem uma aplicação mais rápida.
As paredes texturizadas com reboco rústico branco, executado na obra, servem de base neutra para brilharem pontos de cor, como o sofá vinho Brioche, do Atelier Fernando Jaeger. Repare nos nichos orgânicos esculpidos, que destacam peças de cerâmica adquiridas pelos moradores em viagem ao Nordeste. Piso monolítico no estilo terrazo, executado na obra
Miti Sameshima/Divulgação | Projeto do escritório Eixo Z Arquitetos
“Elas costumam ter um excelente custo-benefício. De modo geral, são mais acessíveis do que revestimentos como pedras naturais, porcelanatos ou painéis de madeira. O valor final varia conforme o tipo de textura, a complexidade do desenho, a qualidade do produto e a região, mas ainda assim é uma solução econômica quando se busca personalidade no projeto”, analisa Cinthia.
Os valores são calculados por metro quadrado (m²), e fatores como a altura do pé-direito e a necessidade de locação ou montagem de andaimes também influenciam no custo final.
“Como parâmetro de mercado, os preços para o produto aplicado podem variar entre R$ 40 e R$ 80, podendo chegar a R$ 200 ou R$ 300 o m², dependendo da sofisticação do acabamento”, afirma Camila.
O espaço de descanso da atriz traz textura cimentícia na parede da Microreve. Cabeceira da Fattoria. Iluminação da Cristalux. Tapete da Tapetes São Carlos. Cortina da Sil Cortinas. Espelho orgânico da Duna. Enxoval da Artelassê
Gustavo Bresciani/Divulgação | Projeto da arquiteta Livia Quintella e Jackie Britto
Alta durabilidade e fácil manutenção
A duração de cada textura depende de fatores como clima, materiais utilizados e qualidade da aplicação. “Por isso, é muito importante a contratação de um profissional qualificado para a execução do serviço”, orienta Camila.
Quando bem aplicadas, as texturas têm alta durabilidade, especialmente as acrílicas, que resistem bem ao sol, à umidade e às variações de temperatura. “Em áreas externas, podem manter o bom aspecto por muitos anos”, garante Jaine.
Realizar manutenções preventivas também ajuda a manter a textura bonita por mais tempo. No dia a dia, a limpeza pode ser feita com pano úmido, escova macia ou lavagem leve com detergente neutro, evitando produtos abrasivos. “Dependendo do tipo de textura, uma simples flanela já é suficiente para tirar a poeira”, alerta Camila.
O banheiro do casal, com duas pias esculpidas na bancada de granito branco Itaúnas, da MG Marmoré, tem parede revestida de textura monolítica da Protécnica. Metais da Deca. Toalha e objetos da Il Casalingo
Victor Affaro/Editora Globo | Projeto do escritório Flipê Arquitetura
Para facilitar a higienização cotidiana, ela sugere aplicar um verniz acrílico sobre a textura. “Ele ajuda a dar um brilho leve e acetinado às texturas, deixando o acabamento mais bonito e protegido”, diz.
No caso de efeitos de mármore ou cimento queimado polido, é importante fazer uma manutenção com um novo polimento de tempos em tempos. “Já na parte externa, dá para usar um hidrojateamento com uma lavadora de alta pressão. Mas atenção à regulagem do bico: evite deixá-lo muito pressurizado para não danificar ou criar buracos nas texturas”, explica a especialista do Senai-SP.
Nas paredes, a textura Arenato, na cor Berimbau, da Suvinil, traz mais conforto ao olhar e contrasta com o verde das plantas. À esquerda, a jardineira abriga jasmim-manga, helicônias, falsa-íris, filodendros e marantas. À direita, vasos com pitanga, filodendro, café, ravenala e croton. Paisagismo de Francisco Mascarenhas, da Plante Comigo
Studio Tertúlia/Divulgação | Projeto do escritório Paraviva Arquitetura
Caso seja necessário, pequenos retoques também podem ser feitos de forma localizada, sem grandes intervenções. “Muitas texturas permitem apenas a repintura, sem que seja preciso refazer todo o acabamento. Em áreas externas, é importante observar periodicamente o surgimento de trincas ou infiltrações, realizando manutenções preventivas para preservar o revestimento”, fala Cinthia.
