“O meu trabalho, para bem ou para mal, responde. Ele tem esse elemento de reação — e isso é natural, não é forçado”, afirma Nuno Ramos ao refletir sobre sua produção. A ideia de uma arte que reage ao mundo encontra um de seus exemplos mais contundentes em 111 (1992), instalação que dá forma à memória das vítimas do Massacre do Carandiru.
Com uma trajetória que atravessa literatura, música, teatro e artes visuais, Nuno amplia constantemente o campo de atuação. Agora, volta-se à ópera ao assumir a direção de Intolleranza, de Luigi Nono, com estreia marcada para 29 de maio no Theatro Municipal de São Paulo. Aos 66 anos, o artista também vive um momento de transição no circuito das artes: acaba de trocar de galeria e passa a ser representado pela Almeida & Dale e pela Cerrado Galeria.
Revistas Newsletter
Outro traço marcante de sua obra é a relação com a materialidade. Elementos como vaselina, cal e sabão aparecem não como escolhas arbitrárias, mas como motores do próprio processo criativo. “Não é como você decide que material você põe na obra, mas como você decide que obra você coloca no material”, explica. “Esses materiais, quando cheguei neles, imediatamente propuseram trabalhos.”
Um café com Nuno Ramos: “O meu trabalho, para bem ou para mal, responde”
Captação de vídeo: Laura Raffs e Jeff Leal
Edição de vídeo: Pó de Vidro
Com uma trajetória que atravessa literatura, música, teatro e artes visuais, Nuno amplia constantemente o campo de atuação. Agora, volta-se à ópera ao assumir a direção de Intolleranza, de Luigi Nono, com estreia marcada para 29 de maio no Theatro Municipal de São Paulo. Aos 66 anos, o artista também vive um momento de transição no circuito das artes: acaba de trocar de galeria e passa a ser representado pela Almeida & Dale e pela Cerrado Galeria.
Revistas Newsletter
Outro traço marcante de sua obra é a relação com a materialidade. Elementos como vaselina, cal e sabão aparecem não como escolhas arbitrárias, mas como motores do próprio processo criativo. “Não é como você decide que material você põe na obra, mas como você decide que obra você coloca no material”, explica. “Esses materiais, quando cheguei neles, imediatamente propuseram trabalhos.”
Um café com Nuno Ramos: “O meu trabalho, para bem ou para mal, responde”
Captação de vídeo: Laura Raffs e Jeff Leal
Edição de vídeo: Pó de Vidro



