Pátio central com piscina e jardim organiza casa térrea de 215 m²

Erguer uma casa do zero pode ser a melhor forma de transformar desejos cotidianos em arquitetura. Foi exatamente isso que motivou Milena Repizo Rodrigues a deixar o apartamento onde sempre viveu para construir um lar mais conectado à natureza e favorável ao convívio. Em um condomínio fechado em São José do Rio Preto, SP, ela encontrou o terreno ideal para criar uma casa térrea de 215 m² que reunisse praticidade, acolhimento e espaços generosos para receber amigos.
O projeto, assinado pela arquiteta Elisa Vasconcelos (@elisa.vasconcelos), com execução de obra da JB Construções, buscou equilibrar integração e privacidade, com ambientes voltados para um pátio interno onde água, vegetação e luz natural se tornam protagonistas.
Desde a fachada frontal, a residência revela sua linguagem contemporânea brasileira, marcada pela combinação de tijolo aparente, concreto e madeira. Os volumes mais fechados voltados para a rua preservam a privacidade, enquanto os materiais naturais conferem textura e acolhimento, junto ao paisagismo assinado por Renata Kassis Mendonça, do Studio Atrio (@studio_atrio).
FACHADA | Os materiais ditam a linguagem contemporânea brasileira da casa. Ripas de madeira nas portas e no painel dos fundos, da Portaco, responsável também pelo forro em cumaru. Nas paredes, ripas de concreto, com execução na obra pela JB Construções – o material está presente também nos patamares da escada. A viga metálica, da Cardoso Serralheria, fecha a composição ao alto. Piso de porcelanato Via Durini Grey NAT, da Portobello. No paisagismo assinado por Renata Kassis Mendonça, do Studio Atrio, a jabuticabeira, à esquerda, é o destaque, acompanhada de guaimbê e forração de singônio. No canteiro central, alecrim australiano. À direita, bloco de capim-do-texas rubro rente ao muro e grama esmeralda
Carolina Mossin/Divulgação
“A casa se organiza de forma introvertida, voltada para um pátio interno que atua como o coração do projeto, trazendo luz, ventilação e conexão direta com a natureza”, explica a arquiteta. A escolha de tons terrosos reforça essa proposta: os tijolos em nuances de terracota e caramelo criam uma base quente e acolhedora, equilibrada pelo cinza suave do concreto e pelos tons médios da madeira.
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Logo na entrada, o living integrado concentra a área social e revela a fluidez da planta. Ali, sala de estar, jantar e espaço gourmet se conectam visualmente e convidam ao convívio.
O mobiliário contemporâneo reforça a elegância do espaço, com peças como o sofá Oslo, de Giorgio Bonaguro, e a mesa de jantar Fio, de Jacqueline Terpins, acompanhada pelas cadeiras Sophi, do estúdio Goia Design.
A iluminação também ganha protagonismo com o pendente Sabiá 4, de Cristiana Bertolucci, que cria um ponto focal sobre a mesa. “A ideia era trabalhar com poucos materiais, mas explorar suas texturas e contrastes, resultando em uma atmosfera acolhedora e atemporal”, conceitua Elisa.
COZINHA GOURMET | A ilha se destaca com o quartzito madrepérola, da São Jorge Marmoraria, cujo uso se estende à bancada e ao frontão da pia. Banquetas Luna, do Studio Mapa.A, com composição de tecidos da Quaker
Carolina Mossin/Divulgação
A sala de estar foi pensada para valorizar o conforto e a convivência. O mobiliário de linhas contemporâneas dialoga com a materialidade da arquitetura, enquanto objetos de design reforçam a sofisticação do espaço. A paleta de cores segue a mesma lógica natural do projeto, com tons neutros que permitem que o verde do paisagismo e a luz natural se tornem parte da decoração.
COZINHA GOURMET | Equipamentos de alto desempenho elevam a funcionalidade, como o fogão da Bertazzoni embutido na ilha, e a coifa Milano, da Elettromec, ambos adquiridos na Arkton House. A estrutura suspensa em serralheria e vidro, feita pela Portalglass, envolve o eletrodoméstico e abriga o vaso com costela-de-eva
Carolina Mossin/Divulgação
A cozinha gourmet com ilha integra-se totalmente ao living e anuncia a vocação da casa para receber. As banquetas Luna, do Studio Mapa.A, criam um ponto de encontro informal ao redor da bancada, enquanto equipamentos de alto desempenho, como o fogão Bertazzoni, elevam a funcionalidade. A marcenaria foi desenhada para acompanhar a arquitetura e criar planos contínuos, com leveza visual e organização.