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Como combinar texturas de parede
Com a ampla variedade de texturas disponíveis no mercado hoje, quase todo estilo de projeto pode contar com uma opção. Dependendo do desenho e da cor, elas podem transmitir aconchego, sofisticação, rusticidade ou contemporaneidade. “Quando bem especificadas, as texturas deixam de ser apenas um acabamento e passam a ser parte essencial da narrativa do projeto”, opina Cinthia.
A cor Gruta, da Suvinil, aplicada na textura artesanal feita em obra, traz a referência da arquitetura mexicana para projeto, reforçada pelo uso do Fulget, da Casa Franceza, na escasa e pisantes. A porta e janela estão em esquadrias de alumínio de correr na cor corten, com veneziana no sistema camarão na cor amadeirada, com execução da empresa JMAR. No jardim criado pela paisagista Paola Ávila, com execução da Soul Verde SP, estão as cadeiras da Dengô
Manuel Sá/Divulgação | Projeto do escritório Goiva Arquitetura
Cada tipo de textura combina melhor com determinados perfis de projeto. “O grafiato é muito usado em fachadas contemporâneas e muros, trazendo um visual moderno e resistente. As ranhuras funcionam bem em projetos contemporâneos e minimalistas, onde o desenho da parede faz parte da composição arquitetônica”, diz a arquiteta.
“O bico de jaca conversa melhor com propostas rústicas ou áreas externas. Já as texturas finas, espatuladas ou marmorizadas são ideais para interiores sofisticados, lavabos e halls, enquanto as roladas se adaptam bem a projetos residenciais mais neutros e atemporais”, completa.
Além do valor estético, as texturas também têm um aspecto funcional, ajudando a disfarçar pequenas imperfeições das paredes. Em fachadas e muros, são uma solução resistente e durável. “Elas podem ser utilizadas para proteger superfícies contra mofo, umidade, variações climáticas, entre outras intempéries”, descreve a arquiteta Cinthia Claro.
As paredes ganharam textura de cimento queimado na cor prata, da Ibratin. Rack feito sob medida em MFF branco e prateleira em MDF Freijó Puro, da Duratex, pela Lira Móveis Especiais. Sobre o rack, elemento decorativo adquirido na loja Minutia. Sofá da Kasa do Sofá. Tapete da Westwing. A porta de entrada ganhou a cor Cacto, da Suvinil
Flavio Dias/Divulgação | Projeto da arquiteta Natalia Salla Arquitetura e Interiores
Segundo Camila Pimenta, diretora de unidade do Senai-SP, as texturas têm um papel importante na construção para agilizar o processo de acabamento. “Com isso, a finalização da obra se torna mais rápida e assertiva”, aponta.
Entre as vantagens estão a redução das intervenções na obra, com menos resíduos e impactos ambientais; a não sobrecarga à estrutura; e a possibilidade de criar superfícies contínuas, sem juntas ou cortes.
Nos interiores, as texturas permitem criar paredes de destaque, agregando interesse visual sem sobrecarregar o espaço. Elas trazem o conceito de “casa com alma”, quebrando a frieza das superfícies lisas e trazendo um toque mais artesanal e acolhedor. “Uma parede com textura reage à luz de forma diferente ao longo do dia, criando jogos de sombra que dão movimento ao lar”, destaca Camila.
A estética monolítica permeia a área social, com teto, paredes e piso revestidos com textura Cimento Queimado Rústico, no tom Algodão Egípcio, da Decor Colors Niterói. O banco sob a janela, feito de madeira natural cumaru pela marcenaria RSNespoli, é um convite para apreciar a vista do Aterro do Flamengo. Cortina dupla com blackout branco e voal de viscolinho, executada pela Natan Decorações. Sofá Igarapé, da Soho Home Design. Mesa de centro do acervo dos moradores
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Pualani di Giorgio/Divulgação | Projeto do escritório Sensum Arquitetura
A combinação de praticidade, custo inferior e versatilidade de cores e acabamentos fazem das texturas uma opção a ser considerada nos projetos arquitetônicos e de interiores.
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“Além disso, permite futuras alterações com mais facilidade, acompanhando mudanças de gosto ou de estilo ao longo do tempo”, diz Camila.
