A bancada desempenha papel fundalmental na cozinha. Além de ser essencial para o preparo dos alimentos, ela organiza o espaço, orienta a circulação e, muitas vezes, conecta o cômodo a outros ambientes da casa. Assim, quando bem planejada, contribui para uma rotina fluida e confortável.
Em projetos integrados, essa função se torna ainda mais evidente. O layout, a marcenaria e os equipamentos impactam diretamente no desenho da bancada, que precisa atender tanto às demandas práticas quanto às escolhas estéticas.
A variedade de materiais e acabamentos amplia as decisões durante a reforma e compreender como cada escolha impacta o desempenho e a durabilidade da bancada é essencial para garantir um resultado funcional. A seguir, confira dicas para seu projeto!
Nesse projeto, a ilha se destaca como um monolito de quartzito Vibranium, com acabamento escovado, fornecido pela Marmoraria Del Rei Pedras. A marcenaria, executada pela L’Idea Ambientes, segue o tom de cinza e reforça o visual minimalista
Estudio NY18/Divulgação | Projeto do arquiteto Lucas Lage
A importância do planejamento
O ponto de partida está na organização do layout. A bancada deve ser planejada considerando a posição dos eletrodomésticos, louças e metais, além do desenho da marcenaria, para garantir uma divisão clara entre preparo, higienização e momentos de refeição.
Leia mais
“O planejamento das bancadas é um dos pontos mais estratégicos da cozinha, pois impacta diretamente na funcionalidade, na ergonomia e na estética”, reforça o arquiteto Lucas Lage.
A cozinha traz armários e prateleiras executados com o mesmo MDF da copa, além de bancada e frontão em granito
Re Freitas/Divulgação | Projeto do escritório Quattrino Arquitetura
Nessa etapa também entram as decisões técnicas, como a previsão de pontos elétricos, hidráulicos e de iluminação. A falta desse cuidado costuma gerar adaptações posteriores que comprometem o resultado e aumentam os custos da obra.
A ergonomia é necessária
A altura da bancada influencia diretamente no conforto. Em geral, as de pia e de preparo ficam entre 90 cm e 94 cm, enquanto ilhas e áreas de apoio podem variar conforme a função.
A altura da bancada é essencial para o uso ergonômico e, neste projeto, cada centímetro foi aproveitado com a ilha central multifuncional. A marcenaria em MDF padrão freijó — o mesmo dos armários — executada pela Realizar Móveis Planejados, abriga o forno. A bancada da pia, feita pela Inovar Marmoraria, utiliza o mesmo quartzo branco da ilha
Rafael Ribeiro/Divulgação | Projeto do escritório Studio di Giácomo
Quando há assentos associados, como em ilhas centrais, a ergonomia volta a ser determinante. A proporção entre bancada e bancos influencia diretamente no conforto e na percepção do espaço. Para bancadas ou ilhas de apoio com função de área de refeição, recomenda-se altura entre 75 cm e 110 cm — sendo este último indicado para balcões com banquetas altas.
Apesar das referências, ajustes são comuns. “Costumamos fazer as bancadas com altura de 90 a 92 cm, mas já recebemos pedidos especiais de bancadas mais altas, fora desse padrão, com 1 metro, por exemplo”, conta Larissa Ragaini, arquiteta do escritório Arkitito. A estatura dos moradores é um referencial para a definição das dimensões.
A pedra natural é uma excelente opção para bancadas de cozinha, como neste projeto, em que tanto a pia quanto a ilha foram executadas em quartzo Branco Zeus
Joana França/Divulgação | Produção de Luiza Ceruti e Isabela Suguimatsu/Divulgação | Projeto do escritório CODA Arquitetura
Materiais para as bancadas da cozinha
A escolha do material deve ir além da aparência. Aspectos como a resistência e facilidade de manutenção são fatores decisivos, assim como a sua porosidade do material, sobretudo em zonas úmidas. “Áreas molhadas e de preparo intenso exigem superfícies resistentes a manchas, impactos e calor”, coloca Lucas.
Granito, quartzito, quartzo e materiais sintéticos estão entre os mais utilizados nas bancadas. Já nas ilhas e bancadas de apoio, há maior liberdade de escolha, graças à versatilidade de usos que essas superfícies oferecem.
