Todos os dias, sem perceber, a humanidade produz uma quantidade significativa de lixo. O grande problema é que diversos materiais permanecem no meio ambiente por mais tempo do que as pessoas estarão vivas.
Por isso, compreender a repercussão de um descarte inadequado é o primeiro passo para repensar hábitos e adotar práticas sustentáveis e conscientes.
Confira a seguir cinco itens comuns que muitas vezes são descartados sem pensar, mas que levam bastante tempo para desaparecer da natureza.
1. Garrafas plásticas
Garrafas plásticas de água e refrigerantes devem ser destinadas à reciclagem. Quando descartadas corretamente, elas podem ser transformadas em novos produtos, reduzindo o impacto ambiental e evitando que permaneçam por séculos na natureza
Freepik/topntp26/Creative Commons
Segundo a World Wide Fund for Nature (WWF), uma garrafa PET pode levar cerca de 450 anos para se decompor no meio ambiente. Para além desse dado alarmante, Roberto Rocha, presidente da Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT), ressalta que o desafio não está apenas no tempo de degradação, mas também na viabilidade da reciclagem.
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“Apesar de muitos materiais serem tecnicamente recicláveis, na prática, enfrentamos grandes dificuldades com plásticos de baixo valor agregado, como o Polipropileno Biorientado, o BOPP, e garrafas plásticas com processos de pigmentação, ou seja, coloridas. Esses materiais possuem baixo valor de mercado ou exigem tecnologias específicas, o que dificulta sua comercialização pelas cooperativas de catadores”, ele explica.
2. Placas eletrônicas
Por conterem metais pesados e componentes químicos, as placas eletrônicas evem ser destinadas à reciclagem adequada, evitando a contaminação do solo
Freepik/Creative Commons
As placas eletrônicas estão entre os componentes mais críticos, tanto pelo seu potencial de contaminação quanto pelo valor de reaproveitamento. De acordo com Fernando Rodrigues, engenheiro ambiental e gerente de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (ABREE), “as baterias, as placas eletrônicas e outros componentes contêm substâncias químicas perigosas”..
Quando esses materiais não recebem o destino correto, podem liberar substâncias tóxicas no solo, na água e no ar, ampliando os riscos ambientais e à saúde humana. Vale lembrar que esses mesmos componentes carregam metais, como cobre e alumínio, que podem ser recuperados. “Se reinseridos na cadeia produtiva por meio da reciclagem, contribuem para a economia circular”, pontua Fernando.
3. Latas de alumínio
Das embalagens de alimentos enlatados aos refrigerantes, as latas de alumínio são totalmente recicláveis, podendo ser reaproveitadas infinitas vezes sem perder qualidade
Freepik/wirestock/Creative Commons
As latas de alumínio, se não recicladas, são um exemplo de resíduo comum que pode permanecer séculos na natureza. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, o tempo de decomposição pode variar de 200 a 500 anos.
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Roberto também chama atenção para os efeitos sociais do descarte indevido. “Isso impacta diretamente a renda, a saúde e a dignidade dos catadores. Materiais contaminados ou misturados com resíduos orgânicos aumentam os riscos de acidentes”, ele afirma.
4. Baterias
Cruciais para alimentar dispositivos eletrônicos, as baterias exigem descarte cuidadoso. Por conterem metais pesados e substâncias tóxicas, quando descartadas de forma inadequada podem contaminar o solo e a água
Freepik/Creative Commons
Uma única bateria de chumbo-ácido pode levar mais de 400 anos para se decompor, conforme dados do Instituto Brasileiro de Energia Reciclável. Diante desse cenário, Fernando destaca a importância da logística reversa, prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e municípios.
“Na prática, o consumidor pode levar seus eletroeletrônicos sem uso a pontos de recebimento, como os disponibilizados pela ABREE. Esses materiais são encaminhados para triagem e, posteriormente, para reciclagem por empresas especializadas, garantindo a destinação ambientalmente adequada e a recuperação”, ele informa.
5. Embalagens de biscoitos e salgadinhos
Embalagens de biscoitos e salgadinhos são feitos com plásticos cuja reciclagem é difícil e acabam não sendo reaproveitadas em centros de coleta
Freepik/Creative Commons
Pacotes de biscoito são um exemplo de resíduo de difícil reciclagem e longa permanência no ecossistema. Relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que alguns plásticos podem levar de 20 a 500 anos para se decompor, dependendo de sua composição e das condições ambientais.
Nesse contexto, Roberto esclarece que nem todo plástico pode ser reaproveitado. “Alguns apresentam baixo potencial de reciclagem, não necessariamente por sua composição química, mas pela forma como são produzidos, utilizados e inseridos na cadeia de consumo. É o caso do BOPP, comum em embalagens de salgadinhos e biscoitos”, diz.