Tipos de texturas de parede
O mercado atual oferece opções variadas de texturas, que podem ter relevo baixo, médio ou alto, e acabamentos que vão do liso ao rústico.
Entre as principais estão o grafiato, a ranhura, o bico de jaca, o chapiscado, além dos efeitos decorativos, como o cimento queimado e as texturas acrílicas. “Cada uma apresenta um tipo de relevo e um impacto visual diferente, o que permite atender a propostas variadas de projeto”, explica Jaine.
A textura manual, com execução da equipe do escritório, traz aconchego ao dormitório, assim como a cabeceira arredondada desenhada pelo arquiteto e executada com bouclé pela Inventare Alta Movelaria, responsável pela mesa de cabeceira, também desenhada por ele, produzida com rocha Ocean Blue, da Cajugram, e pintura em laca. A estátua de buda foi trazida de viagem. Roupa de cama da Luri Decorações, com colcha de crochê feita pela mãe do morador. Tapete de fibra natural da Wiler-K
Renato Navarro/Divulgação | Projeto do escritório BS Arquitetos
Também é possível criar diversos efeitos decorativos com texturas, como mármore, madeira, aço corten, tijolinho, areia, rocha e pedras naturais, ampliando o leque de opções.
Veja a seguir os principais tipos de texturas:
Grafiato
Características: granulado, relevo marcado;
Onde usar: fachadas e muros;
Estilo de projeto: contemporâneo, urbano;
Durabilidade: alta;
Custo relativo: médio.
Ranhura
Características: linhas contínuas e elegantes;
Onde usar: fachadas e paredes internas;
Estilo de projeto: moderno, minimalista;
Durabilidade: alta;
Custo relativo: médio.
Bico de jaca
Características: relevo rústico e artesanal;
Onde usar: áreas externas e muros;
Estilo de projeto: rústico, colonial;
Durabilidade: alta;
Custo relativo: médio.
Chapiscado
Características: textura irregular e simples;
Onde usar: fachadas e áreas externas;
Estilo de projeto: funcional, popular;
Durabilidade: alta;
Custo relativo: baixo.
Cimento queimado (efeito)
Características: superfície lisa e uniforme;
Onde usar: ambientes internos;
Estilo de projeto: industrial, contemporâneo;
Durabilidade: média/alta;
Custo relativo: médio.
Textura acrílica lisa
Características: discreta, acabamento suave;
Onde usar: internos e externos;
Estilo de projeto: versátil;
Durabilidade: alta;
Custo relativo: baixo a médio.
Pensado como um refúgio de acolhimento, o quarto é marcado por tons terrosos e texturas. À frente da parede pintada com textura Terracal, cor 511, da Terracor, que traz um toque artesanal, o painel de muxarabi em MDF Maraú, da Arauco, feito para Artífice Atelier do Móvel, envolve todo o espaço e confere unidade. Cabeceira de tecido estofada pela Life Cabeceiras e Estofados. Luminária do acervo pessoal
Everson Martins/Divulgação | Projeto do escritório Térreo Arquitetos
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Aplicação das texturas de parede
A preparação da parede é o principal para que a textura seja bem aplicada e tenha durabilidade máxima. A área a ser pintada deve estar limpa, seca e livre de contaminantes como graxa ou gordura. Em muitos casos, o ideal é usar um fundo preparador ou selador. “Além disso, infiltrações devem ser totalmente sanadas antes de iniciar o acabamento”, frisa Camila.
Em seguida, a textura é aplicada com desempenadeira, rolo, espátula ou ferramentas específicas, como sistemas de compressores e pistolas, que são responsáveis por criar o efeito desejado. O efeito final é construído enquanto o material ainda está úmido, respeitando o tempo de secagem indicado.
Após a secagem, algumas texturas já recebem a cor final na própria massa, enquanto outras precisam ser pintadas posteriormente.