Neste projeto, a bancada de Corian conta com cuba moldada. O protagonismo do verde oliva na marcenaria foi combinado à serralheria preta, vidro canelado e madeira natural, com execução da Bontempo Ipanema
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto do escritório A+G Arquitetura
“Os granitos oferecem ótimo custo-benefício e estão disponíveis em diversas cores e porosidades, por serem materiais naturais”, explica Larissa. O mesmo ocorre com os mármores, porém essas pedras são mais sensíveis, especialmente nas tonalidades claras, exigindo maior cuidado e manutenção periódica. Já o quartzo apresenta alta durabilidade e resistência a manchas, mas possui baixa tolerância a calor extremo e sensibilidade aos raios UV.
Materiais industrializados, como as placas sintéticas, oferecem maior uniformidade e desempenho técnico, embora tenham custo elevado. “São uma combinação de agregados unidos industrialmente para garantir maior resistência e variedade de cores”, acrescenta a arquiteta.
A cozinha apresenta móveis executados pela JM Marcenaria em um chamativo tom de verde que domina todo o espaço
Naira Mattia/Divulgação | Projeto do arquiteto Ale Mellos
Há também o porcelanato. “Os modelos convencionais nem sempre apresentam benefícios relevantes, exceto quando comparados a materiais desenvolvidos especificamente para essa finalidade, como placas cerâmicas de alto desempenho, que incorporam tecnologia para garantir elevada resistência, baixa porosidade e segurança no contato com alimentos”, salienta Lucas.
Em projetos com orçamento restrito, granitos nacionais são uma boa opção, e o acabamento pode trazer diferenciação no visual. “O acabamento escovado ou levigado confere nova estética ao material, diferente do convencional polido”, indica o arquiteto.
A bancada pode ser o grande destaque do ambiente, como nesta cozinha, cuja ilha foi executada em quartzito Vivid Green da Pérola Mármores
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do arquiteto Nildo José, do escritório NJ+
Usar ou não o frontão na bancada?
O frontão, ou rodabanca, é um recurso muito utilizado, principalmente em áreas molhadas, pois protege a parede contra respingos e facilita a limpeza. Esse elemento deve ser planejado em conjunto com a escolha da bancada — feito com o mesmo material ou com outro, desde que seja resistente.
“Ladrilhos hidráulicos e outros cimentícios, por serem suscetíveis a manchas, não são indicados”, pontua Larissa.
Nesta cozinha, a marcenaria, em MDF ebanizado, foi realizada pela Tenda Móveis Especiais, enquanto a bancada em granito São Gabriel, com acabamento escovado, foi executada pela Técnica Mármores
Fernando Crescenti/Divulgação | Projeto do escritório Flávia Prata Arquitetura e Design
A altura do frontão pode variar conforme o projeto. Em composições minimalistas, com linhas suaves, é possível optar por medidas reduzidas, de até 5 cm. Já em áreas de maior uso, suscetíveis a respingos e sem outro revestimento na parede, o frontão pode ser mais alto para garantir proteção adequada.
“Nem todos os materiais permitem grandes alturas sem emendas, especialmente pedras naturais, sendo necessário fazer a paginação das peças para garantir um resultado sofisticado”, orienta Lucas. Os sintéticos, por exemplo, oferecem maior flexibilidade.
Os armários foram executados em lâmina natural de madeira freijó, enquanto as portas superiores receberam vidro canelado. A madeira aquece o ambiente e contrasta com as bancadas claras
Keniche Santos/Divulgação | Projeto de interiores de Cacau Ribeiro | Projeto de arquitetura do escritório Arch 3
bancada dcozinha com bancada de pedra sintetica ban
Cores e acabamentos em destaque
“Embora os tons neutros ainda predominem pela sua atemporalidade, o uso de cores confere personalidade e exclusividade ao projeto”, afirma Lucas. Tonalidades como verde e terrosas podem ser aplicadas de forma pontual, especialmente em ilhas, criando destaque. Outra possibilidade é explorar combinações de materiais para enriquecer a composição.