A piscina central, posicionada no pátio interno, orienta toda a implantação em forma de “U”, enquanto contribui para o conforto térmico, especialmente importante em uma cidade de clima quente como São José do Rio Preto. “Ela ajuda a reduzir a temperatura ao redor e cria um microclima mais agradável, além de refletir a arquitetura e ampliar a percepção de espaço”, explica Elisa.
ÁTRIO CENTRAL | O espaço é composto por piscina revestida de pastilha Atol Jade, 10 x 10 cm, da Decortiles, na Ornamentare, e um lounge com mobiliário da DonaFlor, adquirido na loja Jackie Móveis. Tijolinhos da Olaria Terra Nobre e ripas de concreto compõem a fachada, executada pela JB Construções. Ao fundo, painel que dá acesso à lavanderia feito de MDF Freijó Puro, da Duratex, pela Gerizim Móveis Planejados. Ao lado da piscina, forração com grama esmeralda e solano; ao fundo, vaso com ravenala. Enquanto à direita, as portas integram a suíte principal e o home office, à esquerda as grandes esquadrias abrem o living integrado suspenso, que fica na altura de banco, perfeito para confraternizar com a área externa
Carolina Mossin/Divulgação
O átrio central, composto pela piscina e um pequeno lounge, é a vista da suíte principal e do home office. Em frente, fica a área gourmet. “Além de sua beleza arquitetônica, o volume suspenso da área gourmet permite que, em dias de festa, com as portas abertas, ele funcione na altura de um banco, perfeito para a confraternização com a piscina e o lounge. O pátio central não é apenas estético: organiza a luz, a ventilação e o modo de viver”, detalha a profissional.
LATERAL COM DUCHA | A arquitetura com tijolinhos da Olaria Terra Nobre ganha frescor com o paisagismo assinado por Renata Kassis Mendonça, do Studio Atrio, que usou maciços de íris-da-praia e folhagens de orelha-de-elefante, com forração de solano. Chuveirão da Di Carbone. No piso, pedra Goiás rosa, da Pedregal
Carolina Mossin/Divulgação
A implantação colada ao recuo direito permitiu a instalação da ducha na lateral oposta, onde incide o sol da manhã. As áreas verdes suavizam os volumes da arquitetura em tijolos e trazem frescor ao conjunto. O resultado é mais um ambiente com temperatura agradável.
“Usamos todos os espaços, pois, enquanto preparamos as refeições, podemos desfrutar da sala de estar e, ainda, da piscina”, comemora a proprietária.
LAVABO | A materialidade da casa segue no pequeno espaço, com paredes revestidas de ripas de concreto, executadas durante a obra pela JB Construções. O painel de MDF Freijó Puro, da Duratex, produzido pela Gerizim Móveis Planejados, abriga o revisteiro Eixo 7, de Pedro Useche, na Jackie Móveis. Cuba esculpida emquartzito madrepérola, pela São Jorge Marmoraria. Torneira Tube Corten, da Deca, na Ornamentare. Forro de madeira cumaru, da Portaco. Piso de porcelanato Via Durini Grey, da Portobello
Carolina Mossin/Divulgação
O lavabo segue a mesma linguagem material da casa, combinando madeira, concreto e tons naturais. O revisteiro assinado por Pedro Useche, instalado no painel da parede, funciona como elemento escultórico e organiza livros e objetos decorativos.
HOME OFFICE | O ambiente no quarto da filha se conecta ao exterior através de grandes esquadrias, da Imperial Esquadrias. Marcenaria feita com MDF Carvalho Natural, da Duratex, e palha natural, por Gerizim Móveis Planejados, responsável pelo painel de MDF Dunas, da Eucatex. Na parte externa, paisagismo assinado por Renata Kassis Mendonça, do Studio Atrio, com espécies coqueiro-de-vênus, taioba e singônio
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Na área íntima, um dos quartos foi adaptado para atender à rotina contemporânea da filha adolescente, com home office. O espaço foi pensado para oferecer concentração e conforto, com mobiliário adequado ao estudo e uma atmosfera tranquila, reforçada pela conexão com o jardim.
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A suíte principal, por sua vez, foi concebida como um refúgio silencioso voltado para o pátio central, com home office integrado. “A vista proporciona prazer e paz enquanto trabalho”, conta Milena.
BANHEIRO | O mesmo porcelanato Via Durini Grey, da Portobello, usado no restante da casa se repete no ambiente, com banheira freestanding Sampa, da Sabbia, adquirida na Ornamentare. Boxe da Ve.Kint Vidraçaria. Banquinhos da Traço Objetos. Mancebo em formato de escada do acervo pessoal
Carolina Mossin/Divulgação
No banheiro principal, superfícies elegantes e iluminação suave reforçam a atmosfera de relaxamento, especialmente com a banheira freestanding. Banquinhos na cor terracota e detalhes em madeira complementam o espaço, em uma composição equilibrada entre funcionalidade e estética.

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