A pedra madeira cinza, da Artec Design, faz par com a textura emboçada e pintada no tom Inverno Seco, da Suvinil, que confere um toque rústico ao visual. Sofá da Abstracto, loja que também forneceu a mesa de centro e a poltrona Cozy, de Eduardo Trevisan. Almofadas da Codex Home. Vasos da Ekko Home. Tapete da Galeria Hathi
Anita Soares/Divulgação | Projeto do arquiteto Hiago Santos
“Também é importante utilizar produtos de qualidade e contar com mão de obra especializada, especialmente em texturas com desenho mais marcado, como grafiato e ranhura”, orienta Jaine.
Vale ainda testar a textura antes da aplicação definitiva, principalmente em áreas internas, para garantir que o resultado esteja alinhado ao projeto. “Em áreas externas, deve-se respeitar as condições climáticas, evitando aplicação em dias de chuva ou sol intenso, o que pode comprometer a aderência e a durabilidade do material”, destaca Cinthia.
Grafiato
Utiliza desempenadeira para aplicar e moldar a massa texturizada. Resistente, é muito utilizado em áreas externas como muros e fachadas. “Perfeito para ocultar imperfeições e proteger as superfícies contra umidade e variações climáticas”, indica Cinthia.
Textura projetada
Feita com o suporte de uma pistola de alta compressão. Decora e protege, podendo ser utilizada em superfícies internas e externas. “Mas prevalece o uso externo, devido à capacidade de cobrir imperfeições e proteção hidrorrepelente, que ajuda na prevenção contra mofos e umidade. É lavável e não exige pintura, pois já vem pigmentada. A textura projetada pode ter efeito travertino, chapisco ou flocada”, detalha a arquiteta.;
Textura rolada
Tipo de textura aplicada com rolos especiais, muito resistente e durável.
Estuque
Aplica-se a camada de argamassa composta por cal, cimento, areia e água sobre a superfície, manualmente ou projetada. O estuque caracteriza-se por rugosidades e efeitos orgânicos, com acabamento liso, texturizado ou marmorizado. “Repassa sofisticação e elegância, com visual de profundidade na superfície. Pode ser aplicada em paredes, fachadas e tetos. Resistente a intempéries, umidade e impactos”, aponta Cinthia.
O cômodo minimalista tem cuba de piso executada de mármore travertino romano bruto, com acabamento arranhado rústico, pela Casa Nova Marmoraria, e, as paredes, textura Chapisco, na cor 823, da Decorcril. Porta de chapa de aço com pintura eletrostática realizada por Matheus Furlan
Estúdio NY18/Divulgação | Projeto da arquiteta Mariane Rios
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As texturas são uma boa solução para quem busca impacto visual com um investimento menor, já que conseguem transformar o ambiente sem a necessidade de revestimentos caros ou complexos, além de terem uma aplicação mais rápida.
As paredes texturizadas com reboco rústico branco, executado na obra, servem de base neutra para brilharem pontos de cor, como o sofá vinho Brioche, do Atelier Fernando Jaeger. Repare nos nichos orgânicos esculpidos, que destacam peças de cerâmica adquiridas pelos moradores em viagem ao Nordeste. Piso monolítico no estilo terrazo, executado na obra
Miti Sameshima/Divulgação | Projeto do escritório Eixo Z Arquitetos
“Elas costumam ter um excelente custo-benefício. De modo geral, são mais acessíveis do que revestimentos como pedras naturais, porcelanatos ou painéis de madeira. O valor final varia conforme o tipo de textura, a complexidade do desenho, a qualidade do produto e a região, mas ainda assim é uma solução econômica quando se busca personalidade no projeto”, analisa Cinthia.
Os valores são calculados por metro quadrado (m²), e fatores como a altura do pé-direito e a necessidade de locação ou montagem de andaimes também influenciam no custo final.
“Como parâmetro de mercado, os preços para o produto aplicado podem variar entre R$ 40 e R$ 80, podendo chegar a R$ 200 ou R$ 300 o m², dependendo da sofisticação do acabamento”, afirma Camila.
O espaço de descanso da atriz traz textura cimentícia na parede da Microreve. Cabeceira da Fattoria. Iluminação da Cristalux. Tapete da Tapetes São Carlos. Cortina da Sil Cortinas. Espelho orgânico da Duna. Enxoval da Artelassê
Gustavo Bresciani/Divulgação | Projeto da arquiteta Livia Quintella e Jackie Britto
Alta durabilidade e fácil manutenção
A duração de cada textura depende de fatores como clima, materiais utilizados e qualidade da aplicação. “Por isso, é muito importante a contratação de um profissional qualificado para a execução do serviço”, orienta Camila.