“A bancada funciona muitas vezes como elemento de conexão entre materiais, volumes e usos”, acrescenta o arquiteto. O ponto central é o equilíbrio: quando a bancada é protagonista, o ideal é que os demais itens sejam neutros.
A ilha central e as bancadas foram executadas em mármore Michelangelo Calacata Prime, da MHM Pedras. Os ambientes se integram pelo piso de cimento queimado da Microreve
André Nazaré/Divulgação | Projeto dos escritórios Fernanda Vargas Arquitetura e Studio Lins
“Costumamos trabalhar bastante com cores, mas há poucas marcas no Brasil com materiais coloridos”, comenta Larissa. Uma alternativa é apostar em uma bancada de alvenaria e revestir com azulejos ou pastilhas coloridos.
A seguir, confira mais projetos com bancadas diversificadas para te inspirar a planejar a sua cozinha!
Cozinhas com bancadas escuras
“Majoritariamente preta, a cozinha transmite uma atmosfera sóbria e elegante. Enquanto o granito reveste a bancada úmida, a área de refeições recebe acabamento em madeira
Estúdio Ny18/Divulgação | Projeto do escritório Piacesi Arquitetura
Os armários foram executados em madeira peroba-rosa de demolição pela Formadeira, enquanto a porta à esquerda recebeu detalhe em palhinha natural. A bancada da pia, em granito Café Imperial escovado, foi realizada pela marmoraria Margutti
Yuri Mazará/Divulgação | Projeto do escritório GDL Arquitetura, do arquiteto Gabriel de Lucca
A bancada em granito escovado São Gabriel, da Stone House, cria um contraponto ao bloco da cozinha, que recebeu marcenaria em Formica azul e portas de vidro aramado
Andréa Soares/Divulgação | Projeto do escritório ARKITITO Arquitetura
Cozinhas com bancadas coloridas
Nesta cozinha, a bancada em granilite da Granidomus traz tons intensos de rosa para compor a paleta escolhida
Maura Mello/Divulgação | Projeto do escritório Bettí Arquitetura
Em cozinhas externas, propostas coloridas deixam a decoração mais leve. A bancada mistura tons de verde com revestimento de madeira e foi executada em mármore Verde Guatemala pela Guandu Mármores e Granitos
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Aldi Fosi/Divulgação | Projeto do escritório Da Hora Arquitetura
Nesta cozinha, pia em pedra Silestone verde Sttelar, acabamento escovado, executada pela marmoraria Carmona. A ilha e o armário inferior foram fabricados em MDF Marsala da Guararapes
Favaro JR/Divulgação | Projeto do escritório Volar Interiores
Cozinhas com bancadas claras
A cozinha tem armários executados com MDF Carvalho Natural, da Guararapes, e MDF Branco Diamante, da Duratex, pela Proforma. Apesar de compacto, o espaço conta com bancada de granito Branco Siena, com pia, cooktop e coifa, além de micro-ondas embutido na marcenaria
Mariana Camargo/Divulgação | Projeto do escritório Freijó Arquitetura
Com copa, a cozinha recebeu marcenaria arredondada de MDF laminado, padrão amadeirado Alba, executada pela Bontempo Ipanema. Bancada feita de Corian Rice Paper, da Delfino Bancadas, com misturadores da Docol, adquiridos na loja Empporium Frei Caneca. O frontão revestido de porcelanato Nord Ris Decor Ripado, na PortobelloShop Ipanema, chama a atenção pela textura
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Daniel Andrade/Divulgação | Projeto do escritório MRG Arquitetura
O backsplash da bancada recebeu revestimento de pastilhas Atlas brancas de 2 x 5 cm. A bancada da pia, em granito Itaúnas levigado, foi executada pela Pedra de Esquina
Carolina Lacaz/Divulgação | Projeto dos arquitetos Raphael Souza e e Daniel Zahoul
Cozinhas com bancadas de granito
O ambiente é revestido com a cerâmica amarela na cor YL, da Portinari, criando uma oposição suave à bancada em granito preto
Alessandro Gruetzmacher/Divulgação | Projeto do escritório Ricardo Abreu Arquitetos
Nesta cozinha, bancada em granito branco Itaúnas escovado. Marcenaria executada em folha natural de jequitibá pela Marcenaria Caravelas
Leila Viegas/Divulgação | Projeto do escritório COTA760 Arquitetura
A marcenaria planejada em MDF branco recebeu bancadas em granito branco Siena. O piso, em porcelanato Metrópole Portland Acetinado da Eliane, complementa a composição
