A partir de 30 de abril, o Museu Judaico de São Paulo (MUJ) apresenta a exposição Burle Marx: Plantas em Movimento, dedicada à obra de Roberto Burle Marx (1909–1994). Com curadoria de Isabela Ono e Guilherme Wisnik, a mostra fica em cartaz até 2 de agosto e reúne desenhos, fotografias, filmagens e documentos do acervo do Instituto Burle Marx. Os ingressos custam R$ 12 (meia) e R$ 24 (inteira).
Um dos eixos da exibição revela o método de trabalho de Burle Marx, que realizava expedições por diversas regiões do Brasil e do exterior para estudar a vegetação em seu ambiente natural.
Nessas viagens, o paisagista era acompanhado por botânicos, arquitetos, artistas e jardineiros, sendo uma prática coletiva que influenciou diretamente sua forma de projetar e compreender a paisagem.
Perspectiva do Parque do Flamengo (1969), de Roberto Burle Marx, revela a integração entre caminhos sinuosos, massas vegetais e espelhos d’água, elementos que traduzem sua visão de paisagem como experiência sensorial e em constante movimento
Divulgação
Ao incorporar espécies nativas em seus projetos, ele rompeu com uma tradição dominante até então, baseada na importação de espécies e em modelos de jardins inspirados em referências europeias, especialmente francesas e inglesas.
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Ainda assim, sua abordagem não era rígida: em muitos trabalhos, combinava espécies brasileiras e exóticas, criando composições adaptadas a diferentes contextos e marcadas por uma visão aberta e experimental.
Fazenda Vargem Grande (1979), de Roberto Burle Marx & Cia. Ltda., evidencia a tradução do paisagismo em linguagem gráfica: formas geométricas, cores e texturas organizam o espaço como uma composição visual, articulando natureza e projeto de maneira integrada
Divulgação
A mostra também propõe identificar um “léxico” na obra do paisagista, ao relacionar projetos públicos e privados ao uso recorrente de determinadas espécies vegetais. Essa leitura evidencia padrões e escolhas que atravessam sua produção, ao mesmo tempo em que reforça o caráter coletivo de seu trabalho.
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“A realização desta exposição tem o propósito de ampliar a compreensão sobre o legado de Burle Marx, ao propor uma chave de leitura pouco revisitada em seu trabalho: sua herança judaica. A convite do MUJ, o pesquisador e artista Daniel Jablonski investiga como essa relação, transmitida pela via paterna, se inscreve em uma dimensão pouco visível, mas que atravessa sua maneira de estar no mundo”, destaca Marilia Neustein, diretora-executiva do Museu Judaico de São Paulo.
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Entre arte, modernidade e natureza
Nascido em 1909, Burle Marx teve sua formação marcada pelo contato com correntes modernas da arte europeia ainda jovem, durante uma temporada na Alemanha. Ao retornar ao Brasil, aproximou-se do ambiente modernista e desenvolveu uma linguagem própria, na qual o paisagismo deixa de ser um complemento da arquitetura para assumir papel central na concepção dos espaços.
Ao longo de décadas de atuação, projetou mais de dois mil jardins no Brasil e no exterior, consolidando uma obra que redefiniu a relação entre cidade e natureza e ampliou o entendimento do paisagismo como campo artístico.
Burle Marx: Plantas em Movimento
Data: 30 de abril de 2026 a 2 de agosto de 2026
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até às 17h30)
Endereço: Rua Martinho Prado, 128 – Bela Vista, São Paulo – SP
Ingresso: R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia)
Mais informações: (11) 94167-9248
Um dos eixos da exibição revela o método de trabalho de Burle Marx, que realizava expedições por diversas regiões do Brasil e do exterior para estudar a vegetação em seu ambiente natural.
Nessas viagens, o paisagista era acompanhado por botânicos, arquitetos, artistas e jardineiros, sendo uma prática coletiva que influenciou diretamente sua forma de projetar e compreender a paisagem.
Perspectiva do Parque do Flamengo (1969), de Roberto Burle Marx, revela a integração entre caminhos sinuosos, massas vegetais e espelhos d’água, elementos que traduzem sua visão de paisagem como experiência sensorial e em constante movimento
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Ao incorporar espécies nativas em seus projetos, ele rompeu com uma tradição dominante até então, baseada na importação de espécies e em modelos de jardins inspirados em referências europeias, especialmente francesas e inglesas.
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Ainda assim, sua abordagem não era rígida: em muitos trabalhos, combinava espécies brasileiras e exóticas, criando composições adaptadas a diferentes contextos e marcadas por uma visão aberta e experimental.
Fazenda Vargem Grande (1979), de Roberto Burle Marx & Cia. Ltda., evidencia a tradução do paisagismo em linguagem gráfica: formas geométricas, cores e texturas organizam o espaço como uma composição visual, articulando natureza e projeto de maneira integrada
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A mostra também propõe identificar um “léxico” na obra do paisagista, ao relacionar projetos públicos e privados ao uso recorrente de determinadas espécies vegetais. Essa leitura evidencia padrões e escolhas que atravessam sua produção, ao mesmo tempo em que reforça o caráter coletivo de seu trabalho.
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“A realização desta exposição tem o propósito de ampliar a compreensão sobre o legado de Burle Marx, ao propor uma chave de leitura pouco revisitada em seu trabalho: sua herança judaica. A convite do MUJ, o pesquisador e artista Daniel Jablonski investiga como essa relação, transmitida pela via paterna, se inscreve em uma dimensão pouco visível, mas que atravessa sua maneira de estar no mundo”, destaca Marilia Neustein, diretora-executiva do Museu Judaico de São Paulo.
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Entre arte, modernidade e natureza
Nascido em 1909, Burle Marx teve sua formação marcada pelo contato com correntes modernas da arte europeia ainda jovem, durante uma temporada na Alemanha. Ao retornar ao Brasil, aproximou-se do ambiente modernista e desenvolveu uma linguagem própria, na qual o paisagismo deixa de ser um complemento da arquitetura para assumir papel central na concepção dos espaços.
Ao longo de décadas de atuação, projetou mais de dois mil jardins no Brasil e no exterior, consolidando uma obra que redefiniu a relação entre cidade e natureza e ampliou o entendimento do paisagismo como campo artístico.
Burle Marx: Plantas em Movimento
Data: 30 de abril de 2026 a 2 de agosto de 2026
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até às 17h30)
Endereço: Rua Martinho Prado, 128 – Bela Vista, São Paulo – SP
Ingresso: R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia)
Mais informações: (11) 94167-9248