Por isso, compreender a repercussão de um descarte inadequado é o primeiro passo para repensar hábitos e adotar práticas sustentáveis e conscientes.
Confira a seguir cinco itens comuns que muitas vezes são descartados sem pensar, mas que levam bastante tempo para desaparecer da natureza.
1. Garrafas plásticas
Garrafas plásticas de água e refrigerantes devem ser destinadas à reciclagem. Quando descartadas corretamente, elas podem ser transformadas em novos produtos, reduzindo o impacto ambiental e evitando que permaneçam por séculos na natureza
Freepik/topntp26/Creative Commons
Segundo a World Wide Fund for Nature (WWF), uma garrafa PET pode levar cerca de 450 anos para se decompor no meio ambiente. Para além desse dado alarmante, Roberto Rocha, presidente da Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT), ressalta que o desafio não está apenas no tempo de degradação, mas também na viabilidade da reciclagem.
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“Apesar de muitos materiais serem tecnicamente recicláveis, na prática, enfrentamos grandes dificuldades com plásticos de baixo valor agregado, como o Polipropileno Biorientado, o BOPP, e garrafas plásticas com processos de pigmentação, ou seja, coloridas. Esses materiais possuem baixo valor de mercado ou exigem tecnologias específicas, o que dificulta sua comercialização pelas cooperativas de catadores”, ele explica.
2. Placas eletrônicas
Por conterem metais pesados e componentes químicos, as placas eletrônicas evem ser destinadas à reciclagem adequada, evitando a contaminação do solo
Freepik/Creative Commons
As placas eletrônicas estão entre os componentes mais críticos, tanto pelo seu potencial de contaminação quanto pelo valor de reaproveitamento. De acordo com Fernando Rodrigues, engenheiro ambiental e gerente de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (ABREE), “as baterias, as placas eletrônicas e outros componentes contêm substâncias químicas perigosas”..
Quando esses materiais não recebem o destino correto, podem liberar substâncias tóxicas no solo, na água e no ar, ampliando os riscos ambientais e à saúde humana. Vale lembrar que esses mesmos componentes carregam metais, como cobre e alumínio, que podem ser recuperados. “Se reinseridos na cadeia produtiva por meio da reciclagem, contribuem para a economia circular”, pontua Fernando.
3. Latas de alumínio
Das embalagens de alimentos enlatados aos refrigerantes, as latas de alumínio são totalmente recicláveis, podendo ser reaproveitadas infinitas vezes sem perder qualidade
Freepik/wirestock/Creative Commons
As latas de alumínio, se não recicladas, são um exemplo de resíduo comum que pode permanecer séculos na natureza. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, o tempo de decomposição pode variar de 200 a 500 anos.
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Roberto também chama atenção para os efeitos sociais do descarte indevido. “Isso impacta diretamente a renda, a saúde e a dignidade dos catadores. Materiais contaminados ou misturados com resíduos orgânicos aumentam os riscos de acidentes”, ele afirma.
4. Baterias
Cruciais para alimentar dispositivos eletrônicos, as baterias exigem descarte cuidadoso. Por conterem metais pesados e substâncias tóxicas, quando descartadas de forma inadequada podem contaminar o solo e a água
Freepik/Creative Commons
Uma única bateria de chumbo-ácido pode levar mais de 400 anos para se decompor, conforme dados do Instituto Brasileiro de Energia Reciclável. Diante desse cenário, Fernando destaca a importância da logística reversa, prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e municípios.
“Na prática, o consumidor pode levar seus eletroeletrônicos sem uso a pontos de recebimento, como os disponibilizados pela ABREE. Esses materiais são encaminhados para triagem e, posteriormente, para reciclagem por empresas especializadas, garantindo a destinação ambientalmente adequada e a recuperação”, ele informa.
5. Embalagens de biscoitos e salgadinhos
Embalagens de biscoitos e salgadinhos são feitos com plásticos cuja reciclagem é difícil e acabam não sendo reaproveitadas em centros de coleta
Freepik/Creative Commons
Pacotes de biscoito são um exemplo de resíduo de difícil reciclagem e longa permanência no ecossistema. Relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que alguns plásticos podem levar de 20 a 500 anos para se decompor, dependendo de sua composição e das condições ambientais.
Nesse contexto, Roberto esclarece que nem todo plástico pode ser reaproveitado. “Alguns apresentam baixo potencial de reciclagem, não necessariamente por sua composição química, mas pela forma como são produzidos, utilizados e inseridos na cadeia de consumo. É o caso do BOPP, comum em embalagens de salgadinhos e biscoitos”, diz.