Júlia Tótoli/Divulgação | Projeto do escritório Estúdio Empena
Cozinhas com bancadas de quartzo
A bancada em quartzo branco, executada pela WM Mármores, recebeu armários baixos desenhados pelo escritório e produzidos em MDF Azul Astral da Duratex pelo marceneiro Eliseu. Do outro lado, o armário em compensado naval paricá foi confeccionado pelo marceneiro Raphael Bueno. O frontão foi revestido com pastilhas cerâmicas de 2,5 x 5 cm da Atlas
Leila Viegas/Divulgação | Projeto do escritório Sabará Arquitetura
Nesta cozinha, a bancada em quartzo Grain White da Stone House Marmoraria contrasta com os armários em compensado naval, que receberam detalhes em laminado melamínico goiaba, executados pela Made Marchi Marcenaria. As pastilhas verdes de 10 x 10 cm da Strufaldi reforçam a paleta vibrante
Andrea Soares/Divulgação | Projeto do escritório Arkitito Arquitetura
Nesta cozinha, a marcenaria em laca azul, executada pela Donizete Móveis, serve como base neutra para ganhar destaque no ambiente. As paredes foram revestidas com Liverpool White da Portobello, enquanto a bancada em quartzo Branco Norte traz leveza
Evelyn Müller/Divulgação | Produção: Manuela Figueiredo/Divulgação | Projeto do escritório Arkitekt Associados
Cozinhas com bancadas de porcelanato
A ilha orgânica projetada pelo escritório é o grande destaque, executada em folha de madeira maple pela marcenaria Cenário 2, também responsável pelos armários no mesmo material. As bancadas da ilha e da pia foram feitas em porcelanato Oh!take Cliff, da Portobello, que também reveste o piso
Manuel Sá/Divulgação
Cozinhas com bancadas de mármore
Nessa cozinha, as bancadas são de mármore Branco Paraná, da marmoraria Favero. Cadeiras Lúcio Costa, de Sergio Rodrigues
Mariana Orsi/Divulgação | Projeto da designer de interiores Paula Stareika Korte, do escritório Pskorte Design
Minimalista, o ambiente tem armários brancos com acabamento ripado executados pela IF Marcenaria. O nicho central com bancada de apoio é integralmente revestido de mármore travertino da Bossa Marmoraria
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Aldi Flosi/Divulgação | Projeto do escritório PKB Arquitetura
Um grande monolito de mármore Matarazzo, fornecido pela Pedras Kraisch, cria impacto visual ao brincar com o elemento em balanço que funciona como bancada
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Studio Gabriel Bordin
Cozinhas com bancadas de materiais sintéticos
Abaixo da bancada, o armário em MDF Gianduia Natural Velluto da Duratex foi executado pela Pro House, que também produziu a fruteira no mesmo material
Maíra Acayaba/Divulgação | Projeto do escritório Conrado Ceravolo Arquitetos
Bancada da pia e backsplash em Dekton Mone Matte Liso, fornecidos pela MG Superfícies. Na parede com textura Ornamentali Bege Delicato, da Diore Revestimentos (Ecco Conceito), está a churrasqueira com fechamento metálico laqueado, executado pela Ocan Metalúrgica
Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto da arquiteta Juliana Pippi
As bancadas foram feitas em Ultracompacto pela Di Ponta Marmoraria. O misturador de bancada é da Kohler, disponível na Ekko Revestimentos, e a cuba Farm Sink é da Don Artesano
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Studio LAK
A ilha recebeu o ousado quartzito brasileiro Blue Dee, fornecido pela Arquitetura do Mármore, que também disponibilizou a lâmina sintética Pietra Piasentina Grigio utilizada na bancada da pia
André Mortatti/Divulgação | Projeto do escritório FCstudio
Leia mais
Prático e de fácil manutenção, o Dekton foi aplicado no tampo da pia e na bancada de refeições, acompanhada por banquetas adquiridas no Studio Ambientes
Rafael Ribeiro/Divulgação | Projeto do escritório Lisbôa Demarche Arquitetura Design
Em projetos integrados, essa função se torna ainda mais evidente. O layout, a marcenaria e os equipamentos impactam diretamente no desenho da bancada, que precisa atender tanto às demandas práticas quanto às escolhas estéticas.