Quando bem aplicadas, as texturas têm alta durabilidade, especialmente as acrílicas, que resistem bem ao sol, à umidade e às variações de temperatura. “Em áreas externas, podem manter o bom aspecto por muitos anos”, garante Jaine.
Realizar manutenções preventivas também ajuda a manter a textura bonita por mais tempo. No dia a dia, a limpeza pode ser feita com pano úmido, escova macia ou lavagem leve com detergente neutro, evitando produtos abrasivos. “Dependendo do tipo de textura, uma simples flanela já é suficiente para tirar a poeira”, alerta Camila.
O banheiro do casal, com duas pias esculpidas na bancada de granito branco Itaúnas, da MG Marmoré, tem parede revestida de textura monolítica da Protécnica. Metais da Deca. Toalha e objetos da Il Casalingo
Victor Affaro/Editora Globo | Projeto do escritório Flipê Arquitetura
Para facilitar a higienização cotidiana, ela sugere aplicar um verniz acrílico sobre a textura. “Ele ajuda a dar um brilho leve e acetinado às texturas, deixando o acabamento mais bonito e protegido”, diz.
No caso de efeitos de mármore ou cimento queimado polido, é importante fazer uma manutenção com um novo polimento de tempos em tempos. “Já na parte externa, dá para usar um hidrojateamento com uma lavadora de alta pressão. Mas atenção à regulagem do bico: evite deixá-lo muito pressurizado para não danificar ou criar buracos nas texturas”, explica a especialista do Senai-SP.
Nas paredes, a textura Arenato, na cor Berimbau, da Suvinil, traz mais conforto ao olhar e contrasta com o verde das plantas. À esquerda, a jardineira abriga jasmim-manga, helicônias, falsa-íris, filodendros e marantas. À direita, vasos com pitanga, filodendro, café, ravenala e croton. Paisagismo de Francisco Mascarenhas, da Plante Comigo
Studio Tertúlia/Divulgação | Projeto do escritório Paraviva Arquitetura
Caso seja necessário, pequenos retoques também podem ser feitos de forma localizada, sem grandes intervenções. “Muitas texturas permitem apenas a repintura, sem que seja preciso refazer todo o acabamento. Em áreas externas, é importante observar periodicamente o surgimento de trincas ou infiltrações, realizando manutenções preventivas para preservar o revestimento”, fala Cinthia.
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Como combinar texturas de parede
Com a ampla variedade de texturas disponíveis no mercado hoje, quase todo estilo de projeto pode contar com uma opção. Dependendo do desenho e da cor, elas podem transmitir aconchego, sofisticação, rusticidade ou contemporaneidade. “Quando bem especificadas, as texturas deixam de ser apenas um acabamento e passam a ser parte essencial da narrativa do projeto”, opina Cinthia.
A cor Gruta, da Suvinil, aplicada na textura artesanal feita em obra, traz a referência da arquitetura mexicana para projeto, reforçada pelo uso do Fulget, da Casa Franceza, na escasa e pisantes. A porta e janela estão em esquadrias de alumínio de correr na cor corten, com veneziana no sistema camarão na cor amadeirada, com execução da empresa JMAR. No jardim criado pela paisagista Paola Ávila, com execução da Soul Verde SP, estão as cadeiras da Dengô
Manuel Sá/Divulgação | Projeto do escritório Goiva Arquitetura
Cada tipo de textura combina melhor com determinados perfis de projeto. “O grafiato é muito usado em fachadas contemporâneas e muros, trazendo um visual moderno e resistente. As ranhuras funcionam bem em projetos contemporâneos e minimalistas, onde o desenho da parede faz parte da composição arquitetônica”, diz a arquiteta.
“O bico de jaca conversa melhor com propostas rústicas ou áreas externas. Já as texturas finas, espatuladas ou marmorizadas são ideais para interiores sofisticados, lavabos e halls, enquanto as roladas se adaptam bem a projetos residenciais mais neutros e atemporais”, completa.