A variedade de materiais e acabamentos amplia as decisões durante a reforma e compreender como cada escolha impacta o desempenho e a durabilidade da bancada é essencial para garantir um resultado funcional. A seguir, confira dicas para seu projeto!
Nesse projeto, a ilha se destaca como um monolito de quartzito Vibranium, com acabamento escovado, fornecido pela Marmoraria Del Rei Pedras. A marcenaria, executada pela L’Idea Ambientes, segue o tom de cinza e reforça o visual minimalista
Estudio NY18/Divulgação | Projeto do arquiteto Lucas Lage
A importância do planejamento
O ponto de partida está na organização do layout. A bancada deve ser planejada considerando a posição dos eletrodomésticos, louças e metais, além do desenho da marcenaria, para garantir uma divisão clara entre preparo, higienização e momentos de refeição.
Leia mais
“O planejamento das bancadas é um dos pontos mais estratégicos da cozinha, pois impacta diretamente na funcionalidade, na ergonomia e na estética”, reforça o arquiteto Lucas Lage.
A cozinha traz armários e prateleiras executados com o mesmo MDF da copa, além de bancada e frontão em granito
Re Freitas/Divulgação | Projeto do escritório Quattrino Arquitetura
Nessa etapa também entram as decisões técnicas, como a previsão de pontos elétricos, hidráulicos e de iluminação. A falta desse cuidado costuma gerar adaptações posteriores que comprometem o resultado e aumentam os custos da obra.
A ergonomia é necessária
A altura da bancada influencia diretamente no conforto. Em geral, as de pia e de preparo ficam entre 90 cm e 94 cm, enquanto ilhas e áreas de apoio podem variar conforme a função.
A altura da bancada é essencial para o uso ergonômico e, neste projeto, cada centímetro foi aproveitado com a ilha central multifuncional. A marcenaria em MDF padrão freijó — o mesmo dos armários — executada pela Realizar Móveis Planejados, abriga o forno. A bancada da pia, feita pela Inovar Marmoraria, utiliza o mesmo quartzo branco da ilha
Rafael Ribeiro/Divulgação | Projeto do escritório Studio di Giácomo
Quando há assentos associados, como em ilhas centrais, a ergonomia volta a ser determinante. A proporção entre bancada e bancos influencia diretamente no conforto e na percepção do espaço. Para bancadas ou ilhas de apoio com função de área de refeição, recomenda-se altura entre 75 cm e 110 cm — sendo este último indicado para balcões com banquetas altas.
Apesar das referências, ajustes são comuns. “Costumamos fazer as bancadas com altura de 90 a 92 cm, mas já recebemos pedidos especiais de bancadas mais altas, fora desse padrão, com 1 metro, por exemplo”, conta Larissa Ragaini, arquiteta do escritório Arkitito. A estatura dos moradores é um referencial para a definição das dimensões.
A pedra natural é uma excelente opção para bancadas de cozinha, como neste projeto, em que tanto a pia quanto a ilha foram executadas em quartzo Branco Zeus
Joana França/Divulgação | Produção de Luiza Ceruti e Isabela Suguimatsu/Divulgação | Projeto do escritório CODA Arquitetura
Materiais para as bancadas da cozinha
A escolha do material deve ir além da aparência. Aspectos como a resistência e facilidade de manutenção são fatores decisivos, assim como a sua porosidade do material, sobretudo em zonas úmidas. “Áreas molhadas e de preparo intenso exigem superfícies resistentes a manchas, impactos e calor”, coloca Lucas.
Granito, quartzito, quartzo e materiais sintéticos estão entre os mais utilizados nas bancadas. Já nas ilhas e bancadas de apoio, há maior liberdade de escolha, graças à versatilidade de usos que essas superfícies oferecem.
Neste projeto, a bancada de Corian conta com cuba moldada. O protagonismo do verde oliva na marcenaria foi combinado à serralheria preta, vidro canelado e madeira natural, com execução da Bontempo Ipanema
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto do escritório A+G Arquitetura
“Os granitos oferecem ótimo custo-benefício e estão disponíveis em diversas cores e porosidades, por serem materiais naturais”, explica Larissa. O mesmo ocorre com os mármores, porém essas pedras são mais sensíveis, especialmente nas tonalidades claras, exigindo maior cuidado e manutenção periódica. Já o quartzo apresenta alta durabilidade e resistência a manchas, mas possui baixa tolerância a calor extremo e sensibilidade aos raios UV.
Materiais industrializados, como as placas sintéticas, oferecem maior uniformidade e desempenho técnico, embora tenham custo elevado. “São uma combinação de agregados unidos industrialmente para garantir maior resistência e variedade de cores”, acrescenta a arquiteta.
A cozinha apresenta móveis executados pela JM Marcenaria em um chamativo tom de verde que domina todo o espaço
Naira Mattia/Divulgação | Projeto do arquiteto Ale Mellos
Há também o porcelanato. “Os modelos convencionais nem sempre apresentam benefícios relevantes, exceto quando comparados a materiais desenvolvidos especificamente para essa finalidade, como placas cerâmicas de alto desempenho, que incorporam tecnologia para garantir elevada resistência, baixa porosidade e segurança no contato com alimentos”, salienta Lucas.
Em projetos com orçamento restrito, granitos nacionais são uma boa opção, e o acabamento pode trazer diferenciação no visual. “O acabamento escovado ou levigado confere nova estética ao material, diferente do convencional polido”, indica o arquiteto.
A bancada pode ser o grande destaque do ambiente, como nesta cozinha, cuja ilha foi executada em quartzito Vivid Green da Pérola Mármores
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do arquiteto Nildo José, do escritório NJ+
Usar ou não o frontão na bancada?
O frontão, ou rodabanca, é um recurso muito utilizado, principalmente em áreas molhadas, pois protege a parede contra respingos e facilita a limpeza. Esse elemento deve ser planejado em conjunto com a escolha da bancada — feito com o mesmo material ou com outro, desde que seja resistente.
“Ladrilhos hidráulicos e outros cimentícios, por serem suscetíveis a manchas, não são indicados”, pontua Larissa.
Nesta cozinha, a marcenaria, em MDF ebanizado, foi realizada pela Tenda Móveis Especiais, enquanto a bancada em granito São Gabriel, com acabamento escovado, foi executada pela Técnica Mármores
Fernando Crescenti/Divulgação | Projeto do escritório Flávia Prata Arquitetura e Design
A altura do frontão pode variar conforme o projeto. Em composições minimalistas, com linhas suaves, é possível optar por medidas reduzidas, de até 5 cm. Já em áreas de maior uso, suscetíveis a respingos e sem outro revestimento na parede, o frontão pode ser mais alto para garantir proteção adequada.
“Nem todos os materiais permitem grandes alturas sem emendas, especialmente pedras naturais, sendo necessário fazer a paginação das peças para garantir um resultado sofisticado”, orienta Lucas. Os sintéticos, por exemplo, oferecem maior flexibilidade.
Os armários foram executados em lâmina natural de madeira freijó, enquanto as portas superiores receberam vidro canelado. A madeira aquece o ambiente e contrasta com as bancadas claras
Keniche Santos/Divulgação | Projeto de interiores de Cacau Ribeiro | Projeto de arquitetura do escritório Arch 3
bancada dcozinha com bancada de pedra sintetica ban
Cores e acabamentos em destaque
“Embora os tons neutros ainda predominem pela sua atemporalidade, o uso de cores confere personalidade e exclusividade ao projeto”, afirma Lucas. Tonalidades como verde e terrosas podem ser aplicadas de forma pontual, especialmente em ilhas, criando destaque. Outra possibilidade é explorar combinações de materiais para enriquecer a composição.
“A bancada funciona muitas vezes como elemento de conexão entre materiais, volumes e usos”, acrescenta o arquiteto. O ponto central é o equilíbrio: quando a bancada é protagonista, o ideal é que os demais itens sejam neutros.
A ilha central e as bancadas foram executadas em mármore Michelangelo Calacata Prime, da MHM Pedras. Os ambientes se integram pelo piso de cimento queimado da Microreve
André Nazaré/Divulgação | Projeto dos escritórios Fernanda Vargas Arquitetura e Studio Lins
“Costumamos trabalhar bastante com cores, mas há poucas marcas no Brasil com materiais coloridos”, comenta Larissa. Uma alternativa é apostar em uma bancada de alvenaria e revestir com azulejos ou pastilhas coloridos.
A seguir, confira mais projetos com bancadas diversificadas para te inspirar a planejar a sua cozinha!
Cozinhas com bancadas escuras
“Majoritariamente preta, a cozinha transmite uma atmosfera sóbria e elegante. Enquanto o granito reveste a bancada úmida, a área de refeições recebe acabamento em madeira
Estúdio Ny18/Divulgação | Projeto do escritório Piacesi Arquitetura
Os armários foram executados em madeira peroba-rosa de demolição pela Formadeira, enquanto a porta à esquerda recebeu detalhe em palhinha natural. A bancada da pia, em granito Café Imperial escovado, foi realizada pela marmoraria Margutti
Yuri Mazará/Divulgação | Projeto do escritório GDL Arquitetura, do arquiteto Gabriel de Lucca
A bancada em granito escovado São Gabriel, da Stone House, cria um contraponto ao bloco da cozinha, que recebeu marcenaria em Formica azul e portas de vidro aramado
Andréa Soares/Divulgação | Projeto do escritório ARKITITO Arquitetura
Cozinhas com bancadas coloridas
Nesta cozinha, a bancada em granilite da Granidomus traz tons intensos de rosa para compor a paleta escolhida
Maura Mello/Divulgação | Projeto do escritório Bettí Arquitetura
Em cozinhas externas, propostas coloridas deixam a decoração mais leve. A bancada mistura tons de verde com revestimento de madeira e foi executada em mármore Verde Guatemala pela Guandu Mármores e Granitos
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Aldi Fosi/Divulgação | Projeto do escritório Da Hora Arquitetura
Nesta cozinha, pia em pedra Silestone verde Sttelar, acabamento escovado, executada pela marmoraria Carmona. A ilha e o armário inferior foram fabricados em MDF Marsala da Guararapes
Favaro JR/Divulgação | Projeto do escritório Volar Interiores
Cozinhas com bancadas claras
A cozinha tem armários executados com MDF Carvalho Natural, da Guararapes, e MDF Branco Diamante, da Duratex, pela Proforma. Apesar de compacto, o espaço conta com bancada de granito Branco Siena, com pia, cooktop e coifa, além de micro-ondas embutido na marcenaria
Mariana Camargo/Divulgação | Projeto do escritório Freijó Arquitetura
Com copa, a cozinha recebeu marcenaria arredondada de MDF laminado, padrão amadeirado Alba, executada pela Bontempo Ipanema. Bancada feita de Corian Rice Paper, da Delfino Bancadas, com misturadores da Docol, adquiridos na loja Empporium Frei Caneca. O frontão revestido de porcelanato Nord Ris Decor Ripado, na PortobelloShop Ipanema, chama a atenção pela textura
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Daniel Andrade/Divulgação | Projeto do escritório MRG Arquitetura
O backsplash da bancada recebeu revestimento de pastilhas Atlas brancas de 2 x 5 cm. A bancada da pia, em granito Itaúnas levigado, foi executada pela Pedra de Esquina
Carolina Lacaz/Divulgação | Projeto dos arquitetos Raphael Souza e e Daniel Zahoul
Cozinhas com bancadas de granito
O ambiente é revestido com a cerâmica amarela na cor YL, da Portinari, criando uma oposição suave à bancada em granito preto
Alessandro Gruetzmacher/Divulgação | Projeto do escritório Ricardo Abreu Arquitetos
Nesta cozinha, bancada em granito branco Itaúnas escovado. Marcenaria executada em folha natural de jequitibá pela Marcenaria Caravelas
Leila Viegas/Divulgação | Projeto do escritório COTA760 Arquitetura
A marcenaria planejada em MDF branco recebeu bancadas em granito branco Siena. O piso, em porcelanato Metrópole Portland Acetinado da Eliane, complementa a composição
Júlia Tótoli/Divulgação | Projeto do escritório Estúdio Empena
Cozinhas com bancadas de quartzo
A bancada em quartzo branco, executada pela WM Mármores, recebeu armários baixos desenhados pelo escritório e produzidos em MDF Azul Astral da Duratex pelo marceneiro Eliseu. Do outro lado, o armário em compensado naval paricá foi confeccionado pelo marceneiro Raphael Bueno. O frontão foi revestido com pastilhas cerâmicas de 2,5 x 5 cm da Atlas
Leila Viegas/Divulgação | Projeto do escritório Sabará Arquitetura
Nesta cozinha, a bancada em quartzo Grain White da Stone House Marmoraria contrasta com os armários em compensado naval, que receberam detalhes em laminado melamínico goiaba, executados pela Made Marchi Marcenaria. As pastilhas verdes de 10 x 10 cm da Strufaldi reforçam a paleta vibrante
Andrea Soares/Divulgação | Projeto do escritório Arkitito Arquitetura
Nesta cozinha, a marcenaria em laca azul, executada pela Donizete Móveis, serve como base neutra para ganhar destaque no ambiente. As paredes foram revestidas com Liverpool White da Portobello, enquanto a bancada em quartzo Branco Norte traz leveza
Evelyn Müller/Divulgação | Produção: Manuela Figueiredo/Divulgação | Projeto do escritório Arkitekt Associados
Cozinhas com bancadas de porcelanato
A ilha orgânica projetada pelo escritório é o grande destaque, executada em folha de madeira maple pela marcenaria Cenário 2, também responsável pelos armários no mesmo material. As bancadas da ilha e da pia foram feitas em porcelanato Oh!take Cliff, da Portobello, que também reveste o piso
Manuel Sá/Divulgação
Cozinhas com bancadas de mármore
Nessa cozinha, as bancadas são de mármore Branco Paraná, da marmoraria Favero. Cadeiras Lúcio Costa, de Sergio Rodrigues
Mariana Orsi/Divulgação | Projeto da designer de interiores Paula Stareika Korte, do escritório Pskorte Design
Minimalista, o ambiente tem armários brancos com acabamento ripado executados pela IF Marcenaria. O nicho central com bancada de apoio é integralmente revestido de mármore travertino da Bossa Marmoraria
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Aldi Flosi/Divulgação | Projeto do escritório PKB Arquitetura
Um grande monolito de mármore Matarazzo, fornecido pela Pedras Kraisch, cria impacto visual ao brincar com o elemento em balanço que funciona como bancada
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Studio Gabriel Bordin
Cozinhas com bancadas de materiais sintéticos
Abaixo da bancada, o armário em MDF Gianduia Natural Velluto da Duratex foi executado pela Pro House, que também produziu a fruteira no mesmo material
Maíra Acayaba/Divulgação | Projeto do escritório Conrado Ceravolo Arquitetos
Bancada da pia e backsplash em Dekton Mone Matte Liso, fornecidos pela MG Superfícies. Na parede com textura Ornamentali Bege Delicato, da Diore Revestimentos (Ecco Conceito), está a churrasqueira com fechamento metálico laqueado, executado pela Ocan Metalúrgica
Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto da arquiteta Juliana Pippi
As bancadas foram feitas em Ultracompacto pela Di Ponta Marmoraria. O misturador de bancada é da Kohler, disponível na Ekko Revestimentos, e a cuba Farm Sink é da Don Artesano
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Studio LAK
A ilha recebeu o ousado quartzito brasileiro Blue Dee, fornecido pela Arquitetura do Mármore, que também disponibilizou a lâmina sintética Pietra Piasentina Grigio utilizada na bancada da pia
André Mortatti/Divulgação | Projeto do escritório FCstudio
Leia mais
Prático e de fácil manutenção, o Dekton foi aplicado no tampo da pia e na bancada de refeições, acompanhada por banquetas adquiridas no Studio Ambientes
Rafael Ribeiro/Divulgação | Projeto do escritório Lisbôa Demarche Arquitetura Design



